segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

MADRIGAL MELANCÓLICO (Manuel Bandeira) O que eu adoro em ti não é a tua beleza. A beleza, é em nós que ela existe. A beleza é um conceito. E a beleza é triste. Não é triste em si, mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza. O que eu adoro em ti não é a tua inteligência. não é o teu espírito sutil, tão ágil, tão luminoso- ave solta no céu matinal da montanha. Nem é a tua ciência do coração dos homens e das coisas. O que eu adoro em ti não é a tua graça musical, sucessiva e renovada a cada momento, graça aérea como o teu próprio pensamento, graça que perturba e que satisfaz. (...) Nem a tua pureza. Nem a tua impureza. O que eu adoro em ti - lastima-me e consola-me! O que eu adoro em ti é a vida. * Mandei esse poeminha outro dia por e-mail pra uma pessoa. Nem sei se (ele) leu. Espero que os leitores deste blog o aproveitem melhor...

1 comentários:

Kézia disse...

"Mulheres bonitas são invisíveis. Ficamos tão deslumbrados com a beleza exterior que nunca conseguimos chegar ao interior.

A beleza é uma maldição."

Li o poema e lembrei dessa frase..

B-joss

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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