quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Quase uma paráfrase!

Dias atrás recebi uma visita no mínimo inusitada no meu ambiente de trabalho. Era uma sexta-feira, véspera de um evento importante. Preparativos, ornamentação, acertar alguns detalhes... Eis que chega. Ficou ali parado, olhando o movimento de pessoas de um lado a outro. Nos cumprimentamos rapidamente. Algum tempo depois, ele continuava por ali. Observando. Em seguida ajudando um ou outro em alguma tarefa. Fim de expediente. Todos se foram. Todos, menos eu - e ele! Mais algumas horas de trabalho árduo. Eu, extremamente concentrada. Ele suspeitosamente solícito, colaborador... Lá pelas tantas, terminamos. Missão cumprida. Eu, exausta. Ele... Fechamos o estabelecimento. Despedida no portão. Ele pede um beijo. "Ah, sim - claro!" Acertei-lhe um beijo estalado na bochecha. Cara feia! Não era bem isso que ele tinha em mente... A resposta saiu com naturalidade, em tom quase maternal: "Nada de beijo. Vai pra sua casa." "OK; posso te acompanhar até o ponto de ônibus?" "Pode." O ônibus veio. Nova despedida. Um aceno desta vez. Enquanto me acomodava na poltrona mal podia conter o riso. Era só o que faltava!

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