quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Um móbile no furacão

Você diz que não me reconhece, que não sou o mesmo de ontem E que tudo o que eu faço e falo não te satisfaz Mas não percebe que quando eu mudo é porque Estou vivendo cada segundo e você Como se fosse uma eternidade a mais Sou um móbile solto no furacão... Qualquer calmaria me dá... solidão Na última vez que troquei meu nome Por um outro nome que não lembro mais Tinha certeza: ninguém poderia me encontrar Mas que ironia minha própria vida Me trouxe de volta ao ponto de partida Como se eu nunca tivesse saído de lá Sou um móbile solto no furacão Qualquer calmaria me dá... solidão Quando a âncora do meu navio encosta no fundo, no chão Imediatamente se acende o pavio e detona-se minha explosão Que me ativa, me lança pra longe pra outros lugares, pra novos presentes Ninguém me sente... Somente eu posso saber o que me faz feliz Sou um móbile solto no furacão Qualquer calmaria me dá... solidão (Paulinho Moska)

1 comentários:

Clesia Coelho disse...

Bastante inspirador...AH!!!
adorei este texto!
bj

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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