sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2008: Provada pelo fogo

OK. Passado o frenesi das festinhas de final de ano, hoje fiz um balanço dos acontecimentos do ano de 2008. Há muito a escrever. E hoje foi um dia daqueles, em matéria de trabalho braçal... em dias assim, o meu cérebro pega o embalo e vai junto. Toda hora tenho que parar e tomar nota... Então, vamos lá...
2008 foi um ano muito, muito difícil! 31 de dezembro de 2007 eu ainda amargava a dor da "perda" de alguém que achei que seria o "grande amor da minha vida" (achei não: cri! Por isso me lancei sem reservas e investi o meu melhor na relação). Me enganei. Ou me deixei enganar, mas até chegar a essa conclusão as águas rolaram fartas...
Os três primeiros meses foram de crise no trabalho. Uma daquelas! Confusão, abandono. Quase enlouqueci, quis jogar a toalha, desistir de tudo, abandonar a profissão... não tinha certeza se era mesmo o que eu queria. É péssimo quando você trabalha duro e não vê frutos. Eu fui desanimando. Mas levando como podia, eu tinha empenhado a minha palavra e tive que honrar com o compromisso feito.
Acalmados os ânimos no trabalho, foi a vez de experimentar o caos em família! Uma confusão, uma discussão e seguem os próximos três meses de angústia. Um martírio! Podem acreditar, eu sei o que é perambular pela cidade sem rumo, se ter pra onde ir. A casa se tornou um campo de batalha. Eu fiquei perdida que nem cachorro vira-lata. Sei o significado da intolerância religiosa. Sei o que é (tentar) dialogar com quem não abre mão de "ter (sempre) razão". E eu querendo tão pouco... Queria apenas um lugar pra fazer parte, sentir a sensação de pertencer. Foram dias sombrios...
Julho chegou. Muito trabalho. Mas uma expectativa boa. Viagem na primeira semana (pra pertinho) e na segunda semana (São Paulo - essa merece uma postagem especial). Descobri algo novo. Ânimos novamente aquietados. Houve trégua pelos próximos três meses...
Aí veio setembro. E a crise externa acabou se instalando aqui dentro de mim. Num espaço muito curto de tempo eu falei e fiz (ainda quis fazer e falar muito mas não consegui) um tanto de coisas que não devia. A sensação de "não pertencer" e "não ter uma Pátria" se tornou latente... Latejante. Foi a época de chutar pro alto o que dei conta e conter a vontade de chutar as outras coisas, os paus da barraca que ainda permaneciam de pé... Eu só queria um buraco pra me esconder; entrar lá e não sair nunca mais.
Outubro foi um mês diferente. Pelo menos em um aspecto: me interessei por alguém novamente (coisa que eu apostei ser tecnicamente impossível). Me apaixonei. Platônico, claro. Dois mundos completamente diferentes. O que fazer? Foi ótimo, porque eu sepultei definitivamente qualquer possibilidade de tornar ao "amor passado". Perdoei. Só não quero de volta! Nunca mais.
Em novembro eu provei e vi que aquilo que é possivel nem sempre é conveniente - e viável. Descartei a nova paixão. Obrigada Sr. Fanfarrão (com suas multihabilidades) por trazer meu coração de volta à vida... mas entre nós, nada além de uma sesão de fotos e autógrafos ao final de uma Conferência. Até porque a estrela é ele! E o planetóide aqui decidiu não mais gravitar em torno de quem quer que seja... Novembro foi o mês das descobertas interessantes... Os blogs (o meu e os outros dos quais me tornei leitora assídua) foram uns "achados"... Um acidente doméstico me pôs em casa pra conviver com meus pais. Restituição do que eu achei que tinha perdido pra sempre. Meu trabalho... cara, descobri como eu amo minha profissão! Mais que uma ocupação, é um sacerdócio. As minhas habilidades como Educadora floresceram lindamente! Apurei um pouco mais a intuição, acertei alguns diagnósticos, fiz encaminhamentos... Só não abri a clínica porque o tempo foi escasso - também porque a equipe esbarrou na buRRocracia.
Em dezembro eu senti no corpo o impacto de um ano tenso... e denso... Stress, mau-humor, cansaço, fadiga, desânimo, sono acumulado, falta de vontade de fazer as coisas... Mas foi um mês bom! Teve a minha festinha de aniversário. Teve o jantar de Natal - memorável. Tudo muito simples. Mas o que mais eu quero desta vida???? As coisas que mais me deixam feliz são assim... SIMPLES! Teve a festa da Virada na Igreja. Cara, foi muito lindo! Diferente de tudo...
O saldo de 2008? Ah, sim... Eu nunca me senti assim tão amadurecida. Em todos os aspectos! Foi um ano da descoberta de mim mesma. Hoje eu olho pra mim e sei quem sou (e quem não sou)! Ficou muito claro que cada vez mais eu posso - e devo - ir me afastando das "conveniências", dos rótulos e das "frases feitas".
Valeu a pena passar pelo fogo, pela lapidação.
Pronta para brilhar em 2009!
Shalom.

2 comentários:

Sr. Sete disse...

É por isso que sou econômico...

Pois exitem aqueles que não são...

hihihihi

Liliane Godoi disse...

E que ano hein mana?
Mas ainda sim continua sendo meu espelho e imagem de quem eu pretendo ser quando crescer...
Amo-te.

Sua fã... Lilly. ^^

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
Copyright 2009 Viviane Zion. Powered by Blogger
Blogger Templates created by Deluxe Templates
Wordpress by Wpthemescreator
Download Royalty free images without registering at Pixmac.com