sábado, 3 de janeiro de 2009

Sampa - 2008 (parte I)

A viagem a São Paulo em julho de 2008 foi um divisor de águas na minha vida. Nunca gostei de viajar. Não estava habituada. Dormir fora de casa é um assunto muito sério... sinto falta da minha cama, do meu travesseiro, das minhas coisas (acho que sou meio autista! rs)... Gente estranha, lugares estranhos nunca foram atrativos. Caldas Novas, Pirenópolis (amo!)... cidadezinhas do entorno do DF - era o máximo admitido.

Era um Congresso importante. Boa chance de aprender coisas, acumular uma bagagem ministerial a mais. Eu quis... e fui! O destino era a Barra Funda. Meio que "Centro-Oeste" da cidade. Neurótica com só eu mesma, passei semanas decorando os mapas do Google: nomes das ruas, estações de metrô, de ônibus, Shoppings, trajetos mais viáveis do hotel pro Espaço das Américas (ida e volta)... No fim das contas eu tava até auxiliando os motoristas de Táxi a acharem os lugares (sério!!!).
Outra coisa interessante: viajei de avião. Exatamente uma semana antes, uma amiga voltou de lá (também voando pela 1ª vez) e me assustou! Disse que era horrível, que detestou e por ela, nunca mais viajaria de avião na vida!!! Eu, que sempre prefiro tirar as minha próprias conclusões sobre as coisas, encarei numa boa.
E fomos (eu e Cynthia - minha companheira de vôo e de quarto). Chegamos com duas horas (!) de antecedência no aeroporto. Como fui de carona, nem dei sugestão. Check in OK. Nos restava esperar. E o tempo passava arrastado. Esperávamos um casal e mais uma pessoa que estavam incluídas no mesmo voo, marcado para as 9:15h. Chegaríamos em Sampa às 11h se não ocorresse atraso. Pequena confusão com o nome no bilhete e uma das pessoas não embarcou. Esperaria o próximo. Sem mais a fazer, embarcamos.
Uma vez instalada na poltrona, era tarde pra voltar atrás! Difícil foi segurar o riso quando a comissaria de bordo começou aquela "coreografia" indicando as saídas de emergência e etc!!! Nusss... A decolagem foi tranquila! Nada de pressão nos ouvidos nem nada. Olhando pela janela eu tive a impressão de pertencer a aquele mundo... nasci mesmo pra viver nas alturas... Uhuuuu... Duas horas passaram voando (literalmente)!!!!!
Quando começamos a sobrevoar a cidade de São Paulo, pasmei com a poluição! Dava pra ver o contraste entre a densa camada e o céu acima dela... Asustador! Ficamos sobrevoando um tempinho até o piloto receber autorização pra aterrissar. Sem sobressaltos. Mas Congonhas tem história! Lá de cima mesmo eu vi o muro onde o avião da TAM se esborrachou há algum tempo atrás. Engraçado foi passar pela porta da saída... tinha um cara com uma plaquinha com o nome de um dos nossos... Era o transfer. Do aeroporto pro hotel demorava um pouquinho. Ficaríamos 4 dias na Barra Funda. Lá onde fica o Memorial da América Latina - projetado por Niemeyer. Me senti (quase) em casa! rs.
Do aeroporto pro hotel, um tempinho considerável, mas em compensação deu pra ver muita coisa pela janelinha da van. Meus olhos estavam ávidos... Check in no hotel: segundo susto! Entrei no quarto e fui direto abrir a janela. Quase morri - estavam lacradas. Alcancei a cama num pulo e chamei a Cynthia com uma vozinha meio que sumida: "Amiga... a janela não abre." Foi quase um pânico! Eu sofro em lugares fechados. Falta o ar. Respira... respira... respira... Procura não pensar nisso. Minha companheira ligou na recepção pra saber se todas as janelas dos quartos eram lacradas. Sim. Todas. AimeuDeus! Fui recobrando a parte racional de mim (aiás, pensando bem, estávamos a 300m da marginal Tietê - janelas abertas... talvez não fosse uma idéia tão boa assim).
Devidamente instaladas, almoço no Shopping mais próximo e uma saga... de volta ao Aeroporto pra buscar nossa outra companheira de viagem que chegaria às 16h. O marido, aflito, conseguiu nos arrastar até o outro lado da cidade novamente - só que desta vez de metrô e de ônibus! Caos total. Mas deu tudo certo.
Duas considerações...
  1. O METRÔ de São Paulo! Fiquei apaixonada! Cada estação uma descoberta... Não dá tempo de olhar tudo mas é um mundo impressionante!!!! As pessoas, as lojas, os quiosques: de sorvete, de biscoitos, de leite, café chocolate. As lojas que vendiam malhas (era inverno) a preço muito bom, bijouterias, chapéus (amo!), boinas (uh lalá...), botas, luvas, cachecóis... E gente e mais gente... fez o movimento da Rodoviária do Plano Piloto parecer deserto!!!
  2. O povo é mal-humorado. Eles não dão informação, dão patada! Perguntamos alguma coisa que não lembro bem o que a um homem no ponto de ônibus a caminho de Congonhas... Aff! Coice! Só rindo mesmo...

(Continua...)

2 comentários:

Marianne disse...

Caramba fico imaginando você rindo da aeromoça... Ilário, até consegui visualizar isto!

Beijos Vivi linda.
Mari

Rafaela disse...

amo viajar..
amo voar..
amo sampa!!

lá é tudo... o meu lar!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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