segunda-feira, 16 de março de 2009

40º

Queria ter uma capacidade maior de transpor o que passa aqui por dentro da minha alma. Transformar sensações em palavras, afetos em rimas, suspiros em canções...
Lágrimas em letras... Mas tá difícil!
Eu tô naquela situação de intensa adrenalina (muito comum à minha existência). Deve ter acontecido um terremoto no dia em que eu nasci. Deve ser isso! As constelações e o alinhamento dos planetas
em uma formação daquelas que acontecem de muito em muito tempo... Deviam conspirar e dizer a mim, ainda na maternidade: "- esqueça a ideia de ser alguém comum! Isso não é para você!"
E eu nem me atinei naquela hora, provavelmente estava mais preocupada em me aconchegar no peito de minha mãe pra provar um pouquinho de leite. Faltou atenção também nessa hora....
Mas o fato é que eu gostaria de escrever detalhadamente sobre as minhas confusões e devaneios e viagens diárias... Emoções são flutuantes (isso me irrita muito). Registra-las pode ser uma alternativa de melhor compreende-las posteriormente. Mas qual o quê! Nem sequer consigo definir o que sinto, que dirá registrar...
As coisas não poderiam ser apenas, mais simples????
A expectativa me consome. A espera me inquieta. E dia após dia eu tento convencer a minha mente, a minha vontade, as minhas emoções de que a ansiedade não é boa, de que não devo esperar tanto das circunstâncias exatamente porque elas mudam a todo instante mas...
Mas... Como não me animar? Como não me ater (e atear) às esperanças que batem sutilmente à minha porta e oferecem gotas de intensa alegria a preço consideravelmente baixo até mesmo em tempos de crise econômica... O riso é farto. A espera é longa. O horizonte azul. A promessa é viva aqui dentro. Algo bom. Algo novo.
Sinto-me como tentando segurar pela crina um cavalo nunca antes domado. E logo de início, bem sabendo que não conseguiria tal façanha, solto os pés do chão e fecho os olhos. A sensação é de voar. O final não se sabe. Nem é preciso.
Finalizo - ou que ele* finalize: "Há sempre alguma loucura no amor. Mas, há sempre, também, alguma razão na loucura". (F. Nietzsche)*

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