domingo, 26 de abril de 2009

^FLY^

Perfeito! Som do céu!

Visceral!

Voei...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Nem só de empolgação viverá o homem.

terça-feira, 21 de abril de 2009

21 de abril

Parabéns Brasília!!!
49 anos...
:)

Sarnento, pulguento, magrinho, uma graça!

Olha que gracinha de texto! Eu e os livros infantis novamente... Garimpei uns cinco pra ler durante o feriadão. Esse é bem legal (Contos de estimação)! destaque para o conto da Adriana Falcão! Uma belezinha de texto. Vale a pena ler todinho... Quem tiver entendimento que entenda... rs
"Tem pessoa que gosta de cachorro, tem pessoa que não gosta, tem cachorro que gosta de pessoa, tem cachorro que detesta. Jonas era um cachorro que adorava gente. Gente fala. Gente canta. Gente come de garfo e faca. Gente anda em pé, dirige carro, caminhão, ônibus, navio, avião. Gente paga passagem. Gente é muito importante. (Tem gente até que é presidente). Gente estuda, trabalha, faz redação, equação, reunião, gente toma decisão, pinta quadro, escreve poema, compõe canção. Gente ama. Briga. Vai embora. Volta. Se arrepende. Gente sente. Gente pensa cada coisa, ele pensava. Quem disse que cachorro não pensa? Todo mundo? Então duvide. Gente muitas vezes se engana. Mas Jonas não via os defeitos, via só as qualidades. “Tão bonito gente”, era sua opinião de cachorro, “gente é realmente o máximo”. Homem, mulher, velho, menino, menina, adolescente, tanto fazia. Tudo o que Jonas queria, desde pequenininho, era uma pessoa só pra ele. Não importava a raça. O sexo. A idade. A aparência. A cor do cabelo. A classe. O endereço. Qualquer pessoa servia. Mas quem ia querer um vira-lata? Se ele ainda fosse um cachorro peludo, fofo e engraçadinho como esses que as pessoas compram com não sei quantas notas de dinheiro, e dão vacina, ração, prato com o nome escrito, coleira, medalha, lacinho, carinho. Mas não. Jonas era até bem feinho, pra dizer sinceramente. Sarnento. Faminto. Pulguento. Cinzento. Magrinho. Sem graça Nasceu na rua. Mamou na marra (Jonas tinha mais doze irmãozinhos e a sua mãe não tinha tantos peitos, coitada). Cresceu pouquinho. Muito precocemente aprendeu a abanar o rabo. Era só aparecer alguém e o seu rabo começava: pra lá, pra cá, pra lá, pra cá, pra lá, pra cá. Mas ninguém nunca parava pra dizer “que bonitinho!”, “olha, mãe, um cachorrinho!”, “tão pequeno!”, “tão simpático!”, ou essas coisas que as pessoas dizem quando o coração delas amolece por algum motivo. Mesmo que seja passageiro. Mesmo que seja piedade. Mesmo que seja bem pouco. Mesmo que seja um cachorro sarnento, faminto, pulguento, cinzento, magrinho, sem graça. Mesmo sem nenhum motivo, apenas porque a pessoa acordou bem-humorada. Não tinha jeito, choro, latido, lambida, pulinho, ganido, não tinha rabo abanando que comovesse qualquer um que fosse. Ninguém passava a mão na sua cabeça. Nem uma festinha de nada. Ninguém estalava os dedos pra Jonas. Sabe lá o que é viver sem saber o que é um colo? A vida assim é muito dura, ele constatava diariamente, quando acordava na calçada. Então sua mãe lambia ele todinho, como quem diz “besteira menino” (ela sempre foi uma cachorra de muita coragem. Criou muitos cachorrinhos, teve não sei quantas ninhadas, viu seus filhos crescerem cada um lá do seu jeito com as suas preferências, leite, osso, sobra de macarrão, arroz misturado com graxa, sapato velho, garrafa de plástico vazia, papel amassado pra se fazer de bola, cachorrinhas no cio, cachorrinhos charmosos). Mas, gente, Jonas? Por que será que esse cachorro não resolveu gostar de alguma coisa mais fácil? Sei lá porque, ora. Nem tudo no mundo é explicável. O fato é que, apesar de tão desprezado (às vezes ele chegava a pensar que era invisível), Jonas adorava gente e pronto. E um cachorro que queria tanto ter uma pessoa havia de encontrar uma pessoa que também quisesse ter um cachorro, não é verdade? -- É louco – pensavam os outros cachorros. – Quem vai querer ser dono dele? Mas ele não queria um dono. Não era isso. O que ele queria era ser dono de alguém. Será que não dava pra entender algo tão óbvio? Jonas era um cachorro que tinha muito pra dar e precisava urgentemente despejar em quem quisesse receber.
Por isso saiu pela rua procurando. Ouviu não sei quantos “xô!”, “cuidado, um cachorro!”, “tão sujo”, “que asco!”, “dá o fora daqui, seu saco de pulgas”. Pensa que ele desistia? Que nada. Botou na cabeça que ia encontrar sua pessoa e não era cachorro do tipo que se deixa abater pelas dificuldades que aparecem sempre. Latas de lixo muito altas ou vazia. Gente que atira pedra. Sede. Frio. Tempestade. Pra conservar a esperança intacta, apesar de tantos obstáculos, só quando a determinação é muito grande. E a dele era. Será que foi sua insistência? Foi aquela perseverança toda? Será que foi coincidência? Quem sabe? Mas quando Luísa viu Jonas passando bem na frente da sua escola, se identificou na hora. Ela também era sozinha, magrinha, sem graça (pelo menos era isso que ela achava). Pois ele achou justamente o contrário. Nunca tinha visto menina mais charmosa, mais bela, mais dele, “é ela!”, ele pensou, e então ela disse: “é ele!”. Espera. Calma. Não é possível. Será que era com ele mesmo? Era. Há tempos Luísa procurava um cachorro só pra ela em todos os pet-shops da cidade: Yorkshires, Poodles, Lulus da Pomerânia, Fox Terriers, mas nenhum tinha aquela cara que dizia “eu quero” e nem um rabo que abanava assim, com tanta vontade. -- É louca – comentavam. – Como é que essa menina foi querer logo o mais feio?
Nem todo mundo sabe que o verbo querer fica muito melhor de dupla. Um querendo de lá e outro querendo de cá viram dois que se completam. E quando isso acontece – dois quereres ao mesmo tempo – os sinos sempre badalam, os olhos piscam feito estrelas, os corações batem mais forte, razoes perdem completamente o sentido, tudo vira maravilha em volta, a vida quase fica tonta e o resto não importa. Pena que gente é bicho tão complicado. Procura explicação pra tudo, justificativa, motivo nobre, benefício, julgamento. Perde muito tempo analisando. Dá importância além da conta a coisa menos importante do que o momento. Gente pensa demais de vez em quando. Tanto é que tem gente que até hoje não entende quando vê Luísa e Jonas passeando, juntinhos e felizes, e logo pensa: “que engraçado”." Obra: Contos de Estimação (págs. 38-43); Editora: Objetiva; Edição: 1ª; Ano: 2002. Local: Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Via de regra quem sabe que tem razão precisa dar o exemplo!

Haja paciência!

Um comentário mal interpretado e uma discussão infundada, desnecessária! Ai como eu detesto situações desse tipo! Daí o texto vira pretexto pra que questões mal-resolvidas sejam lançadas bem na nossa face e daí por diante... Haja paciência e sangue frio pra não responder no mesmo tom de mágoa guardada!
A pergunta que não quer calar: como as pessoas tem a capacidade de serem tão absurdas e incoerentes??? Veja bem, eu abro a minha (imensa) boca (apenas) tentando expressar a minha (quase-desimportante) opinião e o que acontece? Hã? Vamos lá... Tente... BINGO! Uma tremenda confusão... Se não falo sou omissa, indiferente, não me importo! Se falo, sou implicante. E ainda que tenha razão fico "mal na fita", sobra pra mim. Assim fica difícil!
E ela saiu porta afora sem dizer nem um tchau! Ofendeu-se. Franqueza pode ser um veneno. E eu fui franca. Falei consciente (aliás, diga-se de passagem, ultimamente o meu cérebro tem comandado a situação quando o momento é tenso... as minhas palavras têm sido friamente calculadas na hora de equacionar um conflito, senão a tendência é piorar muito a coisa - o problema é que uns instantes antes eu estava relaxada e falei a primeira frase sem calcular o risco). Saí perdendo; deixa ela ter razão. De que serve ter razão??? Pra que estar certo??? E daí? Destroem-se os laços por causa de pontos de vista: eu acredito assim - ela de outra forma. Se discordar vai fazer a gente se distanciar ora bolas, deixa ela ter razão! Os laços estão acima disso tudo e eu espero sinceramente que ela enxergue isso antes que seja tarde...
Como escreveu o sábio salmista: "há tempos demais habito com os que anseiam pela guerra"
Acho que é isso.

domingo, 19 de abril de 2009

De volta!

Voltei. Depois de dias sem postar sequer uma linha eis-me aqui novamente. Nem tanta novidade assim pra contar. A minha vida é tão corrida que nem dá tempo de parar pra digerir plenamente o que me acontece; situações cômicas (e as trágicas) são muitas e se não ando escrevendo mais é por falta de tempo disponível e não de inspiração (ou de indignação).
Desde a última vez que postei não tenho parado para descansar nem para relaxar. Semana passada alguém me disse que eu só ando correndo – nem tive fôlego pra responder, só ri e concordei – é isso mesmo. Agorinha mesmo, domingão, eu só estou aqui porque amanhã eu não trabalho (peraí, deixa eu consertar: vou trabalhar sim, em casa mas não tem expediente formal no Colégio). Daí aproveitei pra deixar aqui uma marquinha, umas palavrinhas apenas. Hoje eu passei o dia meio aérea. Não que seja novidade mas eu voei mesmo, nos mais variados assuntos, não conseguia me concentrar. Pensamento longe. Nada demais. Enquanto eu dedilhava o teclado (o “bendito” Roland XP 60 que eu tanto detesto) lembrei dessa musiquinha da Vanessa Carlton e do tanto de tempo que eu fiquei há uns anos atrás treinando essa introdução até conseguir fazer certinho (e olha que eu fui bem persistente) ... Hoje os meus dedos já estão bem mais ágeis do que no tempo em que comecei a fazer aulas de teclado... Bateu uma saudade
de uns dias atrás... De uns anos atrás...
Saudosismo à parte, a vida anda boa. Tenho experimentado um estado de serenidade jamais antes sentido. Sensação de segurança, de certeza das minhas convicções e etc. Resumindo: a felicidade é uma coisinha muito à toa - que a gente demora a reconhecer mas ela sempre está muito mais perto do que se imagina...
*p.s.: vou tentar aproveitar o feriado pra postar coisa melhor... hoje não estou em condições... se eu descrevesse o meu estado aqui em frente ao computador muita gente se espantaria... hihihihi... (minha irmã e a Lucy que o digam!).

quinta-feira, 9 de abril de 2009

De tirar o fôlego!

Estava eu em uma manhã de quinta-feira-quase-feriado digitando umas tabelas e pensando na vida quando deu vontade de ouvir Ravel, ou... o famosíssimo Bolero composto belíssimamente por ele. Pois bem, na era dos Googles e Youtubes da vida, a Arte muitas vezes se encontra no espaço-tempo de um clique...

Olha só o que eu achei! Um ballet de uma qualidade indefinível em palavras. Eu assistindo e o queixo desabando por cima dos meus joelhos, muito impressionada com tudo: a sincronia dos movimentos, a harmonia entre os dançarinos - e obviamente com a música, uma coreografia que não tem nada de repetitiva nem de monótona muito embora a música seja looooonga! E os corpos desses meninos e da dançarina (com todo o respeito) são de uma beleza e coerência estética (não achei termo melhor, rs) impressionantes! uhhlalá...

Desatarraxe os seus pré-conceitos, sente-se em posição confortável e assista bem atentamente...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Situando as situações

Como choveu nestes últimos dias! Ninguém merece... Ou melhor: o povo lá do Nordeste bem que merecia que desaguasse um pouco também por lá. Tava vendo um pedacinho do Fantástico domingo passado, uma repostagem o povo do sertão de Pernambuco (se não me engano a cidade se chamava Ouricuri). Enquanto a média da temperatura do planeta sobe cerca de 0,25ºC por ano, lá acontece de aumentar 2ºC no mesmo período.
Fiquei estática, olhando pra'quela mulherzinha frágil, enrugada enquanto dizia que "tem dias eu acho que vou morrer de tanto calor"! Não deu pra esconder a minha estupefação! Tem gente que não se importa (nem com essas nem com outras coisas)...
Esses dias ouvi de um aluno (adolescente) da escola de onde trabalho a seguinte frase: "eu tô pagando". Ora eu nem lembro mais em que circunstâncias ele disse isso mas a indignação que veio em seguida foi forte! F***-** se você está pagando, o seu dinheiro e a sua prepotência!!!!!!!!!!!!!!!!! (Ops, esqueci que uma mocinha comportada como eu não pode dizer uma coisa dessas. Mas veja bem, não fui eu quem disse mas o meu inconsciente na hora em que eu ouvi e também agora enquanto digito - releve).
Tem horas em que é melhor ouvir certas coisas do que ser surda...
Mas hein... Ganhei recentemente um resfriado péssimo e fora de hora por conta de um guarda-chuva estragado que a minha mãe me emprestou. Foi assim: o toró caindo e eu precisando sair. Calcei o tênis da minha irmã, pedi o bendito do guarda-chuva pra mãe (que atendeu prontamente), coloquei umas sacolinhas de mercado nos pés pra não encharcar (coisa mais ridícula) e saí. Ao abrir o acessório, a surpresa: estava todo furado, poído. Resultado, tomei chuva, friagem, as sacolinhas não seguraram a enxurrada e eu molhei os pés... Saldo: um resfriado que nem ata nem desata. Nem piora nem melhora e uma indignaçãozinha leve...
Páscoa promete! Estarei num Retiro em uma chácara: piscina, descanso, diversão, boa comida... UHUUUU!!!!!!!
:D

domingo, 5 de abril de 2009

Sobre macacos...

Olha isso! :P

*** Obrigada, Álvaro!!!! :*******

sábado, 4 de abril de 2009

No meio do caminho tinha uma pedra

No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento Na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho Tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra Poesia Completa / Carlos Drummond de Andrade. - 1ª ed. -Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar S.A., 2002
Aninha e suas pedras Não te deixes destruir… Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas E não entraves seu uso aos que têm sede. CORALINA, C. Vinténs de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global, 2001.

Via de Regra

Leio mais nas entrelinhas que no que foi, propriamente, "dito".

Quintaneando

“Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!”
(Mário Quintana)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ponto de equilíbrio

Achei, acho que achei!
Encontrei o cantinho impressionantemente belo e impalpavel onde a malha fina das emoções flutuantes não encontram pouso... A serenidade é boa. Nada ao redor que me perturbe, que me faça perder a calma, as estribeiras. Nada!
Nem aquela inadequação e insatisfação costumeiras... Nada. Nem frio nem calor nem fome nem fastio. Equilíbrio, como aquela moça suspensa sobre a corda no Circo. Sombrinha na mão, ela só olha para frente - para o alvo, para onde deve chegar.
É bom desfrutar dos momentos de trégua. Eu que o diga! Tenho motivo de sobra pra agradecer a Deus - por tudo! Principalmente porque eu tenho um alvo, porque sei onde vou chegar e junto comigo vou arrastar um monte de gente.
Certa vez ouvi alguém dizer que não era "coveiro" mas "parteiro" de sonhos. Me cai como uma luva a definição. Eu não quero jamais ser responsável por enterrar sonho de ninguém. Tem muita vida pulsando aqui dentro e enquanto eu caminhar sobre essa Terra meus caros, eu vou provocar a virada na vida das pessoas, soprar a brasa das fogueiras que estão quase apagando. Eu quero ver gente feliz a meu redor e vou continuar acrditando nisso, investindo nisso, trabalhando para isso - para que a existência aqui seja menos árdua, menos sofrida e para que o maior número possível de gente ao meu redor, se ache, se encaixe, se descubra, se olhe, se ame - ame - seja amado!!!
Etc, etc, etc...
Eu nasci para trazer vidas à luz! Parteira de almas! Enquanto os filhos (biológicos) não vêm, é bom reconhecer nas pessoas as marcas que eu tenho feito: um pedacinho de mim em cada um que eu olhar ou tocar ou falar.
Sou o que Ele me designou ser. Não aceito menos.
E até a outra ponta da corda, longo caminho...

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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