quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quer? Faça!

Então... esses dias eu conversava com uma amiga e ela me falava de algumas dificuldades em superar umas decepções com algumas outras pessoas e daí essas conversas sempre me inspiram reflexões que me levam a mergulhar no profundo mar das perguntas e talvez quem sabe algumas respostas sobre gente, sobre pessoas e sobre o que essas gentes e pessoas fazem a outras gentes e pessoas.
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Sabe, a gente às vezes se frustra um bocado por colocar muita expectativa sobre o outro (e seja lá este outro quem for). Uma vez eu escrevi uma carta a um amigo da minha irmã que tinha levado um "pé na bunda" da (ex-)namorada. O cara andava muito pra baixo, desiludido e falando em se matar - tava a feia a situação! Isso já tem lá pra quase dez anos mas eu me lembro bem de uma frase que escrevi na carta: "ninguém é obrigado a permanecer junto a ninguém" - e foi em tom de bronca mesmo e mais um monte de coisa que parece que foi brotando e desaguando, canalizado pela caneta, tomando forma de letra e palavra no papel... Tempos depois nos encontramos numa festa e ele me agradeceu - disse que "salvei" a sua vida! Exagero ou não, ele não morreu e ainda se relacionou, e se relaciona com outras mulheres depois daquela profunda decepção. Ufa.
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Mas voltando às minhas reflexões, não dá pra esperar muito dos outros. Eu acredito que a gente recebe o que dá, colhe o que semeia e que a felicidade dos relacionamentos está mais em eu me doar pelos outros do que esperar que eles me façam o que gostaria que fizessem. Por isso não consigo compreender algumas queixas de pessoas que vem conversar comigo frustradas com as atitudes dos outros com relação a elas... Me parece que é muito comum fantasiar sobre alguém (e como esse alguém é ou se comporta) do que agir coerentemente exercitando a mansidão, a tolerância e o amor... Não que os limites não sejam necessários nos relacionamentos - eles são! Mas é que ninguém deveria viver enganado com relação às atitudes e o caráter dos que convivem à sua volta. É uma tolice acreditar que as pessoas precisam atender às minhas demandas e necessidades. Não precisam! Assim como eu também não tenho obrigação nenhuma de satisfazer às expectativas de quem quer que seja (acho que eu tô meio áspera hoje)...
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Mas aí é que está o ponto central da questão e é bem onde eu quero chegar: "o que vocês querem que os homens vos façam, façam vocês a eles". Esse é o tipo de atitude que provoca reação e mudança. Se você, meu caro leitor está esperando alguém descobrir os seus sonhos pra poder realizá-los, sinto muito informar: é bem provável que você espere um tempo mais longo que o necessário ou que então esse dia nunca chegue! Mas experimente sair da sua zona de conforto e tratar as pessoas com a atenção que você deseja ser tratado, com educação, cortesia, carinho, com amor... Hum... Mudo de nome, de sexo, de religião e de time de futebol (só do último que talvez eu pensaria um pouco mais... rs) se não acontecer mudança em poucos dias.
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Foi assim que eu disse a ela (a minha amiga citada no início do post): "Para de esperar atitudes boas dos outros; faça você a sua parte!"
Duro isso! Mas ninguém é tão amargo que não consiga arrancar de alguém um sorriso, um suspiro, um elogio que seja! As pessoas são muito simples, muito parecidas umas com as outras. Hoje ao telefone, o príncipe fez um comentário que cabe direitinho como fechamento do post: "as pessoas, no fundo só querem ser amadas"... Pronto! É isso. Não tem o que inventar.

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