quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Hora da verdade

***"Jura dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade?"
Foi o encontro do mês. Hora da verdade. Meu telefone tocou pelas tantas da tarde. Ele (o telefone), tosco que é, me obriga a atende-lo com aquele foninho de ouvido absolutamente "mico" e eu tenho que me enfiar em uma sala qualquer onde não entre barulho de qualquer espécie porque senão a ligação não rende!
Voltemos ao telefonema. A voz do outro lado era familiar e fazia um convite voltado não só a mim, mas a outra pessoa (no caso a minha irmã do meio) não poderia ir pois estaria na faculdade... Comer um sanduíche na lanchonete que constumávamos ir anos atrás. Topei. Fui só. Receosa mas fui. Quase não consigo chegar no horário; passei em uns tantos lugares com a minha carona... Depois, já em casa, travei uma batalha intensa com os meus cabelos que resolveram se rebelar por causa do clima úmido de início de primavera! Fiz um coque, coloquei bermuda e casaco, peguei a bike e saí meio sem saber que rumo o lanche e a conversa tomariam, afinal, longo tempo se passou e às vezes não se tem a dimensão correta de há quantas andam os "laços" depois de longo tempo sem ver pessoas que são importantes e fazem (muita, diga-se de passagem) falta!
Chegando lá, o ambiente era familiar. Duas pessoas já estavam à minha espera. Amigas de longa data e fases diferentes. Uma delas muito especial. Uma amizade antiga como o tempo, conturbada como tempestade de verão e resistente feito uma tenaz. A mesa ficou pequena pra nós três. Depois, pequena pra nós quatro com a chegada de outra amiga... Engraçado é que tem pessoas que por mais que a gente passe um bom tempo sem ver, quando reencontramos parece que nos despedimos ontem. Tenho vários amigos assim...
A conversa girou bom tempo em torno de amenidades mas o assunto o assunto foi rendendo... Entrou en questões profundas. Foi crescendo. Falamos sobre confiança, perseverança, lutas... sobre fé e convicções... sobre leis, sobre princípios e relacionamentos. O assunto era sério pr demais: era a nossa própria vida sendo ali derramada, exposta sobre a mesa enquanto chegavam os hamburgers e a minha vitamina de banana com Farinha Láctea preferida e mais que perfeita! Era a expressão máxima da comunhão.
E as palavras iam brotando, as perguntas fluindo e pela primeira vez as respostas também! Sem medo, cobranças ou julgamentos. Falamos francamente. Eu particularmente escancarei logo tudo o que tinha pra falar. A verdade. Nada mais do que isso. Nem me atreveria a tentar impressionar ou explicar - ou comover! Nada disso... Desnecessário e não faz o meu gênero. E rimos. E confesso que chorei também um pouquinho (mas acho que disfarcei bem). Mas é que a vida pra mim é uma experiência demasiadamente fantástica e não tenho como não reagir emocionalmente diante de algumas situações, afinal de contas: "aqui dentro bate um coração de carne - e não de pedra"!
O tempo passou rápido e tivemos que nos despedir tendo em vista a necessidade de acordarmos cedo no outro dia para trabalhar... Ainda recebi duas mensagens antes de dormir. Selando a noite, o encontro e a amizade. Foi como um bálsamo para o meu coração. É muito bom ter com quem contar. Ter alguém por perto que me chame de volta ao mundo real quando acontece de eu mergulhar de novo na apatia e no esquecimento. Ter alguém que reconheça reforce a identidade que eu achei que estava meio embaçada ou perdida.

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