terça-feira, 29 de setembro de 2009

Muitas coisas - parte II

Post anterior ficaria incompleto. Eu ando meio afogada de coisas: que eu gostaria de fazer, de escrever, de mudar, de falar... "Tô dando conta não"! Anotei um monte de coisas: pensamentos, frases e acontecimentos pra colocar aqui mas achei muito difícil conciliar tempo com a minha capacidade de resumo.
Sexta-feira passada fui comprar tinta de cabelo e errei na cor. Perdi o meu tom ruivo preferido! Mas ainda assim ficou bonito (depois de passada a raiva, a constatação).
Pra piorar, o que eu suspeitava me atingiu em cheio com certeza ontem à noite. Em casa, puxei um livro qualquer pra ler e ainda disse à mana: "Vou ler. Preciso de algo pra prender a minha atenção". Acabei não lendo o livro e sim uma revista da qual ela tem assinatura. A primeira reportagem era como que uma biografia (minha) não autorizada (guardadadas as devidas proporções). Falava sobre TDA (ou TDAH, como alguns autores costumam citar, "combinando" o Transtorno de Déficit de Atenção com a chamada Hiperatividade). Desde que comecei a ver sobre o assunto na faculdade eu desconfiava que isso tinha alguma coisa a ver comigo. Depois que que passei a trabalhar em escola, conviver, observar crianças que tinham o problema as minhas suspeitas foram se fortalecendo. Então passei a ler sobre o assunto, fazer todos os "testes" que passavam pela minha frente... Todos davam positivo. Eu sempre falava em tom de brincadeira que eu era "hiperativa" e tal... Até que no início do ano participei de uma palestra sobre o assunto. Claro que o foco "era pra ser" os nossos alunos mas eu fui "ticando" - pasma - as características que uma pessoa que tem o problema apresenta. "Oww, peraí, quem contou pra essa psicóloga sobre a minha vida???" - foi o comentário que fiz, em tom de piada. Mas ontem, a minha atenção (rs) foi toda canalizada à entrevista com a psiquiatra. Alguns trechos:
"A pessoa que tem transtorno de déficit de atenção nasce com uma alteração no funcionamento do lobo frontal. Essa seção do cérebro é um maestro do comportamento humano, uma área em que se cruzam os sistemas neurais ligados à razão. Entre outras ações, regula a velocidade e a quantidade de pensamentos. No TDA, esse filtro funciona com uma eficiência menor. O resultado é hiperatividade mental e , consequentemente, a perda de foco, de objetividade. Quem nasce com TDA não tem problema de inteligência, mas de administrar o tempo, fixar a atenção, dar continuidade ao que inicia"
(...)
"Quem tem TDA presta atenção acima da média naquilo que desperta o seu interessse. è o que a gente chama de hiperfoco (...). O que existe é uma atenção instável. O menino com TDA pode sofrer na escola, mas desenhar muito bem ou tocar piano de ouvido, se essa for a sua paixão. Por isso é fundamental que os pais descubram os talentos do filho e estimulem aquilo de que realmente gosta. Para quem tem TDA, isso funciona como remédio".
Por aí vai...
Agora eu vou procurar saber ainda mais sobre o assunto e quem sabe procurar ajuda profissional. Estou realmente muito interessada em melhorar a minha qualidade de vida! =)
P.S.: Eu não queria citar a fonte mas a reportagem saiu na revista VEJA desta semana. É uma entrevista com a Drª Ana Beatriz Barbosa Silva.

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