quinta-feira, 29 de outubro de 2009

>>> esse eu importei do blog do arte-educador Giuliano Tierno.
O menino que chorou verdade
Ele olhava para algodão e via feijão. Um dia caminhando por um campo de plantação de algodão ficou com medo de tanto feijão que poderia dali nascer. Quando sonhava-algodão-nuvem-do-céu sua cabeça pensava feijão. Quando comia algodoava-seu-paladar. A professora-da-escola-verdade ensinara que no fundo dos copos cobertos de algodão-fertilidade nascia feijão. Era preciso cuidar! O menino tinha medo de cuidar. Achava que tudo que era cuidado viraria feijão. E ele mesmo não gostava de comer feijão. Havia uma comida que na vida de todos que ali viviam era A Verdade: arroz com feijão! Mas o menino não gostava de comer verdades. Ele gostava de inventar verdades. Um dia o menino cresceu tanto que descobriu verdades. Descobriu que feijões não nascem de pés-de-algodões ou copinhos úmidos-de-mentira. Descobriu que brotar não é amadurecer e colher. Descobriu que brotar podia ser mentira. Descobriu! Tirou a coberta de cima de si e levantou-se da cama. Espreguiçou-se. Abriu a boca e todo mundo viu uma lágrima saindo dos seus olhos. Quem olhava aquela lágrima dizia que era de verdade! Mas o menino nunca disse que era A Verdade!
>>> tão simples e tão profundo isso...
,,,O.õ,,,

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