quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O livro mais mal-humorado da Bíblia

Outro livro daqueles... Um achado! Combinei com a mana de ir ao Mercado Municipal dia desses experimentar... bom, melhor pularmos essa parte - até mesmo porque a gente nem foi! (rs...) Eu queira visitar uma dessas livrarias grandes em que a gente se perde lá dentro pra comprar um volume de um filósofo-teólogo judeu que faz tempo eu queria (tadinho... tanta ansiedade e ele tá agora encostado num cantinho qualquer do meu quarto porque eu acabei me envolvendo com outras leituras). Aconteceu que, depois de andarmos por toda a livraria, olharmos tudo (cheirando, folheando e naturalmente comentando) o nosso desejo maior era encontrar um caixa livre a fim de pagar e ir embora mais rápido possível... O bom da vida é poder contar com o elemento surpresa! Foi quando meus olhos foram atraídos por um livrinho de capa branca e um limão estampado na capa! Paixão à primeira folheada. E à segunda... E à terceira... Compramos às gargalhadas sabendo que era um presente especial que Deus tinha preparado para duas almas sedentas de refrigério. Dele eu tirei os trechos a seguir, dentre os tantos que eu gostaria de postar.
"Estamos pouco acostumados a discernir a (i)lógica da realidade da vida. Via de regra interpretamos os fatos repetindo as explicações corriqueiras: Deus fecha uma janela e abra uma porta; Deus escreve certo por linhas tortas; Deus dabe o que faz e outras tantas afirmações que sugerem que a vida tem mesmo uma lógica. Na verdade, repetimos essas coisas a respeito da vida dos outros. Quando acontece com a gente, a ladainha é outra: o que eu fiz por merecer isso? Por que foi acontecer justamente comigo? Isso não é justo! E assim vai, numa sucessão de perguntas quase retóricas e ao mesmo tempo sem respostas. Até que chega uma pessoa para quem a nossa vida é a vida dos outros e diz: 'Deus fecha uma janela, mas abre uma porta; Deus escreve certo por linhas tortas; Deus sabe o que faz'. E então chega a nossa vez de descobrir que esse blábláblá ajuda muito pouco. Queremos explicar o que vemos pelo que não vemos. Desejamos as razões metafísicas por trás dos fatos. E colocamos Deus como variável determinante dessa equação". (p. 17)
(...)
"Não somos espíritos desencarnados, pois vivemos em um mundo com coisas e pessoas. Quer agradar a Deus? Dê uma bicicleta de presente para o seu filho e vá passear no parque com ele. Chame seus amigos, curta a intimidade, dê muitas risadas e saboreie a melhor pizza que puder comprar. Leia Fernando Pessoa como melhor vinho que puder adquirir. Sinta a brisa do mar no rosto. Se você não estpa servindo a Deus enquanto está tomando um bom copo de vinho, não tem outro jeito de servir a Deus. Se você não está servindo a Deus fazendo compras no shopping, não tem outro jeito! Deus não é o oposto das coisas. Ele é o pleno sentido de todas elas: por Ele são todas as coisas". (p. 53)
(...)
Ed René Kivitz, em O livro mais mal-humorado da Bíblia

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá, gostei muito do seu comentário.
Vou comprar o livro!
Gostaria de saber qual a livraria que vc foi ?

Viviane Zion disse...

Olá!
Isso já faz algum tempo mas comprei esse livro na FNAC, aqui em Brasília, no Park Shopping.
Abraço.

Sejam bem-vindos!

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