domingo, 29 de novembro de 2009

Por outro lado...

Pressão faz diamante.

Action!

"No princípio era o Verbo" vejo escrito,
E aqui já tropeço! Quem me ajuda?
Tão alto sublimar não posso o verbo,
Devo doutra maneira traduzi-lo,
Se me inspira o espírito. Está escrito
"Que no princípio era o Pensamento". -
Medita bem sobre a primeira linha,
Apressada não seja a pena tua!
Anima, cria tudo o pensamento?
Devera estar - "Era ao princípio a Força!"
No momento, porém em que isto escrevo
Diz-me, uma voz que não pare. Inspira-me
Afinal, o espírito! Alvitre,
Solução enfim acho: satisfeito,
"No princípio era a Ação" - escrever devo.
Goethe, em Fausto
.
.
.
Outra visita às livrarias. Desta vez motivada(?) por uns volumes com adaptações de grandes clássicos para crianças que peguei para dar uma olhada. Me interessei pela história do velho cientista que vende a alma ao diabo. Fiquei com aquela "coceira", aquela idéia fixa na cabeça, aquela sensação de que não poderia ser feliz nesta vida enquanto não lesse a versão completa do livro. Saí correndo (literalmente) do trabalho, plena sexta-feira à noite para comprá-lo: Fausto. Eis-me aqui com o livro nas mãos. Tenho hora que parar, respirar e depois retomar a leitura. Como diz Rubem Alves, é uma "grosseria" tomar um cálice de licor finíssimo de uma talagada só.
>
>
>
Vou aproveitar então pra contar algumas insanidades. Tem coisas que só acontecem comigo mesmo. Não adianta nem esquentar a cabeça! Saindo da livraria, em posse do livro, resolvi caminhar até uma parada mais distante pra poder pegar o ônibus de volta pra casa. Ainda não tinha escurecido (o horário de verão proporciona isso) apesar de já ser noite no relógio - o fim-de-tarde estava realmente lindo e eu queria mesmo aproveitar. Passei umas três paradas, continuei andando (tem horas em que eu faço isso, de sair andando por aí - enquanto caminho coloco as idéias no lugar), pensando na vida, nas coisas (muitas) que não aconteceram do jeito que eu desejava ou esperava. Confesso que sentia um pouquinho de raiva da vida naquela hora (pssiiiiiu!, não conte isso a ninguem - foi só um momento de fraqueza). Sentia raiva de ser tão pequena e impotente diante de situações que estão muito além das minhas forças, das minhas escolhas, das minhas vontades...
Eu pensava na conversa que tive com uma amiga durante a semana (as minhas amigas sempre me pregam peças, me pegam desprevenidas e me desconcertam toda...). Lmbrei que eu estava ali quietinha, cortando uns papéis quando ela veio e desferiu um golpe certeiro na minha frieza e indiferença: "Sabe de uma coisa, eu tenho aprendido muito com você" - travei! Ela continuou: "Sabe aquele dia, (...) assim e assim-assado (...), você fez isso e aquilo-outro (...)" - "pois é... eu aprendi (...) com você". A essa altura, já chorando, eu nem ousava olhar pra ela, que continuou: "eu só queria dizer que te amo". Agradeci muito sem jeito. Mais recebi um abraço do que abracei. Chorei um monte e ainda chorei mais quando ela terminou de me nocautear: "Sabe, você marca a vida das pessoas!" ... É. Eu sei. E esse é um fardo muito pesado pros meus (quase) 60 Kg! Tem certas habilidades que a gente tem que se tornam verdadeiras maldições na nossa vida! Foi a resposta que dei a ela.
Voltando à minha caminhada inusitada, nem deu tempo de lamentar... fui interrompida em choro, baba e meleca por uma velhinha de 76 anos, mais perdida do que eu (no caso dela, geograficamente perdida). Ela estava tentando achar o caminho de casa caminhando em direção oposta. Pra você ter uma idéia, as superquadras do Plano Piloto (aqui em Brasília) seguem uma sequência numérica como no plano cartesiano. Temos o ponto zero e as quadras vão de 1 a 16. Nos encontramos na 202 Sul - eu estava indo em direção à 203 e ela caminhava na direção oposta quando me abordou: "Moça, a 208 Sul está perto?" "Olha - eu respondi enxugando o rosto e o nariz - não tá não. Tá meio longinho..." "Mas se eu for por aqui consigo chegar lá?" "É... (ainda fiz piada) se a senhora for por aqui, vai chegar primeiro no Banco Central, depois vai passar pela Rodoviária (...), vai ter que dar a volta lá 'por baixo', passando pelo Japão e... vai chegar na 208 sim - mas vai demorar um pouquinho... rs" "Ah... É que eu moro na 208 Sul, saí pra comprar umas coisinhas e me perdi do caminho de casa. E você? Mora aqui perto? Tá indo pra onde?" "Não, eu não moro aqui perto; e tô indo pro ponto de ônibus, na direção em que a senhora precisa ir - que por sinal é por aqui..." "Ah sim, então vamos juntas; eu te faço companhia".
Tudo o que eu não queria nessa hora era companhia. Mas o acaso mais uma vez me fez guardar na gaveta os meus queixumes pra atender à necessidade de alguém mais em apuros do que eu. Foi uma caminhada em tanto! Confesso que me diverti muito com Dona Ivete (esse era o nome dela), que me contou praticamente toda uma vida durante o trajeto de seis quadras que fizemos juntas. Por um momento esqueci as dores, esqueci as lágrimas, esqueci do Fausto e disponibilizei as orelhas e o resto a uma desconhecida que precisava encontrar o caminho de casa. E assim, eu que só queria escapar dos ônibus lotados da hora do rush, trabalhei de delivery de vovó, plena sexta-feira à noite.

sábado, 28 de novembro de 2009

Love, love, love...

Maninha Gourmet mandou versinhos...
*-*
"É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os fortes.
Os que sabem o que querem
e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"
Cecília Meireles
***Muito-muito obrigada, mana! Amo vc infinito multiplicado à enésima potência...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Desse jeito mesmo...

"A melhor forma de crítica é a ação".
Luiz Amorim***, do açougue T-Bone, em Brasília
.
.
.
.
.
.
*** Para a sua informação, Luiz Amorim, 41 anos, é o fundador do Açougue Cultural T-Bone em Brasília. Luiz trabalhou como vigia e engraxate antes de ser contratado aos 12 anos, por um pequeno açougue na 312 Norte. Durante o tempo em que morou nos fundos da loja, lia para passar o tempo e acabou apaixonado pelos livros. Em 1994, conseguiu comprar a loja e instalou uma estante com dez livros para emprestar e arrecadar doações e transformou-a no primeiro AÇOUGUE CULTURAL DO MUNDO. Ele conta que no começo foi difícil porque as pessoas ironizavam a idéia de um “açougue cultural”. Teve também, uma dificuldade com próprio Estado, quando a Vigilância Sanitária fechou o T-Bone por causa dos livros, que chegou a ter er um acervo de mais de 10 mil livros. No final de 2002, abriu a biblioteca comunitária na SQN 712/13, uma casa com mais atividades culturais e 45 mil livros à disposição da comunidade. (Leia mais)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sobre amor e iniquidade

“E por se multiplicar a iniqüidade o amor de muitos esfriará” - palavras de Jesus no evangelho de Mateus, cap. 24, versículo 12 - falando sobre as coisas que aconteceriam nos últimos tempos.
>
>
>
Gosto de ruminar as Escrituras. A Bíblia é uma grande fonte de inspiração e de edificação para a vida de qualquer pessoa. É um livro e tanto! Curiosamente estive pensando nesse texto de uns dias para cá. Que me desculpem os exegetas de plantão mas eu gosto de me arriscar a pensar sobre as coisas nas quais se baseiam a minha fé. E esses dias, fiz uma reflexão sobre o texto do início do post - lancei mão de toda a "minha" hermenêutica e veja só no que deu: mais pulgas para bem detrás das orelhas...
É que o texto (conforme eu aprendi nos 10 anos em que vivi inserida no contexto "evangélico") parece que segue uma ordem lógica de: primeiramente a iniquidade se multiplica e depois o amor se esfria. Penso que Jesus estava querendo dizer exatamente o contrário! Quando amor se esfria é que a coisa toda desanda. Comentei com a Neguinha. Comentei com a mana também. Elas também ficaram pensando...
Para mim é o amor que sustenta todas as coisas. Enquanto houver alguém disposto a "pagar o preço" - esse é um chavão evangelóide bem conhecido - o barraco não desmonta! E amor, no meu dicionário rima mais com atitude do que com palavras românticas bem-intencionadas (li um autor que dizia que de "boa intenção" o cavalo de Tróia estava cheinho...). A falta de amor é que faz com que a iniquidade se multiplique. Quando os primeiros gestos vão se perdendo, as primeiras obras vão caindo na rotina (entenda-se no caso do contexto eclesiástico: ROTINA=RELIGIOSIDADE), o sentido das coisas que fazemos vão se esfacelando... o que sobra é a iniquidade mesmo. Eu sei que esse é um termo bíblico teologicamente definido mas deixe eu tentar traduzir em miúdos o que vem a ser "iniquidade" num mundo como esse em que vivemos: I-NI-QUI-DA-DE hoje, sinônimo de indiferença. Olha!!! Mas não é a IN-DI-FE-REN-ÇA o antônimo de AMOR (e não o ódio, como podemos ser levados a pensar)??? Bingo! Iniquidade então é o não se importar, não se comover, não sentir compaixão, não fazer nada para mudar a realidade - mesmo que microscópica - dura em que se vive hoje em dia... e muito mais (des)atitudes que cabem dentro do significado.
Jesus, creio eu, não não fez apenas uma inversão de PALAVRAS (e Ele é mestre nas palavras, o próprio Verbo-Vivo de Deus). Minha intuição teológica (subversiva) me diz que Ele quis ilustrar a inversão de valores do final dos tempos (e diga-se de passagem, todos os dias nós vivemos um Final dos Tempos particular porque não sabemos exatamente quanto TEM-PO ainda nos resta por aqui). No sentido mais prático: você deixa de amar e logo nada mais importa (ou você não se importa com mais nada!). Fica indiferente. Sabe o que é certo mas resolve fazer o errado. Tem grandes tesouros nas mãos mas resolve jogar tudo pro alto. Possui habilidades fantásticas mas faz tudo de qualquer maneira. Nada te falta materialmente mas você nunca se sente satisfeito. Por aí vai...
Isso te lembra alguma coisa ou alguém? Pois a mim, lembrou a cara pálida que eu vejo todos os dias em frente ao espelho! A reflexão sobre final dos tempos era pra mim mesma!
>
>
>
E no mais, o susto, eu levei ainda tempo de consertar algumas coisas... Meu Deus!!! Quase deixei de amar!!!

Chatice minha de cada dia

>>> Esses dias eu estava arrumando umas coisas pra um evento da escola e ouvi uma pessoa dizer sobre mim:
>
>
>
"- Nosssa! A Viviane é muito crítica!"
>
>
>
Permita-me discordar e retificar: EU NÃO SOU CRÍTICA. Eu sou é CHA-TA mesmo! Crítico é quem ganha dinheiro sendo chato. Tá cheio de gente assim nas revistas, nos jornais, na TV. Não ganho dinheiro nenhum (ainda) fazendo as minhas piadas. Sou chata... e só.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Da tragédia e da beleza

*** Por Rubem Alves.
Toda pérola esconde uma dor no fundo de sua beleza. Ostra feliz não faz pérola. Ostra que faz pérola é uma ostra que sofre. Porque a pérola, lisa esfera sem arestas, a ostra produz para deixar de sofrer, para se livrar da dor das arestas de um grão de areia que se aninhou dentro dela. Isso é verdade para as ostras. E é verdade para os seres humanos.
(...)
A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer. Esses são os artistas.
(...)
.
.
.
.
.
.
Então... Estou megaapaixonada pelos escritos de Rubem Alves. Não é crítico nem cientista - nem teórico - ele é poeta. Ouvia falar muito dele, lia alguns trechos mas os livros mesmo vieram parar na minha mão por acaso, no dia em que entrei em uma livraria depois do almoço pra..., pra...- mas o que fui mesmo fazer lá??? Nem lembro. Sentei com a Lya em uma das mesas e ficamos conversando sobre as nossas insanidades (mais minhas do que dela - a Lya é uma "certinha ortodoxa"). Não acredito em acaso, coincidência. Quer dizer - acredito e não acredito! Neste caso não creio que tenha sido mera coincidência que aqueles livros com exatamente aqueles conteúdos tenham "saltado" diante dos meus olhos de maneira tão evidente. Observei os livros sobre a mesa - do Rubem Alves - e fui folhear. Algo me atraiu automaticamente e acabei levando dois dos quatro volumes naquele dia e mais dois na semana seguinte, tão forte foi a identificação com o autor.
O trecho acima eu retirei de um livro chamado Pensamentos que penso quando não estou pensado. Olha só que coisa! Ele joga muito com as palavras, conta histórias, trabalha com imagens, com memórias pessoais, co citações - e fui vendo que o meu próprio estilo de escrever é muito parecido com o dele... fiquei comovida! Algumas citações e frases que até já utilizava mesmo sem nunca ter lido livros dele até então. Essa história, da "formação" da pérola mesmo - eu constumava contar às pessoas que estavam passando por lutas e dores. Pra quê? Pra nada! Talvez pra tentar inspirar um pouquinho que fosse de dignidade, de esperança no meio das crises. Não gosto da postura derrotista. Acredito - mesmo - que enquanto a criatura está respirando ainda tem jeito! A gente sempre encena tragédias, é bem verdade. Maior parte da nossa vida passamos tentando aliviar as dores que vem em consequência das nossas escolhas ou das atitudes das pessoas com relação a nós (os nossos pais, amigos, colegas de escola, de trabalho...). Mas, e daí? É só isso mesmo que a gente recebe da vida? Tem uma parte do texto que eu não postei; ela fala sobre o teatro grego - da tragédia, especificamente. Os gregos eram experts transformar as cenas reais das intempéries da vida em grandes espetáculos trágicos. O que prova que eles conseguiam extrair das tragédias um "sumo" de beleza, ao invés de se entregar ao derrotismo, ao negativismo.
Então... "Ostra feliz não faz pérola!" Impressionante isso.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

É a furiosa paixão de viver que dá sentido aos meus dias.
***Albert Camus

domingo, 22 de novembro de 2009

One

Blog, meu querido blog... Um aninho!!!!!
Nasceu de uma dor, assim como as pérolas nascem da ostra tentando se livrar do grãozinho de areia que lhe provoca dores com suas arestas... Se não consegue se livrar das dores, pelo menos das arestas... e aqui tem sido um espaço onde eu aparo algumas arestas. Ano passado, como já citei, foi um ano muito dolorido. Essa época do ano então, eu 'tava numa de horror, precisando de uma válvula de escape, um lugar onde eu pudesse simplesmente depositar algumas palavras, algumas sensações, alguns incômodos...
Deu certo! O blog do Rafael Cortez serviu-me de fonte de inspiração primeiramente. Também o na época recém-inaugurado blog da maninha "diminuta" e o da prima Kézia (esse já tinha uma estrada). Devidamente instalada em frente ao nosso PC, as idéias foram surgindo, as postagens foram crescendo em seriedade e em infinitas bobagens também. Sempre escrevi diários - enchia cadernos e mais cadernos e depois jogava tudo fora. Pra escrever aqui eu tenho um pouquinho mais de cuidado, selecionar melhor as histórias... É como escrever um livro aos poucos e já ir publicando - página por página... Primeiramente pra mim mesma eu escrevia; depois foram se achegando os primeiros seguidores e eu - analfabeta funcional em assuntos de tecnologia - fui aprendendo a mexer no layout, acrescentar marcadores (mas isso me rendeu a infelicidade de deletar alguns posts), colocar fotos, vídeos, músicas, adicionar hiperlinks... ufa! Foi um ano bastante intenso. No blog e na vida real.
Gosto daqui. Continuo escrevendo primeiramente pra mim (um pouco de narcisismo e egocentrismo, eu sei) pelo simples prazer de escrever mesmo. Gosto de ler as postagens antigas e RE-sentir os momentos, as idéias... Tudo aqui é muito verdadeiro, no sentido mais RubemAlvesano que a palavra VERDADE pode ter - a verdade nascida do desejo, dos sonhos, das dores, das alegrias e dos amores que fazem parte da vida de qualquer pessoa...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Prometi uma semana sem ler livros... Umazinha, só pra ver...
Já no primeiro dia, traí a mim mesma: folheei e acabei lendo alguns capítulos de um volume infanto-juvenil.
Droga!
Acabei por desistir da promessa.
Faltou força de vontade...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

“Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que odeia são enganosos”
(Pv. 27. 6)
.
.
.
Estive pensando sobre...

Sobre sonhos, terra prometida e um ano de blog...

Esse mês o blog completa(mos) um ano de histórias... Da primeira postagem pra cá muita coisa acontedeu, muita inspiração, suor e lágrimas foram tranformadas em palavras e escritas aqui neste espaço.
Das muitas motivações que eu tive para começar a escrever num blog, dois sonhos que tive mais ou menos nesta época, no ano passado, me renderam o nome: Viviane Zion. Abre parêntese. Meus sonhos quase sempre trazem uma mensagem. Vale a pena prestar atenção neles, por razões que eu não vou colocar aqui porque consumiria tempo e uma capacidade de explanação (nem sei se é assim que se usa essa palavra) que não possuo. Fecha parêntese. Então... esses dois sonhos foram especiais; foram bem diferentes - primeiro porque eu me lembro detalhadamente de cada um deles com direito às sensações. Depois, porque eles me deram uma noção de sequência: o segundo complementava o primeiro - e isso me deixa bastante impressionada ainda hoje!
Certa vez, alguém me perguntou sobre o que significa ZION. Zion é uma antiga palavra hebraica que significa: local de refúgio ou santuário. Por isso o nome do blog, que eu adotei pra mim. Viviane é meu nome mesmo, de batismo. Zion por causa da cidade de Davi, um lugar de refúgio. Viviane, filha de Sião. Eis o nome! Profundo significado...
No primeiro sonho, uma jornada longa e árdua. Uma subida interminável carregando um peso superior ao do meu próprio corpo. Depois de várias fases, uma muralha para escalar - ainda carregando o "fardo". Lá em cima a compensação pelo penoso trabalho: lembro que no finalzinho do sonho, já de pé sobre a muralha e sem o peso nas costas eu dizia: "quando passarmos pro outro lado, estaremos em Sião!" Apesar de não ver ninguém ao meu lado, sabia que não estava só. Um pulo e a mudança. Em Sião eu pude ouvir som de alegria e sentir a chuva cair molhando o meu rosto. Era tanta dança e som de tambores e festa que ainda hoje, fechando os olhos eu consigo chamar de volta à mente aquelas imagens que não pareciam nada irreais. Não foram sonhos comuns...
O outro sonho foi em outra noite mas sei que estão intimamente ligados. Tem coisas que a gente sabe "porque sabe" - não tem necessariamente a ver com conhecimento formal, racional! Éramos "nós" também. Dessa vez eu vi a pessoa que estava comigo por visão periférica. Hoje eu sei quem é e o lugar onde estávamos - olhando uma árvore que parecia não ter começo nem fim, de tão alta e tão frondosa. Cheia de frutos. Grandes, pequenos, em flor... Maduros, verdes, amarelados... E era calmaria. Chuva fininha caindo depois do que penso ter sido uma forte tempestade. Chegamos à terra prometida: a Sião.
(...)
Suspiro profundo.
Me sinto como José, o príncipe do Egito, que suportou o cativeiro tendo como "garantia" apenas dois sonhos que teve ainda na casa de seu pai...
Sem mais por hoje.
=)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

(...) no mundo marcado pela produção o amor é caçado como subversivo.
(Rubem Alves)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

(...) Curioso, mas até hoje não soube que um poema tenha gerado ortodoxias ou inquisições. Talvez a palavra de um poema seja diferente da palavra da verdade. De fato, não se exige de uma declaração que se afirma verdadeira que ela seja bela, e nem de um texto belo que ele seja verdadeiro... Jogos diferentes. . . . No jogo da verdade, exige-se que o falado seja um reflexo/ imagem da coisa sobre que se fala. E da fidelidade desse reflexo dão testemunho aqueles que têm a última palavra. Os que vêem diferentemente e não concordam são silenciados e declarados amigos do erro. . . . No jogo da poesia, entretanto, as regras são outras. O que se pede de cada palavra é que ela seja uma confissão, e que, juntas, formem uma rede simbólica capaz de acolher o outro também. Poemas são estruturas verbais boas para que nelas os outros também se abriguem. . . . (...) . . . É que a verdade habita o mundo do determinismo e os poemas constituem o mundo da liberdade.
(Rubem Alves, em Variações sobre a vida e a morte ou O feitiço erótico-herético da teologia)

domingo, 15 de novembro de 2009

Lambada de Serpente Djavan e Cacaso
cuidá dum pé de milho, que demora na semente
meu pai disse meu filho, noite fria, tempo quente
lambada de serpente a traição me enfeitiçou
quem tem amor ausente já viveu a minha dor
no chão da minha terra, um lamento de corrente
um grão de pé de guerra, pra colher dente por dente

Mana é demais!

A mãe aproveita que domingo a gente 'tá em casa pra descontar a falta da semana toda...
`
`
`
...e blábláblábláblábláblá... o dia IN-TEI-RO!
`
`
`
A mana não deixa por menos:
`
`
`
-"Mas, quanto é que será uma passagem pro Alaska mesmo?????"
`
`
`
(kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! =P) Ela é demais!

Aniversário da Neguinha! *-*

Hoje é dia de assoprar velinhas. Uma das criaturas mais marrentas que eu conheço completa mais uma primavera... Não gosto de prestar homenagens no blog quando o assunto é aniversário. Como eu sempre esqueço das datas, das comemorações, de tudo (...) - o risco de ser injusta com alguém é muito grande, considerando que todos são importantes.

Mas essa música é que é especial, me faz lembrar dela e da trajetória de uma amizade que poderia muito bem ter sido completamente pulverizada se não fossem os "laços" invisíveis que unem as pessoas, as voltas e reviravoltas que a vida dá, somadas às NADA-coincidências que nos atropelam nos relacionamentos que "travamos" todos os dias... Sem mais.

Ketyllen, só queria repetir: você é muito importante na minha vida! Pra relembrar dos velhos tempos... Espero que goste da versão.

Li isso em algum lugar...

(...) E as crianças não se conformam com este mundo, seguindo a admoestação de Paulo, e, lá no fundo, ficam repetindo que "aquilo não é verdade" (Bloch). Não é possível que a seriedade e a crueldade adulta sejam aquilo de mais alto que a vida pode nos oferecer.
.
.
.
.
.
Suspiro triste. Ponto de exclamação. Será que o meu desencanto com a humanidade um dia passa?
=(
Nem Zion nem Viviane sabem a resposta...

sábado, 14 de novembro de 2009

Nostalgia do exilado

Amo essa música (FIX YOU). Amo Coldplay e nem sei porque. Talvez seja o timbre de voz do vocalista, que é realmente marcante. Talvez porque quando ouço a música dos caras eu fico querendo voltar a tocar, a cantar a "fazer" música... sei lá! Hoje de manhã, peguei o violão e fiquei um tempinho dedilhando umas antigas, do tempo das bandinhas de Rock - e pasma - descobri que ainda sei tocar o solinho de Nothing else matter. Isso é que dá querer tudo, gostar de tudo, me interessar por tudo: a realidade é que não se pode (mesmo) ter tudo e vive-se uma certa "nostalgia do exilado" (e não me pergunte o que quer dizer isso, que não saberia definir bem - não hoje). O que eu gostaria de dizer hoje não cabe em palavras. As sensações são mais fortes do que a minha eloquencia. Talvez essa música consiga transmitir um pouquinho do que se passa comigo (agora).
O clip original não dá pra colocar aqui Tá bloqueado no Youtube. Compensa ir até lá e ver - legendado.
(Essa versão é muito boa também).
When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse.
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
And high up above earth or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream, down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face and I...
Tears stream, down your face
I promise you, I will learn from my mistakes
Tears stream down your face and I...
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you.
"Não tenho ensinamento nenhum a transmitir... Tomo aquele que me ouve pela mão e o levo até a janela. Abro-a e aponto para fora. Não tenho ensinamento algum, mas conduzo um diálogo"
(Martin Buber)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tava assistindo (com a mana) dia desses uma entrevista com o Tony Ramos. Ele dizia a certa altura que "a gente vive num mundo em que é preciso ser muito macho pra ser correto".
^
^
^
[É... neste sentido acho que sou muito "macho" mesmo...]

Depois a louca sou eu 33 e 1/3...

Entonces... a semana foi dura. Generosa continuidade da outra - duríssima. Idéias e lágrimas rolando fartamente. Risadas também. A gente se "fode" mas se diverte! Tenho lutado contra o BOI! O malfadado BOI-cote dos últimos dias. Tinha o costume de dizer que os leais-amigos que tenho são contabilizados nos dedos das minha mãos (da direita ou da esquerda - ou uma ou outra - jamais das duas). De uns dias para cá o estoque teve baixa: posso contá-los agora na mão do Lula (aquela que falta o "mindinho") ou na mão do E.T. do filme do Spielberg. Plena fase do "Gillette pouca; meu bigode primeiro!"
Dias atrás fui à casa de uma amiga combinar os detalhes de um evento marcado há quase um ano. Ficou tudo acertado. 24 horas depois ela me liga dispensando os meus "préstimos". Mudou de idéia. Engraçado que as pessoas combinam compromissos cara a cara, prometem mundos e fundos, fazem caras e bocas para em seguida - veja bem, a mudança ocorreu não em quase 12 meses de palavra empenhada mas em apenas VINTE E QUATRO HORAS! - lançarem mão da tecnologia (no caso o telefone) para DES-combinar e DES-tratar tudo! Humpf...
Esse tipo de atitude faz com que eu evoque todos o palavrões do meu já-quase-extinto dicionário! Veja bem, vou repetir sem medo de ser redundante: um ano de compromisso selado e confirmado (cujo benefício maior era dela - e não meu), SÉCULOS de amizade e... um TE-LE-FO-NE-MA pra dar a notícia do maior BOI-cote que eu vivi neste ano! E olha que ela me pediu pra não ficar triste... Sinceramente, a minha tristeza já evoluiu para um estágio de RESIGNAÇÃO e PERPLEXIDADE tão grandes que eu (já) não me espanto com (quase) nada nesta vida.
.
.
.
E no mais, como diz a minha maninha "diminuta", o verbo SUR-TAR (no pretérito perfeito) não se conjuga na 1ª pessoa...
.
.
.
-- -----
Tu surtaste
Ele (ela) surtou
--- --------
Vós surtastes
Eles (elas) surtaram
Gracias, sr. Sete!

Eu fico com a pureza da resposta das crianças...

É mais ou menos isso... Passei uns dias fazendo um pequeno teste pra saber a quantas anda a minha vaidade e aparência. Abandonei cremes anti-isso-anti-aquilo, a chapinha, maquiagens e demais recursos "tapeatórios" comuns ao mundo das mulheres e dos METRO-sexuais. Cara lavada, xampu, creme de cabelo e de pele, escova e pasta de dente - só! Nem batom.
O mundo adulto cagou e andou. Se alguém percebeu alguma coisa, não teve coragem de falar. Curiosa mesmo foi a reação das crianças (meus alunos das diversas idades): vários me elogiaram, dizendo "como eu estava bonita" e coisa e tal durante os dias de abstinência. ^^
Ficou mais claro ainda pra mim: é mais desejável a feiura sincera do que a beleza falsa (pelo menos para as crianças).
Por Zion, agora, devidamente restabelecida ao mundo dos cosméticos...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Atividade cerebral intensa...

Idéias não são objetos que carregamos em nossos bolsos cerebrais. Elas são surpresas que nos ocorrem inesperadamente, como aquele palhaço que pula repentinamente de dentro da caixinha de música... E elas se apropriam do nosso corpo, a despeito da nossa resistência, como se fossem espíritos mais fortes que nós.
(Rubem Alves)

Protesto do fundo do "peito"...

Tava aqui pensando (redundância)... A vida não é justa (maioria das pessoas não gosta quando falo assim)... Mas veja bem (pausa grave): minha mãe contou meses atrás sobre uma prima nossa, mais ou menos distante, que estava se sentindo meio "diminuída", andava meio cabisbaixa por causa do tamanho dos seus seios. Abre parêntese. Diz um certo amigo meu que a "comparação é prima-irmã da inveja". Fecha parêntese. Então... a menina andava depressiva, triste, envergonhada diante das colegas (peitudas) da faculdade por causa do busto DES-avantajado. Novo parêntese. A génética foi muito benevolente com as mulheres da família da minha mãe, sob alguns aspectos: pernas torneadas, cintura fina, quadris largos, pele resistente às rugas e demais sinais da idade, de forma que de maneira nenhuma se aparenta ter a idade que tem... Entretanto, em matéria de SEIOS... Bem, este não é o nosso principal atributo. Geralmente nossas parentela feminina desenvolve plenamente as mamas após ter filhos (como no caso da minha mãe). A nós outras, ainda não abençoadas com o privilégio da maternidade, restam os sutiãs de enchimento pra dar um voluminho extra nas blusas. Fecha parêntese.
O fato é que a vovó da moça, comovida com o mal-estar provocado pelos não-peitos que ela tinha, desembolsou certa quantia para que esta fizesse a cirurgia para a implantação das próteses de silicone. Problema resolvido. Auto-estima elevada. Família feliz. Você me pergunta então o que a IN-justiça da vida tem a ver com isso ou comigo... Respondo: a pós graduação dos meus sonhos custa mais ou menos o equivalente ao valor dos "peitões" da minha prima. E eu sinceramente ando bastante complexada com o fato de ter conhecimento, experiência e vocação para uma área - maaaaaaaaaaaaaasss... ainda não ter o diploma que me abra portas mais largas, profissionalmente falando. Abre parêntese outra vez. Não recrimino nem acho absurdo. Seja ela feliz com o silicone e tudo mais. Fecha parêntese. Mas fica aqui o apelo. Quem sabe alguma alma boa não se compadeça e resolva empilhar algumas centenas de garoupas afim de que a deprimida Pedagoga aqui tenha muito mais que a sua auto-estima elevada?
^^

Rubem Alves me socorra II

Kant. O imperativo categórico. Dizer a verdade sempre. Batem à minha porta. Abro. Uma pessoa em pânico. Pede abrigo. Está sendo perseguida por qlguém que deseja matá-la. Escondo-a. Dentro de poucos minutos batem de novo. O possível criminoso. "Entrou, por acaso, aqui, há poucos minutos, uma pessoa...?" Que digo? Kant responde: "A verdade, qualquer que seja o seu preço. Consistência absoluta." Kant era um bom protestante. Sabia o que era a verdade e quais eram as suas exigências. Que teria feito quando tropas da Gestapo procuravam por judeus, escondidos em casas onde se julgavam protegidos pela compaixão? A consistência não conhece a compaixão.
(Livro e autor já citados em post anterior)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os ares podiam me poupar de alguns vexames...

Ando sem tempo e sem disposição para postagens. Irritada com algumas contrariedades, extremamente dolorida por causa dos treinos exaustivos, com a cabeça cheia de planos, idéias e vontades (algumas DES-vontades também). Apesar disso tudo o meu cansaço acabou! Não tô cansada. Não mesmo. Bem disposta fisicamente, até! E isso é ótimo, porque no ano de 2009 eu tinha como uma das metas, simplesmente DES-CAN-SAR! Nada de projetos faraônicos, nada de grandes "responsabilidades" (quem me conhece há mais tempo, que traduza BEM o que isso significa na minha vida), nada de levar (todo) o mundo nas costas ou resolver as grandes questões da humanidade - nada disso! Eu queria descanso (físico e mental)! Era isso. Consegui em parte porque, o corpo até que consigo disciplinar bem mas a mente... ela não pára nunca e me deixa louca!!! Se o meu querido blog anda meio carente das minhas insanidades, não é por falta de assunto nem de inspiração, é que a sensação de urgência anda cada vez mais latente na minha vida e parar na frente de um computador nestes dias não tem sido a minha prioridade! E tô me dando ao luxo de ficar em silêncio também - aliás, era outra meta para este ano. Tenho o direito a não-resposta, à não-reação (externa, pois dos "interiores" só eu e Deus sabemos)...
No mais a vida segue o curso. Voltei ao meu laboratório. Saí pra ver gente, conversar com gente, apreciar gente. Conheci um fotógrafo do RJ, que parou a GENTE (eu e minha amiga) no meio do Parque pra contar uma história muito engraçada sobre outro fotógrafo também do Rio. Sei nem o nome. Do mesmo jeito que entrou na conversa - saiu sem nem se apresentar mas deixou o rastro de boas risadas. Bem na semana que eu notei que estava cansada de chorar... E toca de conversa depois disso (eu e a Lya) a tarde toda sem pressa de olhar no relógio. Vida maluca essa nossa. Domingo passado caí na besteira de entrar em uma livraria depois do almoço. Gastei os últimos trocados que eu tinha em livros (o meu vício). Uns achados! Na volta, dentro do ônibus acabei "devorando" um deles. Qualquer dia posto alguma coisa sobre (ou não).
No mais, é muito trabalho de fim de ano, planos pras viagens (ou não-viagens) de férias - essa semana eu tomei um banho de DESLEALDADE de uma pessoa que eu tinha em alta conta em minha vida (outro baque, outro toco, outro motivo pra chorar... e gente "boazinha" só se f#d& mesmo), e mais choro, e comida mexicana com a mana, e cafeteria, e casa da Amiga e do Cunhado, e telefonema da Neguinha, telas pra pintar, o Miguelzinho que nasceu e eu ainda nem fui lá ver, e treino, treino, treino - 100, 200, 300 abdominais + sei lá quantas flexões, "jeb"-direto-cruzado-"upper"-suingada-e-chute, e mais choro - de vez em quando entrecortados por boas risadas também, que eu não sou de ferro, e uma falta e uma saudade que não passa, uma ferida aberta que parece que não fecha nunca, uma sensação de não ter pátria, de incompreensão que me acompanha desde que eu me entendo por gente, e por aí vai... (...) Se eu tenho certeza de alguma coisa na minha vida é que EU NÃO POSSO PARAR! Só isso. Enquanto sofro, amo. Enquanto penso, ajo. Enquanto descanso, trabalho. Enquanto respiro, inspiro. E que venha sempre um dia depois do outro - bem-vivido, que é pra não ter do que reclamar depois.

Rubem Alves me socorra!

Não. Não existe um mundo neutro. O mundo é uma extensão do corpo. É vida: ar, alimento, amor, sexo, brinquedo, prazer, amizade, praia, céu azul, auroras, crepúsculos, dor, mutilação, impotência, velhice, solidão, morte, lágrimas, silêncios. Não somos seres do conhecimento neutro, como queria Descartes. E é por isso que a minha experiência de vida é essencialmente emoção. Na VER-DA-DE o que é a emoção senão o mundo percebido como reveberação do corpo? Um leve tremor que indica que a vida está em jogo... Neutralidade? Nem mesmo nos cemitérios. As flores, o silêncio, os anjos imóveis, as palavras escritas nos falam de tristezas que continuam a reverberar pelo universo afora...
(R.A., em Variações sobre a vida e a morte ou O feitiço erótico-herético da teologia- p.32,33)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mas bah, Che!!!

"Hay
que
endurecerse,
pero
sin
perder
la
ternura
jamás."

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ah, sim, como é que eu estou...

Meu, tô cansada de gente ao meu redor perguntando o tempo todo: "COM'É QUI CÊ TAH?" Owwwxi, que pergunta mais absurda e mais repetitiva! Té a minha irmã agora deu de entrar nessas palas de me ligar toda noite pra perguntar "como é que eu estou"... Pergunta outra coisa, ora pipocas! Pergunta quando é que eu vou retocar as raízes do meu cabelo, pq esse ruivo desbotado - eu sei - tá ridículo! Pergunta se os meus olhos castanho-mel são dessa cor mesmo ou eu uso lente... sei lá.
O pior é que eu estava pensando aqui, que quem me pergunta como é que eu estou nem tá querendo saber da minha vida nem nada (já ouvi alguém explicar sobre isso), é só pra demonstrar cortesia mesmo, pra ser polido, pra ser educado.
Por coincidência - ou não - eu tava lendo (e dando risadas) o blog Ela fala e sai andando (mais um achado da minha mana Gourmet) e copiei de lá a resposta perfeita pra essa pergunta (irritante) que de uns dias pra cá toda alma viva que me encontra, faz:
"Tô afogada em trabalho. Submersa em contas para pagar. Atochada em situações limítrofe. Entupida de problemas sem solução."
Então... acho que é isso! ^^

Nem um nem outro!

Todo mundo tem a chance de um novo direito.
Todo direito tem a chance de um novo mundo.
Toda chance tem um mundo direito de um novo.
Todo novo tem um mundo de uma chance direito.
(...)
Ou não!!! ^^

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Importação

>>> Trecho importado do blog SOLOMON.
"Meus amigos, a cada dia que passa vejo o fundamentalismo evangélico se parecendo mais com o Vaticano que tanto criticamos. Chego a pensar que estamos mais próximos e semelhantes à igreja Católica, que a própria igreja Ortodoxa. A cada dia que passa tenho mais convicção de que encontrarei milhares de amigos católicos no céu. O catolicismo tem suas falhas sim. Mas quem foi que disse que não falhamos? Quem ousa garantir que não temos nossas idolatrias? Creio que se Lutero estivesse aqui, lamentaria a maldição em que se tornou a Reforma Protestante. Que aliás, de protestante não nos restou nada. Deixamos de protestar há muito tempo. A acepção de pessoas, a maneira como fazemos predileção pelos crentes bonitinhos, que parecem muito inteligentes ao criticarem pessoas diferentes deles. Tudo isso precisa ser mudado. Precisamos nos colocar no mesmo saco em que colocamos o resto das pessoas que chamamos de “erradas”. Sabermos que somos todos ruins, todos maus. Que só há Um bom. Jesus Cristo. Aquele que ama aos católicos, evangélicos, espíritas, hinduístas e tantos quantos o quiserem. Volto a dizer, a frase que parece mais a clichê possível nesse momento: “A religião nunca te levará ao céu”. Mas repetirei quantas vezes for preciso pois quando entendermos que nenhuma religião é perfeita, muito menos aqueles que as seguem, perceberemos que nessa batalha só contamos com soldados feridos, e se não nos apoiarmos uns nos outros, apontando de maneira construtiva as falhas uns dos outros, nunca iremos agradar ao General, que nos ama mesmo feridos e mutilados."

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
Copyright 2009 Viviane Zion. Powered by Blogger
Blogger Templates created by Deluxe Templates
Wordpress by Wpthemescreator
Download Royalty free images without registering at Pixmac.com