sábado, 12 de dezembro de 2009

Tô aqui

Eu sou uma eterna aprendiz da vida. Ela tem me ensinado coisas... Essa semana foi muito intensa, muito cansativa, muito tensa mas também muito produtiva. Momentos de dor intensa revesavam com outros tantos de alegria. A ansiedade não me deixava dormir e nem raciocinar direito. Tinha dia em que a única coisa que eu conseguia fazer era curvar a cabeça sobre a mesa e esperar as forças voltarem pra poder continuar. As coisas na minha vida não pegam senha nem fila pra acontecer - eu deveria ter me acostumado com isso...
Era uma semana comum. Quero dizer, deveria ter sido. Não foi. Domingo passado eu vislumbrei o que seria a semana quando fiquei horas longe de casa num lugar desconhecido, tarde da noite. Deu medo. Daqueles medos que protegem a gente. Que fazem pensar se vale a pena arriscar mesmo passar sufoco e ficar de madrugada na rua sem saber se vai chegar em casa por causa de uma ideiazinha maluca que aparece num dia chuvoso.
O restante dos dias foram de (muito) trabalho. Muito mesmo. E uma baita ansiedade. Parecia que uma família de mariposas tinha se mudado gentilmente para dentro meu estômago; para não deixá-las sem nenhuma vizinhança, digamos que uma lebre tenha se instalado confortavelmente na minha garganta e ficou por lá, entalada. Não passava nem ar nem comida. Nem peguei nos livros, não li nada durante a semana. Se a minha concentração já é limitada em dias normais, imagine em dias de ensaios e festas de encerramento, fechamento do ano letivo.
Eu detesto despedidas. Fim-de-ano dá uma sensação de perda indescritível. Eu ia olhando a gurizada da escola saindo, alguns, pra voltar no ano que vem, outros que possivelmente não vou encontrar mais - nem na escola, nem na vida e ia me dando uma angústia, uma vontade de me esconder num buraquinho qualquer onde eu não tivesse que ver passar pela minha vida pessoas que eu simplesmente desejo muito que fiquem.
E foi tanta emoção pra uma semana só! Teve o dia do meu aniversário - ganhei tanto abraço que eu gostaria de poder guardar em estoque pra poder ir "gastando" um pouquinho de cada vez. E teve... ah nem vou contar. Não cabe aqui.
(...)
Esses dias estive conversando com Deus sobre isso: sobre essa "sensação de urgência" que me acompanha. Eu perguntei a Ele se eu ainda tenho muito tempo por aqui, porque a saudade que eu sinto de um lugar que eu não conheço é muito grande. A impressão clara que eu tenho é que eu sou "forasteira", estrangeira, que eu não sou daqui "deste mundo" e isso pode ser uma forma meio maluca de sentir mas é latente, é latejante! Ele não me respondeu - mas deve ter dado boas risadas com as minhas maluquices (eu tenho cá pra mim que Deus ri de mim e sorri pra mim - qualquer dia eu escrevo a respeito).
(...)
Tem mais coisa pra postar mas agora preciso sair pra comprar o presente de casamento da minha amiga (*-*). Adoro dar presentes! Aprendi com a minha Maninha Gourmet, que vive dando presente pra todo mundo.

2 comentários:

Eveliny Siqueira disse...

É você conseguiu me deixar com frio no estômago e nó na garganta!

"a saudade que eu sinto de um lugar que eu não conheço é muito grande"

"eu gostaria de poder guardar em estoque de abraços pra poder ir 'gastando' um pouquinho de cada vez"

Eu sinto isso.

Mas a ansiedade foi uma inimiga pra mim a uns meses atrás, me fez muito mal. Estou mais tranquila, mas ainda luto com ela, com essa "sensação de urgência".

Ai, me senti em casa aqui hoje. =}

beijo flor! ^^

Angel disse...

Mas no final, pelo que entendi, deu tudo certo, não é mesmo? Ainda bem.

Quanto a essa sua sensação de urgência, e o se sentir uma forasteira, ficaria mais confortável sabendo que não é a única? rs.

Abraços!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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