sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

31 (dia) 31 de dezembro



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Receita para um novo dia - Sérgio Vaz
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Pegue um litro de otimismo,

Duas lágrimas –de preferência

Escorridas no passado.

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Duas colheres de muita luta

E sonhos à vontade.

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Duzentos gramas de presente

E meio quilo de futuro.

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Pegue a solidão, descasque-a toda

E jogue fora a semente.

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Coloque tudo dentro do peito

E acenda no fogo brando das manhãs de sol.

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Mexa com muito entusiasmo.

Ao ferver, não esqueça de colocar

Uma dose de esperança

E várias gotas de liberdade.

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Sorrisos largos e abraços apertados,

Para dar um gosto especial.

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Quando pronto,

assim que os olhos começarem a brilhar,

Sirva-o de braços abertos.

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*do livro Colecionador de pedras (Global Editora)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Então é Natal... Humpf!


Verão, férias e véspera das "festas" mais esperadas do ano. De agora até Fevereiro as pessoas fingem: que amam, que escrevem, que se importam, que descansam, que se divertem, que trabalham, etc, etc. Do lado de cá da (minha) vida, tenho viagem marcada sem data de regresso (será que eu volto???), não conferi a lista das promessas e metas que fiz pra 2010 no final de 2009 pra ver quais alcancei (e quais não) nem mesmo pensei em metas e promessas pra 2011. Talvez até faça mas não tô animada. Nem pra Festa nem pra viagem nem pra nada. Roubaram as minhas forças e nem sei onde é que registro ocorrência pra esse tipo de caso! tem um cansaço de alma corroendo aqui dentro esse peito meu...
E nem adianta querer contar com a compreensão alheia... as pessoas não entendem! Via de regra eu sou uma criatura absolutamente bem-humorada, alegre, otimista mas não quer dizer que eu tenha que posar de "bobo da corte" os 365 do ano! E as pessoas não entendem, meooo!!! Que tem dia que você não quer conversa, não quer sair, não quer saber de risada, que tá tudo cinza por dentro e não tem quem faça brotar as piadas. Não dá! Palhaço também cansa...
Esses dias eu tava bem conversando com o meu ID, Carolina Venturini (tô brincando, amiga) e dizendo a ela sobre o meu projeto de criar um Neo-niilismo, de negar a negação, baseada em fatos reais colhidos na minha própria vida (!). Ela riu - eu continuei, narrando alguns fatos e enfatizando: a minha história, por si só já é uma combinação absurda de acontecimentos aleatórios, improváveis mas que acabam dando certo! É a própria negação do não, se é que vocês me entendem... Carol termina por dizer que o meu problema é: "que Deus te (me) deu um corpinho de miss e um cérebro de Nobel..." Será que isso foi um elogio? Hohoho...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Deus jogou a forma fora!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Acordei com essa música na cabeça...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Da urgência da vida cotidiana



"(...) As coisas óbvias e simples passam despercebidas muitas vezes diante de nós e a gente perde a poesia, a poesia do cotidiano, a poesia do nosso teatro mágico; ontem: 'cabou, passou, já foi! Daqui a pouco nem existe, ainda nem começou - e a gente só tem AGORA pra poder se declarar, pra poder criticar, pra poder olhar no olho, pra poder se confessar, pra SER e ESTAR (...)"
Fernando Anitelli





 

Sozinha em casa em plena quarta-feira. Cheguei da rua há pouco. Quem não estava ainda não chegou, quem estava já saiu e eu fiquei aqui pensando e lembrando. Passou pela minha cabeça o filme de um dia bom (que foi o de hoje), a viagem próxima (assim que formalmente me declararem "de férias"), a mana e a falta que ela me faz. Tava aqui lembrando dessas e outras coisas e me veio essa música à mente. Ela me trouxe algumas constatações de dias atrás: remoí a ideia de que o que me incomoda não é o passado nem o presente; um já está resolvido e o outro segue bem-vivido. Meu problema é que eu tenho uma parte que não se encaixam nem no antes e nem no agora: a minha urgência é "como uma saudade de um tempo que ainda não passou" (aqui cito Lenine). Por hora o consolo dos dias bons (pra exorcisar de vez a minha treimosia em afirmar que os derradeiros meses do ano são ruins) e uma expectativa profética do que vem pela frente. É como se eu tivesse (já) vivido os anos que se seguem, tivesse consciência de que há algo melhor pela frente (apesar de não compreender tal sensação nem saber explicar) e de de alguma forma ter sido "transportada" para um passado que hoje chamo presente.
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Estranho isso.
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Acho que estou com fome!

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Re: COMMENTS

Faz tempo que não me sento em frente ao PC com a mesma disposição pra escrever, pra postar. Não que falte inspiração, não (!) - esta sempre me espreita com coragem ou não de se aproximar e fazer ninho. Estive pensando (...) e cheguei à conclusão (?) de que o ano foi muito intenso em matéria de produção intelectual e talvez eu tenha emburrecido um pouquinho de mês e meio pra cá. Sim, foi isso! Sofri menos e isso foi a prova de tal constatação, pois as minhas dores vêm mormente pelas conjecturas e projeções mentais acerca dos acontecimentos ao redor. Tenho evitado "o pensar" no sentido de reflexão filosófica e por isso as mais diversas preocupações foram exorcisadas! Mas deixemos de coisa e partamos direto ao intento do post: quero aqui, em poucas linhas (eu espero) comentar alguns comentários às postagens, que não respondi de imediato (mesmo) por causa da emburrecência...

Angel disse...
Ei, Zion! Vim agradecer o comentário que você deixou no meu último post... Pois é, enquanto muitos me dizem que devo ser minha melhor companhia, que devo me bastar, você vai até lá e diz exatamente o que eu penso: "às vezes até a companhia de si mesmo pode ser demasiado pesada e insuportável!!!". Fico feliz com sua identificação, feliz por saber que não estou sozinha, de alguma forma. O blog me ajuda a desabafar, expoe o que poucos sabem, isso porque fora daqui, fora desse mundo virtual, ninguém sabe que não ando muito bem.

Feliz por ter você por perto, viu?! Obrigada.


Abraço! 

Bem, minha cara Angel, obrigada por agradecer pelo comentário. Os blogs são ao meu ver uma das formas mais democráticas de publicação. Você acessa se quiser, comenta se quiser, concorda ou discorda se quiser, publica ou não o comentário, de acordo com a sua vontade e disposição. Talvez eu siga meio pelo caminho contrário, pois eu costumo muito mais discordar das coisas que leio do que o contrário. E faço questão de publicar as discordancias alheias a respeito do que posto. Não me incomodam as opiniões contrárias. Muito pelo contrário: penso que enriquecem. O seu blog por exemplo é algo que não consigo explicar mas algo nas suas palavras, na proximidade com que elas me afetam, me "cortam" profundamente nos meus sentimentos mais "obscuros". Isso não é bom nem ruim em si mas é real e sempre que seus escritos me comovem de alguma forma, faço questão de comentar para que você saiba. É bom poder contar com você também. Forte abraço.


>>> Sigamos...


osvjor disse...

renunciar à carne? comer uma feijoada de soja? um churrasco de chuchu?



R. Santiago disse...

Então... penso que agora vc tenha que se explicar!

rsrsrsrsrs

Ives disse...

Renunciar a carne, ser livre da matéria? abraços 

Então... Os três rapazes me arguiram acerca da mesma postagem, em que citei Fernando Pessoa em algo que resumido diz que "não querer é poder"... Primeiramente, Santiago, você sabe muito bem que eu não gosto de me explicar, rs. Mas cabe um esclarecimento. A frase poderia "querer dizer" um bocado de coisas mas ela ilustrou perfeitamente o meu processo de "emburrecimento". O não querer ao qual me refiro ao citar o Pessoa, F. é o não querer saber mesmo! Não querer me comprometer. Não quero. Abro mão e fico em paz. É isso. Não tem nada a ver com espiritualidade ou carnalidade, não é um não querer religioso (e nem físico, alimentício, como bem brincou o Osvjor) e sim intelectual. Tenho um certo amigo que diz que "quanto mais a gente sabe mais se complica". Naquela ocasião, o estado de ignorância era o mais conveniente para mim. A frase era em relação a isso. Só.


>>> Adiante...


Sr. Sete disse...

Perceber-se no post alheio é uma das coisas que mais faço, e não poderia ler nada melhor para meu regresso.

Fiz um doce.


Coloquei diversas vezes o mouse no "Excluir Blog".


Mas algo me segurou.


Primeiro uma desculpa tola, depois um orgulho tonto e por fim a vaidade, minha mais perfeita "virtude".


Zion... Zion... Aqui estou eu, obrigado pela pronta recepção.


Sr. Sete... Identificar-me com as sensações transmitidas pelas palavras alheias livrou este mundinho Zion do apagamento diversas vezes... Fizeste bem em permanecer conosco. Faria falta. Abraço.



>>> Adiante ainda mais...



Kézia disse...

~~Feliz aniversário, envelheço na cidade! ~~ ;) 

Angel disse...

Ei, ei! Pera ai? Teu aniversário? Teu? Mas... não foi outro dia que vim aqui te dar parabéns??!!

:-/ 

Vou responder como o Chapeleiro Maluco, no desenho da Alice no país das maravilhas: "As estatísticas mostram que so há um aniversário (...) os outros 464 dias do ano são o nosso desaniversário (...)". Há que se comemorar o dia em que se nasce sem esquecer que passamos a maioria esmagadora da vida em dias normais... Fantástico isso!
 
>>> Adiante ainda mais...



Angel disse...

Espero que o prêmio não tenha sido assim, tão alto... Menos mal.

Abraço!

Pois então... Apostei comigo e perdi. O prêmio era de "estar certa". Eu gosto de acertar, de ganhar, de levar a melhor... Quem é que não gosta? Mas entendo que não é possível ganhar sempre por isso nem me incomodei (tanto). Abraço. 

>>> E então...


Léo Santos disse...

Fico feliz por ti, guria! Tomara que sigas em direção a felicidade nessa tua nova e colorida perspectiva... Que eu daqui sigo num preto e branco, aparentemente, eterno!

Um abraço!

Olá! Bom recebê-lo aqui, Léo! "Não há mal que perdure", já (bem) dizia a minha avó... O meu estado "colorido" não é bem felicidade mas é de reencantamento com as coisas que para mim já haviam perdido o encanto. Fico feliz que você tenha ficado feliz: coisa rara hoje em dia é gente que fica feliz com a felicidade alheia... Obrigada pela visita. Sigo o seu blog! Abraço.


E é isso! Por hora é só.
Abraços a todos!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Muda o foco, muda a cor



A cada dia que se passa eu tenho a mais nítida impressão (ou seria certeza?) de que eu devo prestar muita atenção aos (não, eu não errei o plural, escrevi "aos" de propósito) todos em redor. Dias atrás declarei que a massa que me cercava era demasiado desinteressante. Errei! É que a gente constuma procurar algum culpado quando as coisas não vão bem do jeito que se espera. Foi mais ou menos o que fiz: classifiquei os pares de acordo com o limite do ponto de vista do qual desfrutava naquele momento. Estive olhando pra baixo naqueles dias... É que (também) se a gente olha muito pra cima, começa a achar as coisas "boas" demais, como quem oplha o céu e divaga quanto Às formas das nuvens - nada contra e é tudo muito lindo mas... nada de concreto - e ainda se corre o risco de se tropeçar em alguma pedra e cair... Problema também é olhar sempre à frente, vai que aparece algum espelho no caminho e finalmente se define diante dos olhos o causador da maioria das nossas próprias dores! É meu camarada, viver aqui neste mundo não é nada fácil! 

Andei ajustando o meu foco e (re)olhando ao redor: (re)descobri pessoas comuns e ao mesmo tempo fantásticas... Nada de novo mas ao mesmo tempo de uma novidade assustadora - onde é que estava essa riqueza toda? Ah, sim, é que o que se apresenta tão exposto, descortinado, a tendência é de colocar o rótulo de "comum" e logo em seguida, descartarmos!Não sei se estou sendo clara. Provavelmente não. Vou tentar sê-lo: é que a minha disposição interna se modificou nestes últimos dias e eu voltei a ver em cores o que outrora me parecia em branco-e-preto. Penso que então, posso por fim ao canteiro de jilós e cactos e, quem sabe selecionar (já) algumas flores para compor novamente o meu jardim - que abandonei com medo da vida.

Por hora é (só).

Me pressionar não funciona!

Loteria da vida




Triste sina:
apostei comigo,
duas vezes -
no mesmo dia
e PERDI!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Essa vida é jogo rápido..."

 
Dia 8 de dezembro. Nada não, só pra constar.




IRA - Envelheço na cidade

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ainda dois - então depois...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu, eu mesma e... eu!

Nunca pensei que uma pessoa pudesse mudar tanto. Pois é - estava enganada; quanto a esse e outros tantos assuntos que habitam a minha cercania. Digamos que  vida é um tanto quanto irônica e permite (ou proporciona, não sei bem qual palavra cabe à ocasião) que certas situações se repitam várias (e várias) vezes para que se aprenda algo (eu creio assim). É tipo ensaio de peça de teatro: passamos a cena uma, duas, três... zilhões de vezes até alcançar o desejado - o tom certo da voz, o gesto, o posicionamento, etc, etc, etc... eu aqui com as minhas divagações de atriz amadora...
O fato é que ontem eu vivi um dejávù reprisado à la "Sessão da Tarde". Parêntese pra dizer que eu DETESTO filme repetido. Reprise é coisa que como diz a minha amiga Lya, "me dá coisas"... Detesto. Tá certo que já assisti alguns filmes mais de uma vez, e todo mundo tem a sua lista de preferidos mas no geral, filme repetido me enoja. E a situaçãozinha de ontem foi do tipo que já igualzinha passou diante dos meu olhinhos cor de mel dezena de vezes. O desfecho que foi diferente.
Antigamente, quando alguém me "colocava contra a parede" como fui posta ontem, eu entrava em crise, pânico, ficava atordoada, sentia medo e talz mas ontem... Bem, ontem eu respirei fundo e fui resolvendo as situações, respondendo as provocações, contornando as "saias justas" de uma maneira tão equilibrada que até (me) estranhei. Que mudança!
Mudei.
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Que bom.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Com a palavra, o Blog!




Ontem completei dois anos de vida embora ninguém tenha me dado os parabéns. Nem precisa também, pois aquela que através de mim se expressa não se importa com essas coisas de datas e calendário - não são absolutamente necessárias e sim destas coisas que quando se nasce já estão por aqui. Do tipo de coisa que apenas "querer" não é o suficiente pra mudar. Quem me olha de fora, sem conhecer a fonte de onde jorra essa parafernalha toda que daságua aqui não imagina que daqui de dentro, de onde eu posso (me) ver posso reconhecer a malha e a costura de dias tensos, densos e intensos que a moça que me escreve vive. Vive!

Viva! 
O fato é que a despeito de todo o perigo, de todo o castigo e da falta da escrita que às vezes me quebra a sequência e o sentido de história, de existência - seja lá por que razão, eu existo e resisto bem há dois anos... Não é extraordinário?
Dois anos e ela recorre a mim quando precisa recordar alguma data especial porque de alguma forma, o que está escrito aqui (explicitamente ou em código) nada mais é do que o registro poético de uma vida comum (que nem por isso vazia de sentido, de sentimento, de sensação).
Talvez eu tenha substituído os cadernos e mais cadernos que escrevia quando na infância ou adolescência. 


Talvez. 


E como não poderia faltar música, segue logo abaixo belíssima canção do Fernando Anitelli cujo refrão poderia certamente expressar acerca de mim mesmo. De blog pra blog: "Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior..."


sábado, 20 de novembro de 2010

Frase do dia II *

Enquanto elaboro resposta à altura dos questionamentos a respeito do post anterior,
a frase que me consumiu a alma durante a semana que passou:



"Ter ou não ser,

eis a questão..." 


*Sheakespeare que me perdoe...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Frase do dia*




"A renúncia é a libertação. Não querer é poder."

* Por Fernando Pessoa

Para ouvidos sensíveis...

Da ópera "La Bohéme" - de Puccini



 

domingo, 7 de novembro de 2010

Gente esperta demais





 
Eu tava aqui pensando, hoje à tarde, enquanto a chuva caía, primeiramente fininha e depois um toró de dar medo, que algumas coisas nessa vida não têm o menor sentido... Meus botões concordaram comigo - e entre si. Lembrei de um velho amigo (ou um amigo velho, rs) que tinha mania de nunca ver novidade em nada; era assim: não importava o que trouxéssemos a ele, ele sempre já havia visto, sabido ou conhecido. Se achava, naturalmente, o máximo: "Nossa, como eu sou esperto! As pessoas devem ficar admiradas comigo!" ou " Nossa, como eu sei das coisas... Que privilégio gozam todos so meu redor ao ter-me por perto!"... Mal sabia que pé no saco ele era! Como era chefe, ninguém falava nada na frente mas o povo todo retorcia o focinho mal o coitado virava as costas. E pense numa chatice que é conviver com alguém que "sabe tudo"! Insuportável!!! E tem que, ache que conhecimento é brevê pra pisar nos outros. Nem me conte...

Eu imaginava o que é que uma pessoa tão entendida (ainda) ainda estava fazendo por aqui, na terra dos mortais... Pensava no quão útil o camarada poderia ser no céu (?); sei lá, vai que Deus resolve tirar umas férias e precisa de alguém pra administrar a criação com um conhecimento à altura... Ou quem sabe lá no paraíso não se precise de um governador. Ou poderiam colocar uma cadeira ao lado esquerdo de Deus (já que, conforme as Escrituras, o lado direito Jesus já ocupa). (...)

O fato, ou o pensamento que deu à luz essa reflexão, é que não se deve confundir conhecimento, sabedoria e inteligência. Nisso eu estive pensando! São três coisas distintas, de natureza e finalidades diferentes. Conheço muita gente sábia que não possui conhecimento (formal); são ignorantes academicamente falando mas em compensação, diplomados na escola da vida. E dá-lhe admiração da minha parte! Por outro lado, a minha lista de pessoas com potencial conhecimento científico, institucionalizado, acadêmico, não sei o que acontece mas ao que me parece que ao desenvolver as faculdades mentais de cunho cognitivo, outras, não menos importantes, atrofiam! E dá-lhe de conviver com gente diplomada, graduada, altamente qualificada (...), porém, néscios!!! De uma falta de cortesia e sensibilidade tamanhas!

E das coisas que mais me irritam nessa vida, conte pontos para a falta de modéstia. Paciência encurta rápido diante do exibicionismo alheito, seja de quem for. E olha que eu me considero bem esperta, mas guardo prudentemente as devidas proporções... Não importa (e tantas vezes eu disse isso ao meu amigo, mesmo sendo eu subordinada profissionalmente a ele, na época) quão esperto se é - sempre vai aparecer alguém mais esperto cedo ou tarde... Quer queira ou não queira. Mas não, neste caso eu tive que roer a corda! Não aguentei e os outros tripulantes foram pulando do barco logo em seguida, tamanha a pressão, tamanho o desconforto...

Quem sabe se o custo de ser (ou se considerar) muito "esperto" não seja ficar sozinho tendo que contar só com a própria esperteza? Não sei. Nisso eu ainda não pensei.



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas..."


Hoje a música é dedicada a uma criaturinha que mal estreou na face da Terra e já me encheu os olhos de lágrimas e o coração de alegria!!! Me fez ficar babando diante das fotos do bebezinho mais lindo que os meus olhos já contemplaram (até hoje).
Pra Larissa, a minha sobrinha, vai o Zeca Baleiro e um poema cantado (das coisas mais lindas que já ouvi)...

Zeca Baleiro - Nalgum lugar

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Under pressure" - Queen





'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves

domingo, 31 de outubro de 2010

Selo


Recebi de Angel e gostei pra caramba! Obrigada! Também não sou muito de falar das minhas características... Eu mudo muito o tempo todo e é muito difícil descrever a visão que se tem de si mesmo - de dentro pra fora. Pode ser que haja quem não concorde, rsrsrs...
E como faz tempo que não posto um selo por aqui...

Cá estão: nove coisas sobre mim:

  1. Sou uma pessoa silenciosa. Dizem que as mulheres falam umas 7.000 palavras por dia. Dificilmente gasto a minha cota. A mulherada ao redor é que gasta por mim...
  2. Gosto de música. Gosto demais da conta! Vivo e respiro os sons, os timbres, os ritmos, as melodias... Apesar disso me especifiquei pouco na área. Me contentei em ser amadora.
  3. Sou uma pessoa extremamente calma... até perder a calma!
  4. Adoro borboletas! Não sei porque, nem quando começou essa paixão mas são uns animaizinhos que me enternecem, que me encantam completamente...
  5. Sou professora de profissão e de paixão.
  6. Sou apaixonada por teatro em todas as suas nuances: desde o roteiro, passando pela produção, figurino, cenários, maquiagem e, principalmente: o palco! Amo estar em cena!
  7. Sou artista plástica.
  8. Sou escritora nas horas vagas.
  9. Sou cristã. Creio em Deus, na Trindade, na salvação da alma pela fé em Jesus Cristo. E seja lá qual for o significado que isso tem pra você, pra mim o significado é muito especial...
Acho que por hora é só. Não vou indicar ninguém. Estejam à vontade pra levar o selo vocês que passam sempre (ou nem sempre assim) por aqui.



"Roda viva"




Vida tem me puxado as orelhas. Assim como tem também me feito carinho, afago. Tenho re(des)coberto grandes coisas... Eu tenho um tio que para mim é um segundo pai. Com a vantagem de que com ele eu posso conversar assuntos a mais que lá em casa não tenho abertura. Não sei se isso é bom ou é ruim mas de tempos erm tempos a gente engata uma conversa, o (tio) Régi e eu - que entra em uma esfera de tempo diversa e mudam os assuntos, as nuances, a gente concorda e discorda, ri e  às vezes (até) chora mas sempre saio de lá com uma sensação (boa) de ter crascido como pessoa, como ser humano (já que com 30 anos e 1,80m me parece que não cresço mais em estatura, rs). Ontem fui lá (na casa dele) e tivemos uma dessas...

Ando incomodada esses dias. Sabe aquelas voltas que a vida dá e você faz planos e escreve tudo bem direitinho no papel, põe tudo calculado: os dias, as horas, as ações, os riscos, as perdas e os ganhos... e acabapassando um vendaval que joga os planos pelos ares, te deixando sem chão? Foi o que aconteceu. Atirei no que vi e acabei acertando o que nem imaginava (outra vez). Derrubei outras (?) coisas sem nem atirar, meti os pés pelas mãos, respondi quando não fui perguntada, perguntei quando não devia, ouvi o silêncio se instalar ao redor como um buraco negro massacrante engolindo as reações e respostas de todos ao redor. Cometi erros (mas como não cometê-los???), entrerrei os corpos, as lembranças, joguei coisa fora, vi o filme do meu passado (distante e não tão distante) dezenas de vezes, procurando as falhas, onde eu falhei, onde eu falhei, onde eu falhei??

Uma onda surda trouxe de volta a minha pergunta num eco ensurdecedor. Não há erros. Viver é assumir os riscos. E sobre isso conversamos ontem também: a realidade da vida adulta é assustadora mas ao mesmo tempo maravilhosa porque justamente não há a quem culpar! Escolhemos os caminhos aleatoriamente ou seja lá utilizando qual o critério e não há como saber o final de cada jornada. Cada um que arque com as suas responsabilidades e consequências de cada escolha. Não há nada de errado nisso!  A gente é que complica tudo. E quando a frustração vem (e veio pra mim bastante pesada nas duas últimas semanas), a gente pensa e repensa a vida - descobrindo o óbvio em seguida: de qua adiantou tanto plano, tanto esforço se o que conquistei não era bem exatamente o que eu queria?

E já que nada faz muito sentido no post, uma pergunta final: de onde é que vem essa "ausência", essa falta que consome as horas mesmo quando "tudo vai bem"???

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Barbie, por Rubem Alves


Fiquei comovido quando li que foram encontradas bonecas em túmulos de crianças no Egito, na Grécia e em Roma. Pude imaginar o que os pais deveriam estar sentindo ao colocar aquele brinquedo junto ao corpo da filha morta. Eles o faziam para que ela não partisse sozinha, para que ela não tivesse medo.
De fato, uma criança abraçada a uma boneca é uma criança sem medo, uma criança feliz. Os meninos, proibidos de ter bonecas, se abraçam aos seus ursinhos de pelúcia. E nós, adultos, proibidos de ter bonecas e de ter ursinhos de pelúcia, nos abraçamos ao travesseiro... Os objetos são diferentes, mas o seu sentido é o mesmo: o desejo de aconchego e de ternura.
Por isso eu acho que o senhor e a senhora fizeram muito bem ao dar uma boneca de presente para a sua filhinha.
Com uma exceção, é claro: se a boneca não foi a Barbie.
Porque a Barbie não é uma boneca. Falta a ela o poder que têm as outras bonecas, bebezinhos, de afugentar o medo e provocar sentimento maternais de ternura. Não posso imaginar uma menina dormindo abraçada à sua Barbie. Nenhum pai colocaria a Barbie no túmulo da filha morta.
A Barbie não é boneca. É uma bruxa.
Posso bem imaginar o espanto nos seus olhos.
Eu imagino também os seus pensamentos: O Rubem perdeu o juízo. A Barbie é unta boneca de plástico, não mexe, não pensa, não fala. E agora ele diz que ela é uma bruxa...
Que as bonecas, ao contrário das aparências, têm uma vida própria, eu aprendi no 2° ano primário. Minha professora me deu um livro sobre bonecas e bonecos: enquanto a gente estava acordado, elas ficavam deitadinhas, olhinhos fechados, fingindo que dormiam. Mas bastava que os vivos dormissem para que elas acordassem e se pusessem a falar coisas.
As bonecas foram os primeiros brinquedos inventados pelos homens.
E foram também os primeiros instrumentos de magia negra. Um alfinete, aplicado no lugar certo de uma boneca – assim afirmam os entendidos – tem o poder de matar a pessoa que se parece com ela.
Pois eu digo que a Barbie é uma bruxa.
Bruxa enfeitiça.
Enfeitiçada, a pessoa deixa de ter pensamentos próprios. Só pensa o que a bruxa manda. A pessoa enfeitiçada fica possuída pelos pensamentos da feiticeira e só pensa e faz aquilo que ela manda.
Se falo é porque vi, com esses olhos que a terra há de comer.
Basta que as crianças comecem a brincar com a Barbie, para que fiquem diferentes.
O pai manda, a mãe manda, a criança faz birra e não obedece. Não é assim com a Barbie. Basta que a Barbie mande para que elas obedeçam.
De novo você vai me contestar, dizendo que a Barbie não fala e não tem vontade. Por isso não pode nem dar ordens e nem ser obedecida.
Errado.
O fantástico é que ela, sem falar e sem ter vontade, tenha mais poder sobre a alma da criança que os pais.
Quem me revelou isso foi o futurólogo Alvin Toffler, no seu livro O Choque do Futuro, que li em 1971. O capítulo "A Sociedade do Joga-Fora" começa com a Barbie. Nascida em 1959, em 1970 mais de 12 milhões já tinham sido vendidas. Um negócio da China. E por quê? Porque a Barbie, diferente das bonecas antigas, bebês que se contentam com uma chupeta e um chocalho, tem uma voracidade insaciável.
A Barbie é uma boneca que nunca está contente: ela sempre pede mais. E essa é a grande lição que ela ensina às crianças: Compra, por favor!
Para se comprar há as roupas da Barbie, a banheira da Barbie, o secador de cabelo, o jogo de beleza, o guarda-roupa, a cama, a cozinha, o jogo de sala de estar, o carro, o jipe, a piscina, o chalé de praia, o cavalo e os maridos, que podem ser escolhidos e alternados entre o loiro e o Moreno etc. Etc.
A Barbie está sempre incompleta. Portanto, com ela vem sempre uma pitada de infelicidade.
Aliás, essa é a regra fundamental da sociedade consumiste: é preciso que as pessoas se sintam infelizes com o que têm, para que trabalhem e comprem o que não têm.
A Barbie tem esse poder: quem a tem está sempre infeliz porque há sempre algo que não se tem, ainda.
E os engenheiros da inveja, a serviço das fábricas, se encarregam de estar sempre produzindo esse novo objeto que ainda não foi comprado. Mas é inútil comprar. Porque logo um outro será produzido. É a cenoura na frente do burro... Ela nunca será comida.
Quem dá uma Barbie para uma criança põe a criança numa arapuca sem saída.
Porque, ao ter uma Barbie, ela ingressa no Clube das Meninas que têm Barbie.
E as conversas, nesse clube, são assim: Eu tenho o chalé de praia da Barbie. Você não tem. Ao que a outra retruca: – Não tenho o chalé, mas tenho o marido loiro da Barbie, que você não tem.

1 - Essa é a primeira lição que a inofensiva boneca de plástico ensina. Ensina a horrível fala do eu tenho, você não tem. A maldição das comparações. A maldição da inveja.
Você deve conhecer alguns adultos que fazem esse jogo.
Haverá coisa mais chata, mais burra, mais mesquinha?
Ao dar uma Barbie de presente é preciso que você saiba que a menina inevitavelmente aprenderá essa fala.
Isso feito, uma segunda fala entra inevitavelmente em cena, impulsionada pelas ilusões da inveja.

2 - A menininha pensa: Estou infeliz porque não tenho. Se eu tiver, serei feliz.
O jeito de se ter é comprar.
_ Papai...
– Que é, minha filha?
– Compra o chalé de praia da Barbie? Eu quero tanto...

Filha na arapuca. Pai na arapuca.
Mas há uma saída.
E, para ela, procuro sócios.
Vamos começar a produzir o próximo e definitivo complemento para a bruxa de plástico: urnas funerárias para a Barbie.
Por vezes o feitiço só se quebra com o assassinato da feiticeira – por bonitinha que ela seja...


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

2º Turno




Eu voto em branco pois não há
nenhum preto no pleito.


domingo, 24 de outubro de 2010

O crítico e o chato - a diferença está no bolso



Compreendeis, ó reles mortais a sutil diferença entre um crítico e um chato: é que o crítico ganha dinheiro sendo chato a respeito das coisas, das pessoas...
E o chato??? Que ganha este sendo invonveniente???

sábado, 23 de outubro de 2010

Todo mundo na balada


Carol, pra você!
kkkkkkkkkkkkkk...

Eletric twist


Geente!!! Muito tempo querendo postar esse vídeo!
Uma porque A Fine Frenzi é a cara da minha prima Gabriela (e como elas são lindas: a cantora e a prima!!!), outra porque é um dos clipes mais alegres e mais leves que eu já vi. Por último, a música tem uma letra superengraçadinha... hehehe...
Vale a pena assistir.


"You make me smile..."

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Curtinha

Assim... Eu não provoco ninguém porque não gosto de tomar pancada. Mas também não engulo todos os sapos porque tem hora que já não cabem!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

My social life (?)

Teacher dia desses: "Tell me about things you're doing that help you socially..." Jesus Christ!!! Eu não soube responder e nem o saberia agora. Na verdade não tenho feito muita coisa que me "ajude" socialmente, no sentido de me esforçar para manter a minha permanência nos grupos sociais aos quais eu "pertenço" (???). O fato é que meio que incorporei a misantropia ao repertório dos hábitos e esquisitices que cultivo com afeto. Me concentro ultimamente em tão somente alimentar os antigos (e quanto mais antigos mais sólidos) relacionamentos. Nada tenho feito para ampliar os horizontes a nível de amizades... Talvez eu seja meio radical ao dizer algo assim mas tenho achado a massa populacional ao redor extremamente cansativa, repetitiva e sem-graça (na verdade tudo isso quer dizer basicamente a mesma coisa)...
Aplico o telhado às velhas amizades. É hora de acabamento, de consolidação. Também tenho eliminado da minha lista amigos mais interessados em avaliar o que tenho feito da vida do que desfrutá-la em minha companhia. Simples assim. Gente pronta a me criticar não quero por perto. Nem mereço. Quem estiver interessado em avaliar o que faço ou deixo de fazer que se prontifique também a pagar as minhas contas... Isso por conta de uma mensagem ferrenha recebida há uns três dias, um grande amigo de longa data, criticando uma atitude minha. Deixei pra lá. Não respondi em respeito ao vínculo antigo. Simplesmente entreguei a senha e mandei pro final da vida. Vá dar lição de moral em outro!
Mas voltando à questão do lindo-lindo professor de idiomas: realmente não tenho feito tanta coisa assim, que me ajude socialmente. Balada não gosto; beber, só em excelente local, companhia e razão (combinação absolutamente rara de ocorrer); detesto shopping centers, shows e multidões em geral...  Me restam talvez, os livros e as saidinhas pra lanchar ou apenas conversar com uma das escassas amizades geograficamente próximas. Ah, sim! E gosto bastante de viajar, de tempos em tempos... aí sim! E é tudo.

A coisa poderia bem melhorar se... Quero dizer...

Não arrisco. Não agora.

Hehe...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ninguém é...

Cheguei de viagem ontem. Cansada pra burro. Viagem boa.
Daí que eu tava deitada no sofá da sala, meio lá meio cá
e passou essa música num programa de TV.

Um ano se passou.
Enfim compreendi.
Ninguém é...




sábado, 16 de outubro de 2010

Adon olam

Assim...


Ou assim... Não importa. Gosto dessa música de qualquer jeito!!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bento Gonçalves-RS e as flores...

Notícias daqui do Rio Grande do Sul... Bom, por aqui anda tudo muito bem. Sexto dia de estadia aqui em Bento Gonçalves e já posso acrescentá-los aos dias mais impressionantes da minha vida. Não porque tenha acontecido algo realmente impressionante ou extraordinário mas é que as coisas por aqui carregam um ar de simplicidade e singeleza tão marcantes que qualquer coisinha se torna extraordinária... (...)
Bento Gonçalves é uma cidade pequena. Todas as ruas calham justamente na rua onde mora a minha irmã (em cujo apartamento eu estou maravilhosamente instalada desde que cheguei). Nada de luxo mas o melhor em conforto, mesa farta... a região é povoada mormente por descendentes de italianos - e como tais, todos têm uma relação muito interessante com a comida, com a mesa posta e o povo todo em volta... Fantástico isso! Não que eu não conhecesse essa realidade mas é que estou vivendo uma certa fase da vida em que tudo tem um sabor mais acentuado (seja o doce, o azedo, o salgado... até mesmo o amargo).
Algo que me impressionou muito, entre outras coisas (nem todas vou postar - essa foi uma viagem que desfrutei introspectivamente cada detalhe, cada nuance com todo o potencial dos meus órgãos sensoriais): a quantidade de flores por todos os lados - nas praças, nos quintais, no campo ou na cidade elas estão sempre presentes!!! Sinto-me em casa! Não que onde eu moro tenha muita flor mas é o ideal de casa que tenho em mente: um lugar com muitas flores e junto com elas a diversidade de formigas, lagartas, borboletas, joaninhas, etc... Lindo, lindo, lindo, lindo!!!! Pra encerrar, vamos de Titãs - Flores.


domingo, 10 de outubro de 2010

Frio!!!


Veja bem: saí de Brasília ontem à tarde com o termômetro marcando 34°C.
Passei pelo Rio de Janeiro. Termômetros marcando vinte e poucos °C.
Porto Alegre, à meia-noite, por volta dos 18°C - e tava quente!!!
Agora estou em Bento Gonçalves. Serão uns 10°C???
Não sei mas sei que tá fazendo um frio de doer na consciência...

sábado, 9 de outubro de 2010

Por hoje...


Bem... Por hoje o cansaço.
Intenso, imenso
Cansaço.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sobre "ferrar-se"... ou "ferrar-me"...


"Ferração" é coisa típica de fim de ano! Mal acaba setembro e eu já começo a sentir arrepios; geralmente os três meses finais são muito difíceis porque ao que me parece, as pessoas ao meu redor são acometidas por uma espécie de surto coletivo. Ôpa, onda já começou! Tenho vivido dias, digamos... quentes...
Minha irmã postou esses dias algo sobre: "a gente se ferra mas se diverte", cuja ilustração é uma foto minha na cadeira de rodas; tiramos no dia em que ela e o meu irmão foram me buscar no hospital, com o pé engessado por conta da torção (a primeira do ano) no tornozelo. Abre parêntese. Na mesma ocasião, voltando para casa, meu irmão nos comunicou (oficialmente) que seríamos tias, fez um suspense danado em eu fiquei preocupada porque mesma semana o Ricky Martin saiu do armário e eu não estava preparada para a possível notícia de ter um irmão gay. Felizmente não era. Larissa nasce entre os dias 6 e 11 de dezembro. Tomara que nasça dia 8, que é o dia do meu aniversário!

Então... sei que quando alguém escreve a palavra "ferrar", não bem esse verbo que se gostaria de escrever - e devo confessar - a palavra que este substitui é realmente ofensiva mas dependendo da situação, soa como um vômito ou a excreção de algo realmente incômodo (algo que obviamente não faria bem se permanecesse no interior e bla-bla-bla-bla). Um certo professor chamado Américo Peixoto disse-me certa vez: "Vivi, palavrão é uma catarse!" Bingo! Põe pra fora, fih o que te incomoda antes que você sufoque e morra!!!

Dias atrás o meu primo, que tem hábito de ligar lá pra casa nos mais variados horários, rendendo sempre boas histórias (pra rir ou pra ficar com raiva) me disse (ao telefone): "Vivi, você é f#da!" Uau - pensei - está me elogiando! O que ele retificou em seguida: "F#da não, porque f#oda é uma coisa boa..." Poxa... Nesse caso, pelo menos não caberia a substituição pelo outro verbo - esse que deu nome ao post.

Em todo caso, seja qual for a versão: grosseira (no bom sentido) ou a politicamente correta mania de mandar os outros "se ferrar" ao invés de dizer o bom Português claro doa a quem doer (e eu já me vi e vi gente em grande confusão por causa disso), o sentido permanece o mesmo. Quem se "ferra" sente na pele o que é "se ferrar" ou "se f#der". Nem tanto importa o léxico. E pra terminar, gostaria de citar a minha amiga-loira preferida, recém-estreada na blogsfera, Carol Venturini, acerca do mundo corporativo: "é que se eu me ferro, a conjugação toda se ferra junto". E tenho dito!

sábado, 2 de outubro de 2010

Motivação?

O mais engraçado é que eu não sou economista mas venho falando isso há bastante tempo...
Humpf!
:P


Saudade com hora marcada...

...PRA ACABAR!!!
São só sete dias.
Contagem regressiva pra econtrar a minha maninha!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mudei de idéia

Pois é. Prometi que não postaria nada pessoal durante a semana mas não teve jeito. Tô numa onda de irritação, de indignação muito forte e não tenho como deixar passar... Ia postar a minha opinião a respeito do aborto mas também não estou com sacola pra defender o meu ponto de vista a respeito. Não por enquanto, não hoje nem sei até quando.
Continuo firme na posição de não votar na turma do Lula. Isso é o que não mudou. O resto? Vixxxx... Nem te conto! Ontem passei por situações que me fizeram pensar seriamente nos rumos da minha vida profissional. Seriamente... é que a semana tá sendo dureza... deve ser uma fase e vai passar, só isso (tomara). Ou então eu não enxergo as coisas direito (ou enxergo até demais na verdade). Não sei.
Hoje por exemplo, fui corrigir um texto de um aluno, de seis anos. Estava escrito: HESTASIONAMNTO. Perguntei: "O que está escrito aqui?" "Ué, tia, tá escrito: ESTACIONAMENTO!" "Ah, tá, entendi... ES-TA-CIO-NA-MEN-TO." "É, tia, você não entendeu... Deve ser porque você está sem os óculos..."
Ah, sim, os óculos! E estava mesmo... Era a falta dos óculos. O meu ponto de vista é que estava errado, a realidade é que não! Com isso eu entendi mais do que a palavra em questão, entendi muita coisa por sinal. Deixei pra lá - não adiantava argumentar nem corrigir. Fui convencida (ou deixei-me ser).

Por hora me calo. É só isso. Ou não. Acho que estou mais que indignada... triste.

domingo, 26 de setembro de 2010

Abro um parêntese pra dizer...

..
NÃO VOTO NO PT!

Democracia? Onde? Aqui mesmo é que não...
Quem me conhece sabe não gosto de política, não me envolvo nem dou palpite. Não gosto, não gosto , não gosto... é um destes assuntos que me ferem demais, que me incomodam, que não me acrescentam em nada diante de discussões acaloradas e pessoas que perdem o foco pela causa. Mas quem me conhece também sabe que eu só falo quando tenho certeza, quando o assunto me incomoda muito...
Não defendo "bandeiras". Deixei de torcer pelo time de futebol que me encantou quando criança por causa da conclusão (até que tardia) de que não é mais a paixão pela bola que motiva a rapazeada nos campos. Não acompanho mais Copa do Mundo com o mesmo entusiasmo. Deixei de frequentar a igreja (evangélica) porque me cansava muito aquela vida de programação social berrantemete distante da proposta inicial de "amor ao próximo" e "tinham tudo em comum"...
Péra-lá! Sou brasileira, cidadã, pago impostos, estou em dia com as minhas obrigações eleitorais, choro quando ouço o Hino Nacional mas... tem certas coisas que me embrulham o estômago. A campanha pirotécnica e ufanista do Partido dos Trabalhadores (?) tem me dado nojo!!! Nem tinha parado pra pensar em nada disso, tava aqui desolada, tentando garimpar um candidatozinho que salvasse o meu voto da anulação no dia 3 de outubro... pensei - e este foi o meu erro!
Dos presidenciáveis, eu votaria em uma, talvez arriscasse alguns outros mas JAMAIS votaria na candidata do PT, por várias razões. Primeiramente, a própria questão do partido mesmo, que de uns tempos pra cá descaracterizou-se completamente da sua luta inicial, dos ideais que moveram tão nobremente a fundação do mesmo e arrastaram muita gente engajada na luta política de um (bom) partido de oposição. O que é o PT hoje? Até eu, que sou ignorante de pai e mão nestes assuntos, reconheço que alguma coisa está "cheirando mal" pras bandas da turma do Lula... E depois, quem é a candidata do PT à presidência? De onde veio? Para onde vai? Que trajetória política ela deixou para trás para analisarmos até chegar ao caso (se for o caso) de escolhê-la na urna, dia 03/10??? O que defendem, com quem e com quê se comprometem os que querem exercer a autoridade política máxima aqui no nosso país???

Essa semana não vou postar mais nada pessoal. Abro um parêntese pra escrever um pouco sobre o desconforto que tem me assolado, de uns dias pra cá, com relação à situação política em tempos de eleição.

Pra começar, um vídeo. Vale a pena ver. Em seguida posto a respeito.

Shalom

Tenho outra confissão a fazer...

Tô aqui, tô viva ainda mas hoje acordei meio sem paciência. Nada demais, andei pensando em algumas coisas, levando uns "bolos" neste fim-de-semana e ficando em casa cozinhando (literalmente) no escaldo que está o Planalto Central por estes dias... Paciência.

Pra hoje, unhas azuis, cabelos vermelhos, contagem regressiva pra dia 9/10, quando viajo pro Sul (Recife e Olinda ficaram pra Janeiro, quem sabe) e FOO FIGHTERS! Gosto muito do Dave Ghrol. Muito mesmo. Ele faz bem o meu tipo (homenísticamente falando, rs) e é muito coerente como músico. É o mínimo que se espera... Nirvana fazia sucesso quando eu ainda era criança e quem sempre me impressionou mesmo foi "baterista maluco", mais do que "esperto" do Kurt Cobain, que se matou. Depois passei a acompanhar The Queens of The Stone Age e Foo Fighters com a mesma curiosidade.

Pensa comigo: esperto mesmo é quem permanece vivo pra contar a história. Por isso também que mais interessante é o Dado (Villa-Lobos) que o Renato (Russo). Enfim... Best of you, com clipe e letra, parece que conta uma parte recente da minha vida, de uns três ou quatro anos pra cá. Eu vejo e lembro - de mim. Ouço e lembro - de mim! Engraçado isso...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Essa vai pra Carol, com cariiiiiinho!



Carolina Venturini é a loura mais enjoada que eu já conheci! Tem horas que tenho vontade de te pegar pelos cabelos e te jogar na privada (descarga em seguida, obviamente) mas o amor é ainda maior... Saudade de Tu, amiga.

Dance, dance

Dia(s) engraçado(s).
Hehe...

Essa vai:

1) Pra minha irmã, Tânia (porque a gente curtia muito os clipes do FOB assim que surgiu essa onda "emo", sem nem saber que diacho de onda era essa - e olha que eles são bem mais leves e divertidos do que a safra que invadiu as telas, as rádios e o corredores de escolas, rs atualmente). Ela que tá morando longe e fazendo uma falta imensurável... Beijo, maninha - são mais uns dias (ou menos uns). Logo estarei aí.
2) Pros campeões intergaláticos de "tiro no pé" (essa é pra rir mesmo!)... Nada não, é que andei observando algumas pessoas e coisass, e atitudes e descobri (por mim só) que maioria dos (ditos) cidadãos (respeitáveis) que eu conheço se embaralham nas próprias pernas - e caem!!! Tenho visto muita gente acertar em cheio o próprio pezinho (com tiro de 12) por causa de ações impensadas. Parabéns a todos!!! Zion agradece...
3) Pra mim mesma. Descobri que não tem "parada" ganha antes da corrida. Na hora da batalha é que a gente vê mesmo quem tem pé no chão e quem é que corre. Bendito seja Deus pelos frutos que tenho colhido ao longo do ano...

Então... DANCE, DANCE!!!!!!!!!!!!!!!


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sábado, 18 de setembro de 2010

Um dia...

Ouvi hoje em um blog que acompanho!
Muito tempo que não ouvia Matisyahu... Mas também eu gosto (e ouço) tanta coisa que teria que viver 1000 anos pra dar conta de realmente aproveitar tudo...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Let it Be(atles)

De volta pro futuro

Pensando em coisas...
(...)
N'é pra entender mesmo não.
Aliás...
Pra bom entendedor,
meia palavra
é uma palavra
carecendo ser completada!

É que o dia foi longo e terminou com essa que vos escreve
comprando passagem (só de ida)
pro Sul.
.
.
.
Tô cansada, só.
Deve ser isso, rs...

Terence Trent Darby - Holdin' on to you

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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