domingo, 31 de janeiro de 2010

Tipo isso

"É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado."
(Guimarães Rosa)

Não há mistério no mundo

O guardador de rebanhos - VIII Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) [213] Num Meio Dia de Fim de Primavera Tive um sonho como uma fotografia Vi Jesus Cristo descer à terra, Veio pela encosta de um monte Tornado outra vez menino, A correr e um rolar-se pela erva E a arrancar flores para as deitar fora E a rir de modo a ouvir-se de longe. Tinha fugido do céu, Era nosso demais para fingir De segunda pessoa da Trindade. No céu era tudo falso, tudo em desacordo Com flores e árvores e pedras, No céu tinha que estar sempre sério E de vez em quando de se Tornar homem outra vez E para subir uma cruz, e estar sempre a morrer Com uma coroa toda à roda de espinhos E os pés espetados por um prego com cabeça, E até com um trapo à roda da cintura Como os pretos nas ilustrações. Nem sequer o deixavam ter pai e mãe Como as outras crianças. O seu pai era duas pessoas-Um velho chamado José, que era carpinteiro, E que não era pai dele; E o outro pai era uma pomba estúpida, A única pomba feia do mundo Porque não era do mundo nem era pomba. E a sua mãe não tinha amado antes de o ter. Não era mulher: era uma mala Em que ele tinha vindo do céu. E ele que queriam, da mãe que só nascera, E nunca tivera pai para amar com respeito, Pregasse uma bondade e uma justiça! Um dia que Deus estava a dormir E o Espírito Santo andava a voar, Ele foi à caixa dos milagres e roubou três, Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido. Com o segundo criou-se eternamente humano e menino. Com o terceiro Criou um Cristo eternamente na cruz E deixou-o pregado na cruz que há no céu E serve de modelo às outras. Depois fugiu para o modo lE desceu pelo primeiro raio que apanhou. Hoje vive na minha aldeia comigo. É uma criança bonita de riso e natural. Limpa o nariz no braço direito, Chapinha nas poças de água, Colhe as flores e gosta delas e esquece-as. Atira pedras nos burros, Rouba as frutas dos pomares E foge a chorar e a gritar dos cães. E, porque sabe que elas não gostam E que toda a gente acha graça, Corre atrás das raparigas Que vão em ranchos pelas estradas Com as bilhas às cabeças E levanta-lhes as saias. A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as cousas, Aponta-me todas as cousas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas Quando a gente as tem na mão E olha devagar para elas. Diz-me muito mal de Deus, Diz ele que é um velho estúpido e doente, Sempre a escarrar no chão E a dizer indecências. A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a meia fazer, E o Espírito Santo coça-se com o bico E empoleira-se nas cadeiras e suja-as. Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica. Diz-me que Deus não percebe nada Das coisas que Criou - "Se é que como Criou, do que duvido" - "Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a glória sua, Mas os seres não cantam nada, se cantassem seriam cantores. Os seres existem e mais nada, E por isso se chamam seres ". E depois, cansado de dizer mal de Deus, O Menino Jesus adormece nos meus braços E eu levo-o ao colo para casa .................................................. ......................... Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro. Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava . Ele é o humano que é natural, Ele é o divino que sorri e que brinca. E por isso é que eu sei com toda a certeza Que ele é o Menino Jesus verdadeiro. E a criança tão humana que é divina É esta minha quotidiana vida de poeta, E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre, E que o meu mínimo olhar Me enche de sensação, E o mais pequeno som, seja do que for, Parece falar comigo. A Criança Nova que habita onde vivo Dá-me uma mão a mim E a outra a tudo que existe E assim vamos os três pelo caminho que houver, Saltando e cantando e rindo E gozando o nosso segredo comum Que é o de saber por toda parte um Que não há mistério no mundo E que tudo vale a pena. A Criança Eterna acompanha-me sempre. A direção do meu olhar é o seu dedo apontando. O meu ouvido atento alegremente a todos os sons São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas. Damo-nos tão bem um com o outro Na companhia de tudo Que nunca pensamos um no outro, Mas vivemos juntos a dois Com um acordo íntimo Como a mão direita e uma esquerda. Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas No degrau da porta de casa, Convém Graves como um deus e um um um poeta, E como se cada pedr aFosse Todo o Universo E fosse por isso um grande perigo para ela Deixa-la cair no chão. Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homen Se Ele sorri, porque tudo é incrível. Ri dos reis e dos que não são reis, E tem pena de ouvir falar das guerras, Comércios dos E, e dos navios Que ficam fumo sem ar dos altos-mares. Porque ele sabe que tudo isso falta verdade Àquela Que uma flor tem ao Florescer E que anda com a luz do sol A variar os montes e os vales, E a fazer doer aos olhos muros caiados OS. Depois ele adormece e eu deito-o Levo-o ao colo para dentro de Casa E deito-o, despindo-o lentamente E como seguindo um ritual muito limpo E todo materno até ele estar nu. Ele dorme dentro da minha alma E às vezes acorda de noite E brinca com os meus sonhos, Vira uns de pernas para o ar, Põe uns em cima dos outros E bate as palmas sozinho Sorrindo para o meu sono .................................................. ................................ Quando eu morrer, filhinho, Seja eu a criança, o mais pequeno. Pega-me tu no colo E leva-me para dentro da tua casa. Despe o meu ser cansado e humano E deita-me na tua cama. E conta-me histórias, caso eu acorde, Para Tornar eu a adormecer. E dá-me teus sonhos para eu brincar Até que nasça qualquer dia Que tu sabes qual é .................................................. ................................... Esta é a história do meu Menino Jesus, Por que razão que se perceba Não há de ser ela mais verdadeir aque tudo quanto os filósofos pensam E tudo quanto as religiões ensinam?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O último por do sol

Vamos combinar que Lenine é pra lá de bom de ouvir e de ver! Que letra, que harmonia... Essa belezura que participa é o Victor Astorga, solista de corne inglês (eu tive que fazer uma pesquisazinha, porque sempre confundo corne inglês, clarinete, fagote e oboé) da Orquestra Sinfônica Brasileira. Adoro! Sem mais.

"O divino não se encontra no extraordinário, ele se encontra no comum. Não existe nada mais divino do que ser criança. Nós, adultos, passamos a vida tentando transformar crianças em adultos. Deus, que faz tudo ao contrário - os adultos são o direito, Deus é o avesso - passa a vida tentando transformar adultos em crianças - para que eles possam brincar com a vida, e, vez por outra, topar com a alegria."
(Rubem Alves)
*** A cada dia que passa a minha tolerância para com o mundo adulto se torna ainda mais resumida. E é só.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Paráfrase?

"Duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez humana".
(Albert Einstein)
Foi assim... ele (lá da outra sala) - viviiiiiiiiiiiiiiiiii!!!! eu - que qui é?!!! ele - corre aqui, vem ver uma coisa! (minutos depois) ele - tá vendo... a criatividade humana não tem limites, minha cara. eu (cética, cética, cética. braços cruzados) - ah tá! se anima não... a idiotice humana também não tem! (alguns outros minutos depois) ele (aos berros) - viviiiiiiiiiiiiiiii!!!! eu (já atravessando o corredor) - aff... o que é dessa vez, criatura???? ele - você tem razão. olha isso... (passados alguns segundos) eu - tá vendo? eu te avisei... (e saí da sala)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

"Colher (verbo) o dia"

Ausência (Vinícius de Moraes) Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Saudade do contrabaixo...

*** Essa vai pro meu professor de contrabaixo... Olha isso, Fabinhoooooo!!!

Tanta saudade (Composição: Chico Buarque)

Era tanta saudade, é pra matar/ Eu fiquei até doente, eu fiquei até doente menina/ Se eu não mato a saudade, é "deixa estar"/ Saudade mata a gente, saudade mata a gente menina Quis saber o que é o desejo, de onde ele vem/ Fui até o centro da Terra e é mais além/ Procurei uma saída e amor não tem/ Estava ficando louco, louco, louco de querer bem Quis chegar até o limite de uma paixão/ Baldear o oceano com a minha mão/ Encontrar o sal da vida e a solidão/ Esgotar o apetite, todo o apetite do coração Mas voltou a saudade É pra ficar, aí eu encarei de frente/ Aí eu encarei de frente, menina/ Se eu ficar na saudade, é "deixa estar"/ Saudade engole a gente, saudade engole a gente menina Ai amor, miragem minha, minha linha do horizonte/ É monte atrás de monte é monte/ A fonte nunca mais que seca, ai saudade ainda sou moço/ Aquele poço não tem fundo, é um mundo e dentro é um mundo/ e dentro é um mundo e dentro/ É o mundo que me leva

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

EGO

Hahahah, me divirto! Fosse só o ego que ela tem de grande (rs)... Demais!
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"Não preciso de batida, posso cantar com um piano..."

Virou areia...

Vamos de Lenine novamente. Idéia fixa na cabeça, sabe como é... Quando se instala, não quer mais ir embora. Destaque pra contrabaixista ma-ra-vi-lho-sa!!! Eu sou suspeita pra falar de mulher tocando contrabaixo... "é luxo só"! Tem como ficar sentado não, nêgo! Levanta e sacode a saia, Dona Maria...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Gente, adorei isso! *-*

MAGRA Composição: Lenine/ Ivan Santos Moça Pernas de pinça Alta Corpo de lança Magra Olhos de corça Leve Toda cortiça Passa Como que nua Calma Finge que voa Brasa Chama na areia Bela Como eu queria Magra, leve, calma Toda ela bela Tudo nela chama Segue Enquanto suspiro Toda Cor de tempero Cheira Um cheiro tão raro Clara Cura o escuro Ela Braços de linha Dengo Cheio de manha Durmo E peço que venha Acordo E sonho que é minha Magra, leve, calma Toda ela bela Tudo nela chama

Coisas da mana

E eu aqui preocupaaaaada com a vida...
Ela me disse apenas:
"Posso te dizer umas coisas? VIVA! Alimente-se bem, beba bastante água e durma o suficiente! É só o que você precisa fazer."
Isso é que é "SIMPLES ASSIM"! rs

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Importação

>>> Vale a pena ler o texto inteiro, em SOLOMON
"O mundo, entretanto, não precisa de heróis, mas de anti-heróis. Gente que ame a discrição mais que o espalhafato, que valorize a intimidade relacional mais que a superficialidade, que veja beleza na candura mais que na sofisticação e que não fuja de sua fragilidade humana."
(Ricardo Gondim)

Novo dia

Sim, sim, sim... um dia de trégua!!!
Quando acordei tinha alguma coisa
diferente no ar, que eu não sei bem
e nem tenho como explicar, mas
era assim como uma presença do
que mais fazia falta dentro de mim.
Olhei o teto e a parede... tudo ali
era o mesmo e me parecia, de repente
novidade antiga surgindo à minha frente;
olhei a janela. O perfeito Sol e o céu
azul nada diziam além do que os meus
castanhos olhos podiam alcançar.
A porta aberta, o piso gelado em
contato com meus pés descalços...
Ao meu redor tudo exalava um misto
de proximidade ao mesmo tempo
tamanha estranheza que até pensei:
é sonho - ou talvez imaginação!
Não, enganei-me... não era delírio! Era
a realidade nova e há muito esperada,
já dizia que sempre depois de noite
escura, brilha forte o Sol da manhã.
Era isso! Novo dia, alvorada;
escutei o som que veio lá de dentro
anunciando o fim das densas trevas.

Eu acredito

Você não precisa ter um diploma universitário para servir.
Não precisa fazer o sujeito o o verbo concordarem para servir.
Não precisa saber sobre Platão e Aristóteles para servir.
Não precisa conhecer a teoria da relatividade de Einstein para servir.
Você precisa simplesmente de um coração cheio de graça.
Uma alma gerada pelo amor.
Então você pode se tornar um servo.
(Martin Luther King Jr.)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Sonho com jardins na areia do deserto"

IX
Creio que ele se aproveitou de uma migração de pássaros selvagens para fugir. Na manhã da viagem, pôs os planos em ordem. Revolveu cuidadosamente seus vulcões. Ele possuía dois vulcões em atividade. E era muito cômodo para esquentar o café da manhã. Possuía também um vulcão extinto. Mas como dizia ele: "Nunca se sabe!" Revolveu também o extinto. Se são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Aqui na Terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso, que eles causam tanto dano.
O pequeno príncipe arrancou também, não sem um pouco de tristeza, os últimos rebentos de baobás. Ele pensava em nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos rotineiros lhe pareceram, aquela manhã, extremamente agradáveis. E quando regou pela última vez a flor, e se preparava para colocá-la sob a redoma, percebeu que tinha vontade de chorar.
- Adeus - disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus - repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola - disse finalmente - Peço-te perdão. Procura ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado completamente sem jeito, com a redoma nas mãos. Não podia compreender essa delicadeza.
- É claro que eu te amo - disse-lhe a flor. - Foi minha culpa não perceberes isto. Mas não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Tenta ser feliz... Larga essa redoma, não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou tão resfriada assim... O ar freso da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Então, vai!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Perfeita

Resposta ao "Thi"

Queridíssimo e mui precioso amigo!
Repareceste na minha vida como que por milagre. A hora não poderia ser mais oportuna! Obrigada pela força, pelo carinho, pelo respeito, pela atenção, pelas orelhas que me empresta vezenquando para que eu encha com as minhas bobagens, com meus reclames, pelo abraço meio-paizão, meio-irmão-mais-velho, pelas broncas... Sua vida é para mim, um exemplo, uma referência, uma alegria - enfim, um testemunho vivo de que é possível permanecer firme, fiel, mesmo sendo submetido às mais duras provas que a vida nos impõe.
Lembro tanto das nossas conversas, quando eu ainda era muito imatura pra compreender a profundidade do que você queria dizer quando nos ensinava que "as pessoas não são descartáveis". Lembro da sua perseverança ao lutar pela vida mesmo com um diagnóstico cruel em mãos. Lembro da firmeza de caráter em sair perdendo na época da mudança (...) - e é tanta coisa, tanta luta, que me emociono só em pensar que ainda existe pessoa como você na face da Terra.
"Hoje é que fui entender o q me disse naquele dia" - não esquenta! Ninguém entende mesmo o que eu digo, então tá tudo em casa! Ainda não tirei passaporte. E... Claro que te ajudo a começar um blog! As suas histórias precisam mesmo sair da fase oral e passar pra fase escrita!
Tenho me cuidado bem, não se preocupe. Obrigada pela canção dedicada.
Essa é pra você:

Paixão é a diferença

Quando Madre Tereza (de Calcutá) foi questionada sobre que tipo de pessoa poderia lidar com um problema tão grande como a pobreza, ela respondeu: "Nunca é uma pessoa que quer salvar o mundo. Elas sempre se desanimam. Mas me dê uma pessoa contemplativa. Entregue-me alguém que tenha um coração profundo para com Deus, e um dia após o outro ela irá servir".

Tem um troço qualquer corroendo aqui dentro que não para nunca. Que eu já desisti de compreender e nem desafio ninguéma a tentar. Esses dias fui desafiada a tomar decisões, tomar atitudes, fazer algumas das coisas que eu mais detesto fazer mas que são não só necessárias como também base para que as coisas caminhem na minha vida. Fui coversar com uma das pessoas que tenho como referência: só tomei bordoada! A gente foi , assim, partindo a conversa em pedacinhos pra eu não desabar de vez - um dia uma coisa, outro dia outra. No último dia eu so pude dizer depois do silêncio e um rio de lágrimas: "Tenho apenas duas coisas pra te oferecer agora - um coração ferido e uma vontade grande de fazer alguma coisa pra melhorar a vida dos outros". Já é um começo. Agora é trabalhar duro!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Composição: Dado Villa-Lobos; Marcelo Bonfá; Renato Russo

Já não sei dizer se ainda sei sentir/ O meu coração já não me pertence/ Já não quer mais me obedecer/ Parece agora estar tão cansado quanto eu/ Até pensei que era mais por não saber/ Que ainda sou capaz de acreditar/ Me sinto tão só/ E dizem que a solidão até que me cai bem/ Às vezes faço planos/ Às vezes quero ir/ Pra algum país distante/ Voltar a ser feliz Já não sei dizer o que aconteceu/ Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu/ Se meu desejo então já se realizou/ O que fazer depois/ Pra onde é que eu vou?

Eu vi você voltar pra mim/ Eu vi você voltar pra mim/ Eu vi você voltar pra mim...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Luto

Nada naum...
Tô tristinha...
:(
E eu egoísticamente falando em placas tectônicas e terremotos há alguns dias...
Hoje eu só queria deixar o meu silêncio respeitoso, minhas lágrimas de solidariedade às famílias das vítimas do tremor de terra no Haiti - brasileiros ou não... Meu pai trabalha no Ministério da Defesa e foi ele quem comentou desapontado sobre alguns colegas de trabalho e conhecidos que estavam lá a serviço.
Em especial o meu sentimento pela perda de Zilda Arns.
Powxa... (...)
Sem mais.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Desse jeito mesmo

E é isso! XD

Encontro e despedida

Novamente nos encontramos. 'Inda na mente o choque provocado pela última imagem: o choro incontido, o silêncio e a saída desconcertante sem dizer pra onde ia nem se voltava. Não voltou. Não como pensei. Passou por mim e foi como se não me visse. Com uma mão segurei-a pelo braço, com a outra segurei o queixo, firme, olhei fundo nos olhos. Realmente está bem diferente de quando a vi pela última vez. Muito diferente. Bem, ao que me parece - externamente - mas uma olhada cuidadosa nos olhos não deixa dúvidas: está faltando alguma coisa. Vi isso. Senti em mim a dor que era dela. Tentei falar, perguntar, iniciar algum diálogo mas não! Desvencilhando-se dos meus braços, pôs o indicador cerrando os lábios com um longo: "-Shhh..." Ela não quis falar. Sentou-se num paralelepípedo e eu sentei ao lado. Estalava os dedos e sorria pra mim um sorriso nem um pouco convincente (é preciso muitas vezes iludir todos à volta de que se está bem) mas qual nada! Eu sei pouco desta vida mas entendo o gesto. Os lábios dela sorriam, os dentes se mostravam largamente mas todo o corpo restante gritava silenciosamente a dor que a corroía toda por dentro. Confesso que quis chorar, mas isso também seria demonstrar fraqueza, e sabe... precisamos ser fortes! Repentinamente tomou-me uma das mãos. Segurou firme e levou-a ao peito, bem à altura do coração, por baixo da blusa. O que senti na pele foi a textura de uma imensa cicatriz! Puxei, desconcertada, a mão de volta. Causou-me vertigem a sensação. Um desconforto incomum. O que ali eu apalpava, fisicamente caía como espelho à minha própria alma. Por que isso agora? Quis sair, correr, fugir - desta vez ela foi quem me segurou pelo braço... e abriu a blusa. O que eu vi tirou o chão debaixo dos meus pés! Não era resultado de corte feito por bisturi nem havia sinal de sutura. O que me saltava aos olhos era uma mutilação resultante de violência, de força bruta, deseperada...Vista de fora, a cena era surreal. O meu desconforto era evidente mas ao mesmo tempo que havia uma urgência de me desvencilhar sua mão e fugir dali para bem longe, onde aquela imagem não pudesse alcançar nem no mais profundo do inconsciente, um impulso de igual intensidade me impelia a tomá-la nos braços como criança, dizer que "tudo vai ficar bem" apertá-la contra o peito mesmo sabendo que o mal, uma vez feito, é irreparável. Não havia o que fazer. Com pouco compreendi o vazio em seus olhos, a tristeza exalada em seus gestos, a beleza pétrea esculpida em seu exterior, capaz de convencer com certa facilidade os menos sensiveis, o sorriso forçado também pronto a cair na graça dos mais desatentos... Entendi o que ela me disse sem palavra: a cicatriz que ali estava era o resultado da maior loucura que já fizera, o maior ato de bravura e de coragem jamais pensado em toda a história da humanidade, a atitude desesperada de quem não mais suporta a dor das ausências - arrancara o próprio coração! Assim, com as próprias mãos. Rendera-se, finalmente, à maioria dormente das pessoas que vêm e vão todos os dias pelas ruas, pelas estradas, pelos coletivos. Meu desespero foi maior! Aí sim, as lágrimas vieram com força e não tive como segurá-las. Não há barragem que consiga deter a intensidade da alma que se derrama. Ela já não podia mais chorar. Chorei por nós. Ela soltou a minha mão e se recompôs. Enxugou-me as faces inutilmente sem nada dizer. Olhou-me mais uma vez com aquele olhar vítreo e se foi. Sequer reagi. Fiquei ali por um tempo lembrando de como ela era e como nunca mais voltará a ser, com a tristeza consumindo aquilo de alma que ainda me resta.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

(Pensar é estar doente dos olhos)

O Meu Olhar Alberto Caeiro
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Depois a doida sou eu... =P

A Fine Frenzi (ela é a cara da minha prima) - Stood up

Citando Rubem Alves novamente...

De tudo que Dostoiévski escreveu em Os irmãos Karamazov, o que mais me impressionou foi o incidente do "Grande Inquisidor". É assim: Jesus havia voltado à terra e andava incógnito entre as pessoas. Todos os reconheciam e sentiam seu poder, mas ninguém se atrevia a pronunciar o seu nome. Não era necessário. De longe, o Grande Inquisidor o observava no meio da multidão e ordenou que ele fosse preso e levado à sua presença. Então, diante do prisioneiro silencioso, proferiu a acusação:
Não há nada mais sedutor aos olhos dos homens do que a liberdade
de consciência mas não há nada mais terrível. Em lugar de pacificar
a consciência humana de uma vez por todas mediante sólidos
princípios, Tu lhe ofereceste o que há de mais estranho, de mais
enigmático, de mais indeterminado, tudo o que ultrapassava as
forças humanas: a liberdade. Agiste, pois, como se não amasses
os homens... Em vez de Te apoderares da liberdade humana, Tu
a multiplicaste, e assim, envenenaste com tormentos a vida do
homem, para toda a eternidade.
(...)
Somos assim. Sonhamos o vôo, mas tememos as alturas. Para voar, é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o vôo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência das certezas. Mas é isto que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.
É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que eles voariam se as portas da gaiola estivessem abertas. A verdade é o oposto. Não há carcereiros. Os homens preferem as gaiolas ao vôo. São eles mesmos que constroem as gaiolas em que se aprisionam. "Prisioneiro, dize-me que foi quem fez essa inquebrável corrente que te prende?", perguntava Tagore. "Fui eu", disse o prisioneiro, "fui eu que forjei com cuidado esta corrente..."
***Anteontem ela me disse que descobriu que era livre.
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras." (Machado de Assis)
***Importado do blog Suor de um rosto.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Desabafo

Saí pre fazer uma coisa e acabei fazendo outra, não menos importante, mas que não estava prevista nem no itinerário nem no orçamento. Talvez a melhor frase que me defina hoje seja a da música dos Engenheiros do Hawaii, Infinita highway: "Minha vida é tão confusa quanto a América Central, por isso não me acuse de ser irracional..." Não sei quanto à de vocês mas a minha é muito confusa, muito estranha mesmo e isso não vem de agora - é de desde antes do meu nascimento, quando uma parte da família queria um nome (de uma santa cátólica, porque dizem que o dia em que eu nasci é dia de Imaculada Conceição) - e esse nome provavelmente seria Maria da Conceição. Bondoso Deus, já me conhecendo desde o ventre de mãinha, inspirou uma tia com o nome de Viviane. Pronto! Pelo menos esse vexame me foi poupado... Quanto aos outros: não mesmo. Cada dia é dia de passar por um aperto, por um apuro e agora é que eu fui entender algumas coisas, trazendo algumas memórias dos últimos três anos. Daí pra cá eu não tive mesmo nenhum sossego! Há quem pense que a minha situação é recente, que tem a ver com expectativas frustradas com relação à Igreja, a um namoro terminado recentemente, alguns probleminhas familiares (como por exemplo os meus avós revezando internações hospitalares)... Tá, tá... Tudo isso me entristeceu muito, sugou (e suga) muita energia e eu simplesmente não sei como resolver as coisas da minha própria vida - afinal de contas eu fui TREI-NA-DA e a ver solução pra vida dos outros e DEI-XEI (isso mesmo, literalmente) de pensar na minha vida, cuidar da minha vida, olhar pra mim no espelho, falar por mim, argumentar etc, etc... E na pior das hipóteses, pra fugir do combate, eu assumo a culpa, os riscos, as consequências e deixo pra lá as pendências. Vá lá... Quem se importa? Mas tá chegando um tempo em que os dez últimos anos de acumulação de entulho (alheio) na minha alma tá querendo voltar. E é por isso que eu estou quietinha no meu canto sem mexer com ninguém, cultivando o meu canteiro de flores e silêncios porque eu já imagino mais ou menos como é que isso vai repercutir daqui a muito pouco tempo.
(...)
Voltemos à vaca fria... Ontem eu saí pra ver umas armações bacanas pra mandar fazer os meus óculos. Depois de meses sofrendo com dor de cabeça, tonturas, enjôos, vista embaralhada, hipersensibilidade à luz... tomei coragem e fui fazer os exames... Positivo! Astigmatismo. Tenho que usar óculos. Mas quem disse???? Me enrolei por causa da fila no caixa eletrônico, me enrolei porque não queria - e nem quero - ver óculos coisa nenhuma... e blablabla... Fui afogar as minhas dores em uma livraria. Achei, por acaso, um livro que há meses eu procurava (!) pra começar o projeto de Teatro para crianças - e bem mais barato do que eu tinha pesquisado anteriormente. Depois fui procurar outro - já que estava ali mesmo - este outro não achei mas acabei comprando um outro-outro e encerrando a conta. (...) Uma vez em casa fui ler o outro-outro (do Rubem Alves, pra variar). As coisas que o Rubem escreve parecem que saíram de mim, porque conseguem traduzir fielmente o que eu sinto desde sempre mas não consigo colocar em palavras. Abre parêntese. As palavras me são inimigas. Elas não me obedecem! Não que os inimigos sejam aqueles que não nos obedecem mas tem uma infinidade de coisas que eu simplesmente não consigo expressar por meio de palavras, por mais que tente. É terrível! Temos a pretensão de achar, que como "intelectuais", "acadêmicos", "eruditos" (as aspas são pura ironia mesmo! qualquer dia eu escrevo - se elas me permitirem o que penso sobre intelectuais, acadêmicos, eruditos...), pessoas letradas, conhecedores da Palavra da Verdade (as maiúsculas também são ironia), as PA-LA-VRAS necessariamente têm que se sujeitar às nossas ordens, aos nossos caprichos... Mas não! Elas caem pelo caminho sem que tenhamos chance de catá-las, de colhê-las! Basta! Fecha parêntese. Tenho dificuldades com as palavras. Com sentimentos não! Sinto e só. Não consigo explicar. Ai de mim...
(...)
Lendo ontem, me deparei com um trecho que me fez entender muita coisa (está bem, nem tanta coisa assim... mas alguma coisa). Posto em seguida:
"É isto que nos diferencia dos animais. Os animais vivem em meio às presenças. Mas nós somos moradores das ausências. Desejo: reconhecer que algo está faltando. Saudade. Eu sugeriria que espiritualidade tem algo a ver com isto: viver em meio à presença de uma ausência. É daí que surge tudo de belo que fazemos: o amor, a poesia, os jardins, a música, as revoluções... Tudo. Fazemos essas coisas para completar esse pedaço que está faltando. Ah! Pedaço de mim que me arrancaram... Sou espiritual por causa disto: do meu corpo sai uma canção, um suspiro, um desejo, uma saudade de algo que não encontro, e penso que sinto, no vento, o cheiro dessa coisa..."
Não vou citar o nome do livro. Se alguém se interessar, pergunte.
(...)
É isso! E é por isso que vira e mexe eu me pego cantarolando o trechinho da música do U2: "I still haven't found what I'm looking for..." É porque eu não encontrei mesmo e talvez não encontre nunca. Não, eu não estou bem da cabeça - nem das pernas, nem do coração (:P)... Esqueça a compaixão. Meu caso não tem cura. Tá vendo, Santiago: MEU CASO NÃO TEM CURA! Somos iguais.

Vale a pena ver o vídeo!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Há duas tragédias na vida.
Uma é não fazer o que o coração deseja.
A outra é fazer.
(Bernard Shaw)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Use somebody! Ôpa!

I've been roaming around/ Always looking down at all I see/ Painted faces, fill the places I can't reach...

Então... Piadinhas à parte, vida segue adiante. Essa música tem me atormentado desde quando a ouvi pela primeira vez. E olha que eu sou daquele tipo de pessoa que quando encuca com uma coisa... Quando gosto de uma música, por exemplo, capaz de ficar horas, dias ouvindo a mesma até enjoar... Baixei o CD e tudo mas repito a mesma faixa incessantemente.

(...)

Tava pensando também... Eu sou do tipo da pessoa que "explode pra dentro" . Característica adquirida - nem sempre foi assim... Estive lembrando de um tempo em que eu ganhava tudo no grito ou na pancada. Passou. Explicando didaticamente: antes eu era vulcão - explodia pra fora e espirrava lava fervente em tudo e todos à volta. Hoje, digamos que eu seja como as placas tectônicas: grande parte das movimentações, dos "choques" ninguém vê, mas estão lá, acontecendo em diferentes intensidades, em diferentes escalas. Porém, quando a coisa é mais violenta um terremoto acontece e pode sim, causar grande estrago. Nem sei porque estou escrevendo isso! Que bobagem...

Ah, sim... Talvez porque a intensidade da movimentação das placas na minha vida está chegando aos últimos graus da escala - e aí, azar de quem estiver por perto! Aff...

Triste constatação... Mas vá lá. Tudo tem limite.

(...)

Esses dias eu fui passar o dia na casa de uma amiga. Lá almocei e depois fomos pra casa de outra amiga. Filminho, conversinha... depois fomos comprar alguma coisa pra lanchar. Entre um pãozinho e outro, um queijinho, um suquinho - uma revelação bombástica! Daquelas de fazer cair o queixo e a "boa samaritana" aqui se sentir uma grandessíssima Idiota (assim, com I maiúsculo mesmo)! Hehe... nem sei o que dizer a vocês (eu toda sem-graça) - achei sinceramente que não me espantaria com mais nada nessa vida, mas depois dessa...

(...)

E esses dias também saí pra caminhar com uma dessas amigas que estavam comigo nesse outro dia. Meio da conversa eu bombardeei a pobrezinha: "Eu só queria saber... se eu já enlouqueci; se estou a caminho da loucura , ou se já estou em fase de DES-enlouquecimento (de cura, por assim dizer)!" Ela (depois de um bom tempo): "Sei não... Você é doida!"

Ah tá... Obrigada!

=P

Respodendo à sua pergunta...

Como?
Fácil!
Assim...
Dinamite o terreno
Onde tinha um coração
E plante um canteiro
De jiló -
Ou de cactos.
Pronto!
Resolvido.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vamos começar?

Vamos começar... colocando um ponto final.
Pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida. (Abraham Lincoln)

AMO

"Only love, only love can leave such a mark But only love, only love unites our hearts.."

"The more you see the less you know The less you find out as you go I knew much more then than I do now..."

"And I can't keep holding on to what you got When all you got is hurt..."

"Is it true that perfect love drives out all fear? The right to appear ridiculous is something I hold dear Oh, but a change of heart comes slow..."

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Muito boa!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Virada de ano

Perfeito! Minha primeira "meta" do ano surgiu de uma vi-ra-da inusitada. Por mais louco que possa parecer, o Geraldo Azevedo tocou exclusivamente pra mim na madrugada de 31/12 para 01/01! Eu explico: é que todo mundo saiu (meu irmão e minhas irmãs) depois da ceia com a família e eu fiquei em casa com os meu pais. Deitei no sofá, abracei a minha almofada lilás e fiquei assim "meio longe", trocando os canais da TV. Contagem regressiva, coisa mais chata! Fogos? Só o meu pai mesmo, que foi lá pro portão (muito animado) ver os fogos do condomínio que temos enfeitando os horizontes daqui da redondeza de onde eu moro... Minha mãe tomou chá e sumiço por alguns minutos - apareceu alguns minutos depois de passada a euforia do povo, das felicitações e coisa e tal... Eu nem me movi; fiquei bem quietinha onde estava. Mudando os canais (sei lá em busca do que, porque em dias de fim de ano, as programações são incrivelmente repetitivas e sem nehuma graça), percebi que estava passando na TV Senado um programa chamado TALENTOS - um especial com o Geraldo Azevedo. Gente, eu ouço as músicas dele desde criança! Larguei controle remoto pra lá e simplesmente "colhi" o achado. Música após música. Depois passou uma ideiazinha pela minha cabeça> eu era prvavelmente a única criatura na face da Terra que estava assistindo um programa da TV Senado em plena virada de ano!!!! Foi tão absurdo, tão óbvio - e ao mesmo tempo tão honroso pra mim - porque, imagine, o Geraldo tava tocando exclusivamente pra mim, se o meu palpite estiver certo(!)- que eu fiquei pasma!E muito contente. E realmente impressionada com a qualidade musical!!! Tracei como meta para este ano: assistir a um show ao vivo dele! Sim, senhor. Isso eu quero, quero sim... (E cá prá nós, até hoje, todas as coisas que eu coloquei na cabeça que ia fazer... ah, rapaz!!! Eu fiz mesmo!). Assim que cumprir a minha palavra, posto a respeito. Enquanto isso... um solo maravilhoso e uma música que fica muito bem também na voz do Zeca Baleiro...

Bicho de 7 Cabeças Composição: Zé Ramalho

Não dá pé, não tem pé nem cabeça/ Não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça/ Não tem jeito mesmo/ Não tem dó no peito, não tem nem talvez/ Ter feito o que você me fez, desapareça/ Cresça e desapareça

Não tem dó no peito, não tem jeito/ Não tem coração que esqueça/Não tem ninguém que mereça/ Não tem pé, não tem cabeça/ Não dá pé, não é direito/ Não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um/ Bicho de sete cabeças Não dá pé, não tem pé nem cabeça/ Não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça/ Não tem jeito mesmo/ Não tem dó no peito, não tem nem talvez/ Ter feito o que você me fez, desapareça/ Cresça e desapareça

Não tem dó no peito, não tem jeito/ Não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça/ Não tem pé, não tem cabeça/ Não dá pé, não é direito/ Não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um/ Bicho de sete cabeças

sábado, 2 de janeiro de 2010

"Dingombéu" atrasado!

Com um certo atraso, uma lembrancinha de Natal... Essa é a minha irmã e também blogueira, meu "acorde diminuto" e essa foto ficou tão bonitinha que eu tinha que colocar aqui pra lembrar que esta noite de Natal foi diferente, foi especial - não porque tenha acontecido nada de extraordinário mas porque o extraordinário mesmo é o absolutamente simples e trivial e nem por isso menos impressionantemente belo momento de estar perto das pessoas que a gente ama e quer bem. E é isso! Só.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

New year's day

Então... nada muda em dia de Ano Novo... E eu achei que a primeira postagem do ano tinha que ser assim, em forma de música, e tinha que ser da minha banda favorita, e tinha que ser assim, um clipe antigo (de 1983) - pra mostrar que nada muda, que o U2 continua o mesmo (senão ainda melhor), eu continuo a mesma, nós continuamos os mesmos... Muda só calendário! O resto não. Nothing changes on new year's day...

Dia de Ano Novo

Yeah... Tudo está quieto no Dia de Ano Novo, Um mundo em branco está em andamento, Eu quero estar com você, estar com você noite e dia, Nada muda no Dia de Ano Novo. No Dia de Ano Novo. Eu... estarei com você de novo. Eu... estarei com você de novo. Sob um céu vermelho-sangue, Uma multidão se agrupou em preto e branco Braços entrelaçados, entre os poucos escolhidos Os jornais dizem, dizem Dizem que é verdade, dizem que é verdade... E nós podemos romper Partido em dois Podemos ser um só. Eu começarei de novo, Eu começarei de novo. Oh, oh. Oh, oh. Oh, oh. Oh, talvez a hora esteja certa, Oh, talvez essa noite, Eu estarei com você de novo. Eu estarei com você de novo. E então nós fomos mencionados nessa era dourada, E ouro é a razão para as guerras que nós combatemos, Ainda que eu queira estar com você Estar com você noite e dia, Nada muda No Dia de Ano Novo No Dia de Ano Novo No Dia de Ano Novo

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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