sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vamos todos cirandar...

Mas é que eu ando meio assim não sei o que é... Esses dias inventei de cantar Pétala ( a do Djavan, não essa do Alceu) e deu tudo errado. Desatei a chorar, desafinei, saiu meio-soluçado-meio-miado. Quem insistiu pra eu cantar achou o máximo a "interpretação"... mas aí é que está: não teve interpretação 0 foi tudo de verdade mesmo! A emoção, o choro e a desafinação - tudo de verdade. Quem captou chorou junto. Quem não, achou graça (da minha sem-graceza, rs).
Acho que tô ficando sentimental (demais). Carece adubar melhor meus canteirinhos - de jilós e de cactos! Tenho um amigo que morre de rir quando eu falo essas coisas, ele meio que acredita-desacreditando, quer me dar conselhos (quase um guru das coisas do coração... êeeeitaaaa!!!! hehe) e talz, mas acaba levando na brincadeira.
(...)
A canção do Alceu, logo abaixo (Pétalas. vale a pena ouvir) é de um álbum chamado Ciranda Mourisca, lançado ano passado. Não vou escrever sobre o álbum - Internet tá aí pra essas coisas; mas é que estou pesquisando sobre as danças circulares que surgiram da influência portuguesa, espanhola e italiana no Nordeste brasileiro - mais especificamente as cirandas, mais especificamente ainda em Pernambuco, afunilando um cadinho mais: meus olhares estão postos em Recife... para desenvolver um trabalho... nada de detalhes por enquanto mas posso adiantar que a "coisa" tá forte, borboleteando aqui dentro do coração. A verdade é que eu parei de lutar contra o que é mais forte em mim: as minhas inclinações artísticas. Já deu pra quebrar a cara o suficiente pra saber que quanto mais longe daquilo pelo que sou (absolutamente) apaixonada, mais triste e carrancuda eu fico. Pra variar, me joguei de cabeça, comecei do zero: reunir material, montar projeto, sondar (e sonhar) os temas, ler-ler-ler, ouvir-ouvir-ouvir, pensar-pensar-pensar, escrever-escrever-escrever, chorar-chorar-chorar, etc, etc...
Esses dias comentei com uma amiga que o meu "passar mal" de Janeiro era mesmo gravidez e eu nem não podia mesmo imaginar na época. Mas vendo nitidamente a (possível-breve) concretização de um grande sonho, me veio a clarividência: há um projeto em gestação! Nada mais natural do que sofrer de sintomas típicos de quem se encontra em estado interessante, rs! Nessa doideira toda ao menos um alvo certeiro: tô indo pra Recife em Julho! São Paulo em Dezembro, se Deus quiser! Enquanto isso fico por aqui com as minhas leituras, as minhas escutas e as minhas escritas. Gerar sonho consome energia, consome coração... é tudo o que eu tenho, não sei ser pela metade!
Pra vocês eu deixo a letra (linda) do Alceu.
V
V
V
P é t a l a s (Alceu Valença) As borboletas voam sobre o meu jardim
o cores vivas, pousam sobre às onze horas Nas rosas claras, violetas e jasmins Um beija-flor traindo a rosa amarela Beijou a bela margarida infiel Papoula e dália estão cravadas de ciúmes E o beija-flor beijando flores a granel Pétalas, asas amareladas Pétalas, espinho seco Folha, flor, lagarta Pétalas As flores voam e voltam noutra estação Só serei flor quando tu flores no verão

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