sexta-feira, 30 de abril de 2010

Veja bem

Então... dia inspirado. Quanto mais indignada eu estiver, incomodada com alguma coisa, maior é a minha produção intelectual. Claro que custa... sangue, suor e lágrimas. Ah, e horas mal-dormidas idem! Daí que eu estava lendo na hora do almoço, entre outras coisas, o blog SOLOMON, que acompanho há alguns meses (por sinal,tenho sido bastante edificada com as publicações). Dei de cara com um artigo que me interessou por falar da má fama da Igreja cristã do nosso tempo e parei pra analisar com calma. O primeiro parágrafo foi tranquilo, bastante coerente mas o discurso do cronista enveredou por uns caminhos que, digamos são meio tortuosos (hehe). Polêmico e contundente, o nobilíssimo escritor simplesmente condenava a participação das mulheres na liderança dentro das igrejas. Heresia, absurdo, citação de textos bíblicos isolados e totalmente fora do contexto teológico e histórico e expressões machistas. Infelizmente não me lembro nem o nome do artigo nem da pessoa que escreveu - deletou da minha memória. O fato é que, eu resolvi comentar mas o comentário não é publicado na hora (providencialmente salveu um rascunho no e-mail), então, chegando em casa corri ao computador pra ver se havia resposta. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que nem o meu comentário nem o artigo apareciam no site! Procurei, revirei de cabeça pra baixo mas não achei! Que coisa! Será que eles não gostaram do meu comentário??? Pre não deixar ninguém curioso, segue na íntegra o que escrevi por lá. E se alguém achar (o post com ou sem o meu comentário no SOLOMON, por favor me avise).
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Ah, a Maria Rita é só porque já faz tempo que eu queria postar essa música. Melhor oportunidade que esta talvez não apareça, rs.
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Ao comment!
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"Bem, bem, bem... Achei o caríssimo escritor machista pacas. Apesar disso, concordo em parte. Vejamos: o feminismo e a invasão das mulheres na liderança das diversas intituições (inclusive a Igreja) é algo realmente notório. Eu questiono quais os benefícios disso e se vale a pena o sacrifício das jornadas triplas ou quádruplas, já que nenhuma mulher que eu conheço (em sã consciência) deixa de exercer suas atividades como mãe, esposa e dona de casa por causa do trabalho ou do Ministério. Penso que o preço é bem alto a pagar por essa emancipação feminina e que a posição conquistada pelas mulheres na sociedade pode até, em última análise, ter trazido maiores malefícios do que o contrário. Por outro lado, concordo com o irmão que comentou anteriormente, que ignorar as circunstâncias culturais da época e do lugar onde foram redigidas as Escrituras é uma falha grave! Defender posições radicais então, é um tanto pior! Muita barbárie foi cometida em nome de Deus e da Igreja por pessoas, que como o nobre cronista, defendiam ferrenhamente uma opinião a respeito da aplicação de textos bíblicos. Sinto muito mas a sua visão é, pelo menos em parte, equivocada - e olha que eu sou uma defensora da submissão das mulheres à autoridade dos maridos, porque tenho o entendimento de submissão não como escravidão ou mera dedicação servil mas como uma atitude de quem confia e apoia alguém em uma missão... Eu poderia escrever muito a respeito disso mas volto ao comentário sobre o texto. Perfeitamente explicada a situação em Gênesis, quando Deus cria primeiramente o homem e depois a mulher e põe sobre a mulher a responsabilidade de ter sido enganada pela serpente. Mas a Palavra de Deus é como uma jóia preciosa que só encontra quem tem a coragem de escavar profundamente, então, a pergunta que te faço é a seguinte: onde é que estava Adão no momento exato em que a serpente conversava e sutilmente "passava a perna" em Eva??? A ironia é dupla, primeiro porque a serpente era um animal que tinha pernas antes da queda do homem e segundo porque Adão não tinha a desculpa de estar trabalhando e por esta razão não estar cuidando de sua família e das coisas que Deus mandou fazer. Olha, para mim, a tragédia maior da Igreja contemporânea são as pessoas que fazem o que Deus não mandou fazer - nem falar e simplesmente deixam de fazer o que Deus mandou fazer - ou dizer. Assim como Adão fez, ou não fez... Aí fica facinho colocar a culpa em alguém - e de preferência que seja uma mulher! Eu citaria um filósofo bastante conhecido, não tão amado pelos teólogos mas que disse em um dos seus livros algo como que "a mulher se masculiniza por falta de referência masculina; e que só um homem é capaz de emancipar na mulher... a mulher!" Não é bíblico mas talvez não seja anti-bíblico. Eu tenho essa opinião: está cada vez mais difícil ser mulher num mundo em que são cada vez mais raros: os homens! Shalom. Assina: Viviane Zion, em 30/04/2010
Todos somos poemas
que vêm do barro.
(Donald Miller)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cotidiano (sem número)

Vai saber onde anda a minha cabeça, o meu juízo, as minhas forças (que parecem que foram retiradas com seringa)... se eu chapo a cara e a coragem no trabalho as coisas fluem que é uma beleza mas em compensação parece que andei treinando boxe durante todo o dia. Se eu separo o domingo pra relaxar e descansar um pouco parece um tanto pior porque eu fico pensando nas coisas a fazer, a criar, a realizar e a escrever - quem disse que eu consigo "desligar"??? Eu ando uma pilha, o tempo todo. E olha que tenho evitado cafeína, levado a sério a coisa da alimentação, dormido o suficiente, bebido bastante líquidos, ingerido frutas, verduras e cereais, etc, etc etc... Parênteses. Esses dias eu fui me trocar pra ir pro cusro, depois do trabalho e tive uma certa dificuldade na hora de abotoar o jeans. Qualquer mulher no meu lugar pularia dali mesmo do segundo andar da sala dos professores - eu não! Pulei foi no lugar mesmo... de felicidade! Estou conseguindo ganhar e manter o peso normal e isso é extraordinário pra alguém que, como diz a Flavinha: "Se espirra, emagrece". E deu vontade de ir ao consultório do fofíssimo do Dr. Guilherme (o clínico que acompanhou a "minha" crise no começo deste ano) e dar uma beijoca estalada na bochecha dele!!! Foi um grande profissional, um amigo, uma grande ajuda... Fecha parêntese e abre outro. Parei com as aulas de boxe chinês. O meu instrutor foi embora e eu não confio nos outros. Muito chato isso: tem uns caras que agem de uma maneira muito estranha em presença de mulher; não conseguem se conter. Nos dias em que o professor não podia ir, os substitutos sempre arranjavam jeito de "puxar uma conversinha", ensinar uns golpes de mais contato físico, vir com aquele papinho de "a gente já-não se conhece de algum lugar?" E eu pensava: "é, pode ser que eu já tenha visto no Zoológico ou lugar parecido mas não lembro". Isso foi me aborreceu e eu fui somando com outras situações do tipo me dar conta de coisa óbvia: EU NÃO TENHO PERFIL PRA VIOLÊNCIA! Mesmo que em esporte. Eu adorei o condicionamento físico que alcancei enquanto treinava mas por outro lado, quando o treino era técnico, com luvas, pra dar porrada mesmo... confesso que passava vergonha e provocava risada na galera que tava por ali assistindo. Toda vez que eu conseguia acertar um golpe, corria pra perto do meu "adversário" pra perguntar se ele tinha se machucado. O cara sempre respondia com cara de espanto: "Vivi... isso aqui não é sessão de massagem - é boxe chinês! É (ênfase no é) pra bater!!!" E eu constrangida. Quando o isntrutor saiu da academia, achei a desculpa que precisava: larguei as aulas. Fecha parêntese.
E dá-lhe dias de acordar cedo e dormir tarde, de não ter tempo nem ânimo pra conversar o tanto nem os assuntos que eu gostaria com as pessoas com quem eu também desejaria passar uma parte maior de tempo. Um livro, dois livros, três livros. Frenesi. Às vezes chegar em casa e desmontar em choro por um motivo ou por outro. Assim é a minha vida. Dia após dia. Dia fui ver a minha "terapeuta". Sentei à mesa da cozinha e li um livro quase inteiro. Assunto: psicologia rogeriana. Muito bom. Também, depois que saí de lá não prestei mais pra nada: voltei pra casa e caí na cama. Adeus... só acordei algumas horas depois, sem saber direito quem era nem onde estava. E tem o curso também, com tarefa de casa acumulada, por terminar, algumas reposições que eu preciso fazer - se bem que essa é a parte boa da coisa. Antigamente eu chegava uma hora antes da aula pra estudar. Meus colegas de classe começaram a fazer o mesmo. Tempo depois era meio a meio: estudava meia-hora e conversava o restante. Agora bagunçou geral: a gente chega mais cedo e fica é batendo papo mesmo pra levar bronca em seguida por não ter feito a lição ou ficar voando na matéria. Entendo os meus alunos... Esse modelo educacional que a gente tem é péssimo mesmo, a meu ver, por um motivo principal: subestima, renega, negligencia (ou seja lá que palavra que caiba) as interações, os relacionamentos, as atitudes de cooperação - o coletivo. É cada um por si e um professor por todos (ciente que também não dá conta do recado e se sente mal por isso). Vou parar por aqui. Esse assunto mexe demais comigo.
No mais, vida segue sempre em frente. Estou vivendo os melhores meses do ano! Outono e inverno trazem dias muito bons pra mim... sempre. São duríssimos, em geral: estafantes e cheios de trabalho mas em compensação as melhores realizações, as melhores paisagens, os melhores relacionamentos, as melhores oportunidades da minha vida surgem (via de regra) entre os meses de abril e agosto. O que passa disso é fogo estranho. São os melhores meses do ano, isso eu tenho observado de alguns anos pra cá. Então, imagine você o meu estado de ânimo mesmo estado cansadíssima! O que tem me atrapalhado um pouquinho é o sangue do "cangaceiro" correndo nas veias - tenho me excedido em algumas situações extremas, a minha tolerância à imbecilidade alheia anda a quase zero - daí que o DNA fala mais alto sob certas circunstâncias. Qualquer dia conto alguns episódios. O resto vai bem.

terça-feira, 27 de abril de 2010

PQP! . . . . .
(eh... eh issu mermu qui vc tah pensanu: poootaqueoparêu!)
. . . . . Aff!

I-N-S-U-P-O-R-T-Á-V-E-L-!

Sim, eu sou. Eu sei disso, você também sabe. Ele sabe, ela sabe, nós sabemos, vós sabeis (embora seja uma forma meio arcaica)... . . . Então, me diga: pra quê se preocupar??? . . . Hein!? . . . Pra quê?

Sorte de hoje

Se, e tão somente se (essa parte é acréscimo meu), o céu quisesse ser tocado - ele deixaria!
Adorei isso, Angel!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasília minha de cada dia...

Tirei essa semana num passeio que fiz com os meus alunos... Praça dos Três Poderes. Céu azul. Eu sou daqui. Tudo muito lindo... 50 anos. Parabéns! Apesar de tudo.

domingo, 18 de abril de 2010

Pernambuco

Vou pra lá... ôôô se vou!

sábado, 17 de abril de 2010

Não chore ainda não...

Caramba! Semana passou - já! Já???? Foi rápida e indolor. Explico: é que se tem um momento em que eu me desligo da vida e dos seus dissabores, é exatamente quando estou absolutamente mergulhada no meu trabalho, fazendo as coisas que eu amo, dedicando o meu tempo e meu esforço (todo) às coisas em que acredito. Ponto. É isso. A semana foi duríssima! Cansativa até dizer chega! Voltando pra casa ontem à noite, só pra tomar banho e sair de novo, refiz os meus passos de segunda a sexta e lembrei de que não tive tempo pra remoer mazelas. Ponto pra mim.
Já a duas semana estou assim: sem forças (físicas) mas feliz. Se sobram os apelos e os convites pra sair, pra ver um filme, pra fazer alguma coisa no sentido da diversão, sobra também a falta de ânimo. Eu estou cansada! Muito. Pra ter uma idéia, semana passada eu passei metade do sábado dormindo (porque a outra metade eu passei em reunião) e dormi o domingo IN-TEI-RO também. Entenda: apenas me levantei para tomar banho, comer ou fazer alguma outra coisa inadiável ou instransferível, desde que eu não tivesse que caminhar mais do que 10 metros. Ah! Minto: dei uma saidinha rápida pra ir à casa da minha amiga e terapeuta. Lá nós esboçamos (sonolentamente da minha parte, rs) as diretrizes da instituição que desejamos colocar pra funcionar. Saiu um esqueleto até que bonitinho mas eu pude sentir na pele a dificuldade que é ter mas idéias mas ao mesmo tempo "penar" pra transformá-las em coisa escrita. Tá tudo aqui, bem pensadinho na cabeça mas na hora de colocar em palavras inteligíves, capazes de abrir portas, espaços, parece que some tudo, dá um branco geral e temos que fazer um esforço (pra mim sobrehumano) pra traduzir bem. Mas nada que um beijuzinho com manteiga e café com leite pra acompanhar depois não compense depois o imenso esforço mental!!!
O fato é que eu penso muito. Pensar é o que faço de melhor - e de pior. Uma colega me disse (também nesta semana) que eu não deveria me preocupar tanto e nem pensar tanto em tantas coisas, pois corro um risco grande de enlouquecer. Haha! Piada. Já enlouqueci faz tempo. Deixa prá lá o conselho e toca a pensar e mais pensar na vida e nas coisas. Achei por acaso em uma revista, uma entrevista com um psicanalista chamado Contardo Calligaris. Me diverti muito com a maneira dele de interpretar esses males da modernidade: a angústia, a depressão, a ansiedade, os remédios "tarja preta"... Desencanei de muita coisa. Ri um bocado também. E concordei com muito do que ele disse (geralmente não concordo com ninguém, não assim, descaradamente no primeiro contato).
E foi tanta coisa de oito dias pra cá... o curso que só melhora, as amizades que se solidificam, pizza terça-feira com a Neguinha, pizza ontem depois da colação de grau (aliás, baixaria o que aprontaram por lá!!!). Perdemos o senso de solenidade, de respeito às cerimônias. Isso eu posso dizer que a Igreja faz até bem, viu: desenvolver nas pessoas a noção de respeito aos protocolos, que são chatos, eu sei, mas têm suas razões de ser e de existir. As pessoas confundem as coisas: espontaneidade e descontração não implicam necessariamente "baderna". Ontem à noite, até tentei, indignada, derrubar da cadeira um desinfeliz que subiu, assim, de sapato e tudo no estofado pra ficar berrando quando o formando conhecido dele foi receber o canudo - tapando consequentemente a minha visão! Droga! Voltei frustrada porque não consegui o meu intento. Mas todo o resto foi muito bom e até chorei na hora da homenagem às famílias...
No mais, deixa deixa eu cuidar da vida e das coisas por fazer porque vem aí outra semana...
Deixo-vos com o Chico (Buarque) e uma frase do Calligaris. A música é linda e é pra ouvir. A frase é só pra ler mesmo - e pensar, caso desejar. Nem pra entender nem pra interpretar. Nem concordar nem discordar.
Shalom adonai.
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"Pra mim, viver mais intensamente é viver melhor,
mesmo tratando-se de viver uma dor."
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sábado, 10 de abril de 2010

Desaconselho aos diabéticos... rs

Já que estamos entre doçuras e melosidades... a música que encerrou o show de ontem mais o poema do Neruda que citei em post anterior.

A dança Eu não te amo como se fosse rosa de sal, topázio ou,

ou flecha de cravos que propagam o fogo.

Eu te amo como certas coisas obscuras devem ser amadas,

em segredo, entre a sombra e a alma.

Eu te amo como a planta que não floresce

mas carrega em si a luz das flores escondidas;

Graças ao seu amor, um aroma que

levantado da terra, vive escuro em meu corpo.

Eu te amo sem saber como, nem quando, nem onde.

Eu te amo diretamente sem problemas nem orgulho;

assim que eu te amo porque não conheço outra maneira

do que isso: onde não existe, nem você,

tão perto que a tua mão no meu peito é minha mão,

tão perto que os teus olhos perto é como eu adormecer.

Eu fui e foi...

Então... fui ontem ver Vanessa da Mata e foi maravilhoso o show!!! Ela é tudo aquilo mesmo: ginga, doçura, feminilidade e uma voz impressionante... passei maior parte do tempo boquiaberta com a desenvoltura dela no palco: canta, dança, emociona... ela é linda! Perfeita. Sem mais.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Estudando pra burro! Ou não...

Educação, limites, moral, ética... hum, isso muito me interessa! Segue trecho mas você pode conferir a entrevista inteira. Pra mim, ele é o cara!
"De modo geral, penso que as pessoas estão em crise ética (que vida vale a pena viver?), e essa crise tem reflexos nos comportamentos morais. A imoralidade não deixa de ser tradução de falta de projetos, de desespero existencial ou de mediocridade dos sentidos dados à vida."
(Yves de la Taille)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tô brava!

Então... esses dias eu futucando umas coisas na net e dei de cara com as entrevistas com o Patch Adams no Youtube. Engraçado isso porque já assisti ao filme mais que uma dezena de vezes e nunca me dei conta de que o filme foi baseado em fatos reais, que ele ainda poderia estar vivo e coisa e tal... coisas da minha deficiência de atenção! Aliás, acho que eu prestava sempre mais atenção no poema do Neruda que ele passa o filme inteiro tentando recitar e só consegue depois que a mocinha morre. Mas voltemos à vaca fria: muita gente veio comentar que viu os videos e que achou legal, piririm-pororom (...) e que tem mesmo muito a ver com a visão de trabalho social (que é um projeto antigo - nosso - quase em trabalho de parto) que eu gostaria de fazer acontecer, algo voltado à melhoria da qualidade de vida da minha comunidade, mas ainda não começamos efetivamente. Primeiro porque não dá pra se basear apenas em boa vontade e um rostinho bonito (o meu, naturalmente, rs) pra fazer um a coisa assim funcionar; é preciso ter, além de amor, competência, convicção, caráter, boa formação e muita coragem: embasamento teórico-filosófico-sociológico-político-teológico... sei lá mais o quê! Não se sustenta um treco assim só com boa intenção. Alíás bem diz um amigo meu que "de boa intenção o cavalo de Tróia estava cheinho"! Foi isso o que mais me impressionou no Patch: a consciência política (nem conformista, nem ceticista, nem niilista, nem chovinista, nem derrotista, nem evangelista, etc-etc) e a visão ampla das coisas. Eu sou muito fã dos caras visionários!!! A minha terapeuta mesmo, há mais de vinte anos nos conhecemos e ela desde lá alimenta esse sonho de trabalhar pra melhorar a vida dos outros. Tô com ela e não abro! Confesso que só tem um jeito de EU ser feliz nessa vida: vendo gente feliz ao meu redor, rindo à toa, não desistindo diante das dificuldades, se apaixonando e se emocionando, gente pensante e "sentinte". Nada mais, nada menos. Enquanto o sonho não se realiza, a gente estuda e mais estuda que é pra ter o que falar entre os doutores. Quem tem o dinheiro quer ouvir falar bonito não importa quão bom seja o seu trabalho. E enfia a cara nos livros, estuda pra tirar certificado, pra falar Inglês, pra escrever bem, pra conhecer o que se anda fazendo por aí no ramo...
O Patch me exorcisou daquele sonho romântico-utópico de que somente regando o chão com lágrimas a gente consegue cultivar um jardim; não, não! Eu percebi que muitas vezes a gente vai ter é que derramar sangue mesmo (porque suor do meu rosto já tem caído juntamente com as lágirmas dioturnamente) - o meu! É "dar o sangue", literalmente. Não é ser bonzinho nem complacente: é entrar nos lugares, nem que seja metendo o pé na porta pra se abancar e fazer a diferença la dentro! E isso na Igreja, no Congresso Nacional, no meu trabalho, dentro da minha própria casa! Outra coisa que ele desmistificou (e eliminou da minha lista de preocupações) é a do "trabalho social" vinculado a alguma atividade religiosa... Séculos de História já provaram que isso não dá certo, nem vamos discutir, OK? Não dá certo e se você tiver alguma dúvida procure algum livro sobre História das Religiões e só depois de examinar com cuidado venha conversar comigo, pra gente não perder tempo...
Das minhas (poucas) conclusões, posso ir adiantando que a opção de viver em prol de uma vida melhor (enquanto ainda há planeta Terra habitável) tem muito pouco a ver com opção religiosa, sexual, política... tem mais a ver com cárater, coerência, competência e essas coisas que não se veem nem se colocam rótulos mas que dá pra perceber facilmente se uma pessoa tem ou não tem. E eu tenho visto nessa vida uma turma de gente que auto-denomina "cristã" mas que é néscia e se comportam como uns boçais... Do contrário também acontece, de ateus e espíritas darem exemplo de fidelidade e amor. Não custa repetir: também acerca dessas coisas, examine bem o que você anda fazendo pelos outros, o impacto que vem causando nas pessoas ao seu redor... depoooooooooooooois, venha conversar comigo. Muita gente que fala demais sofre de pura falta de assunto mesmo. E no mais, sempre acreditei que AMOR (ah, o amor...) é uma AÇÃO e não combina com contemplações abstracionistas, com teologismo baseado em letra morta: mostra-me a sua fé que eu te mostrarei a minha refletida nas minhas obras, na impressão que eu posso causar numa vida. Vamos ler a Bíblia mas praticar o que de mais importante ela tem a ensinar. Vamos ler os Poetas mas abraçar e acolher mais aqui na vida real também. Vamos falar mal do sistema, da política, do salário, do chefe, da economia mas vamos também deixar claro que cruzar os braços e soltar o verbo, simplesmente, não ajuda em nada e muitas vezes só atrapalha. E ponto final.
Tenham todos uma linda semana...
Shalom (e vai procurar também o que significa Shalom antes de sair por aí dizendo "amém" e "aleluia" pra tudo, ora bolas.

Tipo isso...

A distância entre o céu e a Terra pode ser milimétrica;
e o inferno é logo ali.
(Por R. Santiago)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O amor é contagioso

Hunter Adams, o verdadeiro "Patch"... Admirável! Vale a pena ver as outras 9 partes da entrevista no Youtube!!!

O silêncio - parte IV

São dois extremos: adoro silêncio; detesto gritaria (entenda-se discussões, debates, barracos e afins). Olha se tem uma coisa que me irrita é um grupo de gente (?) falando alto em ambiente fechado. Detesto que gritem comigo, veja bem: DE-TES-TO. É uma das atitudes alheias que me tiram do sério, literalmente. Detesto ter que gritar também. Digo isso porque os meus alunos parecem que foram viciados em gritaria, só reagem na base do berro, então eu me irrito duplamente: por ouvi-los falando em um volume de voz ensurdecedor e por ter que dar uns berros de vez em quando pra chamar a atenção à galera. Gente adulta conversando então, me mata de raiva: um vai falando alto e o outro por sua vez resolve abafar a voz do interlocutor com a sua potência vocal e se são três ou mais conversando a coisa fica meio parecida com "feira do rolo", feira livre, Bolsa de Valores ou algo do gênero.
Gritar é coisa pra buteco, pra estádio de futebol, pra leilão, pra ambiente aberto em geral... Pode até ser aqui no quintal de casa no domingo, churrascão com a família e a gente jogando Truco com os cunhados. Daí vale gritar, chamar de ladrão, de São Paulino (rsrsrs) e etcétera-etcétera mas não me venha dar seus urros em lugar fechado, principalmente perto de mim!!! Por favor...
A propósito, achei o desenho de que falei, sobre o silêncio. Segue abaixo com a frase que me intrigou.
(...)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Time after time"

Tenho muita coisa pra contar, pra escrever, pra postar mas não dá agora... "há tanta vida lá fora" e hoje (pra mim) é sábado, e amanhã é sábado e depois sábado novamente. Preciso sair pra ver o céu. Mas a vida da gente é uma viagem mesmo... e dá voltas e voltas. "Nada de novo debaixo do céu", como bem dizia Salomão. Esses dias eu encontrei uma das pessoas mais impressionantes que eu já conheci. São quase vinte anos de amizade e o impacto que me causa a cada vez que o encontro é o mesmo. É amor mesmo! Amor pra mais de metro. O mundo é muito pequeno, cara! Há uns dois meses eu sonhei com ele e me bateu uma saudade, uma agonia, uma vontade de vê-lo. Mandei vários recados e nada. Belo dia, nos falamos via MSN. Peguei o número do telefone (que eu perdi junto com todos os outros quando meu celular apagou de vez, ano passado) mas não liguei. Nem sei porque. Quando foi essa semana eu tava indo pra aula no curso e ouvi a voz - dele - inconfundível mesmo depois de anos. Fui atrás pra ver - era ele mesmo - e o abraço do reencontro inesperado foi silencioso, não cabiam palavras... e durou um espaço de tempo curto mas que cabia uma eternidade. Tanta coisa pra dizer, tanta coisa passou pela cabeça mas nem dava: eu tinha que ir pra aula e ele estava saindo da aula. Ontem nos vimos de novo. Impressionante como algumas pessoas tem o poder de impactar a nossa vida e mudar o nosso humor, o nosso estado de ânimo... ele é assim! De longe o avistei ontem, com aquela camiseta com a mensagem: "Abraços grátis". Abri um sorriso de orelha a orelha e disse: "Eu quero!!!" Outro abraço, mais uma explosão de saudade bem matada e vou eu pra sala pisando em nuvens: feliz, feliz, feliz... Agora o vejo duas vezes por semana. Presentão de Papai do Céu pra mim.

Hoje vamos de Time after time com o maravilhosíssimo do Rob Thomas no violão e voz.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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