sexta-feira, 30 de abril de 2010

Veja bem

Então... dia inspirado. Quanto mais indignada eu estiver, incomodada com alguma coisa, maior é a minha produção intelectual. Claro que custa... sangue, suor e lágrimas. Ah, e horas mal-dormidas idem! Daí que eu estava lendo na hora do almoço, entre outras coisas, o blog SOLOMON, que acompanho há alguns meses (por sinal,tenho sido bastante edificada com as publicações). Dei de cara com um artigo que me interessou por falar da má fama da Igreja cristã do nosso tempo e parei pra analisar com calma. O primeiro parágrafo foi tranquilo, bastante coerente mas o discurso do cronista enveredou por uns caminhos que, digamos são meio tortuosos (hehe). Polêmico e contundente, o nobilíssimo escritor simplesmente condenava a participação das mulheres na liderança dentro das igrejas. Heresia, absurdo, citação de textos bíblicos isolados e totalmente fora do contexto teológico e histórico e expressões machistas. Infelizmente não me lembro nem o nome do artigo nem da pessoa que escreveu - deletou da minha memória. O fato é que, eu resolvi comentar mas o comentário não é publicado na hora (providencialmente salveu um rascunho no e-mail), então, chegando em casa corri ao computador pra ver se havia resposta. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que nem o meu comentário nem o artigo apareciam no site! Procurei, revirei de cabeça pra baixo mas não achei! Que coisa! Será que eles não gostaram do meu comentário??? Pre não deixar ninguém curioso, segue na íntegra o que escrevi por lá. E se alguém achar (o post com ou sem o meu comentário no SOLOMON, por favor me avise).
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Ah, a Maria Rita é só porque já faz tempo que eu queria postar essa música. Melhor oportunidade que esta talvez não apareça, rs.
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Ao comment!
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"Bem, bem, bem... Achei o caríssimo escritor machista pacas. Apesar disso, concordo em parte. Vejamos: o feminismo e a invasão das mulheres na liderança das diversas intituições (inclusive a Igreja) é algo realmente notório. Eu questiono quais os benefícios disso e se vale a pena o sacrifício das jornadas triplas ou quádruplas, já que nenhuma mulher que eu conheço (em sã consciência) deixa de exercer suas atividades como mãe, esposa e dona de casa por causa do trabalho ou do Ministério. Penso que o preço é bem alto a pagar por essa emancipação feminina e que a posição conquistada pelas mulheres na sociedade pode até, em última análise, ter trazido maiores malefícios do que o contrário. Por outro lado, concordo com o irmão que comentou anteriormente, que ignorar as circunstâncias culturais da época e do lugar onde foram redigidas as Escrituras é uma falha grave! Defender posições radicais então, é um tanto pior! Muita barbárie foi cometida em nome de Deus e da Igreja por pessoas, que como o nobre cronista, defendiam ferrenhamente uma opinião a respeito da aplicação de textos bíblicos. Sinto muito mas a sua visão é, pelo menos em parte, equivocada - e olha que eu sou uma defensora da submissão das mulheres à autoridade dos maridos, porque tenho o entendimento de submissão não como escravidão ou mera dedicação servil mas como uma atitude de quem confia e apoia alguém em uma missão... Eu poderia escrever muito a respeito disso mas volto ao comentário sobre o texto. Perfeitamente explicada a situação em Gênesis, quando Deus cria primeiramente o homem e depois a mulher e põe sobre a mulher a responsabilidade de ter sido enganada pela serpente. Mas a Palavra de Deus é como uma jóia preciosa que só encontra quem tem a coragem de escavar profundamente, então, a pergunta que te faço é a seguinte: onde é que estava Adão no momento exato em que a serpente conversava e sutilmente "passava a perna" em Eva??? A ironia é dupla, primeiro porque a serpente era um animal que tinha pernas antes da queda do homem e segundo porque Adão não tinha a desculpa de estar trabalhando e por esta razão não estar cuidando de sua família e das coisas que Deus mandou fazer. Olha, para mim, a tragédia maior da Igreja contemporânea são as pessoas que fazem o que Deus não mandou fazer - nem falar e simplesmente deixam de fazer o que Deus mandou fazer - ou dizer. Assim como Adão fez, ou não fez... Aí fica facinho colocar a culpa em alguém - e de preferência que seja uma mulher! Eu citaria um filósofo bastante conhecido, não tão amado pelos teólogos mas que disse em um dos seus livros algo como que "a mulher se masculiniza por falta de referência masculina; e que só um homem é capaz de emancipar na mulher... a mulher!" Não é bíblico mas talvez não seja anti-bíblico. Eu tenho essa opinião: está cada vez mais difícil ser mulher num mundo em que são cada vez mais raros: os homens! Shalom. Assina: Viviane Zion, em 30/04/2010

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