quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do que resta...

Do que resta? Resta uma indignação, sabe, cara? Daquelas que a gente não consegue frear e ela escapa pelos olhos, pela boca, pelos poros: cada um deles, assim, assim, devagarzinho ou numa velocidade maior do que a da luz. Tô indignada e já tem alguns dias! Já tem alguns anos, se eu vivi alguma forma de vida anterior é bem possível que essa indignação me acompanhe desde lá. Ora veja se entenda, caro cidadão, leitor, que tudo o que eu mais queria nessa vida era ter uma vida normal, comum como a da maioria das pessoas. penso cá com os meus botões que as minhas aspirações de vida não são lá tão absurdas (bastante razoáveis até) e o que o Universo me devolve em troca? Dias como o de hoje, semanas como esta está sendo, o caos em troca de um desejo puro de desfrutar de alguma tranquilidade - mas é um sobressalto após outro: quem está aqui daqui a pouco não está mais, a palavra que valia ontem talvez hoje já não valha, a mão estendida de hoje talvez amanhã (certamente, pode apostar) se encolha... e por aí vai! Esses dias eu tava conversando com a minha amiga (bailarina) na hora do almoço, contando algumas peripécias dessa minha nada mole vida, dentre elas uma tremenda decepção com uma amiga ano passado e lá pelas tantas eu tirei a conclusão óbvia (diga-se de passagem, as coisas óbvias são as mais difíceis de enxergar!): eu sou mesmo uma grandessíssima idiota!!!! Caracas! Tão na minha cara e eu só admiti isso há dois dias atrás. Isso entre outras coisas que fui falando. Ela só olhava pra mim e ria. Não é porque eu consigo contar as tragédias da (minha) vida de maneira cômica que elas se tornam menos incômodas e menos trágicas. Boa mesmo é a vida do vizinho!
Pra piorar: eu e a minha boca grande! Hoje eu apenas respondi a uma pergunta, coisa simples, de três vocábulos ou menos e a minha frase - curtinha - virou motivo pra "sermão", que eu ouvi em respeito a quem estava falando e também porque o que eu menos queria naquela hora era alongar a conversa! Eu não perguntei nada, caramba - só respondi o que me foi perguntado! E a pessoa foi falando... Falando verdade, a semana tá ruim, viu... só vendo. O pior é que eu tô bem... é, aqui dentro está tudo bem mas tem sido difícil não ceder às pressões do caos ao meu redor. Bota caos nisso! E olha que eu não sou de reclamar...
Mas hoje ainda, quando cheguei em casa depois do trabalho minha mão me passou o recado: liga pra sua irmã que ela precisa falar com você. Liguei. E outra história feia! Olha, o problema das pessoas é que elas não dão nenhum crédito ao que a gente fala! Eu não me meto na vida de ninguém, detesto conselho, palpite e coisas do gênero. Sou completamente avessa à fofoca. Os babados e perrengues conto pra quem eu confio e se eu deixar de confiar não conto mais. Simples assim. Maaaaaaaaas... De vez em quando eu tenho uns insights. Coisa rara. Reluto até mas vou até a pessoa e falo: olha, eu pensei sobre tal assunto e de repente acho (e tão somente acho) que você poderia pensar ou agir desta ou desta maneira... mas deixo claro pra criatura que ela é quem deve tomar as próprias decisões e depois se der "caca", não me venha culpar! Entonces... A minha irmã tem a mesma opinião e comportamento: só fala quando tem certeza - e olhe lá - porque tá cheio de gente com barba na cara que faz as coisas e depois fica jogando a responsa em cima de "A" ou "B". Eu já vi esse filme diversas vezes, principalmente quando é difícil levar uma situação adiante: a gente fala, conversa, aguenta enquanto pode mas uma hora o barraco cai! Minha irmã levou uma situação no banho-maria até enquanto pode - daí que a corda apertou e ela chutou os quatro paus da barraca (pra mim, aturou até demais). Pronto! Agora (e só agora), aos 45 do segundo tempo as pessoas envolvidas resolveram se retratar com ela e reconhecer que ela é importante fazendo o que faz. Que vexame! Eu fiquei passada! Tragédia isso! As pessoas não ouvem, metem os pés pelas mãos, extrapolam os limites de uma convivência saudável e depois - beeeeeem depois - chegam se fazendo de vítimas, querendo reparar o "mal"! Ah, vão pra... (melhor deixar pra lá).
Esses dias também, eu tava lendo um artigo (brilhante) de um médico de SP, por cujas ideias me apaixonei intantaneamente. Ele explicava a diferença entre caráter e personalidade - dando preferência ao caráter. Engraçado que eu já havia pensado e até escrito aqui algo do gênero e acho absolutamente fantástica essa coisa de encontrar pensamentos semelhantes aos meus na net (principalmente quando o assunto é delicado, como esse). Eu também defendo o caráter acima da personalidade. É bem melhor. "A minha integridade sustenta o meu caráter" - como a Neguinha gosta de colocar no G-Talk como frase de efeito. E tenho dito. Não me adianto neste assunto porque senão dá pano pra manga... As minhas próprias vivências no meio de gente que simplesmente não honra a palavra já me dão, na pele, a impressão exata do que estou falando.
Tenho muito a escrever. Preciso desentalar alguns sapos senão nem durmo à noite - ou morro estalada com eles atravessados todos na minha garganta. Ou quem sabe eu "os engula" (haha, lembrei do F. Collor naquele barraco no Senado) e ganhe uns quilinhos de hoje pra amanhã...
Outra coisa me incomoda: tenho um amigo que vai se casar sábado próximo. Desejo felicidades, do fundo do meu coração! Mas sei que é mais um menos um... Explico: é que eu sempre tive os meus melhores amigos homens. Não que não tenha amigas mulheres - são raras - mas sólidas. Entretanto, os meus grandes amigos sempre foram os meninos, desde criança. Há um problema nisso: quando uma amiga se casa, os maridos geralmente não ficam com ciúmes de mim (apesar de isso também acontecer - e já aconteceu)! Quando um amigo meu se casa eu automaticamente perco ele pra "dona Encrenca"! Literalmente. Não tem mais a mesma afinidade e eu não tenho vocação pra atrapalhar a vida de ninguém nem pertubar a "paz das famílias" dos meus amigos... Nunca "peguei" nenhum amigo meu! Nunca. Depois que se estabelece o vínculo de amizade, me interessar pela criatura é praticamente impossível, porque o cara acaba conhecendo um lado meu meio incômodo pra lidar se eu passo para outro "status" de relacionamento. E se eu me interesso por alguém (o que também é raro), acontece o contrário: a amizade e a aproximação viram pretexto. E é isso. O fato é que o meu amigo vai casar, passar duas semanas fora (em lua-de-mel, naturalmente - mais que merecida), quando ele voltar é menos um pra bater papo sem me preocupar se lá pelas tantas da conversa eu vou deixar escapar um palavrão - pra morrer de rir logo em seguida. E mais uma "dona Encrenca" na cola, pra fazer a política de boa vizinhança, tratar bem por consideração a ele (não que eu não tenha amigas esposas de amigos meus) pra driblar, tomar cuidado e não complicar a situação dele quando chegar em casa. Que bom e que ruim! Felicidades aos nubentes...
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Ah, respondendo a uma pessoa que me perguntou essa semana:
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Os meus erros??? Sim eu aprendo com eles, até porque me custam muitíssimo caro!
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Shalom e até dias melhores.

1 comentários:

Angel disse...

Existe gente de todo tipo nesse mundo... e ainda bem! Óbvio que seria ótimo se não houvesse falta (ou seria falha?) de carater, mas como idealizar isso é utópico, fico pensando como essas pessoas podem, de certa forma, contribuir. Alguns nos tiram de nossa zona de conforto, despertam raiva, vontade de fazer e acontecer, e fazer o mundo ver que tem jeito sim, basta ter vontade, e coragem. Há também aqueles que nos fazem exergar as consequências de alguma atitude, que nos fazem repensar conceitos, ou até, mudar alguma atitude (ser mais passivo a determinada situação, por exemplo, por ser, claramente, o melhor a fazer...). Enfim, não sei se falo bobagem, e nem estou aqui defendendo nada nem ninguém, mas, te passando uma forma de pensar que me faz detestar um pouco menos certas coisas (e pessoas)... É algo que penso depois que o furacão passa, sabe? Enfim...

Abraços, Viviane!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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