sexta-feira, 7 de maio de 2010

Valeu o dia!

Escancara a janela e vem ver o Sol!!!
Nada como um dia após o outro com uma alvorada linda anunciando que só não tem jeito pra morte... quero dizer, até que tem, mas essa é uma outra história...
Há quem afirme que Ele não existe. Não vou entrar nesse mérito mas todas as vezes em que eu entro numa dessas paranóias, nestes estados de profunda resignação e desesperança na vida, nos dias, na humanidade, Deus me manda o suprimento de esperança nas mais variadas formas. Dessa vez foi através de uma pessoa absolutamente comum e ao mesmo tempo extraordinária. Era pra ser uma sexta-feira de uma semana ruim em que quase-tudo-quase deu errado! E era pra ser só um dia a mais pra chorar e pra lamentar as escolhas que um dia ousei fazer em todas as áreas da minha vida.
Mas quem disse que eu preciso vê-lo para saber que Ele existe? Os sentidos físicos são apenas um breve ensaio para algo muito maior e eu simplesmente ouço Ele falar comigo. Foi assim hoje quando acordei: uma frase fixa em minha mente assim logo cedo não poderia ser algo à toa. "DEUS CONCEDE OS MAIORES TALENTOS EXATAMENTE A QUEM POSSUI AS MAIORES FRAGILIDADES". Era como um sopro ou um sussuro aos meus ouvidos e eu confesso que ainda havia um rançozinho daquele mau-humor do dia anterior mas valeu a pena esperar o dia passar. Me dediquei aos meus afazeres normais do meu trabalho. Visita. Uma professora novata na escola que foi encaminhada a mim pra produzir um trabalho temático. "Ah, que chato, vai atrasar um pouquinho o painel que eu tava montando mas vamos lá..." Ordens são ordens. E foi conversa a manhã inteira embora o tempo tenha passado num estalo. Um projeto e um sonho em comum. Uma simplicidade e uma habilidade de tornar coisas simples em essenciais que me enterneceram - tive que conter as lágrimas por diversas vezes porque duvidei (eu sei que é pecado, rs) haver pessoas assim na face da Terra. Dessas raras, únicas. Nem precisei procurar. Nasceu uma amizade e uma parceria.
Sei reconhecer as pessoas incomuns! Sei reconhecer os educadores por vocação, por excelência (muito embora a maioria reluta achando que poderia fazer alguma outra coisa que rendesse mais dinheiro, custando, naturalmente, a alegria de produzir marcas que podem alcançar outras gerações) e sei que longe daquilo que faz sentido na nossa curta vida, o demais pode até ser farto mas infrutífero. Tenho realmente sorte de ser quem eu sou. Escolhi a felicidade e não o dinheiro. E ela me contou uma história parecidíssima com a minha. Pronto! Identificação instantânea.
Se ontem eu desabafei desolada a minha desesperança em alguma relação que valesse a pena nessa vida, dada a leviandade com a qual as pessoas tratam umas às outras, hoje quando voltava pra casa comentei com a Márcia que aquela moça foi mandada por Deus pra me ensinar mais uma lição.
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Depois fiquei lembrando das outras coisas - boas - que me ocorreram durante o dia. Raiou o Sol, consumiu o mofo e derreteu o gelo das minhas inquietações. A tristeza tem estadia muito curta debaixo da minha aba. Pode apostar nisso!

1 comentários:

Angel disse...

"Quando as portas da percepção forem abertas, veremos tudo como realmente é: infinito."

Em algum momento do seu post me lembrei dessa frase. O bom é que você deixa sempre as "portas da percepção" abertas, para que por elas possam entrar as respostas que você tanto precisa. Há quem viva com as "portas fechadas", talvez porque não tenha perguntas, ou talvez porque prefira não vê-las. E como é bom quando o que entra nos faz feliz... Afinal, somos movidos de felicidade, não é mesmo? Mesmo quando não a temos, caminhamos pela esperança de reconquistá-la...

Abraços, minha amiga!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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