quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quarta-feira

Outra minha. Modéstia à parte, ficou muito boa também.

Africana, por Zion.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Terça-feira

Dançarina flamenca, por Zion


Estive trabalhando na composição de dez painéis a pedido da minha diretora-chefe. A intenção era incrementar a decoração de uma festa temática da escola. A tônica era homenagear alguns países cujas equipes de futebol contassem na lista dos participantes do Mundial sediado na África do Sul. Veja bem, eu tô evitando falar em "Copadumundu" por aqui, afunal de contas este espaço (ainda) é meu, das poucas coisas que eu tenho, e ainda me dou ao respeito. Não entendo a histeria coletiva que se abate sobre as gentes nessa época. Gosto de futebol. Entendo de futebol o suficiente pra não ser nem ignorante nem especialista, também detesto aquele narrador dor "érres" sobressalentes na dicção, assisto aos jogos que posso (e tenho "sacola" pra assistir porque cá pra nós, ô mundiazinho de "peladas" entediantes esse)...
Enfim... Sim pro esporte; não pra banalização de todas as outras coisas. E voltando aos painéis. há uns meses atrás eu publiquei por aqui um desenho feito a próprio punho, uma espécie de caricatura do vovô - logo quando ele faleceu. Depois disso, recebi alguns pedidos (via comments ou pessoalmente mesmo) para que postasse mais alguma coisa de minha autoria.
Taí um dos painéis: tentei homenagear a Espanha desenhando uma dançarina de flamenco. Coisa que não fosse muito clichê, com as castanholas nas mãos, mas que também não perdesse o charme a elegância latinos. Também não queria que ficasse com cara de cantora de cabaré. Saiu isso aí logo acima e eu fiquei orgulhosa pacas porque foi o que eu mais tive tempo pra fazer os detalhes. Não que os outros nove (que vou postando aos poucos, prometo) não tenham ficado bons... mas é que a medida em que a semana ia passando, o tempo de caprichar, aperfeiçoar encolhia. Terminar foi se tornando mais importante e eu meio que relaxei nas medidas, nas cores, na simetria...
É isso. Sem mais por hoje.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Segunda-feira


James Blunt - Same mistake

***
Tristeza chegou junto com o cansaço
e fizeram um Carnaval às avessas.
Nem me dei conta das horas
quando chegou! Não me deu opção - foi
entrando de mãos dadas com ele
sem pedir licença nem limpar
os pés no tapete.

O tapete era eu - então capacho
olhando de baixo os pés pisantes
dos dois visitantes,
que não me ofereceram menu;
só a taça amarga da emoção contrariada
despejada - assim, na face, na boca
e corpo inteiro;
enquanto os pés pressionavam
o peito e sufocavam
o lugar onde outrora havia um coração
e hoje abriga um canteiro.

Ao me erguer ainda vi,
desfilar à minha frente
Narciso e Ego - braços dados
caminhando lentamente
me fitavam de soslaio.
Já-quase de pé, contemplo
a cena: diante de mim
passeiam aos pares,
impossíveis e absurdos -
como que me dissessem
que tragédia não anda solteira.

Durmo e acordo.
A cena: a mesma.
Escrevo versos enviesados;
quem sabe assim
amaino a fúria
dessa coisa que me faz troça
e corrói feito traça.

***Não é dos melhores, mas era o que havia na prateleira para hoje...
 ô diazinho compriiiiido!

"Pensei que era de verdade...

mas na verdade, me enganei outra vez."

Tipo isso. E o Humberto Gessinger acerta mais uma vez na letra. Tão perfeita que até poderia ter sido minha... E parafraseando novamente o nosso compositor gaúcho: "o preço que se paga às vezes é alto demais..."

Ontem fomos - eu e meu pai - buscar a minha irmã no aeroporto. Ela foi e veio pra depois ir e não voltar mais. Vai morar no Sul e eu não sei se estou feliz, triste, com medo ou tudo isso e mais algumas coisas todas juntas e misturadas. No caminho, escutamos essa música passar na rádio. Passaram tantas coisas pela minha cabeça durante o trajeto... a música parecia uma trilha sonora preparada para os meus pensamentos sempre vagos, sempre longe... Tão longe e tão perto. Tudo ao mesmo tempo nesse exato momento. Nunca vivi nada a conta-gota. É sempre assim, um turbilhão que me engolfa ou uma manada de rinocerontes que me atropela! E agora mais essa: a mana longe!

Mas tem nada não, pra gente testar a estrutura da casa construída tem que tirar as escoras, desmontar os andaimes, limpar tudo e deixar o vento soprar (ou o "lobo mau", como na história dos Três Porquinhos) pra ver se aguenta de pé. Tô sobrevivendo bem até agora, vamos ver daqui pra frente.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Só pra variar


Raul Seixas - Só pra variar

Não gosto de Raul Seixas. Conheço porque meu pai deixou para nós essa herança - ainda em vida - o contato com a música: todos os ritmos, todos os gostos, todos os sons... Dentre tantas coisas que se ouvia (e ainda se ouve) lá em casa, teve a época de ouvir Raul. Veja bem, meu pai era assim: se era Raul, era Raul o mês inteiro e não se ouvia mais nada. Teve estação pra tudo: Eurhytmics, Beatles, Rolling Stones, Ravel, Luiz Gonzaga, Bee Gees, Zeca Pagodinho, Genival Lacerda, Caetano, Gil, Chico, Clara Nunes, Demônios da Garoa e por aí vai... gastaria ainda um bocado de linhas pra conseguir dar conta da lista!
E eu nem gosto de Raul. Nunca gostei. Mas ouvia. Meio que obrigada mas ouvia. Daí que nessas a gente entende que nem sempre dá pra fazer (nem ouvir) só o que a gente gosta - maioria das vezes é bem pelo contrário. Sorte (a minha, que desde pequena fui treinada a olhar o ponto de vista dos outros). Vivi mais tempo do lado "oprimido", pode ter certeza aprendi a não descartar a "coisa" assim, à primeira olhada. Raul era um bom letrista (entenda, compositor). Fez bem o que se propôs a fazer, reconheço - mesmo não gostando dele.
Hoje não sou obrigada a ouvir Raul. E confesso que também não é peso nenhum. Prefiro ouvi-lo do que a 90% das músicas que rolam nas "paradas" (musicais) atualmente. E nem faço mais muita coisa por obrigação; pra ser sincera eu ando mesmo é "cheia de vontades", como se diz com criança dengosa... Treinando a minha assertividade. Haha... Coisinha difícil de se fazer mas boa quando se aprende.
Esses dias eu tava aqui matutando: gente burra me dá nos nervos! Parênteses. Não confundir, por gentileza com as pessoas DESINFORMADAS ou ainda, IGNORANTES. Não há maldade em si, se alguém é ignorante ou mal-informado. O problema é quando a criatura resolve debater comigo a respeito de um assunto a respeito do qual nem sequer tem o mínimo conhecimento.  Há quem não saiba e há quem saiba pelas metades, mas a arrogância transforma um ou outro em BURRICE. Gente burra é quem não sabe e acha que sabe ou "quer dar a entender" que sabe. Me poupe! Paciência tem limite!
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Mas tem horas que o BURRO convence. Ainda pior. Aff.
Por isso a música. Impagável. Tem horas (até) em que sinto inveja da gente burra. Sofreria bem menos se eu soubesse "parecer" ao invés de "ser".
Acho que é isso. Sem mais.
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"É pena eu não ser burro; não sofria tanto..."  - falou e disse Raul!

sábado, 19 de junho de 2010

Do silêncio e suas falas

Gosto quando te calas, do Neruda

Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.

Faça!

Geeeeeeeente, eu fui! Eu fui, eu fui, eu fui, eu fui, eu fui!!!
Quando fiquei sabendo que o LENINE tocaria em Brasília e ainda por cima na base do 0800, quase endoidei meio mundo de gente, arranquei a tala do pé antes do tempo (observando obviamente a cara de espanto do meu pai) e fui. Sozinha. De ônibus. Mas fui! Andei a feira toda (adoro feira), vi muita coisa e muita gente bonita... Circulando por lá, ainda descolei um cantinho onde dava pra ver (e ouvir) Lenine passando o som com a moçada, de chinelo, bermuda e camiseta. Era sonho meu e uma das metas para este ano. Já que perdi a apresentação de Geraldo Azevedo (que esteve por aqui semana passada), uma oportunidade como essa é que eu não ia deixar passar.
Fui. Mas antes do show do Lenine, realizei outro sonho: assisti a uma apresentação da Cia. Carroça de Mamulengos. Chorei um bocadinho porque já fazia uns cinco anos ou mais que eu tentava aproveitar uma passagem deles aqui pela capital e nunca dava certo, Dessa vez deu TUDO certo e eu fiquei lá, sendo criança de novo, deixando escorrer a lagriminha fugidia e teimosa. Pude olhar em volta e ver o brilhinho nos olhos de quem parou pra conferir. Demais!
Mas a noite ainda tinha a promessa de ver o pernambucano maravilhoso arrasar no palco. E como arrasou! Lenine é um destes artistas raros, capaz de misturar folclore, batida de maracatu com guitarra e distorção de modo absolutamente harmônico. Toca e canta magistralmente. Que Jimmy Hendrix que nada, quem porventura será Mick Jagger? Aqui em terra tupiniquim tem um letrista, instrumentista e cantor pra não ficar devendo nada a ninguém de fora.
Sou suspeita. Amo.
Sem mais.


Lenine - Do it
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* P.S.: Deixei pra ver O Teatro Mágico em outra ocasião. Foi ficando tarde, frio de doer e antes que a carruagem resolvesse virar abóbora novamente,  fui embora.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Hoje

Tava aqui pensando na agilidade com que o amanhã se torna hoje...

Madrugada foi insone. Deitei ontem, fui dormir já era hoje. E ainda hoje, dormi e acordei diversas vezes. Seja por causa do frio ou pra tomar o remédio, que eu fiquei procurando à luz do celular debaixo da cama (deixei cair ainda era ontem). Não sei exatamente quantas vezes mas foram vários sonos e vários sonhos. O último, que bem me lembro parecia um tanto real (veja bem, o que escrevo aqui não é um conto - a minha saga noturna realmente aconteceu de ontem pra hoje) e eu sonhava com uma situação bastante corriqueira e apareciam pessoas bastantes conhecidas, entre estas uma pessoa bastante indesejável. Não que a pessoa seja indesejável mas a situação em si, de sonhar com, é indesejável. E hoje, quando me levantei pela manhã (já passava das 10h) com o corpo moído pela noite mal-dormida, a lembrança que eu tinha mais recente era de entrar em uma sala (no sonho), dar de cara com alguém que eu não queria ver e dar meia-volta com aquela sensação de "p*rra, quando é que isso vai acabar???" Não sei, não sei, não sei. Essa é a pergunta que EU gostaria de ter a resposta. Enquanto pra algumas coisas o tempo voa, para outras ele passa arrastado... Sem mais por hoje.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Óia pra onde eu vô amanhã!!!




***P.S.: com pezinho bichado e tudo...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sonhando

Sempre o mesmo

"A função do intelectual é fazer rir;
a do humorista é fazer pensar."

Eu tava aqui revirando os papéis antigos, arrumando umas bagunças antigas quando encontrei um caderninho de anotações do meu primeiro ano de regência. Folheando, revi a lista com os nomes dos meus 26 pupilos. Fiz as contas e me dei conta de que a galerinha agora tem por volta de 11 ou 12 anos de idade. Com alguns ainda tenho contato - via MSN ou Orkut (odeio os dois!) - que ainda mantenho justamente pra não perder o contato com gente importante demais da conta que passou pela minha vida.
O tempo passa!
Depois, ainda folheando, me surpreendi com umas anotações de uma palestra do curso de formação continuada, ministrada pelo professor-educador-maravilhoso Américo Peixoto (como eu sinto saudade dele e da Lô!!!), de onde retirei a frase postada ali logo acima. Foi tanta recordação boa que nem tenho como expressar... Daí fiquei aqui matutando: as coisas que mexem com o meu coração são sempre as mesmas,  que eu continuo a mesma e que a mesma frase que me fez rir há seis anos atrás me fez rir ainda ontem com a mesma intensidade.

Engraçado isso...

Pra terminar, o Rob Thomas! De volta às antigas paixões...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Paixão antiga

"Nao sou nada demais, e sei que serei substituido um dia por alguem mais barato e mais jovem - vivo num pais que faz apologia da juventude; que vira as costas para quem envelhece; que tem mania de renovacao e parca relacao com qualidade e comprometimento".

Rafael Cortez - ator, jornalista e músico

13, dia 13

Eu sei, foi ontem e eu nem tenho essas implicações com números (de sorte ou de azar) mas é que justamente ontem eu completava 30 dias de recuperação de uma torção violenta no tornozelo direito. Tava quase bom (com alguns movimentos ainda limitados) e fui comemorar. Dia lindo, domingo perfeito e eu resolvi passar no restaurante onde a minha irmã trabalha pra voltarmos juntas. Fui atravessar a rua e... cloc! Torci o tornozelo de novo! O mesmo, que tava quase recuperado. Passou um filminho pela cabeça: os dias em casa sem poder sequer pôr o pé no chão, a semana pós-gesso, que qualquer movimentinho faz parecer que o pé vai cair, as meias e mais meias a calçar todos os dias pra evitar qualquer tipo de complicação. Ah não! Detesto  reprise! Depois foi isso: debruçada no balcão (tonta de dor) pedindo gelo, no hospital ouvindo as mesmas recomendações e explicaçãoes a respeito da ruptura dos ligamentos, raio-x, tala e meu pai me trazendo pra casa. Aff.

Chateada. Sem mais.

domingo, 13 de junho de 2010

Pergunta do dia

Mais ama quem aprisiona ou quem deixa livre; quem segura ou quem abre mão?


Sade - By your side

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Isso lá é coisa que se faça?!

"A vida gira com suas rodas naturais, mesmo que "gastemos" neurônios?", pelo blogueiro Ives.


Bendita seja a habilidade de se fazer perguntas!
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Detesto responder perguntas. Detesto! Não é novidade por aqui. Mas eu nunca disse que perguntas não devessem ser feitas. Muito pelo contrário: perguntas devem ser feitas. Mas que importa se não tenham resposta ou se transformem em outras perguntas, se desdobrem em outros tantos questionamentos que se espiralem até onde a imaginação não alcance? Perguntar é uma arte. Um talento para poucos fazer perguntas pertinentes.
Eu tive um professor de Filosofia na Faculdade que nos pregou uma peça: aplicou uma prova surpresa, prova esta que não cabe em nenhum molde ou manual moderno das correntes pedagógicas ou seja lá como chamem essa parafernália toda que serve mesmo para nos mostrar o quão distante é a realidade da teoria. A prova consistia em elaborar uma questão, uma pergunta relevante, tendo como base o conteúdo estudado até então na disciplina. Pense em uma classe de futuros pedagogos estáticos, gélidos, pasmos! Era a minha comigo incluída, obviamente. Era o caos! Passamos uma aula inteira tentando elaborar a malfadada pergunta. Uma tortura que fez os cinquenta minutos se arrastarem feito tartarugas sonolentas até que finalmente, com os papeizinhos devidamente "perguntados" e assinados em mãos, nos dirigíamos à mesa do Dr. em Filosofia da Educação para entregá-los.
A cena seguinte foi ainda mais aterrorizante. Ele simplesmente disse: "Não, não! Não me entreguem. Vocês agora vão levar as próprias perguntas para casa e respondê-las em papel A4, digitar em fonte e espaço assim e assado, tantas e tantas laudas. Tchau para vocês e até a próxima."
A explicação: aula seguinte, futuros pedagogentos indignados (claro!) com a atitude do tal Doutor Professor bombardearam-no com questionamentos sem fim sobre a didática - e não sobre o conteúdo em questão. Passamos outra aula inteira discutindo relação (outra coisa para a qual eu não tenho a menor paciência) em vez de irmos aos "finalmentes". A justificativa que ele nos deu foi a seguinte: qualquer pessoa qua faz uma pergunta, já faz alguma idéia da resposta. Por isso ele estava nos ajudando a formular as nossas próprias "teses" e defendê-las. Em uma lição muitíssimo simples, nos mostrou o caminho das pedras no sentido de fundamentar o nosso ponto de vista. Desmascarada foi a nossa hipocrisia na nossa cara! Dificilmente alguém faz uma pergunta "no escuro", sem saber realmente o que vai (ou espera ouvir) como resposta. Daí eu entendi tudinho! E tirei cá outras tantas conclusões.
Por essas e outras é que eu detesto responder perguntas. Nem sempre (na verdade quase nunca) estou muito "antenada" no que a pessoa quer ouvir e literalmente me complico, meto os pés pelas mãos, falo o que não devo. Hoje mesmo, uma colega de trabalho me fez uma perguntinha capciosa, dessas de deixar a gente em saia justa - ou eu falo pra mostrar que sei ou saio pela tangente. Fui categórica: "Essa, minha cara, ainda que eu soubesse a resposta, não responderia"! E fim de assunto.
Mas voltemos à pergunta do Ives. Balancei. Gosto desse tipo de pergunta exatamente porque não tem resposta. Não assim, resposta certinha, redondinha como os colegas mais ortodoxos gostariam certamente. Me fez pensar e o simples ato de pensar abre uma porção de novas possibilidades, de novos questionamentos... Êta coisinha boa essa de pensar! É o que faço de melhor - de pior. Não arriscaria responder mas apenas compartilhar uma pontinha do que passou ligeiramente pela minha cabeça...
Sim, a vida gira com suas rodas naturais e não há nada que possamos fazer para detê-la! Ao mesmo tempo isto assusta e seduz, provoca indignação e conforto. Talvez eu gaste toda uma vida e todos os meus neurônios pensando em uma resposta que satisfaça. Talvez.

Nova versão da cigarra e a formiga

Recebi por e-mail. Captei a mensagem, Ju! Obrigada! Prometo cantar mais... quanto a trabalhar menos...rsrsrs.

Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada. Seu nome era 'Trabalho', e seu sobrenome era 'Sempre'. Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer. Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu. Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison. E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris... A propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?
Desejo sim - respondeu a formiguinha - se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda ele ir para a casa do chapéu !!!


Moral da História :
Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pit stop

Paradinha pra pensar nas coisas (loucas) ao meu redor.
Meneio a cabeça... de um lado para o outro.
Muitas idéias, pouco tempo, nenhuma solução.
(suspiro profundo)
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Aff, deixa eu voltar ao trabalho que eu "ganho" mais!

domingo, 6 de junho de 2010

carpe diem

"Há pensamentos que são orações.
Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo,
a alma está de joelhos."


VICTOR HUGO

Coisas da vida



Quando a lua apareceu
Ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde
Mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer
Ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano
Nessas horas de partida
É o fim da picada
Depois da estrada começa
Uma grande avenida
No fim da avenida
Existe uma chance, uma sorte
Uma nova saída
São coisas da vida
E a gente se olha, e não sabe
Se vai ou se fica
Qual é a moral?
Qual vai ser o final
Dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer
Por isso eu digo
Que eu não tenho muito o que perder
Por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer
Por isso sonho


**** Essa música é a cara do meu pai!

sábado, 5 de junho de 2010

Terra prometida tá bem ali, ó... hehe

Caminha, Zion!

Enquanto isso...

Feriado prolongado que nada! O tempo é um pirracento filho da mãe, que me impede de realizar com calma tudo o que eu tenho em mente. E já é sábado e nem metade do que eu planejei consegui executar! Daqui a pouco a segunda-feira chega desenfreada e eu aqui com esta sensação de "ainda não foi dessa vez"...
Humpf! (suspiro inconformado)
Mas hein, onde anda o compromisso e a civilidade das pessoas? Entre as tantas programações, estou tentando montar um workshop (na verdade a palavra não é bem essa e eu também detesto essas americanizações na nossa maneira de expressar idéias - porém, na falta de melhor vai essa mesmo) sobre psiquiatria e transtornos do gênero aqui em Brasília em parceria com uma "entidade" dita de cunho familiar-evangelístico-político mas a nobilíssima diretoria não se digna a retornar os meus e-mails (talvez estejam muito ocupados em contar o dinheiro arrecadado dos fiéis...). Tá, tá bom, tô puta mesmo com o segmento mas vamos fazer o quê? A última coisa que eu queria era transformar o meu blog em canal de protesto mas tô vendo que a coisa vai caminhar para isso, simplesmente porque as pessoas que dizem ter alguma respaldo divino pra realizar alguma coisa aqui na terra em nome de Deus se encontram num patamar tão elevado de intimidade com o Criador que não mais dão satisfação nem respondem perguntas... Ria-me eu! Haha.
Depois a encrenqueira sou eu! (outro suspiro - este, de indignação)
Nem me respondem sim nem não! Outro dia, enviei nota a um sítio muito visitado pela comunidade gospel. Também não obtive resposta. Mais indignação! Outro e-mail e nada de resposta! Poxa vida, pra que cargas d'água colocam link pra contato então???? Ou ninguém lê essa merda ou estão "andando" pra o que o leitor manda. Se bem que a minha desconfiança é que haja outra explicação: liderança religiosa gosta mesmo é que lhe façam cócegas no EGO! Só isso faria sentido, além de uma pane na rede internacional de computadores todas as vezes em que eu tento enviar alguma mensagem... Mais fácil acreditar na mais pura falta de sorte mesmo... Aff.
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Estamos em ano de eleição. E nós (do Allegra) montando uma instituição que fornece apoio aos envolvidos no processo educativo. Chove de candidato querendo apoio e oferecendo mundos e fundos. Principalmente os da bancada "evangelóide". Ainda bem que eu não tenho vocação e nem estômago pra lidar com esta parte...
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Voltando à vaca fria: não vou citar nomes (nem de sites, blogs nem organizações). Mas sempre posto o link toda vez que envio alguma mensagem. Quem sabe algum dia alguém resolva dar uma passadinha por aqui e possa ler o óbvio ululante que escrevo a seguir: A COISA NÃO ANDA SE VOCÊ NÃO CONSIDERAR AS PESSOAS ACIMA DAS INSTITUIÇÕES, queridos caras pálidas! Leia atentamente os Evangelhos e você vai descobrir que a maior lição que Jesus Cristo deixou (se é que vocês sabem de quem eu estou falando, rs) foi essa: as pessoas - eu e você, e "todo mundo" - são importantes!
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(Outro suspiro; último, prometo)


Enquanto isso - Marisa Monte

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Lamentar não faz parar a chuva

Tá, tá bom, eu sei... estação seca no centro-oeste do Brasil e por aqui não chove (daqui até setembro). Mas as coisas andam loucas por aqui e em outros lugares! Apesar da secura, choveu em alguma parte do DF - foi a notícia que me deram - e os pingos de alguma forma atingiram a minha cabeça.
Por falar em evento fora de hora, eu sou apaixonada por Ipês (sobretudo os amarelos) que só florescem final de agosto. Ontem, passando pela BR-020 havia um ipê carregadinho de flocos amarelos! Coisa mais linda! Fora de hora. Seria um presságio?


Rain drops keep falling on my head - by Yeongene

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Hoje eu quero apenas uma pausa de mil compassos"!!! *



* Trecho da música de Paulinha da Viola, interpretada magistralmente pela Marisa Monte. Uma das melhores coisas que já ouvi aqui debaixo do céu.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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