terça-feira, 20 de julho de 2010

Do que se aprende e do que (se) ensina

Semana passada eu estabeleci uma meta. Assim que entrei em (micro)recesso, fiz não-pequena lista do que tinha pra fazer, viabilizei algumas ações e corri atrás. Um amigo disse uma vez uma expressão engraçada: "Vivi. agora é dar o tiro e correr atrás da bala!" Tipo isso o que fiz, mas especialmente, escrevi num papel a grande meta da semana e colei com fita crepe na porta do meu guarda-roupa. Ficou e ainda está lá. Só eu e mais meia-dúzia de pessoas (que tiveram acesso ao meu quarto nos últimos sete dias) viram. Meta estabelecida é meta cumprida! Bang! Não mesmo. Não foi o caso. Não foi. Em porcentagem otimista, talvez uns 60% cumprida - a meta; não mais. A semana engatou outra e ficou muita coisa pra fazer e a meta a cumprir. Diacho!

Um grande amigo me ensinou (algo) efetivamente sobre essas coisas de se trabalhar com metas. Me ensinou a estabelecer as metas e a (talvez) descumpri-las todas. Antigamente eu não tinha costume de fazer planos, ia vivendo - e vendo no que dava. Uma crise no  final do ano passado me levou a procurar este amigo, que me ensinou a estabelecer os alvos. Não que eu não tivesse ouvido tudo aquilo antes, não é coisa incomum as pessoas te aconselharem a fazer uma lista: de atividades, de compras, de isso ou de aquilo... Só que a ocasião me fez aprendiz em potencial. Me vejo sentada na mesa da cozinha (ou do café da esquina - foram várias sessões de "terapia intensiva", rs) com papel e caneta à minha frente e ele insistindo: "Vai, anota aí o que vc quer pra 2010!" Coisa mais absurda não havia. Mais absurda que a insistência era a minha incredulidade! Mas fiz. Com dores mas fiz. Muito a contragosto fui anotando as coisas do ano passado que eu quis fazer e não dei conta, por acomodação, falta de oportunidade ou de vontade mesmo, sei lá... fui cortando algumas e transferindo outras - inadiáveis. Desenterrei alguns sonhos e fui listando. Lá de longezinho uma chama se acendeu dentro de mim.

Quando, depois de dias, olhei a lista (terminada): chorei. A meta (só) era (já) uma grande realização! Pus-me a trabalhar. E a pensar e pensar. A escrever e a escrever. Meio do ano chegou e eu nem lembrava mais da lista de metas. Do amigo, sempre; da lista, nem tanto. Grande parte do que coloquei no papel está em pleno andamento. Pouquíssima coisa ficou tão distante que ainda não possa ser conquistado ainda neste ano! Como sempre digo: realizar sonho custa (muito) caro! Mas a sensação de "ver o fruto do penoso trabalho não há preço que pague... Cansaço de sobra, muita coisa ainda pra desembaraçar, pra colocar em dia mas nem de longe a sensação derrotista. Lição vivida e apreendida!

Metas são importantes. Talvez eu retire o papel verde grudado na porta do armário. Talvez não. Não posso deixar de dizer que a mesma pessoa que me ensinou a estabelecer metas foi a mesma que me ensinou (vivendo) que as metes também não podem nos controlar nem tirar a paz. Deixa o papel lá por enquanto. O que tentei - e não deu certo - é o que me incomoda menos...

3 comentários:

Ives disse...

mas olha...

só uma pequena reflexão: não dá pra ser a poesia; uma vez escrita, ela toma vida própria e passa a ser uma algo exterior, independente - já não a temos mas ela tem a si e a outros.
Estou refletindo sobre esse pensamento seu rss é muito interessante!

Ives disse...

Um grande punk uma vez escreveu 'never mind"! A cada dia eu me entrega mais a essa filosofia! Nunca pense, apenas never mind rss

Viviane Zion disse...

nevermind...

humpf!

eis algo IM-POS-SÍ-VEL para mim!

abs.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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