sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Muita, muita, muita coisa...

Há dias não consigo parar pra escrever por aqui. Entro, releio as minhas próprias postagens (ou as dos blogs que acompanho - quase nunca deixando comentário, por pura falta de assunto mesmo), depois saio pra viver a vida "real". Há tempos também que eu venho repetindo que o blog é para mim uma espécie de válvula de escape: quando a coisa anda muito turbulenta aqui dentro de mim eu venho pra cá e tento organizar a sensação, o sentimento e o pensamento em forma de palavras. O ruim da coisa é que sempre passa muita coisa (ao mesmo tempo) pela minha cabeça. Ai de mim se eu tentasse postar aqui todos os diálogos, no mínimo "pitorescos" que travo diariamente com as mais variadas pessoas, as situações em que eu gostaria de "me enfiar num buraco" - ou melhor ainda, o fulano (ou fulana de tal) dentro de um outro buraco, de preferência mais fundo do que aquele em que eu (mesma) me enfiaria... Por aí vai...
Hoje mesmo eu tava almoçando com um colega de trabalho e o cidadão tava lá descrevendo a namorada (dele) pra gente toda em volta da mesa, achando muito lindo dizer que ela "tem que malhar, porque tá com uma barriguinha saliente..." Eu, que conheço (de vista) a moça, sei que ele tava exagerando um pouco - ela tem um corpo lindo e ele insistindo que (ela) precisa amagrecer dez quilos...Não aguentei! Tive que falar, senão ia criar brotoeja, bolha, espinha, gastrite ou coisa parecida: "Olha eu acho que dez quilos é muita coisa - mas se você quiser um corpo perfeito, compra uma Barbie e põe na estante pra ficar admirando (pausa assustada da galera ao redor). Caso queira menos peito, compra uma Suzi, que também serve!" - e volto ao meu prato, que estava mais interessante. Nem prestei mais atenção nos assuntos que se seguiram. Coisa mais chata!
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Dia desses eu andava lépida e fagueira pelos corredores, trombei com um outro colega que saiu da sala de aula desolado, "farol baixo", meio desengonçado, desiludido. Nem bom dia me deu! Foi logo fuzilando com a pergunta: "Vivi, tem certeza que é isso mesmo que você quer pra sua vida?" Surpresa, porém convicta, respondi que sim e sorri. É, é isso mesmo que eu quero pra minha vida... Eu não faço parte da geração Toddynho ou Miojo, que espera que as coisas aconteçam assim, em questão de minutos! Sei que pra conseguir uma bela colheita é preciso gastar tempo preparando o terreno, semeando, cuidando, eliminando as pragas, regando com carinho e mesmo quando os frutos já são evidentes, é mister que se espere a hora certa de colher - frutos verdes geralmente são desagradáveis ao paladar...
Sobre a minha profissão????
Morro de raiva (às vezes) - mas gosto!
Canso que tem dia que quase não levanto da cama - mas gosto!
Não concordo com maioria das maneiras como as coisas são feitas - mas gosto!
Vezenquando pego a bolsa e tomo o rumo da rua, com intenção de nunca mais pisar em lugar parecido - mas gosto!
Passo aperto a ponto de ter mais medo "do fim do mês" do que do "fim do mundo" - mas gosto!
Gosto tanto de fazer as coisas que faço, que é melhor nem ficar pensando muito, pois quanto mais eu penso mais certeza me dá de que eu não seria feliz fazendo outra coisa nessa vida!
É isso.
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Ontem um aluno ("meu"), filho de uma grande amiga me fez uma pergunta (pausa solene). Ele bem que tem mania de me deixar em situações difíceis por conta das perguntas que me faz, sem dar tempo pra pensar, nem respirar, nem responder! Ele me perguntou qual é o sonho da minha vida, que eu não consegui realizar... Calei. Calei porque "sonho que eu não consegui realizar em vida" é um balancete que pretendo fazer perto de morrer (ou já passada pro lado de lá). Como eu imagino que nem coisa nem outra esteja  muito perto - pelo menos se depender da minha vontade - respondi que todos os sonhos que ousei sonhar até hoje foram realizados, estão em vias de realização (isso é bem verdade, hehe) ou ainda tenho tempo de realizá-los (todos). Como criança (e em se tratando de Marquinhos, não estou falando de uma criança comum e sim de um jovem pensador que vai muito longe...) não se contenta com qualquer resposta, ele quis exemplos, e respostas e mais respostas. Parece que se contentou por fim. Eu é que fiquei com essa história de realizar sonho martelando na cabeça! Ora, mas que coisa!!!
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Pra terminar (não que eu não tenha muito o que escrever), quando voltava pra casa agora há pouco, lembrei que hoje é sexta-feira e geralmente na sexta-feira a gente (eu e a mana Gourmet) colocava as fofocas em dia. Não hoje. Ela está morando a quase dois mil quilômetros daqui e eu senti uma saudade tão grande que foi como se eu lembrasse de um pedaço de mim que foi arrancado e, de repente, dei por falta! Sim, ela faz falta... Muita falta.
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Por hoje é só.

3 comentários:

Mini-Chef disse...

Amiga,se eu pudesse fazer alguma coisa pra melhorar isso,eu farua com toda certeza!Relaxa que em outubro você vem pra cá,e mais pro final do ano eu vou praí!Mais que conversa com gente normal me faz falta,isso me faz.....Amo vc e fica bem!

Anônimo disse...

"compra uma barbie e põe na estante"...HAHAHAHA... sephodel, otário!





vc é impagável, amiga! conhecendo vc, até imaginei a cena: a frase dita numa frieza de congelar o ambiente ao redor... deu pena do rapaz! concordo, mas coitado... hehe

carol v.

Angel disse...

Ora! Nem foi tanta coisa assim. Sabe que os meus blogs preferidos são os que tratam do cotidiano? Adoro poemas, contos, prosa, prosa poética (oi?) e tudo mais, mas, a vida real (real MESMO) é o que mais gosto. É misto de curiosidade (que coisa feia, né?) com necessidade de identificação, vontade de colher conselhos, aprender... Não sei, só sei que gosto.

Abraço, amiga Zion!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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