segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Por hoje, saudade

Sensação de ter as forças esvaindo. como tem sido densos (e tensos) estes dias, meu Deus! Chegou setembro e veio com ele a saudade forte de quem está longe. Saudade essa que nem dá pra curtir nem pra matar por causa das coisas todas acontecendo ao (meu) redor. Agora mesmo estou uma pilha, digitando desde que acordei, não-tão-cedo na manhã de hoje. O silêncio da casa vez ou outra é cortado por um piado de passarinho. Estou só! Fisicamente só e os sonhos todos, os planos todos, os projetos todos, as letras todas girando em torno da minha cabeça. No silêncio é que eu ouço o barulho ensurdecedor dos meus anseios, dos meus desejos e medos mais profundos gritarem em uníssono dentro e fora, pradentro e pra fora de mim...

Lembrei de há quase um ano atrás, saindo de uma prova de Concurso Público (odeio Concurso público), finalzinho de tarde, finalzinho de setembro, tarde seca e quente de primavera - não tinha começado a chover (ainda) aqui em Brasília. Caminhando à margem do Eixão, tirando fotos dos ipês amarelos que em nada combinavam com o estado de espírito triste e derrotista que eu "arrastava" naquele dia... Mais tarde eram Carol e Santiago ali comigo.

Carol como se fosse meu id, Santiago o meu superego. Eu era o meu próprio alterego. Neste dia dividimos a Coca de 600ml pra três; e não era por falta de dinheiro, era mesmo um ritual simbólico: dividir uma dor em três. Buteco de beira de esquina e o atendente ficou olhando desconfiado pra nós durante o brinde! Bebemos à vida...


O acontecido faz aniversário daqui a poucos dias e hoje já não tenho mais nem Carol nem Santiago aqui por perto. Nem a mana. Nem a dor também... engraçado como são as coisas dessa vida, como a gente superdimensiona as coisas na hora em que acontecem pra lembrar depois sem nenhum pesar (nem arrependimento). Era o que tinha que ser. Foi. E eles se foram... A dor, Carol e o Santiago pra longe de mim. E hoje bateu uma saudade tremenda dos dois (da dor e de toda a circunstãncia da época, não)!!!

Enquanto vou aqui esvaindo as minhas ideias, meus pensamentos, vou lembrando e mais lembrando, sentindo e mais sentindo saudade. Sem olhar o calendário pra não ter que ver a distância não apenas física mas temporal que nos separa.

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