domingo, 31 de outubro de 2010

"Roda viva"




Vida tem me puxado as orelhas. Assim como tem também me feito carinho, afago. Tenho re(des)coberto grandes coisas... Eu tenho um tio que para mim é um segundo pai. Com a vantagem de que com ele eu posso conversar assuntos a mais que lá em casa não tenho abertura. Não sei se isso é bom ou é ruim mas de tempos erm tempos a gente engata uma conversa, o (tio) Régi e eu - que entra em uma esfera de tempo diversa e mudam os assuntos, as nuances, a gente concorda e discorda, ri e  às vezes (até) chora mas sempre saio de lá com uma sensação (boa) de ter crascido como pessoa, como ser humano (já que com 30 anos e 1,80m me parece que não cresço mais em estatura, rs). Ontem fui lá (na casa dele) e tivemos uma dessas...

Ando incomodada esses dias. Sabe aquelas voltas que a vida dá e você faz planos e escreve tudo bem direitinho no papel, põe tudo calculado: os dias, as horas, as ações, os riscos, as perdas e os ganhos... e acabapassando um vendaval que joga os planos pelos ares, te deixando sem chão? Foi o que aconteceu. Atirei no que vi e acabei acertando o que nem imaginava (outra vez). Derrubei outras (?) coisas sem nem atirar, meti os pés pelas mãos, respondi quando não fui perguntada, perguntei quando não devia, ouvi o silêncio se instalar ao redor como um buraco negro massacrante engolindo as reações e respostas de todos ao redor. Cometi erros (mas como não cometê-los???), entrerrei os corpos, as lembranças, joguei coisa fora, vi o filme do meu passado (distante e não tão distante) dezenas de vezes, procurando as falhas, onde eu falhei, onde eu falhei, onde eu falhei??

Uma onda surda trouxe de volta a minha pergunta num eco ensurdecedor. Não há erros. Viver é assumir os riscos. E sobre isso conversamos ontem também: a realidade da vida adulta é assustadora mas ao mesmo tempo maravilhosa porque justamente não há a quem culpar! Escolhemos os caminhos aleatoriamente ou seja lá utilizando qual o critério e não há como saber o final de cada jornada. Cada um que arque com as suas responsabilidades e consequências de cada escolha. Não há nada de errado nisso!  A gente é que complica tudo. E quando a frustração vem (e veio pra mim bastante pesada nas duas últimas semanas), a gente pensa e repensa a vida - descobrindo o óbvio em seguida: de qua adiantou tanto plano, tanto esforço se o que conquistei não era bem exatamente o que eu queria?

E já que nada faz muito sentido no post, uma pergunta final: de onde é que vem essa "ausência", essa falta que consome as horas mesmo quando "tudo vai bem"???

1 comentários:

Mini-Chef disse...

Pois é...da onde???????

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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