terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sobre "ferrar-se"... ou "ferrar-me"...


"Ferração" é coisa típica de fim de ano! Mal acaba setembro e eu já começo a sentir arrepios; geralmente os três meses finais são muito difíceis porque ao que me parece, as pessoas ao meu redor são acometidas por uma espécie de surto coletivo. Ôpa, onda já começou! Tenho vivido dias, digamos... quentes...
Minha irmã postou esses dias algo sobre: "a gente se ferra mas se diverte", cuja ilustração é uma foto minha na cadeira de rodas; tiramos no dia em que ela e o meu irmão foram me buscar no hospital, com o pé engessado por conta da torção (a primeira do ano) no tornozelo. Abre parêntese. Na mesma ocasião, voltando para casa, meu irmão nos comunicou (oficialmente) que seríamos tias, fez um suspense danado em eu fiquei preocupada porque mesma semana o Ricky Martin saiu do armário e eu não estava preparada para a possível notícia de ter um irmão gay. Felizmente não era. Larissa nasce entre os dias 6 e 11 de dezembro. Tomara que nasça dia 8, que é o dia do meu aniversário!

Então... sei que quando alguém escreve a palavra "ferrar", não bem esse verbo que se gostaria de escrever - e devo confessar - a palavra que este substitui é realmente ofensiva mas dependendo da situação, soa como um vômito ou a excreção de algo realmente incômodo (algo que obviamente não faria bem se permanecesse no interior e bla-bla-bla-bla). Um certo professor chamado Américo Peixoto disse-me certa vez: "Vivi, palavrão é uma catarse!" Bingo! Põe pra fora, fih o que te incomoda antes que você sufoque e morra!!!

Dias atrás o meu primo, que tem hábito de ligar lá pra casa nos mais variados horários, rendendo sempre boas histórias (pra rir ou pra ficar com raiva) me disse (ao telefone): "Vivi, você é f#da!" Uau - pensei - está me elogiando! O que ele retificou em seguida: "F#da não, porque f#oda é uma coisa boa..." Poxa... Nesse caso, pelo menos não caberia a substituição pelo outro verbo - esse que deu nome ao post.

Em todo caso, seja qual for a versão: grosseira (no bom sentido) ou a politicamente correta mania de mandar os outros "se ferrar" ao invés de dizer o bom Português claro doa a quem doer (e eu já me vi e vi gente em grande confusão por causa disso), o sentido permanece o mesmo. Quem se "ferra" sente na pele o que é "se ferrar" ou "se f#der". Nem tanto importa o léxico. E pra terminar, gostaria de citar a minha amiga-loira preferida, recém-estreada na blogsfera, Carol Venturini, acerca do mundo corporativo: "é que se eu me ferro, a conjugação toda se ferra junto". E tenho dito!

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