terça-feira, 23 de novembro de 2010

Com a palavra, o Blog!




Ontem completei dois anos de vida embora ninguém tenha me dado os parabéns. Nem precisa também, pois aquela que através de mim se expressa não se importa com essas coisas de datas e calendário - não são absolutamente necessárias e sim destas coisas que quando se nasce já estão por aqui. Do tipo de coisa que apenas "querer" não é o suficiente pra mudar. Quem me olha de fora, sem conhecer a fonte de onde jorra essa parafernalha toda que daságua aqui não imagina que daqui de dentro, de onde eu posso (me) ver posso reconhecer a malha e a costura de dias tensos, densos e intensos que a moça que me escreve vive. Vive!

Viva! 
O fato é que a despeito de todo o perigo, de todo o castigo e da falta da escrita que às vezes me quebra a sequência e o sentido de história, de existência - seja lá por que razão, eu existo e resisto bem há dois anos... Não é extraordinário?
Dois anos e ela recorre a mim quando precisa recordar alguma data especial porque de alguma forma, o que está escrito aqui (explicitamente ou em código) nada mais é do que o registro poético de uma vida comum (que nem por isso vazia de sentido, de sentimento, de sensação).
Talvez eu tenha substituído os cadernos e mais cadernos que escrevia quando na infância ou adolescência. 


Talvez. 


E como não poderia faltar música, segue logo abaixo belíssima canção do Fernando Anitelli cujo refrão poderia certamente expressar acerca de mim mesmo. De blog pra blog: "Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior..."


sábado, 20 de novembro de 2010

Frase do dia II *

Enquanto elaboro resposta à altura dos questionamentos a respeito do post anterior,
a frase que me consumiu a alma durante a semana que passou:



"Ter ou não ser,

eis a questão..." 


*Sheakespeare que me perdoe...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Frase do dia*




"A renúncia é a libertação. Não querer é poder."

* Por Fernando Pessoa

Para ouvidos sensíveis...

Da ópera "La Bohéme" - de Puccini



 

domingo, 7 de novembro de 2010

Gente esperta demais





 
Eu tava aqui pensando, hoje à tarde, enquanto a chuva caía, primeiramente fininha e depois um toró de dar medo, que algumas coisas nessa vida não têm o menor sentido... Meus botões concordaram comigo - e entre si. Lembrei de um velho amigo (ou um amigo velho, rs) que tinha mania de nunca ver novidade em nada; era assim: não importava o que trouxéssemos a ele, ele sempre já havia visto, sabido ou conhecido. Se achava, naturalmente, o máximo: "Nossa, como eu sou esperto! As pessoas devem ficar admiradas comigo!" ou " Nossa, como eu sei das coisas... Que privilégio gozam todos so meu redor ao ter-me por perto!"... Mal sabia que pé no saco ele era! Como era chefe, ninguém falava nada na frente mas o povo todo retorcia o focinho mal o coitado virava as costas. E pense numa chatice que é conviver com alguém que "sabe tudo"! Insuportável!!! E tem que, ache que conhecimento é brevê pra pisar nos outros. Nem me conte...

Eu imaginava o que é que uma pessoa tão entendida (ainda) ainda estava fazendo por aqui, na terra dos mortais... Pensava no quão útil o camarada poderia ser no céu (?); sei lá, vai que Deus resolve tirar umas férias e precisa de alguém pra administrar a criação com um conhecimento à altura... Ou quem sabe lá no paraíso não se precise de um governador. Ou poderiam colocar uma cadeira ao lado esquerdo de Deus (já que, conforme as Escrituras, o lado direito Jesus já ocupa). (...)

O fato, ou o pensamento que deu à luz essa reflexão, é que não se deve confundir conhecimento, sabedoria e inteligência. Nisso eu estive pensando! São três coisas distintas, de natureza e finalidades diferentes. Conheço muita gente sábia que não possui conhecimento (formal); são ignorantes academicamente falando mas em compensação, diplomados na escola da vida. E dá-lhe admiração da minha parte! Por outro lado, a minha lista de pessoas com potencial conhecimento científico, institucionalizado, acadêmico, não sei o que acontece mas ao que me parece que ao desenvolver as faculdades mentais de cunho cognitivo, outras, não menos importantes, atrofiam! E dá-lhe de conviver com gente diplomada, graduada, altamente qualificada (...), porém, néscios!!! De uma falta de cortesia e sensibilidade tamanhas!

E das coisas que mais me irritam nessa vida, conte pontos para a falta de modéstia. Paciência encurta rápido diante do exibicionismo alheito, seja de quem for. E olha que eu me considero bem esperta, mas guardo prudentemente as devidas proporções... Não importa (e tantas vezes eu disse isso ao meu amigo, mesmo sendo eu subordinada profissionalmente a ele, na época) quão esperto se é - sempre vai aparecer alguém mais esperto cedo ou tarde... Quer queira ou não queira. Mas não, neste caso eu tive que roer a corda! Não aguentei e os outros tripulantes foram pulando do barco logo em seguida, tamanha a pressão, tamanho o desconforto...

Quem sabe se o custo de ser (ou se considerar) muito "esperto" não seja ficar sozinho tendo que contar só com a própria esperteza? Não sei. Nisso eu ainda não pensei.



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas..."


Hoje a música é dedicada a uma criaturinha que mal estreou na face da Terra e já me encheu os olhos de lágrimas e o coração de alegria!!! Me fez ficar babando diante das fotos do bebezinho mais lindo que os meus olhos já contemplaram (até hoje).
Pra Larissa, a minha sobrinha, vai o Zeca Baleiro e um poema cantado (das coisas mais lindas que já ouvi)...

Zeca Baleiro - Nalgum lugar

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Under pressure" - Queen





'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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