sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

31 (dia) 31 de dezembro



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Receita para um novo dia - Sérgio Vaz
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Pegue um litro de otimismo,

Duas lágrimas –de preferência

Escorridas no passado.

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Duas colheres de muita luta

E sonhos à vontade.

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Duzentos gramas de presente

E meio quilo de futuro.

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Pegue a solidão, descasque-a toda

E jogue fora a semente.

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Coloque tudo dentro do peito

E acenda no fogo brando das manhãs de sol.

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Mexa com muito entusiasmo.

Ao ferver, não esqueça de colocar

Uma dose de esperança

E várias gotas de liberdade.

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Sorrisos largos e abraços apertados,

Para dar um gosto especial.

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Quando pronto,

assim que os olhos começarem a brilhar,

Sirva-o de braços abertos.

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*do livro Colecionador de pedras (Global Editora)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Então é Natal... Humpf!


Verão, férias e véspera das "festas" mais esperadas do ano. De agora até Fevereiro as pessoas fingem: que amam, que escrevem, que se importam, que descansam, que se divertem, que trabalham, etc, etc. Do lado de cá da (minha) vida, tenho viagem marcada sem data de regresso (será que eu volto???), não conferi a lista das promessas e metas que fiz pra 2010 no final de 2009 pra ver quais alcancei (e quais não) nem mesmo pensei em metas e promessas pra 2011. Talvez até faça mas não tô animada. Nem pra Festa nem pra viagem nem pra nada. Roubaram as minhas forças e nem sei onde é que registro ocorrência pra esse tipo de caso! tem um cansaço de alma corroendo aqui dentro esse peito meu...
E nem adianta querer contar com a compreensão alheia... as pessoas não entendem! Via de regra eu sou uma criatura absolutamente bem-humorada, alegre, otimista mas não quer dizer que eu tenha que posar de "bobo da corte" os 365 do ano! E as pessoas não entendem, meooo!!! Que tem dia que você não quer conversa, não quer sair, não quer saber de risada, que tá tudo cinza por dentro e não tem quem faça brotar as piadas. Não dá! Palhaço também cansa...
Esses dias eu tava bem conversando com o meu ID, Carolina Venturini (tô brincando, amiga) e dizendo a ela sobre o meu projeto de criar um Neo-niilismo, de negar a negação, baseada em fatos reais colhidos na minha própria vida (!). Ela riu - eu continuei, narrando alguns fatos e enfatizando: a minha história, por si só já é uma combinação absurda de acontecimentos aleatórios, improváveis mas que acabam dando certo! É a própria negação do não, se é que vocês me entendem... Carol termina por dizer que o meu problema é: "que Deus te (me) deu um corpinho de miss e um cérebro de Nobel..." Será que isso foi um elogio? Hohoho...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Deus jogou a forma fora!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Acordei com essa música na cabeça...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Da urgência da vida cotidiana



"(...) As coisas óbvias e simples passam despercebidas muitas vezes diante de nós e a gente perde a poesia, a poesia do cotidiano, a poesia do nosso teatro mágico; ontem: 'cabou, passou, já foi! Daqui a pouco nem existe, ainda nem começou - e a gente só tem AGORA pra poder se declarar, pra poder criticar, pra poder olhar no olho, pra poder se confessar, pra SER e ESTAR (...)"
Fernando Anitelli





 

Sozinha em casa em plena quarta-feira. Cheguei da rua há pouco. Quem não estava ainda não chegou, quem estava já saiu e eu fiquei aqui pensando e lembrando. Passou pela minha cabeça o filme de um dia bom (que foi o de hoje), a viagem próxima (assim que formalmente me declararem "de férias"), a mana e a falta que ela me faz. Tava aqui lembrando dessas e outras coisas e me veio essa música à mente. Ela me trouxe algumas constatações de dias atrás: remoí a ideia de que o que me incomoda não é o passado nem o presente; um já está resolvido e o outro segue bem-vivido. Meu problema é que eu tenho uma parte que não se encaixam nem no antes e nem no agora: a minha urgência é "como uma saudade de um tempo que ainda não passou" (aqui cito Lenine). Por hora o consolo dos dias bons (pra exorcisar de vez a minha treimosia em afirmar que os derradeiros meses do ano são ruins) e uma expectativa profética do que vem pela frente. É como se eu tivesse (já) vivido os anos que se seguem, tivesse consciência de que há algo melhor pela frente (apesar de não compreender tal sensação nem saber explicar) e de de alguma forma ter sido "transportada" para um passado que hoje chamo presente.
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Estranho isso.
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Acho que estou com fome!

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Re: COMMENTS

Faz tempo que não me sento em frente ao PC com a mesma disposição pra escrever, pra postar. Não que falte inspiração, não (!) - esta sempre me espreita com coragem ou não de se aproximar e fazer ninho. Estive pensando (...) e cheguei à conclusão (?) de que o ano foi muito intenso em matéria de produção intelectual e talvez eu tenha emburrecido um pouquinho de mês e meio pra cá. Sim, foi isso! Sofri menos e isso foi a prova de tal constatação, pois as minhas dores vêm mormente pelas conjecturas e projeções mentais acerca dos acontecimentos ao redor. Tenho evitado "o pensar" no sentido de reflexão filosófica e por isso as mais diversas preocupações foram exorcisadas! Mas deixemos de coisa e partamos direto ao intento do post: quero aqui, em poucas linhas (eu espero) comentar alguns comentários às postagens, que não respondi de imediato (mesmo) por causa da emburrecência...

Angel disse...
Ei, Zion! Vim agradecer o comentário que você deixou no meu último post... Pois é, enquanto muitos me dizem que devo ser minha melhor companhia, que devo me bastar, você vai até lá e diz exatamente o que eu penso: "às vezes até a companhia de si mesmo pode ser demasiado pesada e insuportável!!!". Fico feliz com sua identificação, feliz por saber que não estou sozinha, de alguma forma. O blog me ajuda a desabafar, expoe o que poucos sabem, isso porque fora daqui, fora desse mundo virtual, ninguém sabe que não ando muito bem.

Feliz por ter você por perto, viu?! Obrigada.


Abraço! 

Bem, minha cara Angel, obrigada por agradecer pelo comentário. Os blogs são ao meu ver uma das formas mais democráticas de publicação. Você acessa se quiser, comenta se quiser, concorda ou discorda se quiser, publica ou não o comentário, de acordo com a sua vontade e disposição. Talvez eu siga meio pelo caminho contrário, pois eu costumo muito mais discordar das coisas que leio do que o contrário. E faço questão de publicar as discordancias alheias a respeito do que posto. Não me incomodam as opiniões contrárias. Muito pelo contrário: penso que enriquecem. O seu blog por exemplo é algo que não consigo explicar mas algo nas suas palavras, na proximidade com que elas me afetam, me "cortam" profundamente nos meus sentimentos mais "obscuros". Isso não é bom nem ruim em si mas é real e sempre que seus escritos me comovem de alguma forma, faço questão de comentar para que você saiba. É bom poder contar com você também. Forte abraço.


>>> Sigamos...


osvjor disse...

renunciar à carne? comer uma feijoada de soja? um churrasco de chuchu?



R. Santiago disse...

Então... penso que agora vc tenha que se explicar!

rsrsrsrsrs

Ives disse...

Renunciar a carne, ser livre da matéria? abraços 

Então... Os três rapazes me arguiram acerca da mesma postagem, em que citei Fernando Pessoa em algo que resumido diz que "não querer é poder"... Primeiramente, Santiago, você sabe muito bem que eu não gosto de me explicar, rs. Mas cabe um esclarecimento. A frase poderia "querer dizer" um bocado de coisas mas ela ilustrou perfeitamente o meu processo de "emburrecimento". O não querer ao qual me refiro ao citar o Pessoa, F. é o não querer saber mesmo! Não querer me comprometer. Não quero. Abro mão e fico em paz. É isso. Não tem nada a ver com espiritualidade ou carnalidade, não é um não querer religioso (e nem físico, alimentício, como bem brincou o Osvjor) e sim intelectual. Tenho um certo amigo que diz que "quanto mais a gente sabe mais se complica". Naquela ocasião, o estado de ignorância era o mais conveniente para mim. A frase era em relação a isso. Só.


>>> Adiante...


Sr. Sete disse...

Perceber-se no post alheio é uma das coisas que mais faço, e não poderia ler nada melhor para meu regresso.

Fiz um doce.


Coloquei diversas vezes o mouse no "Excluir Blog".


Mas algo me segurou.


Primeiro uma desculpa tola, depois um orgulho tonto e por fim a vaidade, minha mais perfeita "virtude".


Zion... Zion... Aqui estou eu, obrigado pela pronta recepção.


Sr. Sete... Identificar-me com as sensações transmitidas pelas palavras alheias livrou este mundinho Zion do apagamento diversas vezes... Fizeste bem em permanecer conosco. Faria falta. Abraço.



>>> Adiante ainda mais...



Kézia disse...

~~Feliz aniversário, envelheço na cidade! ~~ ;) 

Angel disse...

Ei, ei! Pera ai? Teu aniversário? Teu? Mas... não foi outro dia que vim aqui te dar parabéns??!!

:-/ 

Vou responder como o Chapeleiro Maluco, no desenho da Alice no país das maravilhas: "As estatísticas mostram que so há um aniversário (...) os outros 464 dias do ano são o nosso desaniversário (...)". Há que se comemorar o dia em que se nasce sem esquecer que passamos a maioria esmagadora da vida em dias normais... Fantástico isso!
 
>>> Adiante ainda mais...



Angel disse...

Espero que o prêmio não tenha sido assim, tão alto... Menos mal.

Abraço!

Pois então... Apostei comigo e perdi. O prêmio era de "estar certa". Eu gosto de acertar, de ganhar, de levar a melhor... Quem é que não gosta? Mas entendo que não é possível ganhar sempre por isso nem me incomodei (tanto). Abraço. 

>>> E então...


Léo Santos disse...

Fico feliz por ti, guria! Tomara que sigas em direção a felicidade nessa tua nova e colorida perspectiva... Que eu daqui sigo num preto e branco, aparentemente, eterno!

Um abraço!

Olá! Bom recebê-lo aqui, Léo! "Não há mal que perdure", já (bem) dizia a minha avó... O meu estado "colorido" não é bem felicidade mas é de reencantamento com as coisas que para mim já haviam perdido o encanto. Fico feliz que você tenha ficado feliz: coisa rara hoje em dia é gente que fica feliz com a felicidade alheia... Obrigada pela visita. Sigo o seu blog! Abraço.


E é isso! Por hora é só.
Abraços a todos!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Muda o foco, muda a cor



A cada dia que se passa eu tenho a mais nítida impressão (ou seria certeza?) de que eu devo prestar muita atenção aos (não, eu não errei o plural, escrevi "aos" de propósito) todos em redor. Dias atrás declarei que a massa que me cercava era demasiado desinteressante. Errei! É que a gente constuma procurar algum culpado quando as coisas não vão bem do jeito que se espera. Foi mais ou menos o que fiz: classifiquei os pares de acordo com o limite do ponto de vista do qual desfrutava naquele momento. Estive olhando pra baixo naqueles dias... É que (também) se a gente olha muito pra cima, começa a achar as coisas "boas" demais, como quem oplha o céu e divaga quanto Às formas das nuvens - nada contra e é tudo muito lindo mas... nada de concreto - e ainda se corre o risco de se tropeçar em alguma pedra e cair... Problema também é olhar sempre à frente, vai que aparece algum espelho no caminho e finalmente se define diante dos olhos o causador da maioria das nossas próprias dores! É meu camarada, viver aqui neste mundo não é nada fácil! 

Andei ajustando o meu foco e (re)olhando ao redor: (re)descobri pessoas comuns e ao mesmo tempo fantásticas... Nada de novo mas ao mesmo tempo de uma novidade assustadora - onde é que estava essa riqueza toda? Ah, sim, é que o que se apresenta tão exposto, descortinado, a tendência é de colocar o rótulo de "comum" e logo em seguida, descartarmos!Não sei se estou sendo clara. Provavelmente não. Vou tentar sê-lo: é que a minha disposição interna se modificou nestes últimos dias e eu voltei a ver em cores o que outrora me parecia em branco-e-preto. Penso que então, posso por fim ao canteiro de jilós e cactos e, quem sabe selecionar (já) algumas flores para compor novamente o meu jardim - que abandonei com medo da vida.

Por hora é (só).

Me pressionar não funciona!

Loteria da vida




Triste sina:
apostei comigo,
duas vezes -
no mesmo dia
e PERDI!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Essa vida é jogo rápido..."

 
Dia 8 de dezembro. Nada não, só pra constar.




IRA - Envelheço na cidade

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ainda dois - então depois...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu, eu mesma e... eu!

Nunca pensei que uma pessoa pudesse mudar tanto. Pois é - estava enganada; quanto a esse e outros tantos assuntos que habitam a minha cercania. Digamos que  vida é um tanto quanto irônica e permite (ou proporciona, não sei bem qual palavra cabe à ocasião) que certas situações se repitam várias (e várias) vezes para que se aprenda algo (eu creio assim). É tipo ensaio de peça de teatro: passamos a cena uma, duas, três... zilhões de vezes até alcançar o desejado - o tom certo da voz, o gesto, o posicionamento, etc, etc, etc... eu aqui com as minhas divagações de atriz amadora...
O fato é que ontem eu vivi um dejávù reprisado à la "Sessão da Tarde". Parêntese pra dizer que eu DETESTO filme repetido. Reprise é coisa que como diz a minha amiga Lya, "me dá coisas"... Detesto. Tá certo que já assisti alguns filmes mais de uma vez, e todo mundo tem a sua lista de preferidos mas no geral, filme repetido me enoja. E a situaçãozinha de ontem foi do tipo que já igualzinha passou diante dos meu olhinhos cor de mel dezena de vezes. O desfecho que foi diferente.
Antigamente, quando alguém me "colocava contra a parede" como fui posta ontem, eu entrava em crise, pânico, ficava atordoada, sentia medo e talz mas ontem... Bem, ontem eu respirei fundo e fui resolvendo as situações, respondendo as provocações, contornando as "saias justas" de uma maneira tão equilibrada que até (me) estranhei. Que mudança!
Mudei.
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Que bom.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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