quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - parte IV

Dingombéu, dingombéu... São as festividades natalinas e a vida toda que não pára, a despeito desse processo de entorpecimento coletivo pelo qual as pessoas passam todos os anos a essa altura do calendário.

Mais três meses de 2011 e de arrocho! Foi um ano de experimentar coisas novas profissionalmente e aperfeiçoar aquilo que já tinha em andamento. Por exemplo: a questão dos meus estudos, que estavam meio estacionados desde que terminei a graduação. Consultoria, coaching não são o meu forte mas eu posso dizer, sem medo de errar, que a atualização dos nossos conhecimentos é algo extremamente importante, em qualquer área. Talvez já tenha dito isso por aqui mas não adianta ter vocação e experiência apenas para vencer na vida; mais do que nunca (me senti o 'Faustão' agora, rs), o mercado exige títulos! Então, cara enfiada nos estudos. Simples assim...

Julho foi o mês em que eu mais planejei e menos fiz. Eu queria (e fiquei querendo) um monte de coisa... Recebi a proposta de uma amiga muito querida, de ilustrar um livro de poemas para crianças. Daí, examinando as composições, chegamos à conclusão de que serão necessários talvez uns quatro volumes para comportar tanta produção. Daí que, talvez, você que não possua habilidades artísticas (meus parabéns por isso, querido, por fazer parte do seleto grupo das pessoas normais), não imagine o esforço que é produzir algo que demanda um esforço que não é meramente físico.

Entenda: uma coisa é o sujeito que trabalha na estiva carregando peso. Outra bem diferente é o camarada que trabalha com o pensamento, com a imaginação. Quem olha de fora, pode alimentar a doce ilusão de que o primeiro trabalha mais pesado do que o outro. Não, não é nada disso! São esforços absolutamente diferentes. E olha, um dia de faxina na minha casa consome um tipo de energia que se repõe facilmente com boa noite de sono e alimentação adequada. Porém, depois de uma bateria de dias de criação (pode ser desenho, pintura, roteiro, ensaio, etc...) não tem guaraná em pó que resolva o problema! É colchão, travesseiro e quarto escuro até passar o estranhamento...

E como eu produzi durante este ano! Meu Deus! Me meti, de enxerida em todas as programações que pude (deixei um bocado de fora): fiz roteiro de peça, de musical, de dança, fotografia, edição de vídeo, desenho, pintura, modelos de figurinos pros eventos da escola, atuei em peças, vídeos, imaginei, sonhei, criei. Me afundei na cadeira em frente ao computador lendo, vendo, ouvindo, pesquisando... Frenesi total! Foi o ano da psicodelia. Era uma pena viver me arrastando pelos cantos de tão esgotada física e emocionalmente. E quando eu falo (repetidamente) a respeito do cansaço, não é porque eu queira descanso - muito pelo contrário! É porque eu gostaria muito de ter mais energia, mais alma, mais tempo pra fazer mais, produzir mais, arriscar mais. Lamento só a limitação das forças e não o "ter tanto a fazer".

Agosto foi um mês arrastado. Passou devagar demais! A melhor lembrança que tenho deste mês é que a minha irmã (que mora longe) esteve aqui em casa por uns dias. Também, foram as horas que passaram mais ligeiro... E lembro também do calor e da secura sufocante que castigou Brasília! Nunca passei mal como este ano por conta das excentricidades do clima do Planalto Central. Aff...

Quando entrou setembro, as coisas parecem que começaram a amenizar. O volume de trabalho não diminuiu mas pelo menos a atmosfera me pareceu menos densa, menos tensa... Foi uma pausa pra respirar talvez. Um mês que correu com menos sobressaltos, tanto que até tive tempo de desengavetar um romance cuja leitura fora "arquivada" em decorrência dos estudos.

É isso. Sem mais por hoje.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cedo demais...

O dia amanheceu estranho hoje. Eu amanheci estranha hoje. Tem umas coisas que não me entram na cabeça mesmo, nem que eu tente. Levantei da cama sem vontade nenhuma. Tem hora em que a gente cansa. Cansa de dar soco em ponta de faca!

As pessoas têm a mania de me chamar de revoltada, de rebelde mas às vezes eu fico analisando... Será que só eu enxergo que as coisas neste mundo estão loucas demais? Será que ninguém mais percebe que a gente tá vivendo tempos ruins, que a lógica do mundo contraria violentamente o que nós temos de melhor: os sentimentos, os valores, as coisas simples (que dinheiro nenhum compra)? Será?!

Não, eu não me acho revoltada. Meu problema é que sofro de azia... no cérebro! Eu não me canso de olhar as coisas, os fatos, as pessoas e (tentar) alertá-las: ei, olha aí o que você está fazendo... com os outros, com você mesmo!!! Perdoem a amargura mas é que tem coisa que mexem muito profundamente com as nossa estrutura e confesso: sou forte mas sou humana; não consigo pensar em certas coisas e não lamentar, não me entristecer...

Ontem nós perdemos um ex-aluno muito querido. Um acidente, uma brincadeira. Moleque extremamente alegre, carismático, talentoso, gente boa demais... Era todo sorriso e traquinagem; dava trabalho demais para os professores (era dos meus, rs)! Lembrava muito o meu tempo de escola, e olha que a minha turma dos tempos de colégio era "fogo na roupa"!!! Mas sei lá, parece que naquele tempo a gente tinha um pouco mais de ingenuidade na hora de escolher as brincadeiras...

Aliás, não me passa pela cabeça uma "brincadeira" que coloque em risco a integridade física, a vida de quem quer que seja! O que estou sentindo agora é uma mistura de pesar com inconformação. Uma pena, um desperdício! Sim, porque uma coisa é morrer de velho, de doente - a morte vai chegar mesmo pra todos... outra coisa é antecipar o dia e a hora; é ver um garoto se perder assim, sem mais nem menos, com tanta vida pela frente.

Enfim... Era isso. Vai passar, eu sei.

   
Love in the afternoon - Legião Urbana

Reflexão do dia

 
 
 
Faço minhas estas palavras...

sábado, 17 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (Parte III)

Não existe nada tão bom que não possa melhorar... nem tão ruim que não possa piorar. (Ditado popular)

Nada vem de graça: nem o pão nem a cachaça. (Zeca Baleiro)

Pois é... A vida tem implicância comigo (ou será que eu é que tenho implicância com ela?). O três meses seguintes de 2011 - abril, maio e junho foram bastante  significativomarcantes  e me trouxeram lições preciosas. Por exemplo, o que você tem a fazer, faça logo. Aliás, essa foi a frase de Jesus pra Judas quando este estava prestes a traí-Lo! Tão logo terminei a graduação, fiquei com vontade de engrenar uma Pós na minha área: educação mas nunca tomava coragem. Ohei o curso em abril, fui lá me matricular e comecei a estudar. Pronto, hora de enterrar os meu livros de literatura (e a vida social) por tempo indeterminado. O ano a partir daí foi estudar, estudar, estudar com uma ou outra escapadinha pra visitar a neném (Larissa) ou almoçar com a Lya pra arejar as emoções. Ponto.

Ah, foi nesse período que aconteceram duas coisas significativas: eu briguei feio com o meu irmão (as circunstâncias não interessam agora) e isso aumentou consideravelmente a minha sensação de isolamento social. Caí num ostracismo medonho por conta de inúmeros fatores: a escassez de amigos, a falta que a Tânia me faz, a briga, os estudos, o cansaço... Ah, sim! O cansaço se tornou um monstro invencível que me abateu várias semanas seguidas. Mas era um cansaço tão violento que apagava as minhas cores, tirava a vontade de sair pra ver a rua, apanhar um raiozinho de sol que fosse.

Durante esse período eu me certifiquei de algo que já sabia mas provei empiricamente: amigo é amigo, affair é affair. Assim como mãe é mãe, paca é paca, balé é balé, karatê é karatê (...), enfim... Risos, por favor e sigamos adiante sabendo que melhor mesmo é não misturar as estações pra não... Quem entender que entenda!

Então, falávamos de amigos? Ah, sim, me sobraram poucos. Mas uma justa medida me foi acrescentada (em qualidade) neste ano em matéria de amizades. Bem na hora da carência absurda de amigos, de irmãos, me cai uma trupe inteira de pára-quedas: era o grupo de teatro do qual comecei a fazer parte, o É desse jeito. A partir de abril, estivemos rodando por aí com apresentações e confesso que isso me proporcionou uma satisfação imensa! Era bálsamo pra minha alma cansada: o teatro. "Nunca fui tão feliz como fazendo aquilo que nasci pra fazer": roteiro, ensaio, atuação são coisas que estão plantadas numa região muito profunda em mim, que nem o cansaço nem a chateação do dia-a-dia conseguiram acessar. E sim, através do grupo e das apresentações a minha vida social começou a dar uma (leve) movimentada. Conheci e tive contato com gente muito epecial neste período!

Fase difícil: jornada de 40 horas na escola, uma pós-graduação, o curso de Inglês em andamento (que por pura teimosia eu não tranquei no meio do ano), o teatro e a vida toda por administrar. Era o tempo escasso, notícias de doença na família, vontade nenhuma de me mover do lugar e sensação de impotência. Tá pouco? Então anote aí, meu caro, que passei por um arrocho financeiro medonho! Sobre isso nem vou escrever. Deixa só você saber da notíca boa: apesar dos dias difíceis, nunca estive desamparada. Era sempre um alívio, um refrigério que chegava na hora certa. Eu sempre me senti cuidada, a despeito dessa minha mania de perseguição. O que me faltou, foi por pouco tempo e logo experimentei o "nada acontece por acaso nessa vida".

Segui feliz pra segunda metade do ano.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (parte II)

Bem, bem, bem... sejamos breves que há um mundo de coisas a fazer e o ano (nem o mundo) acabou ainda! 

Primeiro trimestre: muita coisa acontecendo e nenhuma definição de como as coisas caminhariam. Quando viajei no finalzinho de dezembro (2010) pra passar uns dias na casa da minha irmã (no Rio Grande do Sul) tinha em mente a ideia fixa de não voltar pra Brasília - não por enquanto, não tão cedo. Durante muitos dias fiquei por lá (só, maior parte do tempo, pois a minha irmã trabalha muito o dia inteiro, todos os dias) ficava sentada no sofá, olhando o céu da janela do quarto andar do prédio. Era uma solidão que não tinha fim. Aliás, as perspectivas de 2011 não eram tão otimistas: a minha vida social foi pro "saco" por causa de uma porção de coisas (uma delas eu expliquei no post anterior: "arquivar" as más influências, como disse certo amigo meu). Mas não era uma solidão triste; talvez melancólica mas não sofrida, pesarosa. Esse tempo de recolhimento me ajudou a repensar várias escolhas. Remoí o passado recente (e o nem tão recente assim), fui resolvendo algumas questões incômodas e encerrando alguns "casos", algumas "queixas" que eu tinha da vida. Ponto.

Mas a vida no RS não era só melancolia e solidão, não! Tinha passeio pelas cidades, cinema, chopp no shopping, bailão, e reuniões impagáveis com pessoas especialíssimas e cardápios dignos da realeza preparados pela minha maninha  Gourmet. Através dela, conheci gente que influenciou as decisões mais acertadas que pensei em colocar em prática quando voltasse pra BSB. Ah, sim! Tive que voltar! Belo dia, passeando pela estação férrea em Bento Gonçalves, recebi uma mensagem de texto de uma amiga (daqui) avisando que eu havia sido aprovada em um concurso público (essa é outra história, não cabe aqui e agora). Liguei pra mãe e tratei de comprar a passagem de volta. 

Em casa desde o finalzinho de janeiro, tratei de algumas coisas antes de retornar às atividades profissionais. Quando isso aconteceu, em fevereiro, confesso que não estava com essa animação toda. Terceiro ano na mesma empresa e quem me conhece sabe que rotina não me atrai; preciso de adrenalina, de desafio, de coisa nova senão morre a minha vontade de ser, de viver, de fazer e acontecer... Mesmo assim, de acordo com as proposições de início do ano, entrei com tudo pra colaborar no que fosse possível.

Algumas coisas ficaram muito claras pra mim durante este ano; Sempre estranhei a minha trajetória: as coisas parecem que são mais difíceis pra conseguir, parecem que os outros são mais favorecidos pelo "destino", sei lá, eu não acredito muito nessas coisas de destino, de conspiração mas sério mesmo: tudo pra mim parece ser inalcançável, truncado, sofrido, chorado! Daí que tem dois lados nesta questão: ao mesmo tempo que às vezes me sinto desfavorecida com algumas situações, comecei a tomar gosto pelas causas "impossíveis", comecei a desejar (mais) as coisas que estão longe do alcance das mãos, comecei a ousar querer coisas muito, muito grandes... E veja bem, quando digo "coisas grandes" não me refiro apenas às coisas materiais: carro, casa, bens... qualquer pessoa com maior ou menor facilidade pode conseguir! Quero coisas ainda maiores!!! Mas também não é assunto pra agora...

Começo de março, se bem me lembro, passados os calores do Carnaval; sim, porque aqui no Brasil parece que tudo só engrena depois dessa festa (!) de benefícios questionáveis. Não gosto de Carnaval assim como não vou com a cara da maioria dessas datas comemorativas altamente comerciais. Mas não quero gerar polêmica; não aqui, não agora! Voltando ao assunto, no começo de Março eu passei um susto muito grande: estava indo pegar carona para o trabalho às 6h40 da manhã quando fui surpreendida por uma caminhonete F250 desgovernada vindo na minha direção. O motorista estava passando mal (eu acho) e veio saltando os canteiros, subindo nas calçadas. A sensação dos farois crescendo à sua frente não é tão empolgante quanto nos filmes! Passou um filminho na minha mente e era uma pensa deixar tanta coisa por fazer. A sensação de "quase morte" é um negócio transformador! Milagrosamente o cara conseguiu desviar, tipo a 4m de distância do meu corpinho (rs)... Depois foi uma crise de choro e a ambulância descendo pra buscar o condutor do veículo a muitos metros de distância de mim. Mas eu não via mais nada. Caminhei tremendo as pernas até o local combinado e fui chorando: aquele dia e por muitos dias seguidos...

Nova oportunidade me foi dada. Ao meu modo de ver, foi como se Deus me dissesse que eu tenho escolha: passar anônima pela face da Terra ou continuar a lutar pelas coisas que quero, nas quais acredito. Aqui estou.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Saudade de SP



Pausa nos relatos de como foi o ano de 2011 para falar de Sampa. Faz tempo que não passo por lá... São Paulo é uma cidade muito especial pra mim, foi lá que eu tive a noção do que é cidade grande com seus encantos e assombros. Esse clip pra mim dá mais ou menos uma noção da comunicação informal nas paredes da cidade: pichação neste caso é muito mais do que um simples ato de vandalismo - é uma maneira da periferia legitimar a voz, a ter direito de protestar, de denunciar, é forum público pra doutor ter que ler. Não dá pra ficar indiferente... "Não existe amor em SP". Fosse só lá...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (parte I)

Bem amigos da blogsfera... Tá acabando mais um ano, e cá pra nós... que ano! 2011 deu o que falar... Pra começar, antes de começar (o ano) eu listei algumas resoluções, tracei algumas metas e estratégias pra fazer com que o ano que iniciava não repetisse as 'zincas' do ano anterior. Freud explica: "onde há repetição há inconsciente" e eu definitivamente resolvi minar e bombardear o meu inconsciente, que me empurrava pro abismo de cometer os mesmos erros, sempre...

Finalzinho de dezembro (2010) eu estabeleci pactos comigo mesma. Tava cansada de me boicotar! Daí eu me sentei com lápis e papel nas mãos e fiz a seguinte lista:

1) Neste ano que se inicia (2011), eu só vou 'colar' com gente que me acrescenta algo! Chega de andar com o povo 'peba', atrasado, pé na cova, reclamão, resmunguento, preguiçoso, olho gordo, fofoqueiro. Fiz um limpa geral na minha rede de amizades e... (pasme!)... CORTEI da minha convivência uma porção de gente. Eu poderia citar aqui os benefícios que me acarretou uma decisão assim tão simples mas não! Sigamos, que tenho muito a escrever hoje...

2) Outra coisa que eu decidi pôr em prática em 2011: força de vontade! Fazer o que eu tivesse que fazer, mesmo que eu não quisesse! Ser alerta, fiel com meus compromissos, empenhar a minha palavra e fazer e um TUDO pra honrar o que prometi; exercitar a lealdade a qualquer custo. Pensa que é fácil? Não, não é, pequeno gafanhoto, mas compensa... A nossa reputação leva tempo e esforço pra ser construída mas no final das contas, você acaba ganhando o respeito e a confiança das pessoas...

3) Outra coisa que eu decidi fazer (e que me rendeu muita encrenca) foi: ser franca. Eu decidi falar o que eu tivesse que falar mesmo que significasse confusão na certa, mesmo que eu tivesse que me explicar, voltar atrás, pedir perdão depois. Sabe, durante muitos anos da minha vida eu vivi atormentada pelas indignações não-expressas, engasgada com os sapos que engolia para simplesmente "ficar bem na fita" com A e B. Acabou! Chega de fazer esforço pra ser aceito, de utilizar de polidez e de uma pseudodiplomacia pra não contrariar fulano ou ciclano... Coisa boa é a gente ser adulto o suficiente pra ser do jeito que a gente é e não uma sombra das projeções alheias e expectativas ao nosso respeito.

4) Por fim, talvez o mais difícil: eu decidi fazer diferença onde quer que eu fosse, onde quer que eu andasse... E fiz! Aliás, fiz e aconteci. Quem esbarrou comigo em 2011 dificilmente saiu ileso: sempre teve o que falar, o que pensar, o que raciocinar. É o que eu faço de melhor - plantar a dúvida, o questionamento, a reflexão na alma das pessoas, modéstia à parte. Ganhei amigos e afastei outros com isso mas tudo nessa vida tem ganhos e perdas. Eu fiz as minhas escolhas e arquei com as consequências delas...
(...)

Bom, e o que ocorreu durante este ano foi tudo isso que eu tenho aqui na memória e no coração mas certamente não vou conseguir colocar tudo em palavras nos textos do blog. Vou tentar resumir o suficiente pra deixar registrado quão grande foi o meu crescimento pessoal...
(CONTINUA)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Meu aniversário! *--*


Hoje é meu aniversário
Corpo cheio de esperança
Uma eterna criança, meu bem
Hoje é meu aniversário
Quero só noticia boa
Também daquela pessoa, oba
Hoje eu escolhi passar o dia cantando
De hoje em diante
Eu juro felicidade a mim
Na saúde, na saúde, juventude, na velhice
Vou pelos caminhos brandos
A minha proposta é boa, eu sei
De hoje em diante tudo se descomplicará
Com um nariz de palhaço
Rirei de tudo que me fazia chorar
Cercada de bons amigos me protegerei
Numa mão bombons e sonhos
Na outra abraços e parabéns
 Quero paparicações no meu dia, por favor
Brigadeiros, mantras, músicas
Gente vibrando a favor
Vamos planejar um belo futuro pra logo mais
Dançar a noite toda
Fela Kuti, Benjor e Clara

(...)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

É amanhã!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Calvin e eu

Tava aqui pra postar já há um tempo... Falar verdade, dias atrás cheguei a escrever o post, formatei, reli, revisei (coisa rara) e quando fui publicar, não sei porque cargas d'água o Blogger não salvou. Perdi: o post e a paciência!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quem tiver ouvidos de ouvir e olhos de ver...


Em uma dimensão alternativa, havia um pequeno planeta próximo à constelação que chamamos de Cruzeiro do Sul. Esse pequeno planeta era habitado por seres pequenos, chamados de anthrons. Esses seres viviam de modo simples, voando nas correntes de ar e coletando, da atmosfera, o alimento necessário para o dia a dia.
No passado remoto, os anthrons sofreram grande catástrofe. Daimlukh, um ser invasor desse pequeno planeta, procurou destruir tudo o que o Criador do Sol tinha deixado ali para os anthrons. Daimlukh enganou os anthrons primordiais, fazendo-os seus escravos e grampeando suas asas, para que não mais voassem. Porém, o Criador do Sol logo descobriu os planos de Daimlukh e o enxotou daquela dimensão, libertando os anthrons, não sem, porém, o grande sacrifício de seu filho, morto na Grande Batalha. Até hoje os anthrons não entendem, mas a morte do filho do Criador do Sol não foi definitiva, tendo ele retornado para libertar as asas dos anthrons.
Nem todos os anthrons podiam voar, é verdade. Somente aqueles que aceitavam, de bom grado, a oferta do filho do Criador do Sol é que tinham suas asas novamente soltas. Aqueles que podiam voar mostravam aos anthrons pedestres como isso era bom. Alguns queriam voar novamente e aceitavam ser soltos; outros se acostumaram com aquela vida rasteira.
Porém, alguns anthrons voadores achavam que, daquele jeito, a coisa não daria certo. Resolveram criar uma série de regras para o bom vôo de seus companheiros. No início, aquelas regras eram boas, ajudavam bastante no fluxo do vôo ainda desajeitado dos anthrons, desacostumados com aquela gostosa liberdade.
Mas os anthrons que criaram as regras não se deram por satisfeitos. Criavam ainda mais regras, e algumas eram adendos às regras antigas. Os anthrons, claro, não reclamavam, mas não notaram que não tinham mais tanta liberdade de voar assim.
Por fim os deibos, nome dado aos anthrons responsáveis pelas regras, decidiram o seguinte: em nome do filho do Criador do Sol, todos os anthrons deveriam deixar de voar sozinhos. Só poderiam voar algumas horas do dia, e mesmo assim acompanhados pelos deibos. Caso não houvesse algum deibo disponível, o anthron deveria aguardar pacientemente pela sua vez em suas celas, que eram pequenas caixas reluzentes e gradeadas por dentro e por fora, decoradas com frases ditas pelo filho do Criador do Sol.
Alguns anthrons começaram a fazer uma silenciosa revolta. Não quebravam as celas, mas se recusavam, pacificamente, a voltar a elas. Preferiam ficar nas correntes de ar do planeta, não aceitando mais a impostura dos deibos. Outros anthrons quebravam tudo, se recusavam a voar nas correntes de ar e ficavam perdidos pelo caminho, se tornando presas fáceis para os predadores transdimensionais.
De vez em quando, ouvia-se um lamento, no meio das celas, de algum anthron. Lembrava-se de como era bom voar livremente nas correntes de ar, acompanhado pelo filho do Criador do Sol. Com seu lamento, de modo inexplicável, a porta de sua cela se destrancava automaticamente, e ele podia voar para longe dali.
Mas o que os deibos não se atinaram é que estava próximo o dia em que o filho do Criador do Sol voltaria àquela dimensão. Naquele dia, todas as celas seriam varridas do mapa, todos os anthrons voariam livres, e todos os deibos se uniriam a Daimlukh em sua dimensão perdida. A liberdade para os anthrons era apenas questão de tempo. E de lamento.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Antes que o mês acabe...

"Só pra constar": Novembro é mês de aniversário deste blog! Como já frisei em postagens anteriores, o blog tem uma função catártica na minha vida, além de ser um laboratório de pensamentos e amadurecimento da linguagem escrita. Nem tudo o que posto aqui aconteceu do jeito que eu postei, mas afinal, o que são as nossas postagens senão uma porção de representações virtuais acerca da experiência (real) vivida?

É certo que já pensei em deletar o perfil centenas de vezes, desistindo logo em seguida porque quando examino as postagens do início pra cá, sinto no ar aquele cheirinho de nostalgia por debaixo daquelas palavras que muitas vezes só fazem sentido pra mim.

Troquei de layout algumas... Poucas e com variações muito sutis. Por mais que o meu humor mude, que as minhas ideias mudem (e olha que elas mudaram de verdade no decorrer destes três anos), que a tônica das postagens se transforme totalmente, não quero que este aqui se torne um espaço despersonalizado! Quem me conhece de perto, sabe que este cantinho aqui tem a minha cara; quem me conhece "de longe", muitas vezes se espanta ao me conhecer de perto  perceber que a pessoa que escreve é absolutamente comum e 'demasiadamente humana' (Nietszche que me perdoe o gracejo).

No mais, ao completar três anos de vida, este blog agradece aos visitantes (tanto os que vêm pelo conteúdo mesmo quanto os que passam por aqui via Google, rs). Voltem sempre (que desejarem). ^^,

Viviane Z.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os sábios, os gênios, as pessoas brilhantes e as redes sociais 2

... Sim, continua porque eu não consigo 'descontinuar de pensar'. Há coisas muito intrigantes nesta vida e para todas elas existe o meu pensamento. Hoje por exemplo, entrei em sala de aula e contemplei os meus alunos colocando o estojo dentro da calça (parte dianteira) pra dar a impressão de um volume maior. Após um tempo (minutos) refletindo a respeito de que tipo de intervenção poderia fazer (ou não) diante de tais gracejos, recorri ao que me é mais didático e eficaz: os desenhos. Desenhei tipo coisa descomunal no quadro: uma figura masculina, outra feminina - com proporções exageradas da maneira como (penso) as pessoas são analisadas, classificadas e descartadas em tempos hodiernos... Desde quando os seres humanos passaram a ser valorizados em partes, feito carne de gado no açougue?!

Completando os rabiscos feitos mal-e-mal, sem capricho nenhum mesmo, só a título de ilustração, desenhei (em ambas) um crânio pequeno, com um cérebro minúsculo. Todos riram. Realmente ficou muito engraçado mas apesar de (eu também) ter caído na gargalhada, o assunto para mim era (e é) muito sério! Terminar, escrevi uma frase: "De que adiANTA???" - e deixei no ar a provocação.

Faço isso com frequência: levantar uma questão e deixar por conta da moçada, cada um tira as suas conclusões (ou não) Gosto muito da ideia de livre expressão de pensamento. Você concorda se quiser, adere se quiser - não perco amigos por causa da discordância, não por isso! Diacho é quando alguém tenta me 'dobrar'...

Daí que na tal da rede social citada no post passado, tive o desprazer de ter alguns contratempos justamente por causa da dificuldade em acatar passivamente a opinião alheia (acho que é isso, não sei se estou me fazendo entender, afinal já é alta madrugada e eu estou com vontade de dormir mas sem sono). Não compro pensamento alheio se este não me ganha pelo consenso, pela persuasão limpa.  E daí também que eu considero muito desgaste desnecessário de energia, tratar coisas virtualmente com o mesmo vigor que se resolvem as coisas na vida real, cotidiana, olhos nos olhos.

Há que se fazer distinção entre as coisas: amizades, autoria de pensamento, concordâncias e eventuais rusgas... Não dá pra traduzir ao pé da letra tudo o que se vê, lê e ouve - até porque a mensagem passa por instâncias completamente diferentes até chegar à "compreensão". Há aquele que fala, aquilo que aquele que fala quer dizer, a fala, aquele que ouve, aquilo que aquele que ouve ouviu e aquilo que aquele que ouve entendeu. Sem contar com os possíveis desdobramentos e reverberações que tais disse-me-ouvem podem implicar.

Eis que aqui surge talvez a minha primeira definição de conceito, em se tratando de comunicação nas redes sociais: o SÁBIO. O sábio talvez seja aquele (e pode ser que alguém discorde) que discerne as instâncias e os caminhos pelos quais percorre uma mensagem antes de chegar ao entendimento. Um sábio tem a sensibilidade (gente, estou apenas especulando) de filtrar o pensamento do juízo de valores - dando mais importância ao conteúdo em detrimento da forma.

Acho que já estou 'viajando', pois como já disse, é tarde e o sono me faz variar...

(Continua?)

domingo, 20 de novembro de 2011

Os sábios, os gênios, as pessoas brilhantes e as redes sociais...

Estive pensando durante toda a semanaa respeito das atitudes das pessoas quando a matéria é defender crenças e pontos-de-vista. Quando digo 'pessoas', me incluo no balaio - afinal de contas (infelizmente) ainda não me arranjaram jeito ou maneira de fugir da condição humana. Bem que eu gostaria de pertencer a outra categoria qualquer - sem pretensões ou preocupações existenciais, filosóficas... Seria bom apenas ser e pronto! Ficar pensando a respeito das coisas é muito doloroso tem horas. Mas eu pensava. E de tanto pensar, me enfastiava mais uma vez do ser-humano, de ser humana.

Por exemplo, coisa engraçada demais da conta são as tais 'redes sociais'. Sou resistente, confesso - e ignorante (parcial ou totalmente) das ferramentas que elas disponibilizam. Até porque, das coisas que mais me satisfazem elas me privam: do contato físico e do olho no olho. Apesar de resistente, sou capaz de ceder de vez em quando. E por isso me inscrevi em uma destas, talvez a mais popular entre os meus amigos e conhecidos, pensei: "ah, vá lá, é mais uma forma de manter contato com a turma, com a trupe e enfim, me divertir!" Sim, foi pra isso que me inscrevi: divertimento.Qual não foi a minha surpresa ao perceber a diversidade de foruns que a rede oferece: vira palanque pras mais variadas pautas muito rapidamente e isso me deixa muito intrigada! Preocupada?! Irritada, maior parte das vezes! 

É que, talvez as coisas que mais me irritam tomam proporções especificamente maiores quando expostas num veículo desse nível. Os extremos ficam mais extremos. As opiniões ficam mais opiniões e a parcimônia fica ainda mais refinada. E pra uma pessoa como eu, que faz uso (abusivo, reconheço) da ironia, do humor, às vezes do sarcasmo, um ou outro mal-entendido, uma ou outra rusga ou faísca são inevitáveis! 

E as categorias que dão nome ao post são justamente as palavras que usei recentemente (e ironicamente) para definir quem ultrapassa os limites da 'política de boa vizinhança' , em ambientes virtuais. Elogia-se para se dizer justamente o contrário. Por exemplo, sujeito que reclama de "futilidade", em se tratando de social network fevers, compre urgente uma passagem só de ida para outro planeta porque a configuração social-política-econômica em termos mundiais nos empurra justamente para o abismo do consumo e da futilidade; do hedonismo desenfreado. Há mais, mas não conseguria relatar de maneira sintética aqui! Como deixei recado em meu status, dias atrás: "Quem quiser discutir assunto controverso, que compre uma caixa de Heineken e me faça uma visita!"

(continua?)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Saint sadness

Estive hoje observando o comportamento de um jovem. O mundo para mim é um grande laboratório, como o da clínica onde estagio, em escala maior. A diferença é que não há espelhos falsos separando que observa e quem é observado. Observo atentamente e os outros sabem. Pois então... estive a observar de ontem pra hoje.

É um semblante triste. Uma expressão de dor que ao mesmo tempo repele e atrai. Não posso ajudar em nada. Disse algumas palavras (apenas gracejos), sorri de lado, tapinha nas costas... Acho que está sofrendo por conta de algum desencontro amoroso. Coitado! Essas malditas dores doem mesmo! Eu ri agora... Não por vê-lo sofrendo mas pela ironia do que acabei de pensar e escrever: "dores que doem" - de verdade! Se eu fumasse cigarro, fumaria um em homenagem a ele. Mas nem isso... Nem cigarro nem nada.
Contemplar dor alheia não me incomoda mais. Mais do que resiliente, tenho me tornado insensível a algumas mazelas das quais sofrem os meros mortais (categoria da qual ainda faço parte, infelizmente). Peraí, talvez 'insensível' não seja bem a palavra adequada a empregar em tal situação mas... também não me ocorre outra agora!

Coço a cabeça e a orelha. Olho pra ele se contorcendo de dor e soluçando. É muito estranho ver um marmanjo daquele tamanho chorando por causa de mulher - e implorando. Meu Deus, o guri tá implorando e ela ne dá a mínima! Na verdade também não dou essa importância toda! Já passei por isso algumas vezes e não morri. Muito provável que ele não morra também - não por esta causa mas eu, hein! Que choradeira... "Já chorei assim, também, filhote..." E me passam algumas cenas (da minha própria história pela cabeça). "Para de chorar, cacete! Olha o seu tamanho, FDP!!!"

Que nada, o garoto só chora. Daí eu penso, que se bem canalizada, essa momentânea fossa até que pode ser bem útil. Não foi o carinha lá daquela rede social que levou um toco, criou a tal rede e hoje está megamilionário? Olhaí... É a sua chance! Mas o choro não cessa. Nem vai cessar agora. Essa merda dói demais!
Diacho é que só eu mesma é que vejo oportunidade na desgraça. Beleza na tristeza alheia. Nunca vi gente muito feliz, alegrinha, produzir coisa valorosa. É com o espinho fincado na carne que filhodamãe rebola e se vira. E no mais o moleque é bem bonitão, novo, inteligente e talz... o que vai ter de donzela querendo por no colo pra consolar, vai ser uma festa! Hahaha...

Ah, tá bom, não era pra eu estar rindo dessas coisas! E o que eu estava até agora querendo escrever, não escrevi... É que, penso eu, há algo de sagrado na tristeza. Mais do que na alegria - ou talvez seja a justa medida dela, o outro lado da balança. É que quando vejo alguém muito triste fico pensando que a tristeza dá a profundidade da alegria que você experimenta: a tristeza cava o buraco onde a alegria será plantada depois. Quanto mais profunda então...

É isso (por hoje). Eu acho.

domingo, 13 de novembro de 2011

O riso do anjo - Capítulo II

Tô numa fase meio, assim, sei lá! Hoje me flagrei lembrando do "sorriso angelical" da semana passada. Essa vida atribulada às vezes me tira o prazer de conviver (viver com) as pessoas: assim, de observar bem atentamente, descobrir os pontos fortes, os mistérios,as chatices... Não sei onde vou chegar com essa história toda mas andemos!
 
Entre tantos projetos (paralelos) - o leitor me compreenda: NUNCA tive a oportunidade de me dedicar a um projeto apenas, ou pelo menos um de cada vez, com cronograma e tudo certinho. Ao contrário, é sempre um vendaval que passa por mim lançando tudo pelos ares e eu que me desdobre pra dar conta de tudo - algumas vezes temos a oportunidade de conviver com gente da melhor qualidade!
 
Não desqualificando as outras pessoas mas é que nem sempre a circunstância permite prestar atenção aos detalhes...
 
Pois bem. Numa dessas, lá e cá, tive (absoluta) sorte de realizar um trabalho com criaturas realmente brilhantes. Uma delas, o anjo cujo sorriso me enterneceu. Era ele preocupado com o jeito e a forma - eu preocupada com nada, fazendo piada. Preocupação por si só não resolve a vida de ninguém e ainda faz a gente criar rugas...
 
Era ele me fitando preocupado por trás das lentes, coçando a barba e me perguntado sobre o texto, o relatório, o dia, a hora e tudo mais... e eu pedindo calma e implorando pro tempo não passar tão rápido. Estava tão bom ali! Tudo o que eu menos queria era voltar pra tensão (e pressão) dos últimos dias.
 
Daí que hoje, ao relembrar da semana difícil no trabalho e nos projetos paralelos, me dei conta do que cativou a minha atenção em tal pessoa: era uma leveza de espírito rara pros dias de hoje. Era uma ingenuidade e um riso descontaminado com a malícia deste mundo. Reacendeu a minha fé e esperança no futuro!
 
Eu que há tempos venho ruminando descrença na humanidade, desfrutei de momentos tão simples mas ao mesmo tempo tão especiais em companhia de gente inesquecível!
 
Mas Deus do céu, por que cargas d´água não consigo esquecer aquela risada???

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O riso do anjo e a Lua...



Estive meio que anestesiada hoje. Não sei se foi a semana e a Lua de ontem. Não sei se foi a Lua de ontem e a Lua de hoje mais a semana. Não sei se foi a semana, a Lua e o sorriso de um anjo. Ou se era o sorriso de um anjo mais a semana e a Lua...

Céu claro, noite enluarada ontem. Eu caminhava em direção à minha casa e olhava pro céu - era a Lua. Dia claro, céu parcialmente nublado - hoje: eu caminhava em direção ao meu trabalho e olhava a Lua. Não lembro se era só o fascínio exercido pela Lua ou havia algo mais.

O problema é que me vi parada, olhando aparentemente para nada, minutos atrás - pensando na Lua e no sorriso de anjo, que resgatou a minha parte "alma" da frieza na qual eu andava mergulhada e me trouxe de volta à tona para respirar.

Era isso! O sorriso do anjo tinha o brilho da Lua! E então era por isso também que eu olhava a Lua - e ria, lembrando a risada angelical. Comparo assim aos seres etéreos porque estes se encontram fora da realidade e do alcance das mãos de seres humanos. E eu sinto tanto...

Um sorriso assim não existe em lugar qualquer na face da Terra! Um riso aberto que tira o fôlego e eleva os pés do chão: era música aquele riso! Execução de melodia ainda não captada pela imaginação humana; jamais sentida, jamais composta, nem pelo mais exímio músico...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Duas estrelas a mais...


O Teatro Mágico - Fiz uma canção pra ela
Esta dedico a duas princesas, dois sóis, duas estrelas lindas,
plenas de vida: Larissa e Marcela. A primeira completa um
aninho de vida hoje; a segunda nasceu há apenas 4 dias
e nem sequer a vi (ainda) mas já derreto em amores...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O PALHAÇO


Sábado passado fui ao cinema com uma amiga de longa data. Quem conhece, sabe que não sou cinéfila - só vou ao cinema quando uma expectativa grande me move: a de ser surpreendida! E em matéria de filmes, convenhamos, as produções de circuito comercial são absolutamente previsíveis. Daí você junta uma alma sedenta de novidade com um cérebro que fuciona de maneira atípica (esta que vos escreve sofre de déficit de atenção com hiperatividade), o resultado é que assistir a um filme pode se tornar um tédio ou uma tortura - quem sabe a combinação dos dois, o que é um tanto pior.

E tem mais: desde criança consumi o lixo cinematográfico despejado pelos estúdios hollywoodianos, com o american way of life, american way of being, american way of thinking, american way of... Minha paciência não está mais pra essas coisas.

Assistir às películas em casa... bem, eu frequento pouco a TV da sala. Pra dizer a verdade, quase nunca. Assisto agora com alguma regularidade, indicações confiáveis, no notebook que ganhei de presente recentemente. E só. Não sinto falta nem inveja de quem está sempre atualizado em assuntos da telona.

Por outro lado, tenho ideias meio, digamos... obsessivas de vez em quando: simplesmente quando coloco alguma coisa na cabeça, é ruim de tirar! E O PALHAÇO foi assim: coloquei na cabeça que tinha que ver a estreia de qualquer jeito - e fui.

É um filme ingênuo e despretensioso (considerar a opinião leiga). É dramático e ao mesmo tempo cômico. Ah, sim! Conta com a atuação brilhante de gente muito boa, como a aparição hilária do Moacir Franco, no papel de um delegado de aparência e atitudes nada convencionais... É o tipo de filme que eu gostaria de produzir: meio romântico, meio retrô - me lembrou um pouco os filmes dos Trapalhões que assisti quando criança.

Mas o que mais me chamou a atenção mesmo foi a própria trajetória do mocinho, o Benjamin: de alguma forma eu me vi nele: identificação instantânea com as angústias do palhaço que faz todo mundo rir mas lá no fundo se pergunta: "mas quem é que vai me fazer rir?".

Saí da sala escura um pouco mais leve - em dias tão difíceis. A mensagem do filme mexeu comigo e diminuiu a sensação de solidão.

"Gato bebe leite,
rato come queijo
e eu... sou palhaço" 
=)

domingo, 30 de outubro de 2011

Reticências

Não sei como começar o texto. Falar verdade não sei se vai virar texto ou permanecerá no esboço. Na minha cabeça agora não passam pensamentos: são só ruídos. Pergunto-me para onde foram as minhas forças. Não sei, não há resposta. Já disse certa vez mas repito: o cansaço mina a minha alegria de viver. O excesso de vozes, de compromissos, de pedidos, de afazeres, de barulho, de demandas... Ai meu Deus, que agonia! Tá certo que não há como dar à luz sem sentir as dores do parto mas confesso que tá doendo mais do que deveria. Talvez mais do que eu posso suportar.

Quem lê não interprete como lamentação ou coisa do tipo. O que quero registrar é uma sensação apenas. Sensação de ter as forças sugadas. Já senti outras vezes. Me conheço bem e sei que médico não resolve esse tal dilema tão meu. Desculpe a pontuação (ou falta dela) - apreendi tal vício lendo poemas de Manoel de Barros. SInto-me muito à vontade para burlar a frieza e a rigidez da Gramática, pelo menos aqui, neste espaço que ainda é muito meu (e muito eu)! 


(...)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

...


domingo, 23 de outubro de 2011

O silêncio e as zero-horas

Parece que somente os velhos conseguem
ficar sentados desse jeito - um do lado do outro
sem nada dizer, e ainda assim se sentirem contentes.
Os jovens, irrequietos e impacientes
têm sempre que quebrar o silêncio.
É um desperdício, porque o silêncio é puro.
O silêncio é sagrado.
Ele aproxima as pessoas,
porque só quem se sente confortável ao lado de uma pessoa
pode ficar sentado sem falar. Esse é o grande paradoxo.

O trecho é de um romance cuja leitura terminei horas atrás. Terminei e fui ver o filme porque é desses romances ultramegavendidos que viram roteiro de filme depois. E que filme ruim. E que romance ruim! Não sei se eu é que ando extremamente exigente (a maturidade vai conferindo características que a gente talvez não se dê conta, como por exemplo, um nível de exigência muito alto com relação a tudo) ou se as coisas desta vida é que estão niveladas rasteiramente. Talvez seja outra coisa, eu não sei.

O fato é que li o livro entre uma e outra cochilada nos coletivos. Terminei hoje depois de um dia atípico. Muito frio em Brasília e tem sido uma batalha dura a travar para conseguir abandonar o aconchego da cama quentinha! Mas levantei com frio e fui pra clínica (estou fazendo estágio). Como os pacientes não apareceram, voltei mais cedo e desabei na cama logo quando cheguei pra acordar só às 17h. "Almocei" e li. Depois fui assistir o filme.

Filme ruim: pior que o livro. Penso: "Não sei como é que essas porcarias vendem tanto!" - E volto ao meu raciocínio anterior: é tudo uma questão de exigência - eu é que sou (exigente) demais... Ou não! Bom, deixa pra lá.

De qualquer forma, não vou contar o nome do romance mas deixo o trecho do livro que me chamou a atenção. É a pequena parte que fez a leitura valer à pena. Fiquei com este trecho martelando na memória. E como dormi a tarde inteira, é bem provável que fique acordada boa parte da madrugada pensando no trecho do livro e em outras coisas...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Bateria fraca

Cansaço é como traça que corroi os ânimos. Encurva as costas, desfalece, encurta a paciência, amarga o humor. Cansaço é olhar a mesa farta das mais finas iguarias e permanecer sentado com o olhar distante, não-desejoso de tocar em nada, de provar dos aromas e sabores. Cansaço é o assasinato da vontade, dos desejos, dos prazeres e das imaginações.
Pouca coisa me tira o brilho dos olhos nessa vida: uma destas se chama cansaço.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pseudoquebra de jejum (ou não)

"Ele: Talento demanda tempo!

Eu: Não não! Só sucumbe ao tempo quem não tem talento!"

Conversinha fiada entre uma tribulação e outra; aqui entenda-se tribulação como desafio acrescentado a outro desafio - nem bem você derruba um gigante logo se levanta outro chamando pra briga. Pena desconhecer a vida de outra maneira, pra saber se prefiro assim ou do outro jeito.

É isso: a minha vida é ilógica e eu gosto (muito) dela do jeito que é (nem sempre do jeito que está).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Minha vida é assim


Um contínuo movimento sístole-diástole...
É como se os meus passos seguissem o compasso
das batidas do meu coração: enquanto os ouço,
sei que ele bate, sinto que (ainda) estou viva.
Ainda estou viva!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Esse guri é dos meus!


Eu no YouTube!!!

Ui, que eu fiquei empolgada quando a professora Virgínia me encomendou uns vídeos com modelos básicos de fantoches!!! Daí que eu gravei e postei pro projeto da escola mas não
resisti: tive que colocar aqui também...
Hehe... é só o primeiro!
Espero que gostem.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Hoje vamos de Alanis...


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Luto



É estranho quando é uma pessoa próxima, muito querida, que aparece no noticiário da TV. É um choque pensar nas circunstâncias trágicas que levaram um cara assim tão jovem, tão cedo e de maneira tão bruta. Hoje as minhas ideias variaram durante todo  o dia. Era uma sensação ruim que não passava, um suspiro de alívio engasgado que não vai sair.

Tá certo que é preciso seguir em frente, que é algo a ser encarado como natural mas não tive como evitar a indignação (e a resignação) de ver acontecer o que hoje é tão comum, tão corriqueiro mas que não entra na minha cabeça: a violência levou um amigo e a mim não interessa das mãos de quem saíram os disparos. Somos todos vítimas: o que matou, o que morreu e os que ficaram pra contar a história.

E o que me varreu as ideias durante todo o dia culminaram com o desabafo ao final do expediente de trabalho: eu estou cansada; cansada de nadar contra a maré, cansada de tentar ser melhor no meio de uma geração perversa, cansada de tentar mudar o curso das vidas, dos destinos, das histórias... O que aconteceu hoje corroeu um pouquinho da minha esperança.

Mas vai passar... sempre passa. Ou não.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Às vezes é preciso...

... Fechar os olhos para ver melhor algumas coisas.

domingo, 25 de setembro de 2011

Tudo vale a pena...

Acordei agora há pouco. Havia muito a fazer mas me rendi ao cansaço acumulado, ao sono e ao mormaço de um dia quente de primavera. Dormi o sono tranquilo de quem conseguiu cumprir uma missão. Quando abri os olhos horas depois, bem lentamente fui relembrando as horas intensas dos dias que se passaram sem pedir licença: muita, muita coisa... Que acabou desaguando em lágrimas em um momento especial e único (...). 

"É muito bom ver as coisas (finalmente) dando certo" - foi o que eu disse ao amigo mais chegado que um irmão. Na verdade, esse amigo reapareceu na minha vida exatamente na hora em que a minha relação com o meu irmão (de sangue e sobrenome) andava estremecida. Me supriu a falta do "brother". Hoje vejo as coisas caminhando e a alegria dele é um pouco minha também! Nada como ver alguém que batalha tanto chegando lá... A glória da chegada faz a caminhada dura valer a pena. 

Eu posso dizer de lugar privilegiado: nada (ênfase!) vem fácil pra minha mão; tudo é sofrido, tudo é suado... tem que correr e caminhar muito, alternadamente pra chegar. Mas vale a pena. Tudo vale a pena.

Era eu pensando nessas coisas e lembrando da Clésia. A ela eu dedico a música e a certeza de que não há dificuldade que um dia não ceda, pra dar espaço a dias de refrigério... Sem mais.

Livres para adorar - Valer a pena

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

"Eu só não te convido pra dançar..."


Êêêeee, setembrozinho bão!!!
Marisa Monte fala tudo por mim hoje...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Trilha do dia!



* Vivo perigosamente... hehe.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tipo o céu, tipo o paraíso...

Pra começar o dia!!!

domingo, 18 de setembro de 2011

"Lágrimas e Tormentos"



Lágrimas e tormentos
Quantas desilusões
Foram tantos sofrimentos
E decepções
Mas um dia o destino
A tudo modificou
Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou

E hoje a minha vida 
É um carrosel de alegrias
E como se não bastasse
Estou amando de verdade
Me perdoa se eu
Me excedo em minha euforia
Mas é que agora sei
O que é felicidade.

Canta, Marisa Monte!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

...setembro, se bem lembro.


Tava aqui descobrindo que a felicidade é uma coisinha à toa mesmo: a gente só se apercebe dela quando não se está prestando atenção...

 "A árvore do amor está carregada
e os frutos madurinhos..."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Por Eduardo Pavlovsky*

A maioria de nós está submerso em um transe hipnótico que remonta aos primeiros anos. Permancemos nesse estado até que de repente despertamos, e descobrimos que nunca vivemos ou que vivemos induzidos por outros que, por sua vez foram induzidos por outros. A ideologia é subterrânea. Tudo é como um profundo mal-entendido. Se despertamos de repente, ficamos loucos. Se despertamos pouco a pouco, nos tornamos inevitavelmente revolucionários em algumas de suas múltiplas formas, e então, tentamos modificar destinos. Se não despertamos nunca, somo gente normal e não prejudicamos ninguém.

* E. Pavlosky, Lo grupal 2, Búsqueda, Buenos Aires.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Obedeço à desordem

Meu defeito talvez seja mesmo ser tão distraída e achar tudo normal, tudo tranquilo, viver tão despreocupadamente, etc, etc... Já disse certa vez: não alimento paranoia - nem minha nem alheia. Habilidade aperfeiçoada desde tantos tempos, não me estresso nem me descabelo por nada, por nada não...

Que me socorra Manoel de Barros, que com sua maneira pouco convencional de dizer as coisas acaba dizendo tão bem-dito que traduz aquilo que a gente quer dizer e não emprega palavra que valha!

E antes que eu escreva um punhado sem lógica, devo noticiar que ganhei um presente grego logo cedo, quando, pela manhã chegava ao trabalho e simultaneamente fechavámos a porta do carro eu e minha colega: bati primeiro e o dedão ficou pra nem um segundo depois ser esmagado entre as duas portas - traseira e dianteira. Demais explicações são desnecessárias...

Prova de que quando as coisas estão indo bem demais, o perigo iminente de acontecer algo substancialmente ruim é real... Mentira, eu não acredito nisso! Hahahahaha...

No que eu acredito mesmo é que num ano tão produtivo e tão marcante (como 2011 está sendo), perder tempo com pequenos contratempos é um grande desperdício! E toca a vida pra frente com garra, com graça, que as coisas não estão fáceis mas nem por isso estão perdidas...

E deixa o incomum, o excêntrico acontecer porque eles sempre estiveram aqui mas eu nunca-nunca havia dado a devida importância a eles. Segue firme a (minha) Renascença!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pra não deixar passar em branco

Sou eu aqui pensando nas correrias do dia-a-dia, refletindo sobre as coisas que ou nos acontecem ou fazemos acontecer. 

Uma coisa preocupante é como anda o clima (ºC) aqui em Brasília. O calor aliado à secura por vezes faz a gente variar as ideias. Meus miolos andam literalmente "fritando". Você que é de fora meu caro, não sabe o que é ver um termômetro marcar 36ºC com a umidade abaixo de 18%. É desesperador!

Eu que nasci e me criei aqui, sempre me considerei muito resistente ao rigor do invernodo Planalto Central. Este ano, devo confessar, está difícil suportar... E pra tristeza geral dos habitantes do DF, previsão de chuva só para daqui a um mês! A pergunta é: será que eu sobrevivo - sem sequelas - até lá?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vida sem jeito (?)

Tava aqui pensando...

Esses dias uma amiga muito querida me cutucou no chat. Faz tempo que não a vejo, nosso contato tem sido somente virtual.

Amenidades e tal, lá pelas tantas ela me atira essa pérola: "vamos lá, garota! tá na hora de dar um jeito nessa vida, urgente!"

"Dar um jeito nessa vida"??? Uai, mas quem foi que falou pra ela que a minha vida tá sem jeito?!

Eu bem que mereço essas coisas...

Minha vida tá sem jeito não! Alíás, pensando bem, a minha vida tá boa até demais. Digamos que eu "saí da Idade das Trevas" e entrei na "Renascença"!

É isso. Sem mais.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sobre as baratas...

Terminei de ler Cem anos de solidão recentemente...


(... ) "Essa era a sua vida dois anos antes que Gastón começasse a esperar o aeroplano 
e continuava sendo igual na tarde em que foi à livraria do sábio catalão e se encontrou com 
quatro rapazes desbocados, encarniçados numa discussão sobre os métodos de matar
baratas na Idade Média. 
O velho livreiro, conhecendo a estima de Aureliano por livros que só Beda, o
Venerável, tinha lido, insistiu com uma certa malignidade paternal para que ele fosse o
árbitro da controvérsia e este nem sequer tomou fôlego para explicar que as baratas, o
inseto voador mais antigo sobre a terra, já era a vítima favorita das chineladas do
Antigo Testamento, mas que como espécie era definitivamente refratária a qualquer
método de extermínio, desde as rodelas de tomate com bórax até a farinha com açúcar,
pois as suas mil seiscentas e três variedades tinham resistido à mais remota, tenaz e
desapiedada perseguição que o homem jamais empreendera, desde as suas origens,
contra qualquer ser vivente, inclusive o próprio homem, ao extremo de que assim
como se atribuía ao gênero humano um instinto de reprodução, devia-se atribuir a ele
também outro, mais definido e premente, que era o instinto de matar baratas, e que se
estas tinham conseguido escapar à ferocidade humana era porque tinham se refugiado
nas trevas, onde se fizeram invulneráveis pelo medo congênito do homem à escuridão,
mas em compensação tornaram-se susceptíveis ao brilho do meio-dia, de modo que na
Idade Média, na atualidade e pelos séculos dos séculos, o único método eficaz para
matar baratas era o deslumbramento solar" (...)

Gabriel García Márquez

domingo, 4 de setembro de 2011

Bobagem


"Até que ponto é preciso ser inteligente para ser boba?

Os outros disseram-lhe que era boba. E ela se fez
de boba para não ver até que ponto
os outros eram bobos ao imaginá-la boba,
porque não ficava bem pensar que eram bobos.
Preferia ser boba e boa,
a ser má e inteligente.


É ruim ser boba: ela precisa ser inteligente para ser tão boba.
É ruim ser boba, porque isto demonstra
até que ponto os demais foram bobos
quando lhe disseram que era muito boba".

(R. Laing)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Quando entra setembro...



"A lição sabemos de cor;
só nos resta aprender..."

Esse mês não vai ser igual a aquele que passou... Ôôôô... oh, que passou...

Setembro entrou de sola, cheio de emoções fortes. Não é que os dias que passei ausente daqui não tivesse assunto pra escrever, não é isso. Mas eu sofro de um cansaço crônico; e  conversava com as crianças hoje pela manhã justamente sobre o que são problemas crônicos: aqueles que vêm, você luta para solucionar, eles passam mas daqui a um pouco cá estão novamente, perturbando e tirando o seu sono. Vale para questões de saúde física  e também para situações práticas, cotidianas. Pois é, meu cansaço é crônico! Gasto e desgasto as forças que tenho nas mais variadas atividades. Daqui a pouco uma pane vem e lança tudo pelos ares. Em seguida, dias de exaustão, de dormir muitas horas do dia (quando posso) e da vontade de não fazer coisa nenhuma. Recuperar as energias pra justamente entrar na rotina desembestada de novo; não sei ser comedida, equilibradazinha... Só sei ser assim, extrema - o que não me agrada nem um pouco.

Tenho passado horas lendo, planejando, escrevendo, produzindo... além das atividades normais. É um acréscimos compensador: meu amigo Santiago sempre me aconselhava a parar de dar murro em ponta de faca e investir nas coisas que eu sei que dão certo! Pois é... Eu que gosto tanto do Santiago e nem tanto de receber conselhos, perdi o Santiago (de vista, pois ele mora fora do Brasil agora) mas fiquei com os conselhos dele martelando as minhas ideias a cada passo dado. Bem que ele podia ter ficado e parado de me dar conselhos; me faz muita falta! Aliás, sou um ser fadado a viver a ausência: das pessoas e das coisas que já não são e das que ainda não são. Minha mente, vontade e emoções são verdadeiras taças de nostalgia. Viver ausência é coisa muito triste.

Despedida dolorida essa semana. Um abraço, conter as lágrimas e olhar no relógio. Eu lembro do pedacinho da flanela xadrez que ainda consegui ver antes da voz embargar e a visão embaçar. Não consegui dizer nada mas ouvi quando ela disse: "Eu volto". Saudade é fruta doce-amarga. Dei as costas e conferi as horas; tinha ainda quinze minutos pra chorar um pouco. E chorei.


Meu coração - Arnaldo Antunes

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Rubem Alves, abrindo os posts de setembro

"Quem acredita no céu pode dormir melhor e quem
confia na providência divina tem menos enfartes do
miocárdio. O destino daqueles cujos corpos se libertaram do
ópio religioso parece ser uma nova dependência, agora
secular e legitimada pela ciência, nos sacramentos da
bioquímica e nos sacerdotes do inconsciente: o corpo não
perdoa".
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Bem-aventurados...

... os que lutam pela paz: serão chamados Filhos de Deus."

* Medalha do pacificador, que o meu pai recebeu hoje.

domingo, 21 de agosto de 2011

Horas poucas e escritas poucas (2)


Pensamento: mode ON
Escrita: mode OFF

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre nada e coisa nenhuma

Dizem que não se pode criar alguma coisa a partir do nada. Esses dias eu li algo a respeito, um famoso-conhecido-sabichão-não-sei-das-quantas rebatia os já desgastados e muito desinteressantes argumentos dos ateus sobre a não-existência de (um) Deus(?), que por sua vez, rebatiam a não-crença na existência (de Deus) - que mais parecem, às vezes, birra de criança: "não, mamãe, eu não quero calçar a sandália" ou coisas do tipo. Não faz muita diferença. Se Deus existe, talvez não se importe tanto com o que os seres humanos pensam sobre Ele; se não existe, também não faz o menor sentido tanta confusão porque afinal... ah, deixa pra lá! O que quero deixar registrado é que dizem que do nada não pode  sair coisa nenhuma.

É isso.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cotidianeiras

Passou a nuvem negra. Meu humor muda conforme as fases da Lua eu acho. O fato é que mudou e o que pensei que pudesse piorar não piorou, uma boa noite de sono ajudou e o resultado foi um dia traquilo, longe de toda tribulação (dentro e fora de mim) que quase me derrubou horas atrás.

Difícil conter alguns impulsos nessa vida! Impossível conter as mudanças que vão ocorrendo na vida mesmo que não se dê conta. Complicado administrar as consequencias das escolhas que fizemos há um dia, uma hora ou minutos atrás. Que o tempo não pára não é novidade mas tem hora que a gente é que pára e o tempo segue reto, sem dó nem piedade. Passou... foi... ficamos.

***

Ontem fiz uma brincadeira com um guri. Nem notei que ele não tinha gostado mas fui atrás pedir desculpas. Aliás, coisa mais retrô essa de pedir desculpas, né? Só eu, de vez em quando tenho essas práticas ultrapassadas e malvistas pelas populações mais jovens e megacapacitadassemideuses da era da Informática... Descobri que fiz mal em brincar - mais ainda em me desculpar. Não fui aceita! Enquanto eu tentava explicar que foi um engano, que fiz uma piada (putz, e que piadinha mais inocente).

Aqui eu abro um parêntese. Eu faço piadas toscas, sarcásticas, muitas vezes maldosas... é uma habilidade que não pedi para ter mas tenho - por isso muitas vezes me pego em saias justíssimas por falar o que não devia para quem não devia. Para quem me conhece, é uma oportunidade ímpar de exercitar a capacidade de pensar. Piada é piada; joke is joke - não mais que isso. Se eu quiser mesmo irritar alguém, sei que consigo mas não acho que tenha algum proveito; não sou masoquista, não provoco pra não ter que arcar com a fúria  de ninguém ofendido. Fecha parêntese.

Não fiz por mal (a brincadeira). Tão idiota que nem vale a narrativa, nem o estresse e as patadas que levei. Hoje sei mais uma vez, por convicção apreendida empiricamente que o melhor (em muitas situações) é permanecer em silêncio. Fechar a boca pode ser um gesto raro.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Da metade do ano pra lá

Paciência encurtou deveras. Tava aqui pensando. São dias estranhos, com pessoas estranhas (ou será que eu é que sou meio estranha?). Não sei ao certo mas posso garantir que alguma coisa de errada acontece nos canais de comunicação ao meu redor. É o fio da navalha.

Estou em desencanto com a humanidade; aliás, já tem é tempo... Esses dias comentei com uma colega de trabalho superquerida: "sou da turma dos que esperam a volta de Cristo - tem dias em que olho pro céu e peço pra Ele se apressar porque a vida aqui na Terra insuportável cada vez mais..."

É isso, um saco cheio aqui um cadinho a menos de paciência ali. Sei lá se é o calor-frio do inverno no Centro-Oeste, os hormônios ou é uma espécie de mau-humor crônico que me atacou de tempos pra cá mas confesso que o silêncio é o melhor que posso oferecer (por hora) aos que me cercam.

Talvez seja saudade da mana. É, é um pouco isso misturado com outras (tantas) coisas, tipo umas metas que tenho a alcançar que me consomem a cada dia.

O meu veneno sou eu mesma, com as minhas ideias - temperados com um terço de perfeccionismo irritante com dois terços de calculismo. As coisas que eu quero viram monstros que me devoram noite e dia. Nem sono nem descanso até chegar, até estar.

Arre!!! Desse jeito nem eu mesma me suporto!

sábado, 30 de julho de 2011

"Longe"

Não sai da lista de reprodução; repete sempre como as demais músicas do CD do Marcelo Jeneci, descoberto recentemente. "Tão longe...": ilustração quase perfeita do estado de espírito (meu). Sem motivo nem razão. Longe e sem hora nem vontade pra voltar.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Horas loucas e escritas poucas...


Andei triste esses dias. Aliás, não sei bem definir o estado que me abateu: não era tristeza, era uma desvontade das coisas eu acho. Não era falta nem excesso de nada. Passei quinze dias (de férias) planejados meticulosamente para serem desfrutados "assim e assim" mas o que aconteceu não foi nada como imaginado - dormi, dormi, dormi, dormi por toda uma vida - prova mais uma vez de que planejar não dá muito certo (não para mim)... "Lá vem você com essas conversas..." - disse uma amiga, por telefone, agora há pouco enquanto eu narrava alguns acontecimentos. Quem está de fora não compreende muito bem o processo; uma coisa eu garanto: o dia em que alguma coisa normal acontecer (normalmente) por aqui vou estranhar (e desconfiar) muito!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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