domingo, 30 de janeiro de 2011

Confesso: eu furei o seu olho!


Tá, tá bom eu sei que não é o melhor momento pra fazer uma revelação dessa importância mas vou contar mesmo assim: furei o seu olho! Lembra da festa junina da escola, quando a gente tinha uns 17 anos? Pois é, era o nosso último ano no colégio, adrenalina a mil, muitas amizades e intrigas rolando, hormônios a todo o vapor e algumas latinhas de cerveja (que não são desculpa, pelamordeDeus, eu não quero me justificar, apenas confessar)... Aquele namorado seu era um negócio, né, minha santa?! Loiro né? Altão... jogador de basqute, não era? E tinha olhos verdes (ou eram azuis)? Pôxa... Era o sonho de consumo de dez entre dez meninas daquela escola. Mas você era monopolista e eu não achava isso justo! Imagina só uma riqueza daquela concentrada, limitada às suas mãos... não poderia ser! E eu tava por lá observando o movimento. Vocês brigaram naquela noite. E eu olhando de longe. Ah, a porção abutre em mim falou mais alto! Vi quando você foi embora (chorando). Fiquei triste - sério mesmo, nós sempre fomos muito amigas... O quê?! É verdade, ora bolas! Não me olha agora com esse olhar censurador, já que se foram uns quinze anos e eu sempre quis te contar mas nunca tive oportunidade. Toda vez que a gente se falava era: "Desculpa mas eu tô ocupada". Disso aí você nem pode me culpar pois eu até que tentei... Então, você foi embora e eu fiquei, quer dizer "nós ficamos", quer dizer... Ah, deu pra entender, né? Mas eu que tomei a iniciativa viu? Foi ele não! Tava lá tristinho no canto, conversando com aquele amigo dele, o... ah, 'cê sabe de quem eu tô falando! Ele tinha um apelido engraçado, era... era... Bom, não interessa o apelido do amigo. O fato é que eu furei o seu olho, beijei o seu (quase)ex-namorado(na época) e voltei pra casa feliz da vida. A ficha só caiu na segunda-feira quando você resolveu desabafar comigo (amiga que éramos) e contou sobre a crise no relacionamento, sobre a briga - e chorou no meu ombro. Eu bem quis falar no dia mas fiquei com pena. Situação chata! E veio o fim do namoro. Pois é... eu e ele nunca mais tivemos coisa alguma. Nós duas continuamos amigas - isso até o fim do ano, depois cada uma tomou o seu rumo. Pra mim estaria tudo normal se vezenquando eu não sofresse com uma crisezinha de consciência: "Poxa, furei o olho dela..." E olha a que ponto eu cheguei, de tanta necessidade de confessar essa mácula - publicar aqui no blog a minha culpa: sim, por mais que doa (ou não) eu furei o seu olho! E é isso. Sem mais.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Amar a vida não é traição"


Muito bom som!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


A Fine Frenzy - Come On, Come Out

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"Eu ando pelo mundo..."




Minhas fontes de inspiração preferidas: a raiva e as belas paisagens. Minha melhor conselheira: (a minha) intuição. Eu tenho visto, vivido e sentido muito muitas coisas e talvez por isso a produção intelectual (mesmo em fase de emburrecimento) tem sido farta. Esses dias, conversava com uma pessoa muitíssimo especial e citava uma outra pessoa também absolutamente extraordinária. Eu contava da minha amizade com essa mulher que tive o imenso prazer de conhecer ano passado, em uma das minhas viagens ao Sul. Eu (bem)dizia que ela, tempos atrás arrancara considerável montante da playboyzada indolente, fazendo monografias, TCCs e afins enquanto a moçada tinha que poupar massa cinzenta para azaração, xavecação, pegação, etc, etc... Ela, eu contava, me lavou a alma e limpou a consciência da convivência em um meio social que privilegia a forma em detrimento do conteúdo (trocando em miúdos, eu acho que por causa de gente assim - que ainda existe, a despeito da maré contrária - que eu não desanimo). Ela é voto contrário à ditadura dos "peitos" e "bundas". Deixe-me explicar que eu não tenho nada contra "os peitos e as bundas" de quaisquer que sejam! Muito pelo contrário, aprecio as formas femininas com todas as curvas e saliências - apesar de preferir as formas menos "a la Niemeyer" dos rapazes... Corpo de mulher é interessante mas de homem é muito mais ao meu ver. Digo isso com a ênfase de quem é 101% hetero (confirmo e reafirmo a minha preferência depois de uma mulher louca e bêbada ter apalpado os meus peitos após eu ter me negado a dançar com ela em uma balada - sem detalhes por hoje, essa é uma história pra se contar pessoalmente)... Voltando ao assunto inicial, essa mulher de quem falei disse-me certa vez que o "Universo conspira". Eu duvidei (como duvido e desconfio da maioria das coisas que vejo, que ouço a cada dia). A porção São Tomé em mim maioria das vezes fala mais alto. Hoje vejo sinais da tal conspiração; ontem mesmo lia sobre - e não me pergunte onde e nem quem... tenho lido tanta coisa mas prestado tão pouca atenção... Também me recordo de ter ouvido de alguém, a certa altura me dizer que quando algumas coisas se repetem na nossa vida é preciso prestar atenção - talvez seja preciso perceber ou compreender algo (importante)... É isso, entre outras coisas. Fiquei feliz e empolgada hoje! Consegui encarar um "gigante" que me perturbava há meses, uma situação que eu precisava mas morria de medo de encarar. Era o medo que fazia a situação toda ficar (aparentemente) grande, a barreira intransponível. Eu fui lé e tomei a atitude. Pronto, acabou. Ficou a sensação de alívio e uma alegria ímpar... Pra terminar, ontem eu saí pra ver o céu e o sol com duas companhias impagáveis! Passeamos, rimos, conversamos e tiramos fotos; daí a foto da Torre de TV, acima, com o céu maravilhoso de Brasília por pano de fundo. Falta(va) uma música legal pra coroar o post e marcar o dia. Escolhi Happy, de Square Heads... Uhuuu!!! Aumenta o som ...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Do "Livro do desassossego"

"Amiga, comprei um livro!" - eu disse. "Qual?" - foi a vez dela. "O livro do desassossego!" - respondi meio empolgada meio ofegante, tinha acabado de sair da livraria e precisava dividir a novidade com alguém... "Ai meu Deus! Fernando Pessoa de novo..." Não compreendi muito bem o espanto. Era um livrinho normal que eu vinha namorando há um bom tempo e como todo namoro que se preza, ou acaba ou acaba em casamento... Levei pra casa sem medo do divórcio. Eu e o Fernando (Pessoa) nos entendemos muito bem. No Livro do desassossego mais ainda, pois aquele amontoado de anotações sem muita lógica, coerência são dessas coisas que costumam brotar da minha pena quando noa auges da inspiração...
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Tava aqui folheando hoje... Compartilho o que li e ri. Parece que fui eu quem escreveu.
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126.
Tenho grandes estagnações. Não é que, como toda gente, esteja dias dobre dias
para responder num portal à carta urgente que me escreveram. Não é que, como
ninguém, adie indefinidamente o fácil que me é útil, ou o útil que me é agradável.
Há mais subtileza na minha desinteligência comigo. Estagno na mesma alma.
 Dá-se em mim uma suspensão da vontade, da emoção, do pensamento, e esta
suspensão dura magnos dias; só a vida vegetativa da alma - a palavra, o gesto,
o hábito - me exprimem eu para os outros, e, através deles, para mim.
Nesses períodos de sombra, sou incapaz de pensar, de sentir, de querer.
Não sei escrever mais que algarismos, ou riscos. Não sinto, e a morte de quem
amasse fer-me-ia a impressão de tre sido realizada numa língua estrangeira. Não
posso; é como se dormisse e os meus gestos, as minhas palavras, os meus actos 
certos, não fossem mais que uma respiração periférica, instinto ritmico de um
organismo qualquer. Assim se passam dias sobre dias, nem sei dizer
quanto da minha vida, se somasse, se não haveria passado assim.
Às vezes, ocorre-me que, quando dispo esta paregem de mim,
talvez não esteja na nudez que suponho, e haja ainda vestes impalpáveis
a cobrir a eterna ausência da minha alma verdadeira; ocorre-me que pensar, sentir,
querer também podem ser estagnações, perante um mais íntimo pensar, um sentir
mais meu, uma vontade perdida algures no labirinto do que realmente sou.
Seja como for deiso que seja. E ao deus, ou aos deuses, que haja, largo da mão o 
que sou, conforme a sorte manda e o acaso faz, fiel a um compromisso esquecido.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Simples assim...


The Cure - Friday I'm In Love
Enviado por manon42. - Veja mais vídeos de música, em HD!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Vai passar

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Peço parênteses


Nem tudo são flores lilases, borboletas azuis e arcos-íris no mundo Zion. Amanheci como anoiteci ontem: preocupada. Pra início de conversa tenho que fazer uma colocação que os que me conhecem já sabem de cor e salteado: "preocupação não é comigo"! É uma ocupação que "vem antes" e é, por isso (ao meu ver) inútil por natureza se "ocupar antes de algo que ainda nem chegou"... Geralmente são as coisas ruins que nos preocupam. Nunca ouvi ninguém dizer que está pré-ocupado com alguma coisa boa que está por vir - são justamente os maus presságios que nos põem em estado de alerta vermelho. Dia desses, repeti várias vezes para grupos diferentes de pessoas que "nunca vi preocupação evitar algum acidente ou tragédia". Isso é bem verdade! O simples fato de preocupar-se com algo não é de grande valia. Sei disso tudo mas sei ainda mais que é muito fácil tentar aplacar as preocupações e temores alheios com clichês desse tipo do que lidar com os nossos próprios temores e preocupações. Aqui estou: a mesma que afugentava com bravura o temor dos que ao meu redor se contorciam em dores e temores, agora trêmula e temorosa com relação a acontecimentos (por vir) com os quais acredito ter a menor estrutura para lidar (e resolver, pois pedem uma re-solução).
Em meio às atividades programadas para o dia, as conversações corriqueiras, as olhadelas nos noticiários a minha mente vagava em busca da possibilidade de aquietar o que num relance se desequilibrou dentro de mim: estive pensando em como casa ser humano de repente pode deparar-se com "infernos pessoais", circunstâncias que de tão avassaladoras tiram a capacidade de raciocinar, de olhar adiante e enxergar uma solução... Tem coisa na vida da gente que de repente chega e rouba a esperança, rouba o brilho das coisas. Me senti assim hoje: meio desesperançada, meio sem chão - assim atravessei o dia... Observando as cenas das tragédias que preenchem os telejornais e pensando nas intempéries da vida: nas que destroem por dentro e nas que destroem por fora, nas físicas e nas emocionais. Nos dramas que abatem o ânimo sem pedir licença e interrompem o que estava indo tão bem...
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Mas deixa estar: hoje um dia; amanhã, outro.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A questão é...

"DIPROMA DE POETA" - SÉRGIO VAZ
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Povo lindo, povo inteligente, como a poesia não pode parar nesta sexta-feira fui promover um sarau com a turma do EJA Modular na Escola Aracy, em Taboão da Serra, numa parceria com a Secretaria de Educação, e intitulada "Caminhos poéticos da educação". E que vem se juntar com os saraus nas escolas que faço às terças-feiras.
Fico muito feliz quando vou falar de poesia para esses alunos, primeiro porque acho que voltar a estudar depois de tanto tempo longe da escola exige muita coragem, além de muita humildade e disposição. Porque se a gente analisar friamente é muito mais fácil ficar em casa assistindo novela, jogando baralho no bar, ou simplesmente vendo o tempo passar. E o tempo passa. Mesmo se você, ou eu, escrevê-lo com "N" ou com "M".
Dizem que para ser alguém na vida é preciso ter um, ou vários diplomas, coisa que não concordo muito, lógico que não sou louco de ser contra o canudo e acho que todo mundo na periferia devia ter condições de estudar em uma universidade para conseguir um, e sei que é fundamental a gente ir mais além do que o ensino médio, mas para ser alguém na vida de verdade a gente devia conquistar também o conhecimento. E se ele vier acompanhado de um diploma então...
Diploma tem a ver com estudar para as provas e conhecimento com estudar para a vida, e não termina nunca. Por isso acho que os dois deveriam vir juntos, assim quando a gente se sentasse numa roda para trocar idéias, e não fatos, a gente não falaria só das nossas profissões. Não existe nada mais chato do que um profissional, seja de qualquer área, exercendo sua profissão na mesa de bar.
Conheço poeta que não lê, jornalista que não gosta de notícia, professores que não estudam justamente porque acham que se formaram, como se sabedoria se medisse por grau, ou degrau.
Ninguém sente saudade do histórico escolar, mas das histórias dos tempos de escola, da faculdade, do recreio, dos professores, dos amigos, do aroma indescritível da infância e da adolescência. Só por isso, já vale muito a pena estudar.
Um senhora uma vez me disse, com um sorriso e uma dignidade divina estampada no rosto, que tinha voltado a estudar porque não queria morrer sem saber ler nem escrever, pois tinha medo de chegar no céu e não conseguir ler as placas que indicavam o caminho a Jesus.
Na época não disse nada, mas pensei, que se alguém quisesse encontrar algum tipo de deus, qualquer um, devia segui-la. Pessoas humildes acendem luzes no fim do túnel.
Diploma e conhecimento, por falta dos dois me tornei poeta, que é a forma mais bela que achei pra dizer que sou analfabeto.
 

domingo, 16 de janeiro de 2011

Auguri!!!

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011



Súplica (I)*

Digo pra mim
Quando ele passa:
Ave Maria
Cheia de graça!

E quando ainda
Mal posso vê-lo:
Bendito Deus
Como ele é belo!

*(Florbela Espanca)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sina nossa - TM

Há uma alma em mim,

Há uma calma que não condiz...

Com a nossa pressa!


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fase lilás


Trilha sonora do dia, da semana e de tudo que acontece junto e misturado dentro e fora de mim. Confuso? Não mesmo. Certo como dois e dois. Depois que a coisa toma rumo é assim como água morro abaixo ou fogo morro acima (lembra da piada? rs). Se é sim, é sim. Se é não é não. A única coisa que me separa do ser-estar-ou-fazer é querer-querer ao invés de querer-não-querer. Minha capacidade (ou incapacidade) volitiva sempre embola o meio de campo nessas e noutras horas. São fatos, incontestáveis: um é que sentir claramente algo não necessariamente nos deixa em condições de traduzir ou expressar com exatidão o que se sente, em palavras, em gestos, notas musicais ou o que quer que seja. O fato número dois é que o que me impede de ter é o querer-não-querer. Tenho uma supravontade que me impede, às vezes (ou sempre, eu não sei). No meu caso querer não é poder e sim querer é decidir. Uma vez decidida, a ação em si é consequência inevitável. Fui clara? Não, eu acho. Trocando em miúdos, diria que os ares da serra gaúcha fazem bem aos pulmões e quem respira melhor areja o cérebro, pensa melhor e toma melhores e excelentes decisões. Simples mais que isso é anátema! No mais é correr... porque eu quero correr! Sem mais.


Confesso: fui no bailão - e foi muito bom!


(...)
"Te apronta que vamos sair". Sim, senhora, como não?! De três dias pra cá a vidinha pacata que eu vinha levando ficou só na lembrança. Nada de contar carneirinhos. No máximo, latinhas. Plena segunda-feira amanheço de ressaca (é que certa parcela do povo daqui não vai à igreja e sim pra balada - aos domingos!!!); ressaquinha leve - mas das boas! Além disso uma dor no maxilar resultado das risadas durante a madrugada. Nada que um belo almoço em restaurante de família tradicional italiana, combinado com água com gás, limão e gelo (sobremesa depois) não curasse. Fui com a turma a um lugar tipo "casa de shows" aqui em Bento: sertanejo, bailão e forró. Eeeitcha que a gauchada se acaba de dançar!!! Contando assim ninguém acredita, assusta no começo mas depois a gente que vem de fora se acostuma. De qualquer forma, música ao vivo é sempre interessante, fico observando os músicos com seus instrumentos - é uma relação muito curiosa - sempre. Lá pelas tantas os caras engataram um pout-pourri do bom e velho Rock'n Roll. Começou a festa de verdade (pelo menos pra mim). A rapazeada tocando Jump (Van Halen) e alguém (rs) me puxa pelo braço: "Vem aqui que quero apresentar pra ti um amigo meu." "Agora??? Ah, André, cê tá brincando! Quando a coisa ficou boa tu vem com essa de apresentar amigo??? Deixa eu curtir aqui e me chama só na hora do forró, entendeu??? Na hora do forró!!! (...)" Por aí foi e eu nem vi amigo e nem naquela hora nem em hora nenhuma. Fiquei palhaçando no meio do povo. Na saída fiz proposta ao baixista da banda: perguntei se ele topava embarcar pra Brasília. Ôpa! Infelizmente ele não gostou da idéia de seguir carreira em dupla - comigo (kkkkkkkk). E a galera ria que ria. Eu mais ainda! A mana olhava pra mim, ria e balançava a cabeça de um lado pro outro.
Boa companhia, lugar e motivo... dá nisso!
(...)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aliud est facere, aliud est dicere



Daí que lendo o blog Devaneios de um marujo e me deparei com essa pérola:

"eu não sou eu, mas apenas uma pequena parte do ser maior que Eu Sou."

(com permissão do Marujo para a publicação!)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Nada me socorre tão bem...

O trilho do trem em Caxias do Sul

... quanto as canções da década de 1980! Eu andei pensando  no meu blog esses dias. No blog e nas outras tantas coisas que também estão meio abandonadas na minha vida (é o que parece)... O ano mal começou e me assaltou uma sensação estranha; nem boa nem ruim, só estranha. Estou passando parte das férias no Rio Grande so Sul. Mais especificamente em Bento Gonçalves, onde a maninha Gourmet mora. Não tenho feito nada de extraordinário, aliás, o simples fato de estar viva e com saúde já são por si só fatos extraordinários e pedir mais que isso é até desfeita à mãe Natureza!!! Quando estou em casa (só, porque aqui todo mundo trabalha essa época do ano): leio, durmo, vejo algum filme (apesar de não ter muita paciência para tal), como alguma coisinha... Nos dias em que saio olho gentes e mais gentes, coisas e mais coisas. Essa semana eu fui a Porto Alegre e passei um dia "perneando". Morreu de vez a impressão ruim que tive toda vez que passava por lá - na vinda ou na volta pra casa. A capital gaúcha não tem nada de fria e cinzenta como eu havia pintado. Maravilha quando se tem a chance de voltar atrás numa opinião! Só não muda de ideia(s) que não as tem... Hoje fui a Caxias do Sul, outra cidade grande. Foi lá que tirei a foto acima: do trilho do trem. Trilhos de trem sempre me chamam a atenção nos lugares que visito, não sei bem porque. Talvez um dejávù da minha própria vida, das idas e voltas que ela dá e me leva junto - ou não! Outro dia fui em Farroupilha, outra cidadezinha colada em Bento, só que dei com os burricos n'água: a cidade parecia mais uma cidade fantasma de tão deserta - é que os lojistas (e provavelmente os moradores) decretaram férias coletivas e se mandaram pra outras praças. Foi estranho caminhar e não ver ninguém! Daí (pra encurtar os trilhos) que nas minhas andanças a minha mente parece que vai associando cada imagem a uma música e sempre volto pra casa com uma trilha sonora na cabeça. Será por quê??? Hoje eu resolvi postar porque ficou martelando uma canção da Legião Urbana na minha cachola: "Se fiquei esperando o meu amor passar". Compartilho:

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Universo conspira... (será?)



Esses dias eu resumi o ano de 2010 em algumas maltraçadas linhas, digitei aqui na frente do PC e incluí um vídeo com a narração de um poema. Cliquei pra postar e qual não foi a minha surpresa quando vi que a parte escrita havia se perdido! Uma pena, era uma salada meio adocicada meio ácida de palavras que eu gostaria muito que ficassem registradas mas infelizmente... não foi "ao ar". Nem lamentei. Começar o ano choramingando o que não deu certo não faz mesmo o meu estilo. O bom é que o vídeo foi ao ar, com o Sérgio Vaz falando sobre os novos (e nossos) dias. Se ele se entitula "vira-lata da literatura" o que eu seria então (foi no que fiquei pensando)? Depois vi que as letras perdidas não tinham lá essa importância. Acomodei-me na poltrona e relaxei. Do ano passado, o que não deu certo foi mesmo só aquilo que não tentei nem empreguei esforço pra concretizar. De resto, saí cansada porém ilesa. E depois, passadas as festividades, sobra o de sempre, que é a vida pra tocar pra frente enquanto ainda se respira... Tenho ouvido das pessoas ao meu redor que "o universo conspira". Será?

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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