segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Admirável mundo Zion

Eu tava aqui pensando com os meus zíperes e botões... Ano passado prestei serviço (voluntário) a uma agência de publicidade (nem sei se poderia classifica-la assim, pois a tal oferecia - e ainda oferece diversos tipos de serviço, inclusive consultoria editorial pra quem se habilita a escrever livros, artigos, etc, etc...). Antigamente (diga-se até o ano passado), fazia esse tipo de serviço sem cobrar absolutamente nada. Era só pela amizade e consideração a duas pessoas especialíssimas que trabalhavam lá. Parêntese. Por isso é que às vezes eu tenho a impressão de que as amizades que conquistei ao longo da vida precisam ser testadas pelo fogo antes de consolidadas - é muito cômodo ter alguém como eu por perto (e digo isso sem modéstia nenhuma, afinal, quando eu "fecho" com alguém é pra caminhar até o final, dê no que der, haja o que houver - lealdade até as últimas consequencias... Fecha parêntese. O ilustríssimo diretor da agência não sabia deste (pequeno) detalhe: que eu trabalhava pela adrenalina e pelo prazer em servir aos que me são caros. Ninguém entende essas coisas, eu bem sei... mas prossigamos! Belo dia, fui convidada a participar de uma reunião (coisa mais detestável não haverá) que parecia mais uma espécia de "lavagem de roupa" pública. Lá pelas tantas o cidadão resolve encrencar comigo, fazer críticas às minhas revisões textuais e por infelicidade (dele) resolveu citar o (meu) blog! Indiretamente ele quis dizer que uma pessoa que comete erros como os que cometo por aqui (isso sem citar os "erros" nem esclarecer a natureza) não poderia realizar trabalho de tal importância na agência e bla-bla-bla. Pôs uma ênfase absurda no meu amadorismo literário, tentou jogar lá embaixo as minhas malfadadas linhas (virtuais ou no trato com os textos da agência). Havia um certo ar de "retardo mental" da minha parte enquanto eu o fitava nos olhos... Eu sei que "engulo" algumas letras aqui, que sou péssima em regência verbal, análise sintática e outros tantos palavrões que a GraMÁtica empurra goela a baixo ano após ano na escola mas de uma coisa eu sei: a função primordial da leitura e da escrita eu pude assimilar bem e o que escrevo - e leio cumprem o papel, seja de informar, entreter, comover (?), etc, etc... O rapaz (muito jovem, por sinal - aliás, ultimamente eu tenho adquirido certa birra dessa galera muito jovem e bem-inFORMADA, que arrota conhecimento por uma cloaca cheia de vento) mal sabia das intenções (as minhas), das razões, os inícios, meios e fins da minha estadia (curta) na agência. Falou monte de bobagens que eu nem rebati na hora. Disse depois, em local reservado, que aqui no blog, escrevo o que eu quiser, ele - leia se quiser e "ache" o que bem entender porque pra mim a opinião alheia (a dele principalmente) não tem esse impacto todo. Ponto. A outra parte, a que "eu não recebia nada pelo serviço prestado" só bem depois que saí de lá ele ficou sabendo... Azar! Morra de remorso, eu não me importo. Depois daquele episódio, nunca mais tive o desprazer de encontrá-lo na vida - graças a Deus! Os meus dois amigos saíram de lá em seguida, seguidos por uma onda de demissões. É, mano, aqui a gente colhe o que planta! Eu não me arrependi do trabalho que desenvolvi, pois ganhei uma boa experiência num ramo inusitado e pude ajudar a dois "amores" da minha vida!
...
Nem sei porque lembrei disso logo agora! Ah, sim... acho que porque estive observando o comportamento de alguns convivas e pessoas não tão próximas assim. Constatei, estarrecida, a tamanha falta de paixão que move (?) as pessoas desempenhando as suas funções rotineiras. É de contaminar até o mais otimista dos seres! Vi com os meus olhos que é muito mais fácil agir por ambições do que pelas paixões. Pobre de mim, que aqui no mundo Zion as coisas são todas ao contrário. O que é pra mim não é pra maioria dos mortais ao meu redor. Se isso já foi motivo de queixa, hoje é de onde eu tiro as forças que me levantam toda vez que os ventos contrários me derrubam... Simples assim. Se a moda é tirar proveito, tirar vantagem, por aqui a gente quer sempre estabelecer relações de permuta, relacionamentos de ajuda mútua, coisa e tal - coisa de gente "antiga"... Vou eu aqui coçando a cabeça e me lamentando... Paciência! Abraço ao Santiago e à Carol, meus ex-companheiros de escrita na época da agência. Saudade de vocês é como pedaço de mim que arrancaram sem perguntar se podia. Acho que é isso.

2 comentários:

Carolina Venturini disse...

"você é má-lucaaaa,
você é má-cabraaa...
você má-chuca e
você má-ta!"
.
.
.
quase isso, eu não sei a letra.
saudade de vc, vs.a majestade!
bjos.

Viviane Zion disse...

sou má não...

:(

ou sou?

(...)

será?!

(...)

humpf! acho que sim...

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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