sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dias de areia, vento e sol

Tenho medo. Medo de perder de vez a esperança. Medo de ficar insensível de vez, assim, de um jeito que, pra mim, nada mais importa. Acabei de responder a um e-mail mandando o destinatário à merda.

Estressada? Talvez. Sexta-feira é um dia (geralmente) muito duro: final das forças, da energia reserva - e ainda vou ter que ir trabalhar amanhã cedinho. Malcriada? Sim, sou; mas sei ser bem mansinha também com quem me trata direitinho: com delicadeza qualquer pessoa consegue me "dobrar", me convencer mas basta um tracinho só de ignorância pra me fazer empacar feito mula! Cansaço? Sim. Mas não é um cansaço físico, é de alma... Cansaço de remar contra a maré e de ir contra os absurdos nos quais tropeço dioturnamente.

Cansaço da infantilidade alheia misturado com a compaixão de quem reconhece que já foi (até mais) pueril um dia.

Quero tanto viver uma vida equilibrada, calma, tranquila... Faço planos pra velhice. Enquanto isso: semeio, trabalho, crio, espalho, sonho, faço e aconteço. Não é tão complicado entender a (minha) lógica! Eu quero tudo: mais especificamente o impossível e o que ninguém mais quer! Caminho olhando pra todos os lados e o que há ao redor, não importa o quanto por dentro viceje, ao invés de paisagens paradísiacas o que mais vejo é deserto - que me apresenta lindos horizontes também mas ainda assim, areia, vento e sol escaldante: deserto, deserto, deserto...

Não se pode parar o vento, conter a areia, furtar a luz do sol. Também não se pode saltar sobre o tempo, impedindo que as situações aconteçam. Por hora, mãos nos bolsos e pés desapressados na direção do horizonte... Sem mais.

0 comentários:

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
Copyright 2009 Viviane Zion. Powered by Blogger
Blogger Templates created by Deluxe Templates
Wordpress by Wpthemescreator
Download Royalty free images without registering at Pixmac.com