sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Esse mês não vai ser igual a aquele que passou... Ôôôô... oh, que passou...

Setembro entrou de sola, cheio de emoções fortes. Não é que os dias que passei ausente daqui não tivesse assunto pra escrever, não é isso. Mas eu sofro de um cansaço crônico; e  conversava com as crianças hoje pela manhã justamente sobre o que são problemas crônicos: aqueles que vêm, você luta para solucionar, eles passam mas daqui a um pouco cá estão novamente, perturbando e tirando o seu sono. Vale para questões de saúde física  e também para situações práticas, cotidianas. Pois é, meu cansaço é crônico! Gasto e desgasto as forças que tenho nas mais variadas atividades. Daqui a pouco uma pane vem e lança tudo pelos ares. Em seguida, dias de exaustão, de dormir muitas horas do dia (quando posso) e da vontade de não fazer coisa nenhuma. Recuperar as energias pra justamente entrar na rotina desembestada de novo; não sei ser comedida, equilibradazinha... Só sei ser assim, extrema - o que não me agrada nem um pouco.

Tenho passado horas lendo, planejando, escrevendo, produzindo... além das atividades normais. É um acréscimos compensador: meu amigo Santiago sempre me aconselhava a parar de dar murro em ponta de faca e investir nas coisas que eu sei que dão certo! Pois é... Eu que gosto tanto do Santiago e nem tanto de receber conselhos, perdi o Santiago (de vista, pois ele mora fora do Brasil agora) mas fiquei com os conselhos dele martelando as minhas ideias a cada passo dado. Bem que ele podia ter ficado e parado de me dar conselhos; me faz muita falta! Aliás, sou um ser fadado a viver a ausência: das pessoas e das coisas que já não são e das que ainda não são. Minha mente, vontade e emoções são verdadeiras taças de nostalgia. Viver ausência é coisa muito triste.

Despedida dolorida essa semana. Um abraço, conter as lágrimas e olhar no relógio. Eu lembro do pedacinho da flanela xadrez que ainda consegui ver antes da voz embargar e a visão embaçar. Não consegui dizer nada mas ouvi quando ela disse: "Eu volto". Saudade é fruta doce-amarga. Dei as costas e conferi as horas; tinha ainda quinze minutos pra chorar um pouco. E chorei.


Meu coração - Arnaldo Antunes

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