domingo, 30 de outubro de 2011

Reticências

Não sei como começar o texto. Falar verdade não sei se vai virar texto ou permanecerá no esboço. Na minha cabeça agora não passam pensamentos: são só ruídos. Pergunto-me para onde foram as minhas forças. Não sei, não há resposta. Já disse certa vez mas repito: o cansaço mina a minha alegria de viver. O excesso de vozes, de compromissos, de pedidos, de afazeres, de barulho, de demandas... Ai meu Deus, que agonia! Tá certo que não há como dar à luz sem sentir as dores do parto mas confesso que tá doendo mais do que deveria. Talvez mais do que eu posso suportar.

Quem lê não interprete como lamentação ou coisa do tipo. O que quero registrar é uma sensação apenas. Sensação de ter as forças sugadas. Já senti outras vezes. Me conheço bem e sei que médico não resolve esse tal dilema tão meu. Desculpe a pontuação (ou falta dela) - apreendi tal vício lendo poemas de Manoel de Barros. SInto-me muito à vontade para burlar a frieza e a rigidez da Gramática, pelo menos aqui, neste espaço que ainda é muito meu (e muito eu)! 


(...)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

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domingo, 23 de outubro de 2011

O silêncio e as zero-horas

Parece que somente os velhos conseguem
ficar sentados desse jeito - um do lado do outro
sem nada dizer, e ainda assim se sentirem contentes.
Os jovens, irrequietos e impacientes
têm sempre que quebrar o silêncio.
É um desperdício, porque o silêncio é puro.
O silêncio é sagrado.
Ele aproxima as pessoas,
porque só quem se sente confortável ao lado de uma pessoa
pode ficar sentado sem falar. Esse é o grande paradoxo.

O trecho é de um romance cuja leitura terminei horas atrás. Terminei e fui ver o filme porque é desses romances ultramegavendidos que viram roteiro de filme depois. E que filme ruim. E que romance ruim! Não sei se eu é que ando extremamente exigente (a maturidade vai conferindo características que a gente talvez não se dê conta, como por exemplo, um nível de exigência muito alto com relação a tudo) ou se as coisas desta vida é que estão niveladas rasteiramente. Talvez seja outra coisa, eu não sei.

O fato é que li o livro entre uma e outra cochilada nos coletivos. Terminei hoje depois de um dia atípico. Muito frio em Brasília e tem sido uma batalha dura a travar para conseguir abandonar o aconchego da cama quentinha! Mas levantei com frio e fui pra clínica (estou fazendo estágio). Como os pacientes não apareceram, voltei mais cedo e desabei na cama logo quando cheguei pra acordar só às 17h. "Almocei" e li. Depois fui assistir o filme.

Filme ruim: pior que o livro. Penso: "Não sei como é que essas porcarias vendem tanto!" - E volto ao meu raciocínio anterior: é tudo uma questão de exigência - eu é que sou (exigente) demais... Ou não! Bom, deixa pra lá.

De qualquer forma, não vou contar o nome do romance mas deixo o trecho do livro que me chamou a atenção. É a pequena parte que fez a leitura valer à pena. Fiquei com este trecho martelando na memória. E como dormi a tarde inteira, é bem provável que fique acordada boa parte da madrugada pensando no trecho do livro e em outras coisas...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Bateria fraca

Cansaço é como traça que corroi os ânimos. Encurva as costas, desfalece, encurta a paciência, amarga o humor. Cansaço é olhar a mesa farta das mais finas iguarias e permanecer sentado com o olhar distante, não-desejoso de tocar em nada, de provar dos aromas e sabores. Cansaço é o assasinato da vontade, dos desejos, dos prazeres e das imaginações.
Pouca coisa me tira o brilho dos olhos nessa vida: uma destas se chama cansaço.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pseudoquebra de jejum (ou não)

"Ele: Talento demanda tempo!

Eu: Não não! Só sucumbe ao tempo quem não tem talento!"

Conversinha fiada entre uma tribulação e outra; aqui entenda-se tribulação como desafio acrescentado a outro desafio - nem bem você derruba um gigante logo se levanta outro chamando pra briga. Pena desconhecer a vida de outra maneira, pra saber se prefiro assim ou do outro jeito.

É isso: a minha vida é ilógica e eu gosto (muito) dela do jeito que é (nem sempre do jeito que está).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Minha vida é assim


Um contínuo movimento sístole-diástole...
É como se os meus passos seguissem o compasso
das batidas do meu coração: enquanto os ouço,
sei que ele bate, sinto que (ainda) estou viva.
Ainda estou viva!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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