domingo, 23 de outubro de 2011

O silêncio e as zero-horas

Parece que somente os velhos conseguem
ficar sentados desse jeito - um do lado do outro
sem nada dizer, e ainda assim se sentirem contentes.
Os jovens, irrequietos e impacientes
têm sempre que quebrar o silêncio.
É um desperdício, porque o silêncio é puro.
O silêncio é sagrado.
Ele aproxima as pessoas,
porque só quem se sente confortável ao lado de uma pessoa
pode ficar sentado sem falar. Esse é o grande paradoxo.

O trecho é de um romance cuja leitura terminei horas atrás. Terminei e fui ver o filme porque é desses romances ultramegavendidos que viram roteiro de filme depois. E que filme ruim. E que romance ruim! Não sei se eu é que ando extremamente exigente (a maturidade vai conferindo características que a gente talvez não se dê conta, como por exemplo, um nível de exigência muito alto com relação a tudo) ou se as coisas desta vida é que estão niveladas rasteiramente. Talvez seja outra coisa, eu não sei.

O fato é que li o livro entre uma e outra cochilada nos coletivos. Terminei hoje depois de um dia atípico. Muito frio em Brasília e tem sido uma batalha dura a travar para conseguir abandonar o aconchego da cama quentinha! Mas levantei com frio e fui pra clínica (estou fazendo estágio). Como os pacientes não apareceram, voltei mais cedo e desabei na cama logo quando cheguei pra acordar só às 17h. "Almocei" e li. Depois fui assistir o filme.

Filme ruim: pior que o livro. Penso: "Não sei como é que essas porcarias vendem tanto!" - E volto ao meu raciocínio anterior: é tudo uma questão de exigência - eu é que sou (exigente) demais... Ou não! Bom, deixa pra lá.

De qualquer forma, não vou contar o nome do romance mas deixo o trecho do livro que me chamou a atenção. É a pequena parte que fez a leitura valer à pena. Fiquei com este trecho martelando na memória. E como dormi a tarde inteira, é bem provável que fique acordada boa parte da madrugada pensando no trecho do livro e em outras coisas...

1 comentários:

Will disse...

OI Viviane,

ah, chegamos em um ponto na vida onde nos damos o direito de gostar ou não de algo, ainda que vá contra a opinião da maioria. Está certa você em ser autêntica.

Um abraço!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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