domingo, 30 de outubro de 2011

Reticências

Não sei como começar o texto. Falar verdade não sei se vai virar texto ou permanecerá no esboço. Na minha cabeça agora não passam pensamentos: são só ruídos. Pergunto-me para onde foram as minhas forças. Não sei, não há resposta. Já disse certa vez mas repito: o cansaço mina a minha alegria de viver. O excesso de vozes, de compromissos, de pedidos, de afazeres, de barulho, de demandas... Ai meu Deus, que agonia! Tá certo que não há como dar à luz sem sentir as dores do parto mas confesso que tá doendo mais do que deveria. Talvez mais do que eu posso suportar.

Quem lê não interprete como lamentação ou coisa do tipo. O que quero registrar é uma sensação apenas. Sensação de ter as forças sugadas. Já senti outras vezes. Me conheço bem e sei que médico não resolve esse tal dilema tão meu. Desculpe a pontuação (ou falta dela) - apreendi tal vício lendo poemas de Manoel de Barros. SInto-me muito à vontade para burlar a frieza e a rigidez da Gramática, pelo menos aqui, neste espaço que ainda é muito meu (e muito eu)! 


(...)

4 comentários:

Will disse...

É isso aí...

Dá-lhe Viviane...

Ótima semana para todos nós!

Diogo Hamlet disse...

então é desse jeito...

Diogo Hamlet disse...

é isso aí é desse jeito

Clesia Coelho disse...

Caraca!!!!que texto magnífico!!! sem querer dizer ou saber o que dizer vc disse tudo!! o engraçado é que eu tambem estou me sentindo assim, me falta palavras...pontuação...folego! Mas já me senti assim outra vezes também...Mas o que de fato parece é que a luz parece cada vez estar mais distante, e o parto nunca tem um fim...Quero dar a luz e não parir nunca mais!!

bj clesia coelhinha

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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