quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Antes que o mês acabe...

"Só pra constar": Novembro é mês de aniversário deste blog! Como já frisei em postagens anteriores, o blog tem uma função catártica na minha vida, além de ser um laboratório de pensamentos e amadurecimento da linguagem escrita. Nem tudo o que posto aqui aconteceu do jeito que eu postei, mas afinal, o que são as nossas postagens senão uma porção de representações virtuais acerca da experiência (real) vivida?

É certo que já pensei em deletar o perfil centenas de vezes, desistindo logo em seguida porque quando examino as postagens do início pra cá, sinto no ar aquele cheirinho de nostalgia por debaixo daquelas palavras que muitas vezes só fazem sentido pra mim.

Troquei de layout algumas... Poucas e com variações muito sutis. Por mais que o meu humor mude, que as minhas ideias mudem (e olha que elas mudaram de verdade no decorrer destes três anos), que a tônica das postagens se transforme totalmente, não quero que este aqui se torne um espaço despersonalizado! Quem me conhece de perto, sabe que este cantinho aqui tem a minha cara; quem me conhece "de longe", muitas vezes se espanta ao me conhecer de perto  perceber que a pessoa que escreve é absolutamente comum e 'demasiadamente humana' (Nietszche que me perdoe o gracejo).

No mais, ao completar três anos de vida, este blog agradece aos visitantes (tanto os que vêm pelo conteúdo mesmo quanto os que passam por aqui via Google, rs). Voltem sempre (que desejarem). ^^,

Viviane Z.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os sábios, os gênios, as pessoas brilhantes e as redes sociais 2

... Sim, continua porque eu não consigo 'descontinuar de pensar'. Há coisas muito intrigantes nesta vida e para todas elas existe o meu pensamento. Hoje por exemplo, entrei em sala de aula e contemplei os meus alunos colocando o estojo dentro da calça (parte dianteira) pra dar a impressão de um volume maior. Após um tempo (minutos) refletindo a respeito de que tipo de intervenção poderia fazer (ou não) diante de tais gracejos, recorri ao que me é mais didático e eficaz: os desenhos. Desenhei tipo coisa descomunal no quadro: uma figura masculina, outra feminina - com proporções exageradas da maneira como (penso) as pessoas são analisadas, classificadas e descartadas em tempos hodiernos... Desde quando os seres humanos passaram a ser valorizados em partes, feito carne de gado no açougue?!

Completando os rabiscos feitos mal-e-mal, sem capricho nenhum mesmo, só a título de ilustração, desenhei (em ambas) um crânio pequeno, com um cérebro minúsculo. Todos riram. Realmente ficou muito engraçado mas apesar de (eu também) ter caído na gargalhada, o assunto para mim era (e é) muito sério! Terminar, escrevi uma frase: "De que adiANTA???" - e deixei no ar a provocação.

Faço isso com frequência: levantar uma questão e deixar por conta da moçada, cada um tira as suas conclusões (ou não) Gosto muito da ideia de livre expressão de pensamento. Você concorda se quiser, adere se quiser - não perco amigos por causa da discordância, não por isso! Diacho é quando alguém tenta me 'dobrar'...

Daí que na tal da rede social citada no post passado, tive o desprazer de ter alguns contratempos justamente por causa da dificuldade em acatar passivamente a opinião alheia (acho que é isso, não sei se estou me fazendo entender, afinal já é alta madrugada e eu estou com vontade de dormir mas sem sono). Não compro pensamento alheio se este não me ganha pelo consenso, pela persuasão limpa.  E daí também que eu considero muito desgaste desnecessário de energia, tratar coisas virtualmente com o mesmo vigor que se resolvem as coisas na vida real, cotidiana, olhos nos olhos.

Há que se fazer distinção entre as coisas: amizades, autoria de pensamento, concordâncias e eventuais rusgas... Não dá pra traduzir ao pé da letra tudo o que se vê, lê e ouve - até porque a mensagem passa por instâncias completamente diferentes até chegar à "compreensão". Há aquele que fala, aquilo que aquele que fala quer dizer, a fala, aquele que ouve, aquilo que aquele que ouve ouviu e aquilo que aquele que ouve entendeu. Sem contar com os possíveis desdobramentos e reverberações que tais disse-me-ouvem podem implicar.

Eis que aqui surge talvez a minha primeira definição de conceito, em se tratando de comunicação nas redes sociais: o SÁBIO. O sábio talvez seja aquele (e pode ser que alguém discorde) que discerne as instâncias e os caminhos pelos quais percorre uma mensagem antes de chegar ao entendimento. Um sábio tem a sensibilidade (gente, estou apenas especulando) de filtrar o pensamento do juízo de valores - dando mais importância ao conteúdo em detrimento da forma.

Acho que já estou 'viajando', pois como já disse, é tarde e o sono me faz variar...

(Continua?)

domingo, 20 de novembro de 2011

Os sábios, os gênios, as pessoas brilhantes e as redes sociais...

Estive pensando durante toda a semanaa respeito das atitudes das pessoas quando a matéria é defender crenças e pontos-de-vista. Quando digo 'pessoas', me incluo no balaio - afinal de contas (infelizmente) ainda não me arranjaram jeito ou maneira de fugir da condição humana. Bem que eu gostaria de pertencer a outra categoria qualquer - sem pretensões ou preocupações existenciais, filosóficas... Seria bom apenas ser e pronto! Ficar pensando a respeito das coisas é muito doloroso tem horas. Mas eu pensava. E de tanto pensar, me enfastiava mais uma vez do ser-humano, de ser humana.

Por exemplo, coisa engraçada demais da conta são as tais 'redes sociais'. Sou resistente, confesso - e ignorante (parcial ou totalmente) das ferramentas que elas disponibilizam. Até porque, das coisas que mais me satisfazem elas me privam: do contato físico e do olho no olho. Apesar de resistente, sou capaz de ceder de vez em quando. E por isso me inscrevi em uma destas, talvez a mais popular entre os meus amigos e conhecidos, pensei: "ah, vá lá, é mais uma forma de manter contato com a turma, com a trupe e enfim, me divertir!" Sim, foi pra isso que me inscrevi: divertimento.Qual não foi a minha surpresa ao perceber a diversidade de foruns que a rede oferece: vira palanque pras mais variadas pautas muito rapidamente e isso me deixa muito intrigada! Preocupada?! Irritada, maior parte das vezes! 

É que, talvez as coisas que mais me irritam tomam proporções especificamente maiores quando expostas num veículo desse nível. Os extremos ficam mais extremos. As opiniões ficam mais opiniões e a parcimônia fica ainda mais refinada. E pra uma pessoa como eu, que faz uso (abusivo, reconheço) da ironia, do humor, às vezes do sarcasmo, um ou outro mal-entendido, uma ou outra rusga ou faísca são inevitáveis! 

E as categorias que dão nome ao post são justamente as palavras que usei recentemente (e ironicamente) para definir quem ultrapassa os limites da 'política de boa vizinhança' , em ambientes virtuais. Elogia-se para se dizer justamente o contrário. Por exemplo, sujeito que reclama de "futilidade", em se tratando de social network fevers, compre urgente uma passagem só de ida para outro planeta porque a configuração social-política-econômica em termos mundiais nos empurra justamente para o abismo do consumo e da futilidade; do hedonismo desenfreado. Há mais, mas não conseguria relatar de maneira sintética aqui! Como deixei recado em meu status, dias atrás: "Quem quiser discutir assunto controverso, que compre uma caixa de Heineken e me faça uma visita!"

(continua?)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Saint sadness

Estive hoje observando o comportamento de um jovem. O mundo para mim é um grande laboratório, como o da clínica onde estagio, em escala maior. A diferença é que não há espelhos falsos separando que observa e quem é observado. Observo atentamente e os outros sabem. Pois então... estive a observar de ontem pra hoje.

É um semblante triste. Uma expressão de dor que ao mesmo tempo repele e atrai. Não posso ajudar em nada. Disse algumas palavras (apenas gracejos), sorri de lado, tapinha nas costas... Acho que está sofrendo por conta de algum desencontro amoroso. Coitado! Essas malditas dores doem mesmo! Eu ri agora... Não por vê-lo sofrendo mas pela ironia do que acabei de pensar e escrever: "dores que doem" - de verdade! Se eu fumasse cigarro, fumaria um em homenagem a ele. Mas nem isso... Nem cigarro nem nada.
Contemplar dor alheia não me incomoda mais. Mais do que resiliente, tenho me tornado insensível a algumas mazelas das quais sofrem os meros mortais (categoria da qual ainda faço parte, infelizmente). Peraí, talvez 'insensível' não seja bem a palavra adequada a empregar em tal situação mas... também não me ocorre outra agora!

Coço a cabeça e a orelha. Olho pra ele se contorcendo de dor e soluçando. É muito estranho ver um marmanjo daquele tamanho chorando por causa de mulher - e implorando. Meu Deus, o guri tá implorando e ela ne dá a mínima! Na verdade também não dou essa importância toda! Já passei por isso algumas vezes e não morri. Muito provável que ele não morra também - não por esta causa mas eu, hein! Que choradeira... "Já chorei assim, também, filhote..." E me passam algumas cenas (da minha própria história pela cabeça). "Para de chorar, cacete! Olha o seu tamanho, FDP!!!"

Que nada, o garoto só chora. Daí eu penso, que se bem canalizada, essa momentânea fossa até que pode ser bem útil. Não foi o carinha lá daquela rede social que levou um toco, criou a tal rede e hoje está megamilionário? Olhaí... É a sua chance! Mas o choro não cessa. Nem vai cessar agora. Essa merda dói demais!
Diacho é que só eu mesma é que vejo oportunidade na desgraça. Beleza na tristeza alheia. Nunca vi gente muito feliz, alegrinha, produzir coisa valorosa. É com o espinho fincado na carne que filhodamãe rebola e se vira. E no mais o moleque é bem bonitão, novo, inteligente e talz... o que vai ter de donzela querendo por no colo pra consolar, vai ser uma festa! Hahaha...

Ah, tá bom, não era pra eu estar rindo dessas coisas! E o que eu estava até agora querendo escrever, não escrevi... É que, penso eu, há algo de sagrado na tristeza. Mais do que na alegria - ou talvez seja a justa medida dela, o outro lado da balança. É que quando vejo alguém muito triste fico pensando que a tristeza dá a profundidade da alegria que você experimenta: a tristeza cava o buraco onde a alegria será plantada depois. Quanto mais profunda então...

É isso (por hoje). Eu acho.

domingo, 13 de novembro de 2011

O riso do anjo - Capítulo II

Tô numa fase meio, assim, sei lá! Hoje me flagrei lembrando do "sorriso angelical" da semana passada. Essa vida atribulada às vezes me tira o prazer de conviver (viver com) as pessoas: assim, de observar bem atentamente, descobrir os pontos fortes, os mistérios,as chatices... Não sei onde vou chegar com essa história toda mas andemos!
 
Entre tantos projetos (paralelos) - o leitor me compreenda: NUNCA tive a oportunidade de me dedicar a um projeto apenas, ou pelo menos um de cada vez, com cronograma e tudo certinho. Ao contrário, é sempre um vendaval que passa por mim lançando tudo pelos ares e eu que me desdobre pra dar conta de tudo - algumas vezes temos a oportunidade de conviver com gente da melhor qualidade!
 
Não desqualificando as outras pessoas mas é que nem sempre a circunstância permite prestar atenção aos detalhes...
 
Pois bem. Numa dessas, lá e cá, tive (absoluta) sorte de realizar um trabalho com criaturas realmente brilhantes. Uma delas, o anjo cujo sorriso me enterneceu. Era ele preocupado com o jeito e a forma - eu preocupada com nada, fazendo piada. Preocupação por si só não resolve a vida de ninguém e ainda faz a gente criar rugas...
 
Era ele me fitando preocupado por trás das lentes, coçando a barba e me perguntado sobre o texto, o relatório, o dia, a hora e tudo mais... e eu pedindo calma e implorando pro tempo não passar tão rápido. Estava tão bom ali! Tudo o que eu menos queria era voltar pra tensão (e pressão) dos últimos dias.
 
Daí que hoje, ao relembrar da semana difícil no trabalho e nos projetos paralelos, me dei conta do que cativou a minha atenção em tal pessoa: era uma leveza de espírito rara pros dias de hoje. Era uma ingenuidade e um riso descontaminado com a malícia deste mundo. Reacendeu a minha fé e esperança no futuro!
 
Eu que há tempos venho ruminando descrença na humanidade, desfrutei de momentos tão simples mas ao mesmo tempo tão especiais em companhia de gente inesquecível!
 
Mas Deus do céu, por que cargas d´água não consigo esquecer aquela risada???

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O riso do anjo e a Lua...



Estive meio que anestesiada hoje. Não sei se foi a semana e a Lua de ontem. Não sei se foi a Lua de ontem e a Lua de hoje mais a semana. Não sei se foi a semana, a Lua e o sorriso de um anjo. Ou se era o sorriso de um anjo mais a semana e a Lua...

Céu claro, noite enluarada ontem. Eu caminhava em direção à minha casa e olhava pro céu - era a Lua. Dia claro, céu parcialmente nublado - hoje: eu caminhava em direção ao meu trabalho e olhava a Lua. Não lembro se era só o fascínio exercido pela Lua ou havia algo mais.

O problema é que me vi parada, olhando aparentemente para nada, minutos atrás - pensando na Lua e no sorriso de anjo, que resgatou a minha parte "alma" da frieza na qual eu andava mergulhada e me trouxe de volta à tona para respirar.

Era isso! O sorriso do anjo tinha o brilho da Lua! E então era por isso também que eu olhava a Lua - e ria, lembrando a risada angelical. Comparo assim aos seres etéreos porque estes se encontram fora da realidade e do alcance das mãos de seres humanos. E eu sinto tanto...

Um sorriso assim não existe em lugar qualquer na face da Terra! Um riso aberto que tira o fôlego e eleva os pés do chão: era música aquele riso! Execução de melodia ainda não captada pela imaginação humana; jamais sentida, jamais composta, nem pelo mais exímio músico...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Duas estrelas a mais...


O Teatro Mágico - Fiz uma canção pra ela
Esta dedico a duas princesas, dois sóis, duas estrelas lindas,
plenas de vida: Larissa e Marcela. A primeira completa um
aninho de vida hoje; a segunda nasceu há apenas 4 dias
e nem sequer a vi (ainda) mas já derreto em amores...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O PALHAÇO


Sábado passado fui ao cinema com uma amiga de longa data. Quem conhece, sabe que não sou cinéfila - só vou ao cinema quando uma expectativa grande me move: a de ser surpreendida! E em matéria de filmes, convenhamos, as produções de circuito comercial são absolutamente previsíveis. Daí você junta uma alma sedenta de novidade com um cérebro que fuciona de maneira atípica (esta que vos escreve sofre de déficit de atenção com hiperatividade), o resultado é que assistir a um filme pode se tornar um tédio ou uma tortura - quem sabe a combinação dos dois, o que é um tanto pior.

E tem mais: desde criança consumi o lixo cinematográfico despejado pelos estúdios hollywoodianos, com o american way of life, american way of being, american way of thinking, american way of... Minha paciência não está mais pra essas coisas.

Assistir às películas em casa... bem, eu frequento pouco a TV da sala. Pra dizer a verdade, quase nunca. Assisto agora com alguma regularidade, indicações confiáveis, no notebook que ganhei de presente recentemente. E só. Não sinto falta nem inveja de quem está sempre atualizado em assuntos da telona.

Por outro lado, tenho ideias meio, digamos... obsessivas de vez em quando: simplesmente quando coloco alguma coisa na cabeça, é ruim de tirar! E O PALHAÇO foi assim: coloquei na cabeça que tinha que ver a estreia de qualquer jeito - e fui.

É um filme ingênuo e despretensioso (considerar a opinião leiga). É dramático e ao mesmo tempo cômico. Ah, sim! Conta com a atuação brilhante de gente muito boa, como a aparição hilária do Moacir Franco, no papel de um delegado de aparência e atitudes nada convencionais... É o tipo de filme que eu gostaria de produzir: meio romântico, meio retrô - me lembrou um pouco os filmes dos Trapalhões que assisti quando criança.

Mas o que mais me chamou a atenção mesmo foi a própria trajetória do mocinho, o Benjamin: de alguma forma eu me vi nele: identificação instantânea com as angústias do palhaço que faz todo mundo rir mas lá no fundo se pergunta: "mas quem é que vai me fazer rir?".

Saí da sala escura um pouco mais leve - em dias tão difíceis. A mensagem do filme mexeu comigo e diminuiu a sensação de solidão.

"Gato bebe leite,
rato come queijo
e eu... sou palhaço" 
=)

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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