quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O PALHAÇO


Sábado passado fui ao cinema com uma amiga de longa data. Quem conhece, sabe que não sou cinéfila - só vou ao cinema quando uma expectativa grande me move: a de ser surpreendida! E em matéria de filmes, convenhamos, as produções de circuito comercial são absolutamente previsíveis. Daí você junta uma alma sedenta de novidade com um cérebro que fuciona de maneira atípica (esta que vos escreve sofre de déficit de atenção com hiperatividade), o resultado é que assistir a um filme pode se tornar um tédio ou uma tortura - quem sabe a combinação dos dois, o que é um tanto pior.

E tem mais: desde criança consumi o lixo cinematográfico despejado pelos estúdios hollywoodianos, com o american way of life, american way of being, american way of thinking, american way of... Minha paciência não está mais pra essas coisas.

Assistir às películas em casa... bem, eu frequento pouco a TV da sala. Pra dizer a verdade, quase nunca. Assisto agora com alguma regularidade, indicações confiáveis, no notebook que ganhei de presente recentemente. E só. Não sinto falta nem inveja de quem está sempre atualizado em assuntos da telona.

Por outro lado, tenho ideias meio, digamos... obsessivas de vez em quando: simplesmente quando coloco alguma coisa na cabeça, é ruim de tirar! E O PALHAÇO foi assim: coloquei na cabeça que tinha que ver a estreia de qualquer jeito - e fui.

É um filme ingênuo e despretensioso (considerar a opinião leiga). É dramático e ao mesmo tempo cômico. Ah, sim! Conta com a atuação brilhante de gente muito boa, como a aparição hilária do Moacir Franco, no papel de um delegado de aparência e atitudes nada convencionais... É o tipo de filme que eu gostaria de produzir: meio romântico, meio retrô - me lembrou um pouco os filmes dos Trapalhões que assisti quando criança.

Mas o que mais me chamou a atenção mesmo foi a própria trajetória do mocinho, o Benjamin: de alguma forma eu me vi nele: identificação instantânea com as angústias do palhaço que faz todo mundo rir mas lá no fundo se pergunta: "mas quem é que vai me fazer rir?".

Saí da sala escura um pouco mais leve - em dias tão difíceis. A mensagem do filme mexeu comigo e diminuiu a sensação de solidão.

"Gato bebe leite,
rato come queijo
e eu... sou palhaço" 
=)

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