domingo, 20 de novembro de 2011

Os sábios, os gênios, as pessoas brilhantes e as redes sociais...

Estive pensando durante toda a semanaa respeito das atitudes das pessoas quando a matéria é defender crenças e pontos-de-vista. Quando digo 'pessoas', me incluo no balaio - afinal de contas (infelizmente) ainda não me arranjaram jeito ou maneira de fugir da condição humana. Bem que eu gostaria de pertencer a outra categoria qualquer - sem pretensões ou preocupações existenciais, filosóficas... Seria bom apenas ser e pronto! Ficar pensando a respeito das coisas é muito doloroso tem horas. Mas eu pensava. E de tanto pensar, me enfastiava mais uma vez do ser-humano, de ser humana.

Por exemplo, coisa engraçada demais da conta são as tais 'redes sociais'. Sou resistente, confesso - e ignorante (parcial ou totalmente) das ferramentas que elas disponibilizam. Até porque, das coisas que mais me satisfazem elas me privam: do contato físico e do olho no olho. Apesar de resistente, sou capaz de ceder de vez em quando. E por isso me inscrevi em uma destas, talvez a mais popular entre os meus amigos e conhecidos, pensei: "ah, vá lá, é mais uma forma de manter contato com a turma, com a trupe e enfim, me divertir!" Sim, foi pra isso que me inscrevi: divertimento.Qual não foi a minha surpresa ao perceber a diversidade de foruns que a rede oferece: vira palanque pras mais variadas pautas muito rapidamente e isso me deixa muito intrigada! Preocupada?! Irritada, maior parte das vezes! 

É que, talvez as coisas que mais me irritam tomam proporções especificamente maiores quando expostas num veículo desse nível. Os extremos ficam mais extremos. As opiniões ficam mais opiniões e a parcimônia fica ainda mais refinada. E pra uma pessoa como eu, que faz uso (abusivo, reconheço) da ironia, do humor, às vezes do sarcasmo, um ou outro mal-entendido, uma ou outra rusga ou faísca são inevitáveis! 

E as categorias que dão nome ao post são justamente as palavras que usei recentemente (e ironicamente) para definir quem ultrapassa os limites da 'política de boa vizinhança' , em ambientes virtuais. Elogia-se para se dizer justamente o contrário. Por exemplo, sujeito que reclama de "futilidade", em se tratando de social network fevers, compre urgente uma passagem só de ida para outro planeta porque a configuração social-política-econômica em termos mundiais nos empurra justamente para o abismo do consumo e da futilidade; do hedonismo desenfreado. Há mais, mas não conseguria relatar de maneira sintética aqui! Como deixei recado em meu status, dias atrás: "Quem quiser discutir assunto controverso, que compre uma caixa de Heineken e me faça uma visita!"

(continua?)

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