quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - parte IV

Dingombéu, dingombéu... São as festividades natalinas e a vida toda que não pára, a despeito desse processo de entorpecimento coletivo pelo qual as pessoas passam todos os anos a essa altura do calendário.

Mais três meses de 2011 e de arrocho! Foi um ano de experimentar coisas novas profissionalmente e aperfeiçoar aquilo que já tinha em andamento. Por exemplo: a questão dos meus estudos, que estavam meio estacionados desde que terminei a graduação. Consultoria, coaching não são o meu forte mas eu posso dizer, sem medo de errar, que a atualização dos nossos conhecimentos é algo extremamente importante, em qualquer área. Talvez já tenha dito isso por aqui mas não adianta ter vocação e experiência apenas para vencer na vida; mais do que nunca (me senti o 'Faustão' agora, rs), o mercado exige títulos! Então, cara enfiada nos estudos. Simples assim...

Julho foi o mês em que eu mais planejei e menos fiz. Eu queria (e fiquei querendo) um monte de coisa... Recebi a proposta de uma amiga muito querida, de ilustrar um livro de poemas para crianças. Daí, examinando as composições, chegamos à conclusão de que serão necessários talvez uns quatro volumes para comportar tanta produção. Daí que, talvez, você que não possua habilidades artísticas (meus parabéns por isso, querido, por fazer parte do seleto grupo das pessoas normais), não imagine o esforço que é produzir algo que demanda um esforço que não é meramente físico.

Entenda: uma coisa é o sujeito que trabalha na estiva carregando peso. Outra bem diferente é o camarada que trabalha com o pensamento, com a imaginação. Quem olha de fora, pode alimentar a doce ilusão de que o primeiro trabalha mais pesado do que o outro. Não, não é nada disso! São esforços absolutamente diferentes. E olha, um dia de faxina na minha casa consome um tipo de energia que se repõe facilmente com boa noite de sono e alimentação adequada. Porém, depois de uma bateria de dias de criação (pode ser desenho, pintura, roteiro, ensaio, etc...) não tem guaraná em pó que resolva o problema! É colchão, travesseiro e quarto escuro até passar o estranhamento...

E como eu produzi durante este ano! Meu Deus! Me meti, de enxerida em todas as programações que pude (deixei um bocado de fora): fiz roteiro de peça, de musical, de dança, fotografia, edição de vídeo, desenho, pintura, modelos de figurinos pros eventos da escola, atuei em peças, vídeos, imaginei, sonhei, criei. Me afundei na cadeira em frente ao computador lendo, vendo, ouvindo, pesquisando... Frenesi total! Foi o ano da psicodelia. Era uma pena viver me arrastando pelos cantos de tão esgotada física e emocionalmente. E quando eu falo (repetidamente) a respeito do cansaço, não é porque eu queira descanso - muito pelo contrário! É porque eu gostaria muito de ter mais energia, mais alma, mais tempo pra fazer mais, produzir mais, arriscar mais. Lamento só a limitação das forças e não o "ter tanto a fazer".

Agosto foi um mês arrastado. Passou devagar demais! A melhor lembrança que tenho deste mês é que a minha irmã (que mora longe) esteve aqui em casa por uns dias. Também, foram as horas que passaram mais ligeiro... E lembro também do calor e da secura sufocante que castigou Brasília! Nunca passei mal como este ano por conta das excentricidades do clima do Planalto Central. Aff...

Quando entrou setembro, as coisas parecem que começaram a amenizar. O volume de trabalho não diminuiu mas pelo menos a atmosfera me pareceu menos densa, menos tensa... Foi uma pausa pra respirar talvez. Um mês que correu com menos sobressaltos, tanto que até tive tempo de desengavetar um romance cuja leitura fora "arquivada" em decorrência dos estudos.

É isso. Sem mais por hoje.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cedo demais...

O dia amanheceu estranho hoje. Eu amanheci estranha hoje. Tem umas coisas que não me entram na cabeça mesmo, nem que eu tente. Levantei da cama sem vontade nenhuma. Tem hora em que a gente cansa. Cansa de dar soco em ponta de faca!

As pessoas têm a mania de me chamar de revoltada, de rebelde mas às vezes eu fico analisando... Será que só eu enxergo que as coisas neste mundo estão loucas demais? Será que ninguém mais percebe que a gente tá vivendo tempos ruins, que a lógica do mundo contraria violentamente o que nós temos de melhor: os sentimentos, os valores, as coisas simples (que dinheiro nenhum compra)? Será?!

Não, eu não me acho revoltada. Meu problema é que sofro de azia... no cérebro! Eu não me canso de olhar as coisas, os fatos, as pessoas e (tentar) alertá-las: ei, olha aí o que você está fazendo... com os outros, com você mesmo!!! Perdoem a amargura mas é que tem coisa que mexem muito profundamente com as nossa estrutura e confesso: sou forte mas sou humana; não consigo pensar em certas coisas e não lamentar, não me entristecer...

Ontem nós perdemos um ex-aluno muito querido. Um acidente, uma brincadeira. Moleque extremamente alegre, carismático, talentoso, gente boa demais... Era todo sorriso e traquinagem; dava trabalho demais para os professores (era dos meus, rs)! Lembrava muito o meu tempo de escola, e olha que a minha turma dos tempos de colégio era "fogo na roupa"!!! Mas sei lá, parece que naquele tempo a gente tinha um pouco mais de ingenuidade na hora de escolher as brincadeiras...

Aliás, não me passa pela cabeça uma "brincadeira" que coloque em risco a integridade física, a vida de quem quer que seja! O que estou sentindo agora é uma mistura de pesar com inconformação. Uma pena, um desperdício! Sim, porque uma coisa é morrer de velho, de doente - a morte vai chegar mesmo pra todos... outra coisa é antecipar o dia e a hora; é ver um garoto se perder assim, sem mais nem menos, com tanta vida pela frente.

Enfim... Era isso. Vai passar, eu sei.

   
Love in the afternoon - Legião Urbana

Reflexão do dia

 
 
 
Faço minhas estas palavras...

sábado, 17 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (Parte III)

Não existe nada tão bom que não possa melhorar... nem tão ruim que não possa piorar. (Ditado popular)

Nada vem de graça: nem o pão nem a cachaça. (Zeca Baleiro)

Pois é... A vida tem implicância comigo (ou será que eu é que tenho implicância com ela?). O três meses seguintes de 2011 - abril, maio e junho foram bastante  significativomarcantes  e me trouxeram lições preciosas. Por exemplo, o que você tem a fazer, faça logo. Aliás, essa foi a frase de Jesus pra Judas quando este estava prestes a traí-Lo! Tão logo terminei a graduação, fiquei com vontade de engrenar uma Pós na minha área: educação mas nunca tomava coragem. Ohei o curso em abril, fui lá me matricular e comecei a estudar. Pronto, hora de enterrar os meu livros de literatura (e a vida social) por tempo indeterminado. O ano a partir daí foi estudar, estudar, estudar com uma ou outra escapadinha pra visitar a neném (Larissa) ou almoçar com a Lya pra arejar as emoções. Ponto.

Ah, foi nesse período que aconteceram duas coisas significativas: eu briguei feio com o meu irmão (as circunstâncias não interessam agora) e isso aumentou consideravelmente a minha sensação de isolamento social. Caí num ostracismo medonho por conta de inúmeros fatores: a escassez de amigos, a falta que a Tânia me faz, a briga, os estudos, o cansaço... Ah, sim! O cansaço se tornou um monstro invencível que me abateu várias semanas seguidas. Mas era um cansaço tão violento que apagava as minhas cores, tirava a vontade de sair pra ver a rua, apanhar um raiozinho de sol que fosse.

Durante esse período eu me certifiquei de algo que já sabia mas provei empiricamente: amigo é amigo, affair é affair. Assim como mãe é mãe, paca é paca, balé é balé, karatê é karatê (...), enfim... Risos, por favor e sigamos adiante sabendo que melhor mesmo é não misturar as estações pra não... Quem entender que entenda!

Então, falávamos de amigos? Ah, sim, me sobraram poucos. Mas uma justa medida me foi acrescentada (em qualidade) neste ano em matéria de amizades. Bem na hora da carência absurda de amigos, de irmãos, me cai uma trupe inteira de pára-quedas: era o grupo de teatro do qual comecei a fazer parte, o É desse jeito. A partir de abril, estivemos rodando por aí com apresentações e confesso que isso me proporcionou uma satisfação imensa! Era bálsamo pra minha alma cansada: o teatro. "Nunca fui tão feliz como fazendo aquilo que nasci pra fazer": roteiro, ensaio, atuação são coisas que estão plantadas numa região muito profunda em mim, que nem o cansaço nem a chateação do dia-a-dia conseguiram acessar. E sim, através do grupo e das apresentações a minha vida social começou a dar uma (leve) movimentada. Conheci e tive contato com gente muito epecial neste período!

Fase difícil: jornada de 40 horas na escola, uma pós-graduação, o curso de Inglês em andamento (que por pura teimosia eu não tranquei no meio do ano), o teatro e a vida toda por administrar. Era o tempo escasso, notícias de doença na família, vontade nenhuma de me mover do lugar e sensação de impotência. Tá pouco? Então anote aí, meu caro, que passei por um arrocho financeiro medonho! Sobre isso nem vou escrever. Deixa só você saber da notíca boa: apesar dos dias difíceis, nunca estive desamparada. Era sempre um alívio, um refrigério que chegava na hora certa. Eu sempre me senti cuidada, a despeito dessa minha mania de perseguição. O que me faltou, foi por pouco tempo e logo experimentei o "nada acontece por acaso nessa vida".

Segui feliz pra segunda metade do ano.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (parte II)

Bem, bem, bem... sejamos breves que há um mundo de coisas a fazer e o ano (nem o mundo) acabou ainda! 

Primeiro trimestre: muita coisa acontecendo e nenhuma definição de como as coisas caminhariam. Quando viajei no finalzinho de dezembro (2010) pra passar uns dias na casa da minha irmã (no Rio Grande do Sul) tinha em mente a ideia fixa de não voltar pra Brasília - não por enquanto, não tão cedo. Durante muitos dias fiquei por lá (só, maior parte do tempo, pois a minha irmã trabalha muito o dia inteiro, todos os dias) ficava sentada no sofá, olhando o céu da janela do quarto andar do prédio. Era uma solidão que não tinha fim. Aliás, as perspectivas de 2011 não eram tão otimistas: a minha vida social foi pro "saco" por causa de uma porção de coisas (uma delas eu expliquei no post anterior: "arquivar" as más influências, como disse certo amigo meu). Mas não era uma solidão triste; talvez melancólica mas não sofrida, pesarosa. Esse tempo de recolhimento me ajudou a repensar várias escolhas. Remoí o passado recente (e o nem tão recente assim), fui resolvendo algumas questões incômodas e encerrando alguns "casos", algumas "queixas" que eu tinha da vida. Ponto.

Mas a vida no RS não era só melancolia e solidão, não! Tinha passeio pelas cidades, cinema, chopp no shopping, bailão, e reuniões impagáveis com pessoas especialíssimas e cardápios dignos da realeza preparados pela minha maninha  Gourmet. Através dela, conheci gente que influenciou as decisões mais acertadas que pensei em colocar em prática quando voltasse pra BSB. Ah, sim! Tive que voltar! Belo dia, passeando pela estação férrea em Bento Gonçalves, recebi uma mensagem de texto de uma amiga (daqui) avisando que eu havia sido aprovada em um concurso público (essa é outra história, não cabe aqui e agora). Liguei pra mãe e tratei de comprar a passagem de volta. 

Em casa desde o finalzinho de janeiro, tratei de algumas coisas antes de retornar às atividades profissionais. Quando isso aconteceu, em fevereiro, confesso que não estava com essa animação toda. Terceiro ano na mesma empresa e quem me conhece sabe que rotina não me atrai; preciso de adrenalina, de desafio, de coisa nova senão morre a minha vontade de ser, de viver, de fazer e acontecer... Mesmo assim, de acordo com as proposições de início do ano, entrei com tudo pra colaborar no que fosse possível.

Algumas coisas ficaram muito claras pra mim durante este ano; Sempre estranhei a minha trajetória: as coisas parecem que são mais difíceis pra conseguir, parecem que os outros são mais favorecidos pelo "destino", sei lá, eu não acredito muito nessas coisas de destino, de conspiração mas sério mesmo: tudo pra mim parece ser inalcançável, truncado, sofrido, chorado! Daí que tem dois lados nesta questão: ao mesmo tempo que às vezes me sinto desfavorecida com algumas situações, comecei a tomar gosto pelas causas "impossíveis", comecei a desejar (mais) as coisas que estão longe do alcance das mãos, comecei a ousar querer coisas muito, muito grandes... E veja bem, quando digo "coisas grandes" não me refiro apenas às coisas materiais: carro, casa, bens... qualquer pessoa com maior ou menor facilidade pode conseguir! Quero coisas ainda maiores!!! Mas também não é assunto pra agora...

Começo de março, se bem me lembro, passados os calores do Carnaval; sim, porque aqui no Brasil parece que tudo só engrena depois dessa festa (!) de benefícios questionáveis. Não gosto de Carnaval assim como não vou com a cara da maioria dessas datas comemorativas altamente comerciais. Mas não quero gerar polêmica; não aqui, não agora! Voltando ao assunto, no começo de Março eu passei um susto muito grande: estava indo pegar carona para o trabalho às 6h40 da manhã quando fui surpreendida por uma caminhonete F250 desgovernada vindo na minha direção. O motorista estava passando mal (eu acho) e veio saltando os canteiros, subindo nas calçadas. A sensação dos farois crescendo à sua frente não é tão empolgante quanto nos filmes! Passou um filminho na minha mente e era uma pensa deixar tanta coisa por fazer. A sensação de "quase morte" é um negócio transformador! Milagrosamente o cara conseguiu desviar, tipo a 4m de distância do meu corpinho (rs)... Depois foi uma crise de choro e a ambulância descendo pra buscar o condutor do veículo a muitos metros de distância de mim. Mas eu não via mais nada. Caminhei tremendo as pernas até o local combinado e fui chorando: aquele dia e por muitos dias seguidos...

Nova oportunidade me foi dada. Ao meu modo de ver, foi como se Deus me dissesse que eu tenho escolha: passar anônima pela face da Terra ou continuar a lutar pelas coisas que quero, nas quais acredito. Aqui estou.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Saudade de SP



Pausa nos relatos de como foi o ano de 2011 para falar de Sampa. Faz tempo que não passo por lá... São Paulo é uma cidade muito especial pra mim, foi lá que eu tive a noção do que é cidade grande com seus encantos e assombros. Esse clip pra mim dá mais ou menos uma noção da comunicação informal nas paredes da cidade: pichação neste caso é muito mais do que um simples ato de vandalismo - é uma maneira da periferia legitimar a voz, a ter direito de protestar, de denunciar, é forum público pra doutor ter que ler. Não dá pra ficar indiferente... "Não existe amor em SP". Fosse só lá...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (parte I)

Bem amigos da blogsfera... Tá acabando mais um ano, e cá pra nós... que ano! 2011 deu o que falar... Pra começar, antes de começar (o ano) eu listei algumas resoluções, tracei algumas metas e estratégias pra fazer com que o ano que iniciava não repetisse as 'zincas' do ano anterior. Freud explica: "onde há repetição há inconsciente" e eu definitivamente resolvi minar e bombardear o meu inconsciente, que me empurrava pro abismo de cometer os mesmos erros, sempre...

Finalzinho de dezembro (2010) eu estabeleci pactos comigo mesma. Tava cansada de me boicotar! Daí eu me sentei com lápis e papel nas mãos e fiz a seguinte lista:

1) Neste ano que se inicia (2011), eu só vou 'colar' com gente que me acrescenta algo! Chega de andar com o povo 'peba', atrasado, pé na cova, reclamão, resmunguento, preguiçoso, olho gordo, fofoqueiro. Fiz um limpa geral na minha rede de amizades e... (pasme!)... CORTEI da minha convivência uma porção de gente. Eu poderia citar aqui os benefícios que me acarretou uma decisão assim tão simples mas não! Sigamos, que tenho muito a escrever hoje...

2) Outra coisa que eu decidi pôr em prática em 2011: força de vontade! Fazer o que eu tivesse que fazer, mesmo que eu não quisesse! Ser alerta, fiel com meus compromissos, empenhar a minha palavra e fazer e um TUDO pra honrar o que prometi; exercitar a lealdade a qualquer custo. Pensa que é fácil? Não, não é, pequeno gafanhoto, mas compensa... A nossa reputação leva tempo e esforço pra ser construída mas no final das contas, você acaba ganhando o respeito e a confiança das pessoas...

3) Outra coisa que eu decidi fazer (e que me rendeu muita encrenca) foi: ser franca. Eu decidi falar o que eu tivesse que falar mesmo que significasse confusão na certa, mesmo que eu tivesse que me explicar, voltar atrás, pedir perdão depois. Sabe, durante muitos anos da minha vida eu vivi atormentada pelas indignações não-expressas, engasgada com os sapos que engolia para simplesmente "ficar bem na fita" com A e B. Acabou! Chega de fazer esforço pra ser aceito, de utilizar de polidez e de uma pseudodiplomacia pra não contrariar fulano ou ciclano... Coisa boa é a gente ser adulto o suficiente pra ser do jeito que a gente é e não uma sombra das projeções alheias e expectativas ao nosso respeito.

4) Por fim, talvez o mais difícil: eu decidi fazer diferença onde quer que eu fosse, onde quer que eu andasse... E fiz! Aliás, fiz e aconteci. Quem esbarrou comigo em 2011 dificilmente saiu ileso: sempre teve o que falar, o que pensar, o que raciocinar. É o que eu faço de melhor - plantar a dúvida, o questionamento, a reflexão na alma das pessoas, modéstia à parte. Ganhei amigos e afastei outros com isso mas tudo nessa vida tem ganhos e perdas. Eu fiz as minhas escolhas e arquei com as consequências delas...
(...)

Bom, e o que ocorreu durante este ano foi tudo isso que eu tenho aqui na memória e no coração mas certamente não vou conseguir colocar tudo em palavras nos textos do blog. Vou tentar resumir o suficiente pra deixar registrado quão grande foi o meu crescimento pessoal...
(CONTINUA)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Meu aniversário! *--*


Hoje é meu aniversário
Corpo cheio de esperança
Uma eterna criança, meu bem
Hoje é meu aniversário
Quero só noticia boa
Também daquela pessoa, oba
Hoje eu escolhi passar o dia cantando
De hoje em diante
Eu juro felicidade a mim
Na saúde, na saúde, juventude, na velhice
Vou pelos caminhos brandos
A minha proposta é boa, eu sei
De hoje em diante tudo se descomplicará
Com um nariz de palhaço
Rirei de tudo que me fazia chorar
Cercada de bons amigos me protegerei
Numa mão bombons e sonhos
Na outra abraços e parabéns
 Quero paparicações no meu dia, por favor
Brigadeiros, mantras, músicas
Gente vibrando a favor
Vamos planejar um belo futuro pra logo mais
Dançar a noite toda
Fela Kuti, Benjor e Clara

(...)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

É amanhã!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Calvin e eu

Tava aqui pra postar já há um tempo... Falar verdade, dias atrás cheguei a escrever o post, formatei, reli, revisei (coisa rara) e quando fui publicar, não sei porque cargas d'água o Blogger não salvou. Perdi: o post e a paciência!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quem tiver ouvidos de ouvir e olhos de ver...


Em uma dimensão alternativa, havia um pequeno planeta próximo à constelação que chamamos de Cruzeiro do Sul. Esse pequeno planeta era habitado por seres pequenos, chamados de anthrons. Esses seres viviam de modo simples, voando nas correntes de ar e coletando, da atmosfera, o alimento necessário para o dia a dia.
No passado remoto, os anthrons sofreram grande catástrofe. Daimlukh, um ser invasor desse pequeno planeta, procurou destruir tudo o que o Criador do Sol tinha deixado ali para os anthrons. Daimlukh enganou os anthrons primordiais, fazendo-os seus escravos e grampeando suas asas, para que não mais voassem. Porém, o Criador do Sol logo descobriu os planos de Daimlukh e o enxotou daquela dimensão, libertando os anthrons, não sem, porém, o grande sacrifício de seu filho, morto na Grande Batalha. Até hoje os anthrons não entendem, mas a morte do filho do Criador do Sol não foi definitiva, tendo ele retornado para libertar as asas dos anthrons.
Nem todos os anthrons podiam voar, é verdade. Somente aqueles que aceitavam, de bom grado, a oferta do filho do Criador do Sol é que tinham suas asas novamente soltas. Aqueles que podiam voar mostravam aos anthrons pedestres como isso era bom. Alguns queriam voar novamente e aceitavam ser soltos; outros se acostumaram com aquela vida rasteira.
Porém, alguns anthrons voadores achavam que, daquele jeito, a coisa não daria certo. Resolveram criar uma série de regras para o bom vôo de seus companheiros. No início, aquelas regras eram boas, ajudavam bastante no fluxo do vôo ainda desajeitado dos anthrons, desacostumados com aquela gostosa liberdade.
Mas os anthrons que criaram as regras não se deram por satisfeitos. Criavam ainda mais regras, e algumas eram adendos às regras antigas. Os anthrons, claro, não reclamavam, mas não notaram que não tinham mais tanta liberdade de voar assim.
Por fim os deibos, nome dado aos anthrons responsáveis pelas regras, decidiram o seguinte: em nome do filho do Criador do Sol, todos os anthrons deveriam deixar de voar sozinhos. Só poderiam voar algumas horas do dia, e mesmo assim acompanhados pelos deibos. Caso não houvesse algum deibo disponível, o anthron deveria aguardar pacientemente pela sua vez em suas celas, que eram pequenas caixas reluzentes e gradeadas por dentro e por fora, decoradas com frases ditas pelo filho do Criador do Sol.
Alguns anthrons começaram a fazer uma silenciosa revolta. Não quebravam as celas, mas se recusavam, pacificamente, a voltar a elas. Preferiam ficar nas correntes de ar do planeta, não aceitando mais a impostura dos deibos. Outros anthrons quebravam tudo, se recusavam a voar nas correntes de ar e ficavam perdidos pelo caminho, se tornando presas fáceis para os predadores transdimensionais.
De vez em quando, ouvia-se um lamento, no meio das celas, de algum anthron. Lembrava-se de como era bom voar livremente nas correntes de ar, acompanhado pelo filho do Criador do Sol. Com seu lamento, de modo inexplicável, a porta de sua cela se destrancava automaticamente, e ele podia voar para longe dali.
Mas o que os deibos não se atinaram é que estava próximo o dia em que o filho do Criador do Sol voltaria àquela dimensão. Naquele dia, todas as celas seriam varridas do mapa, todos os anthrons voariam livres, e todos os deibos se uniriam a Daimlukh em sua dimensão perdida. A liberdade para os anthrons era apenas questão de tempo. E de lamento.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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