quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (parte II)

Bem, bem, bem... sejamos breves que há um mundo de coisas a fazer e o ano (nem o mundo) acabou ainda! 

Primeiro trimestre: muita coisa acontecendo e nenhuma definição de como as coisas caminhariam. Quando viajei no finalzinho de dezembro (2010) pra passar uns dias na casa da minha irmã (no Rio Grande do Sul) tinha em mente a ideia fixa de não voltar pra Brasília - não por enquanto, não tão cedo. Durante muitos dias fiquei por lá (só, maior parte do tempo, pois a minha irmã trabalha muito o dia inteiro, todos os dias) ficava sentada no sofá, olhando o céu da janela do quarto andar do prédio. Era uma solidão que não tinha fim. Aliás, as perspectivas de 2011 não eram tão otimistas: a minha vida social foi pro "saco" por causa de uma porção de coisas (uma delas eu expliquei no post anterior: "arquivar" as más influências, como disse certo amigo meu). Mas não era uma solidão triste; talvez melancólica mas não sofrida, pesarosa. Esse tempo de recolhimento me ajudou a repensar várias escolhas. Remoí o passado recente (e o nem tão recente assim), fui resolvendo algumas questões incômodas e encerrando alguns "casos", algumas "queixas" que eu tinha da vida. Ponto.

Mas a vida no RS não era só melancolia e solidão, não! Tinha passeio pelas cidades, cinema, chopp no shopping, bailão, e reuniões impagáveis com pessoas especialíssimas e cardápios dignos da realeza preparados pela minha maninha  Gourmet. Através dela, conheci gente que influenciou as decisões mais acertadas que pensei em colocar em prática quando voltasse pra BSB. Ah, sim! Tive que voltar! Belo dia, passeando pela estação férrea em Bento Gonçalves, recebi uma mensagem de texto de uma amiga (daqui) avisando que eu havia sido aprovada em um concurso público (essa é outra história, não cabe aqui e agora). Liguei pra mãe e tratei de comprar a passagem de volta. 

Em casa desde o finalzinho de janeiro, tratei de algumas coisas antes de retornar às atividades profissionais. Quando isso aconteceu, em fevereiro, confesso que não estava com essa animação toda. Terceiro ano na mesma empresa e quem me conhece sabe que rotina não me atrai; preciso de adrenalina, de desafio, de coisa nova senão morre a minha vontade de ser, de viver, de fazer e acontecer... Mesmo assim, de acordo com as proposições de início do ano, entrei com tudo pra colaborar no que fosse possível.

Algumas coisas ficaram muito claras pra mim durante este ano; Sempre estranhei a minha trajetória: as coisas parecem que são mais difíceis pra conseguir, parecem que os outros são mais favorecidos pelo "destino", sei lá, eu não acredito muito nessas coisas de destino, de conspiração mas sério mesmo: tudo pra mim parece ser inalcançável, truncado, sofrido, chorado! Daí que tem dois lados nesta questão: ao mesmo tempo que às vezes me sinto desfavorecida com algumas situações, comecei a tomar gosto pelas causas "impossíveis", comecei a desejar (mais) as coisas que estão longe do alcance das mãos, comecei a ousar querer coisas muito, muito grandes... E veja bem, quando digo "coisas grandes" não me refiro apenas às coisas materiais: carro, casa, bens... qualquer pessoa com maior ou menor facilidade pode conseguir! Quero coisas ainda maiores!!! Mas também não é assunto pra agora...

Começo de março, se bem me lembro, passados os calores do Carnaval; sim, porque aqui no Brasil parece que tudo só engrena depois dessa festa (!) de benefícios questionáveis. Não gosto de Carnaval assim como não vou com a cara da maioria dessas datas comemorativas altamente comerciais. Mas não quero gerar polêmica; não aqui, não agora! Voltando ao assunto, no começo de Março eu passei um susto muito grande: estava indo pegar carona para o trabalho às 6h40 da manhã quando fui surpreendida por uma caminhonete F250 desgovernada vindo na minha direção. O motorista estava passando mal (eu acho) e veio saltando os canteiros, subindo nas calçadas. A sensação dos farois crescendo à sua frente não é tão empolgante quanto nos filmes! Passou um filminho na minha mente e era uma pensa deixar tanta coisa por fazer. A sensação de "quase morte" é um negócio transformador! Milagrosamente o cara conseguiu desviar, tipo a 4m de distância do meu corpinho (rs)... Depois foi uma crise de choro e a ambulância descendo pra buscar o condutor do veículo a muitos metros de distância de mim. Mas eu não via mais nada. Caminhei tremendo as pernas até o local combinado e fui chorando: aquele dia e por muitos dias seguidos...

Nova oportunidade me foi dada. Ao meu modo de ver, foi como se Deus me dissesse que eu tenho escolha: passar anônima pela face da Terra ou continuar a lutar pelas coisas que quero, nas quais acredito. Aqui estou.

1 comentários:

Anônimo disse...

Eu comecei o ano sem grandes expectativas. Sempre fui adepto do "acordei, abri o olho e enxerguei, respirei sem dificuldade, coloquei os pés no chão e andei... então já ganhei o dia". Entretanto duas coisas estavam me incomodando e resolvi envidar esforços para melhorar a minha qualidade de vida. Coincidentemente as duas metas foram alcançadas no mês de novembro, sair do aluguel e trabalhar com o que eu gosto... Então depois de 11 meses desgastantes no ano de 2011, posso voltar tranquilamente para a minha vida de quase-ermitão.
Planos para 2012? Que ninguém me traga problema sem propor solução, para que eu possa curtir um 2012 bastante sereno. Raphael

Sejam bem-vindos!

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