sábado, 17 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 (Parte III)

Não existe nada tão bom que não possa melhorar... nem tão ruim que não possa piorar. (Ditado popular)

Nada vem de graça: nem o pão nem a cachaça. (Zeca Baleiro)

Pois é... A vida tem implicância comigo (ou será que eu é que tenho implicância com ela?). O três meses seguintes de 2011 - abril, maio e junho foram bastante  significativomarcantes  e me trouxeram lições preciosas. Por exemplo, o que você tem a fazer, faça logo. Aliás, essa foi a frase de Jesus pra Judas quando este estava prestes a traí-Lo! Tão logo terminei a graduação, fiquei com vontade de engrenar uma Pós na minha área: educação mas nunca tomava coragem. Ohei o curso em abril, fui lá me matricular e comecei a estudar. Pronto, hora de enterrar os meu livros de literatura (e a vida social) por tempo indeterminado. O ano a partir daí foi estudar, estudar, estudar com uma ou outra escapadinha pra visitar a neném (Larissa) ou almoçar com a Lya pra arejar as emoções. Ponto.

Ah, foi nesse período que aconteceram duas coisas significativas: eu briguei feio com o meu irmão (as circunstâncias não interessam agora) e isso aumentou consideravelmente a minha sensação de isolamento social. Caí num ostracismo medonho por conta de inúmeros fatores: a escassez de amigos, a falta que a Tânia me faz, a briga, os estudos, o cansaço... Ah, sim! O cansaço se tornou um monstro invencível que me abateu várias semanas seguidas. Mas era um cansaço tão violento que apagava as minhas cores, tirava a vontade de sair pra ver a rua, apanhar um raiozinho de sol que fosse.

Durante esse período eu me certifiquei de algo que já sabia mas provei empiricamente: amigo é amigo, affair é affair. Assim como mãe é mãe, paca é paca, balé é balé, karatê é karatê (...), enfim... Risos, por favor e sigamos adiante sabendo que melhor mesmo é não misturar as estações pra não... Quem entender que entenda!

Então, falávamos de amigos? Ah, sim, me sobraram poucos. Mas uma justa medida me foi acrescentada (em qualidade) neste ano em matéria de amizades. Bem na hora da carência absurda de amigos, de irmãos, me cai uma trupe inteira de pára-quedas: era o grupo de teatro do qual comecei a fazer parte, o É desse jeito. A partir de abril, estivemos rodando por aí com apresentações e confesso que isso me proporcionou uma satisfação imensa! Era bálsamo pra minha alma cansada: o teatro. "Nunca fui tão feliz como fazendo aquilo que nasci pra fazer": roteiro, ensaio, atuação são coisas que estão plantadas numa região muito profunda em mim, que nem o cansaço nem a chateação do dia-a-dia conseguiram acessar. E sim, através do grupo e das apresentações a minha vida social começou a dar uma (leve) movimentada. Conheci e tive contato com gente muito epecial neste período!

Fase difícil: jornada de 40 horas na escola, uma pós-graduação, o curso de Inglês em andamento (que por pura teimosia eu não tranquei no meio do ano), o teatro e a vida toda por administrar. Era o tempo escasso, notícias de doença na família, vontade nenhuma de me mover do lugar e sensação de impotência. Tá pouco? Então anote aí, meu caro, que passei por um arrocho financeiro medonho! Sobre isso nem vou escrever. Deixa só você saber da notíca boa: apesar dos dias difíceis, nunca estive desamparada. Era sempre um alívio, um refrigério que chegava na hora certa. Eu sempre me senti cuidada, a despeito dessa minha mania de perseguição. O que me faltou, foi por pouco tempo e logo experimentei o "nada acontece por acaso nessa vida".

Segui feliz pra segunda metade do ano.

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