sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

De volta ao mundo dos 'geeks' (rs)

Voltei! Nem sei de onde mas voltei. Pra falar verdade eu sempre estive aqui; é um privilégio dos artistas (rs) espreitar os acontecimentos mundanos de cima do muro (ou não). Caro leitor, entenda cada linha que escrevo hoje como um fio destilado de ironia: um pacotinho daquele acúcarzinho ácido que acompanhava aquele pirulito docinho dos tempos da escola. Tenho um colega (artista) que diz que os "artistas" têm licença poética. Licença esta que às vezes eu entendo como permissão autoconcedida pra fazer e falar bobagem. Fecha parêntese, não há muito o que dizer a respeito. O fato é que passei uns dias de férias das minhas faculdades intelectuais. Tive que dar um tempo das leituras após um ano de ativismo 'nerd' (se bem que a minha irmã disse que o termo 'nerd' não se aplica exatamente a mim, que seria melhor autodenominar-me 'geek'). Faço lá ideia do que seja um ou outro: há coisas muito complicadas para o meu entendimento, como por exemplo as febres e 'virais' das redes sociais - e olha que eu nem participo de todas (muito menos acho possível tal façanha)!

Rede social e essas "modinhas" virtuais são excelentes meios de canalizar o conteúdo idiota que todo mundo tem dentro de si. E não vejo nada de pejorativo nisso! Acho que foi o Arnaldo Jabour que publicou certa vez que: A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Nem gosto do Arnaldo Jabour (nem por nada, é um não-gostar gratuito mesmo) mas tenho que concordar com ele! Seriedade demais é pedante, é envelhecedor... Sujeito que amanhece o dia engajado em uma causa nobre, que não retira nunca-nunca a capa de salvador da pátria, que nunca ri, que nunca descontrai acaba se tornando repelente! E que os meus fiéis amigos não me interpretem a partir da minha atuação em redes sociais! Nas que me sobraram estômago pra participar,  desemboco grande parte das bobices que me passam na cabeça. E há quem leve demasiado a sério as manifestações virtuais (sejam de ideias ou de sentimentos) - eu cá prefiro o contato pessoal. Mas enfim...
A inflação das atividades intelectuais do ano passado me renderam um esgotamento físico e mental que exigiu medidas drásticas, para além do descanso de férias de fim de ano: parei com tudo que exigia esforço fisico e mental sem me render (necessariamente) alguma satisfação imediata. Se queria fazer alguma coisa muito bem, caso contrário, nem me movi do lugar. Tirei um tempo considerável pra não pensar em nada e me sinto mais leve agora! Quando saí de casa com as malas, há quase um mês, deixei o cérebro e metade do juízo guardados dentro do guarda-roupa. Convoquei às pressas o cérebro: as circunstâncias fizeram a necessidade.

O texto (este que escrevo agora) é o meu ensaio para a volta das produções, em 2012. A partir daqui analiso a minha evolução escritoresca (rs) até então. Mensagens que se amontoam frenéticas na caixa do correio eletrônico sinalizam que apesar de a carcaça estar ainda curtindo férias (merecidas e bem-gozadas), a mente precisou entrar em campo imediatamente e pode ser que eu passe mais tempo por aqui - postando as entrelinhas da jornada acadêmica - ou não! Aqui vou eu descendo a montanha (ou as dunas, muito bem representadas na foto tirada em Cabo Frio -RJ). Sou eu aqui, de volta e até já!

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