sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Primeiro de vários

Assunto que foi destaque em 2011: cansaço - eita palavrinha que gosta de aparecer no meu dicionário! Desde pequena cultivo o hábito de folhear o pai dos burros e ultimamente, folheasse encontraria o verbete  cansaço repetidas vezes, como se houvesse mais de um em todo o volume. A essa altura do texto, você leitor já deve ter descoberto: estou variando das ideias. Sim, estou cansada e com sono. Aliás, meu corpo está cansado mas a mente vagueando... E pensava agorinha: é a primeira vez que me sinto cansada neste ano!

Mas não nisso apenas; pensava em muito mais - em como, por exemplo, as minhas coisas parecem passar por um embaraço especial antes do desfecho, do final feliz. Dizem que sou contadora de histórias (fantásticas). Não deixo de ser mas tenho que emendar: fantásticas mesmo são as situações que acontecem na minha vida. É assim: nunca nada acontece sem antes dar mil voltas. Pausa. Nunca e nada são duas palavras que evito usar até oralmente porque considero que trazem uma bagagem negativa, cheiram a abismo, a coisas que se perdem e não voltam mais. Mas tornemos ao assunto: pra uma coisa dar certo na minha vida, ela tem que dar voltas, ser considerada causa perdida pelo menos  duas vezes, me fazer chorar e ranger os dentes por, no mínimo uma semana, quase esquecer, lamentar, dar como encerrado o caso para, só então, receber a notícia de que está tudo em mãos, tudo certo.

Dias atrás, disse à minha irmã (do meio) que se algo dá certo "de primeira" na nossa vida, ou é engano ou certamente estamos perto da morte, do último suspiro, de abotoar o paletó de madeira. Mais recentemente repeti à irmã caçula a mesma ladainha porque (ao que me parece) tem um fator genético envolvido nesse angu: algumas coisas são muito "familiares", no sentido literal mesmo, de histórias muito parecidinhas entre os que carregam um sobrenome que nem é bom citar aqui pra não abrir precedentes, rs. Vai que algum leitor se descobre parente e, passando a limpo o próprio histórico, endossa a minha tese, e... Melhor deixar pra lá! Não se esqueça que estou variando... Sono e cansaço.Sou eu aqui remoendo umas historietas (pessoais) sem lógica e repetidas.

Uma colega da especialização me fez proposta essa semana: "Vou te apresentar um amigo meu". Eu ri. "Como é que você gosta de homem?" Eu ri mais ainda. Ri porque ultimamente ando rindo à toa (mas é À TOA MEEESMO) e também porque achei mais fácil listar (e listei) como eu não gosto de homem. Jamais publicaria a lista, até porque sujeito que não apresentasse combinação de pelo menos dois daqueles itens provavelmente se encaixaria em alguma categoria etérea de existência não-humana (angelical, talvez - ou semideuses). Enfim... citei o ocorrido porque apesar da lista bem-humorada, a imagem (agradável) que me apareceu em mente era muito familiar, absolutamente normal e está incrivelmente próxima do meu alcance; a lista foi uma negativa inconsciente. O detalhe: só vamos esperar dar errado (mais) algumas vezes para só então dar certo! Exercitando as minhas paciências - assim, no plural mesmo...

Para finalizar (ao menos aqui, no texto, a ilógica sequência de pensamentos), devo dizer que minha primeira semana de trabalho passou voando! Voltei à ativa mais cedo do que esperava. Ano pasado pedi demissão do emprego antes de sair de férias. Voltando de viagem após trinta dias fora de casa, nem tive tempo de curtir preguiça: fui reconvocada para o mesmo local mas com função e horários diferentes, dentro da minha disponibilidade de tempo. Engraçado isso. Realmente pensei que fosse viver um retorno à vida puramente acadêmica mas os tempos são de ação - ou menos discurso e mais ação! Aliás, a movimentadíssima vida acadêmica que estou vivendo me rende um punhado diário de interrogações e indignações. Passo raiva. E é bem capaz que os colegas cursistas passem raiva comigo porque fatalmente não falamos a mesma linguagem. E como isso me irrita! Mas esta é uma outra história, para quando eu terminar a leitura de "O imbecil coletivo", rs. Sem mais por hoje.

2 comentários:

Diogo Hamlet disse...

Tu fumou o que? Sinto que existe aí uma parcela de "coca ainda" mas entendi perfeitamente tudo o que disse no texto e só pra constar... as coisas vão passar a dar certo de primeira, carregando hierarquicamente um nome ou não.

Hamlet

Viviane Zion disse...

Diogo, eu ri bastante do seu comentário! Fumei nada não, é que na hora em que escrevi estava sonolenta e incomodada com o sono (que custou a chegar). Vezenquando eu despejo delírios tais quais a este.
'Cabei de lembrar do verso da Legião Urbana: "parece cocaína mas é só tristeza..." Hahaha... e nem era "coca ainda" nem tristeza; era só cansaço, sonolência e pensamento acelerado. Só isso.

Abraço, brother!

Sejam bem-vindos!

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