sexta-feira, 16 de março de 2012

Resumão da ópera

Eu ando feliz à beça! Feliz. Não porque não tenha motivos para me preocupar ou me aborrecer; os tenho: vários, todos mas cá pra nós, essa "vibe" de andar reclamando da vida, lamentando e resmungando há muito tempo não faz parte da minha lista natural de procedimentos e atitudes. Sinto que as dores e os dramas parecem um tanto menores se eu os encaro de maneira mais firme e positiva, se tenho bons amigos com quem dividir as lutas mas também comemorar vitórias. Sei que soa muito clichê o que estou postando mas para falar a verdade, não me importo tanto com o que quem lê vai entender e sim com as lições práticas que têm sido acrescentadas à minha própria experiência de vida - e que de alguma forma apresento resumidamente por aqui.

Eu estou feliz. E não pense que não tenho contas a pagar, viu? Pois tenho. Não imagine que não tem ninguém doente na família com quem eu deva me preocupar - tem mais de uma pessoa, por sinal! Não passe pela sua cabeça que os meus dias são desfrutados debaixo de uma palmeira com eunucos me abanando e dando uvas na boca... não é nada disso! A demanda de produção é bem superior à minha capacidade de supri-la.  De tempos em tempos eu paro e engulo o nó atravessado na garganta, seguro o choro. São as pernas que me doem mas o incômodo não é propriamente a dor e sim o acordo velado que fiz comigo de respeitar limites: de parar mesmo tendo vontade de continuar, pra poder conseguir chegar mais longe. Hoje faço escolhas tendo em vista algo bem maior do que pensava há dez anos.

Esses dias encontrei por-acaso-não-por-acaso uma grande amiga de longa data: a Mary. Almoçamos juntas, passamos não mais que meia hora conversando mas quando levantei da mesa me dei conta de que aquela conversa edificou minha vida de uma maneira muito especial. Lá pelas tantas do nosso encontro ela perguntou: "Mas por que você faz todas estas coisas ao mesmo tempo!?" - pelo que respondi: "Por que eu não me conformo com o menos - quero tudo!". Eu quero tudo. Eu quero tudo!

Saí com a dona da escola onde trabalho ontem para comprar alguns materiais. Tenho uma grande admiração por ela - sem ressalvas. Azar o de quem não consegue estabelecer boas relações. Ponto. Voltando: saí com ela às compras! E que companhia interessante. E que pulso, que classe, que fibra! Meu professor de legislação de trânsito essa semana me disse que devemos nos cercar dos maiores, andar com os melhores! Eu olhava aquela senhora pequenininha caminhando com passinho miúdo naquele centro comercial gigantesco e só conseguia acrescentar admiração à admiração - andar com os melhores: é isso! Lá pelas tantas sentamos para tomar um suco, enquanto conversávamos: era o suco, a vida pessoal, a escola, os estudos , a música clássica... Eu ouvia e aprendia. Tenho muita sorte na vida mesmo!

(...)

Cheguei da aula há pouco e me sentei aqui para tentar organizar alguns materiais de estudo. Quem disse!? Passa tanta coisa pela mente... Já quase chorei umas três vezes de uma hora para cá ao constatar a minha pequenez. Estou cansada e não consigo me concentrar. Nem por isso a sensação de bem-estar passa! Agora enxergo o mundo com cores muito mais vivas e não é por causa de nenhuma motivação externa; algo mudou de dentro para fora radicalmente e olhando para trás, as escolhas que fiz, as decisões que tomei, o que considerei como perda, meio mundo de temores e frustrações (...) sob o prisma do hoje me parecem insignificantes perto da maturidade e experiência que adquiri. Eu estou muito feliz. Desculpa repetir mas é que não tem como guardar pra mim só...

É como se o cerco fosse se fechando, como se as coisas realmente cooperassem juntamente para o meu bem - mesmo o mal! É como se depois de anos semeando e regando com lágrimas, finalmente conseguisse enxergar alguma coisa brotar que não fosse erva daninha. É como se tudo começasse a fazer sentido agora, mesmo tendo amargado anos de confusão e isolamento anteriormente. Sensação de estar no lugar certo, na hora certa e cercada das pessoas certas. Não tenho como explicar melhor mas eu sinto que sei que sou um tanto bem maior... Deixo esta música que talvez inspire, forme uma imagem aí na sua mente sobre o que estou tentado ilustrar.

Bom dia, boa tarde ou boa noite - depende da hora em que você está lendo. E até breve! =D

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