segunda-feira, 30 de abril de 2012

Bolero


domingo, 29 de abril de 2012

Hehehe...


Ciranda de tentativas


É que na minha vida
as coisas geralmente
dão mais errado do que certo;
Mas de tanto dar errado
acabam dando certo!

Você consegue entender?

Eu também não!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Dias assim

Detesto admitir isso mas: estou desanimada. Sou amante inveterada das boas notícias e espectadora ardente dos acontecimentos felizes, por isso mesmo, estou desanimada. Exatamente porque as coisas de tempos em tempos insistem em sair do controle das minhas mãos, a sensação de frustração comprime o meu ânimo! Não quero e não vou dar o braço a torcer: é o momento feliz da minha vida e eu não vou permitir que situações adversas roubem o brilho dos dias atuais. Mas dói. Cultivar felicidade, semear o bem, fazer a diferença na face da terra dá muito trabalho, rende muito cansaço, ansiedade e muitas lágrimas!

Pensei tanto e em tantas coisas durante esses dias... O surto cíclico alcançou-me novamente e houve momentos nestes dias, em que o silêncio foi a melhor resposta preventiva ao arrependimento de uma reação exagerada, impensada, irracional. Eu ando muito incomodada com algumas situações. Sabe aquele intervalo irracional entre a constatação de um problema e descoberta da solução? É isso: o intervalo da agonia, o espaço-tempo que te separa do alívio, do fim das dores.

Saio para caminhar sem rumo, com os pensamentos ora soterrando, ora afogando as minhas esperanças. Justo agora que tudo está indo tão bem?! Por quê? Meu humor anda insuportável, minhas ideias são assustadoras. Falta de paciência impressionante...

E dias assim, em que acordamos, ao que parece para ver as coisas dando muito errado bem à nossa volta, é melhor nem se debater muito. Ficar aqui quietinha, esperando a fase dura passar sem maiores danos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Das últimas 48 horas

Saí pra dar uma volta, cheguei há pouco. Semana começou plena de emoções, tanto de carga quanto de descarga. Tenho dito que este ano talvez seja o mais feliz da minha vida - está sendo. E fazendo. E acontecendo (...). Que muitas coisas ocorrem ao mesmo tempo sem que eu tenha a chance de refletir, digerir os fatos, as emoções, os ganhos e perdas acho que não é novidade por aqui; sempre mencionei essa falta de coerência dos acontecimentos em minha vida. Pra falar a verdade, se isso já me pareceu incômodo outrora, hoje é realidade na qual me apoio. Não posso controlar nem planejar os eventos - ciente disso, me preparo como posso e me lanço ao que vier. Sempre foi assim.Tenho que repetir: estou muito feliz - uma constante equacionada por fatores internos. Não tem a ver com as tempestades lá fora e sim com a calmaria aqui dentro. É isso! Amadurecer é um processo tão duro e tão dolorido que em meio aos "ajustes" não se dá conta de que os benefícios são maiores que os dissabores.

Ontem, início de mais uma temporada do Teatro (temos crescido): três apresentações em um único dia, coisa para quem sofre de excesso de maluquice. Eu sofro de maluquice crônica (ou "maluquismo", como diz a Camila). Topo sempre as coisas mais doidas, mais insólitas. Então, eram três apresentações; uma superprodução preparada em curtíssimo tempo. Não gosto de sentir orgulho mas fiquei muito orgulhosa do nosso trabalho! Consegui exercitar o meu olhar crítico, como que de fora, e constatei que "levamos jeito pra coisa". Arte é coisa que consome mais do que energia física - consome "alma" (eu comentava com o amigo-irmão, hoje cedo). Eu sempre digo que uma coisa é o cansaço do estivador, cuja energia é reposta com alimentação e horas de sono. No caso da produção artística é diferente! Há um desgaste maior, um esvaziamento que eu não tenho como explicar (por hora) mas posso garantir que existe e é como se parte de nós simplesmente se "derramasse" irreversívelmente... O que foi não volta mais; o reabastecimento é possível, mas lento.

Final de segunda-feira, cheguei em casa cheia de planos: banho, jantar, conversinha com a mãe e tal... só depois sono. O esgotamento físico, mental e emocinal me obrigou a inverter a ordem das prioridades. Puxei a toalha do gancho, me sentei na cama e o corpo tomado de vontade própria foi escorregando até se acomodar perfeitamente sobre o colchão. Apaguei para acordar somente quatro horas depois com a casa em silêncio absoluto: era tarde. Me ergui da cama ainda meio zonza pra olhar o relógio de parede. Refiz os planos: banho, jantar e cama novamente - "conversinha" ficou pra outra ocasião!

Cada um tem a sua forma e ritmo de reabastecer-se daquilo que foi "derramado". Eu pensei tanto em tanta coisa hoje, o dia foi tão tenso e ao mesmo tempo tão desesperadoramente incrível, por tantas constatações felizes e tantas conclusões infelizes... Descobri muito sobre mim e sobre os outros. Descobri que se todos ao redor apresentam o mesmo problema - e eu não - o problema sou eu! Descobri também que sou atraída mais pelas mazelas  que pelas virtudes humanas. Faz muito sentido agora. E por falar em "agora", me passou pela cabeça mesmo que a sensação de urgência latente que me assola, que incomoda de tempos em tempos é a justa vontade de viver plenamente o presente; a minha agonia é nada mais que um apelo inconsciente por uma vida mais consciente, menos comprometida pelo passado e menos preocupada com o futuro. Acho que andei divagando...

Num momento de sensibilidade potencializada pela fragilidade pós-espetáculo, o dia de hoje proporcionou-me extremos de sentimentos contraditórios e confusos: perplexidade e compaixão; raiva, descontentamento e misericórdia. Vontade de ir e de ficar, alternadamente, irresistíveis. Estive no limite da tolerância e da resistência humanas. Para piorar a situação, só me entupindo de cafeína - e foi o que fiz agora há pouco. O exato momento em que se descobre completamente sem sono - quando mais necessário era simplesmente dormir.

(...)

sábado, 21 de abril de 2012

Sábado à noite



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Devaneio

Eu até que gostaria de ser mais branda, mais mulherzinha; de bater os pés e fazer beicinho. De brigar e fazer gênero. Mas não sou assim, não dá pra mim. Minhas coragens são pequenas, porém decididas, os meus medos são bobos.  Não me encaixo em padrões - não permito que me encaixem. Não quero parecer, apenas ser.Sou como café forte e amargo: não é todo mundo que gosta, não é todo mundo que suporta mas é aquele que marca pelo cheiro, pela cor e pelo sabor inconfundíveis.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Desse jeito!


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bichinhos de Jardim



Preguiça de escrever? Eu mesma, não! Só meio abarrotada de coisas a fazer, a ler, a pensar... (e tenho feito, lido e pensado bastante!).

É isso. Sem mais por hoje.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

É isso

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Simples assim



Mais uma do Liniers... =)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Hoje assim

sábado, 7 de abril de 2012

Sábado de sol...


Ficar em casa no feriado rende... Contrariada pacas porque estava com viagem mais que perfeita quase acertada e de repente começa uma sequência de coisas dando errado. Paciência. Ficar em casa e ainda em frente ao computador digitando relatório gigantesco rende mais ainda! Vez ou outra a mente foge pra bem longe. Só assim mesmo porque as cercanias daqui de onde moro não estão pra brincadeira. Tia veio aqui em casa hoje à tarde. " Mataram uma moça ali na esquina" - ela disse. Olhos arregalados, eu pergunto: "Onde?!" - "Bem ali no balão do Posto (de gasolina), passamos e o corpo ainda estava lá estendido no chão!" Mudamos de assunto. (...)

Hoje vamos de Beirut novamente. Sei que já é a terceira postagem do dia mas essa é muito boa! Um dia inteiro de produção intelectual (intensa) tem que deixar rastro (ou não)!

É som de "nerd"? Talvez. Muitas da músicas que ouço realmente não caem na graça do povo, já me acostumei. O que me impressiona nesses caras é que eles são mais do que uma banda: são uma orquestra! A moçada sabe o que está fazendo. E o garoto que canta?!!! Verdadeiro maestro... vinte e poucos anos e essa desenvoltura toda! Como pode ser tão jovem e tão talentoso?! Há duas semanas que ouço quase o tempo inteiro (com intervalos parcos para outras músicas) sem enjoar... Aliás, característica inconfundível de boa música é não se tornar enjoativa; podemos até deixar de ouvi-las por uns tempos mas cedo ou tarde bate uma saudade delas e lá vamos nós aos arquivos pessoais.

O poder tem sexo

(Por Eduardo Pavlowsky)

Existe o homem. Existe a mulher. O masculino e o feminino. O machismo e o feminismo. Suas lutas de poder. Existe um poder basicamente masculino. O homem classifica, segmentariza, ordena, centraliza, cria, permanentemente, máquinas binárias (acima, abaixo, central, periférico, etc). Deleuze e Guattari diriam que toda esta organização molar é uma forma de pensar o mundo. Uma forma de produção da subjetividade. Macropolítica pura. Linhas duras. Estamos atravessados por binarismos e linhas duras cotidianamente.

A mulher também pode acoplar-se a este tipo de organização, aprisionada por este mecanismo, opondo-se, então, ao homem em seu próprio sistema de poder; onde não há outro espaço de luta que não seja o de tentar ocupar o lugar do homem, invertendo os papéis, mas sem modificar o mecanismo do sistema de poder masculino. Mas existe também uma micropolítica, um mundo molecular, que escapa permanentemente destas linhas duras de poder, que não se deixa capturar por nenhum sistema classificatório. Mundo de vir-a-ser, de fluxos incapturáveis. Mundo de contágio, de criação permanente. Processo de criação de novos fenômenos sociais que não se deixam capturar pelas interpretações habituais, políticas ou ideológicas. Assim foi maio de 68, nosso 45; moleculares por excelência. Imprevisíveis por sua magnitude.

Sartre dizia que maio de 68 foi feminino por sua impredizibilidade. Todo esse processo molecular, inerente à criação desde as estruturas dissipativas de Prigogine até a pintura de Bacon, é definido por Deleuze como "vir-a-ser-mulher". É outra maneira de observar a grande potência do feminino. Seu grande mistério. Sua grande beleza. Não existe o "vir-a-ser-homem". O homem pode "vir-a-ser-mulher" no amor, na ciência, na criação. Como homens, estamos por demais aprisionados nos sistemas molares de poder. Não é fácil, para nós, "vir-a-ser-mulher".

Os novos processos moleculares do "vir-a-ser-mulher" têm a ver com novos processos sociais que desconhecemos. Nem todas as mulheres, dizem Deleuze e Guattari, podem "vir-a-ser-mulheres". Muitas ficam aprisionadas no mecanismo de poder masculino, nas lutas dentro do mesmo sistema. É questão de eleger. Magnífico mistério do feminino.

Semana santa e TV

Pena eu não ter escrito semana santa entre aspas, no título da postagem. Até deu vontade de apagar e reescrever mas não - essas coisas "entre aspas" dão a entender que há ironia da parte de quem escreve. Particularmente gosto de aspas. De aspas e parênteses, de apóstrofos, travessões e reticências. Escrever é um privilégio. Ter quem leia então... Mas eu me referia à "semana santa"; pois bem, a cada dia experimento a estranheza dessas datas comemorativas. Deixei de "gostar" do Natal, de "comemorar" Ano Novo, de "desejar" chocolates na Páscoa, de tentar arrumar namorado antes de Junho pra poder trocar presentes (se bem que é mais fácil terminar o namoro às vésperas pra escapar da obrigatoriedade dos presentes). Acho tudo isso muito chato. E fazendo as contas aqui, comecei a achar essas coisas muito chatas desde que parei de assistir TV... Mas deixemos o assunto televisivo para mais adiante, voltemos à Semana Santa.

A celebração da Páscoa não me incomoda. Via sacra não me incomoda (já passei por algumas). O jejum da quaresma não me incomoda (são muitos católicos ao meu redor). Ovo de chocolate não me incomoda, se me oferecem uma lasca, preto ou branco, será muito bem-vinda! Sabe o que me incomoda? Feriado me incomoda. Ficar em casa muitos dias me incomoda - profundamente! Mas até então, eu sei, só falei de coisas muito particulares - tudo bem, mas se você teve paciência para ler até aqui talvez se depare com a melhor parte em seguida (ou não). Boa lição de teologia se aprende se você parte do particular para o geral. Já disse e repito: experiência religiosa é pessoal e intransferível. O que posso fazer é descrever a minha mas nem assim há garantia de que você vai contemplar o mesmo horizonte que eu (e é bom que seja assim).

Da minha experiência com a Páscoa, posso dizer que ela se repete dia após dia. Não tem nada a ver com o coelho nem com chocolate mas também não exclui obrigatoriamente nenhum dos dois. Quando pequena, a história que eu ouvia na Catequese (sim, eu cursei a Catequese mas reprovei três semestres seguidos até desistir - ou seja, nunca "fiz" Primeira Comunhão) a história do povo hebreu: de Abraão até Moisés e a saída do Egito (a primeira Páscoa). Quando aterrissei na igreja Evangélica, a história da Páscoa que recebia destaque era outra: do Cristo crucificado. Conforme rezam os manuais de Teologia, o sacrifício de Jesus Cristo foi uma espécie de aperfeiçoamento da Páscoa que marcou a saída do povo hebreu da escravidão no Egito. Se você acredita ou não nas histórias bíblicas, a bem da verdade, isso não faz muita diferença porque a sua vida é afetada de alguma forma por estas convenções (se isso é bom ou ruim também não é hora nem lugar pra discutir). O fato é que eu me percebi mais atenta aos comportamentos dos diversos tipos de pessoas que me cercam durante essa semana e percebi que há uma espécie de "misticismo" rondando os ares quando se fala a respeito de Páscoa em todos os lugares. Especialmente os que se denominam cristãos (católicos, evangélicos, kardecistas) se cobrem com um manto que (ao que me parece) lhes confere certo ar etéreo. Engraçado isso.

Algo curioso ocorre comigo: ao observar outros, consigo "decantar" o que há em mim - durante essa semana, ao me deparar com as mais diversas manifestações de piedade, me apareceram claros os meus valores com relação à Páscoa e outras mais... Descobri por exemplo, que não é muito inteligente pagar por um ovo de páscoa cinco vezes a mais do valor cobrado pela mesma quantidade (em gramas) de chocolate em barra. Me pergunto: onde estava o meu cérebro durante estes anos que se passaram?! Me certifiquei das minhas convicções cristianescas ainda mais tirando as provas dos nove entre as minhas atitudes e o meu discurso. Fiquei feliz comigo mesma! Ratifiquei a minha fé: nisso mesmo creio - o Cristo crucificado (já não mais crucificado) vive em mim através das minhas atitudes para com os outros. Quando alguém me pergunta sobre o significado da Páscoa, sempre respondo com algo relacionado com a necessidade de reflexão; embora muitas vezes a conversa tenha um tom sóbrio, o que passa pela minha cabeça é sempre luz, cor e alegria! Um ato único e já consumado cujos resultados reverberam em uma esfera atemporal. Fantástico...

E a respeito da TV: desde que a abandonei por completo, passei a realizar elaborações mais profundas a respeito do significado das coisas; eu não vejo televisão. Nada. Quando algo de passagem me chama à atenção procuro na internet (bendita seja). Não vi a propaganda comercial das fábricas de chocolate. Não vi nenhum filme mega-antigobregapracacete com temas bíblicos. Passei ilesa por todos os apelos; salto qualitativo indiscutível na minha vida essa decisão de não mais ver TV.

Feliz Páscoa a todos.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quinta-feira

No se puede jugar a medias
Si se juega, se juega a fondo
para jugar hay que apasionarse
para apasionarse hay que salir del mundo de lo concreto
salir del mundo de lo concreto es incursionar en el mundo de la locura
del mundo de la locura hay que aprender a entrar y salir
sin meterse en la locura no hay creatividad.

Hoje vamos de Eduardo Pavlowsky, que li pouco ainda por pura falta de tempo. Dramaturgo e médico (?) argentino, pai do psicodrama na América Latina, sempre tem alguma citação do Pavlowsky nos livros que passam pelas minhas mãos (grande parte de autores argentinos).

Eu tava aqui pensando na rixazinha sem propósito que os brasileiros dizem que têm com os argentinos. Cá pra mim alguma superioridade há com relação ao futebol; quanto às Artes e cultura em geral, a produção argentina só tem me dado alegria!

domingo, 1 de abril de 2012

So lovely

Saudando o mês de abril!
Coisa linda de se ver... Sem ironias, eu realmente gosto de Beirut!
(Gringo cantando em Português me dá a linda sensação
de como devo ser patética cantando em Inglês, hahahaha...)

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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