terça-feira, 29 de maio de 2012

Overkill

Essa música representa tudo o que eu queria dizer hoje. Cedo pela manhã os (meus) fantasmas andaram rondando a (minha) mente e eu procurando canto pra me esconder. Mas impossível, eles (os fantasmas) moram em mim e pra onde vou eles seguem junto fazendo barulho, me fazendo imaginar coisas, distorcendo a visão... A semana tem sido dura, minhas estruturas internas foram mexidas, saí da zona de conforto. Muito ruim quando as coisas (finalmente) saem do nosso controle! Ou não...

Pra piorar levei uma bronca, na verdade uma lição de moral que nem era para mim (eu não tenho nada a ver com esta situação, apesar de estar na mesma situação), enfim, uma chateação sem tamanho por causa de um mal que eu nem fiz. Ouvi por conta da deslealdade de outros - e logo eu que levo tão a sério essa coisa de ser leal, de ser fiel!

Paciência, nem tudo acontece do jeito que a gente quer... O que eu sei é que a vida segue normal (muito boa, por sinal) e eu já estava até me esquecendo como era me chatear com alguma coisa de vez em quando. Faz parte da vivência humana, não há para onde correr.

É isso, por hora.

domingo, 27 de maio de 2012

Brincadeira II - a resolução



Pois é, dois posts atrás participei de um "meme" aqui no blog. Era para escrever sete informações sobre mim, sendo três delas falsas e revelar em outro post a solução. Aqui estou. Não sem antes refletir sobre a difícil tarefa que é "falar" sobre si mesmo. Desse tipo de reflexão a gente acaba inconscientemente fugindo. Geralmente somos o que os outros dizem - ou como escreveu magistralmente Fernando Pessoa: "Começo a conhecer-me. Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram". Mas caminhemos adiante, peneirando as informações.

 1) Sim, é verdade: eu amo livros, eu amo ler! Me vejo entre as literaturas desde sempre. Das historinhas contadas antes de eu dormir quando criança a caixas e caixas de livros que já circularam pela minha casa, pelas minhas mãos. Pelos que ganhei, pelos que comprei, pelos que "roubei" (rs).
2) Também é verdade: meus cabelos já assumiram o tom ruivo e eu sempre achei lindo! Problema é que a tonalidade da coloração que escolhi é muuuuito difícil de achar (aqui cabe outra verdade: sou adepta do exclusivismo; detesto clichês, repetições, modismos desses que você anda pelas ruas e vê dezenas e centenas de pessoas muito iguaizinhas...). Manter o meu ruivo em dia dava um trabalhão e eu acabei desencanando da ideia. Vezenquando uma vontadezinha de colorir novamente as madeixas mas...
3) Não, eu nunca viajei para fora do Brasil, portanto não fui à França como disse anteriormente. Mas tenho vontade, rs.
4) Sobre ver televisão: é mentira o que eu disse. O fato é que eu detesto ver TV. Depender de mim, os aparelhos daqui de casa já teriam sido consumidos pelo incinerador, substituídos por um gramofone ou uma Jukebox, hehehe.
5) Sim, é verdade: estou em fase de conclusão de dois cursos de especialização (ao mesmo tempo), o que tem me consumido o juízo, as energias e a maior parte do "meu" tempo. Mas é por uma causa nobilíssima: a minha realização profissional. O benefício é proporcional ao sacrifício. Nada de reclamar.
6) Eu calço 37. Estranho isso e ao mesmo tempo embaraçoso, porque o tamanho dos meus pés é meio desproporcional à minha altura e isso me traz alguns inconvenientes, tipo uns tropeções e uma dificuldadezinha de equilíbrio. Sabendo contornar as situações e rir das (minhas) próprias trapalhadas fica tudo certo, rs.
7) Eu não sofro de miopia e sim com o astigmatismo e hiper-sensibilidade à luz.

Então, é isso. Mais uma vez, obrigada à Verinha que me indicou a brincadeira.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A estrada do sol


"Quero que você me dê a mão
Vamos sair por aí
Sem pensar no que foi
que sonhei
Que chorei, que sofri
Pois a nossa manhã
Já me fez esquecer
Me dê a mão
vamos sair prá ver o sol"

Tom Jobim

domingo, 20 de maio de 2012

Brincadeira

Recebi um convite para participar de uma brincadeira... Verdade ou mentira?

Antes, acrescento... Faz muito tempo que não participo de uma corrente aqui no blog. Sim, sim: uma "corrente", um "meme", essas coisas que as pessoas vão compartilhando e se espalham pelas redes sociais. Quando comecei a escrever aqui era analfabeta de pai e mãe nestes (e noutros) assuntos, tive que "pedir ajuda aos universitários" até me situar.

Agora voltando... Funciona da seguinte maneira:

- Revele sete coisas a seu respeito, sendo que três devem ser (revelações) falsas;
- Indique cinco blogs para continuarem a brincadeira e avise a todos, um por um,
- Revele as três coisas falsas em um próximo post.
Então, vamos lá!


1) Amo ler; sou devoradora de livros.
2) Tingi os cabelos de ruivo por anos seguidos.
3) Já viajei duas vezes para a França.
4) Adoro assistir TV... passo horas em frente à telinha.
5) Estou concluindo dois cursos de especialização.
6) O número do meu sapato é 37.
7) Sou míope.

Não vou indicar nenhum blog. Deixo livre para quem quiser entrar na brincadeira...

Obrigada, Verinha!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Curtíssimos

Eu não sei dizer exatamente como fazer para se tornar uma pessoa melhor. Mas tenho palpites a respeito do que não fazer... por exemplo, não existe possibilidade (veja bem, eu estou afirmando categoricamente!) de um ser humano se tornar alguém melhor vendo novela. Ou mehor, vendo TV de maneira geral.

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Não é a força mas a constância de bons sentimentos que conduz os homens à felicidade. (Nietszche)

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A verdadeira inteligência atua silenciosamente. O silêncio, que precede a calma, é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas são encontradas. Quando você perde o contato com a sua calma interior, perde o contato com você mesmo. Quando perde esse contato, fica perdido no mundo. (Eckhart Tolle)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

É isso


É preciso exigir de cada um, o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão.

Decepcionar-se é preciso!

Oh quão duras são as penas para aqueles que insistem imperiosamente em (con)viver num mundo deveras inconciso, paradoxal... decepcionar-se é inevitável! Digo isso por mim, que mesmo sendo vacinada contra a febre mortal das expectativas - que afogam as alegrias e roubam as forças, ainda enfrento grande oposição dos milagres não-efetuados dia após dia em (minha) vida.

Querido leitor, venho por meio desta postagem celebrar, erguer um brinde, destilar um ode às decepções! Benditas sejam as esperanças não-correspondidas, as ilusões desfeitas! Aos céus demos graças pela imperfeição irrepreensível dos que nos cercam, dos que aplicam técnicas na tentativa súbita (enfadonha) e não menos inútil de sondar as ações e reações humanas. Dos que dedicam seus conhecimentos parcos (candidatos a deuses) em antecipar os acontecimentos: feiticeiros, adivinhos da pós-modernidade, xamãs da psicologia de boteco. Avante! O mundo é vosso!

Algum dia, eu sei, empregarei minhas forças em (d)escrever a trajetória da decadência humana, nas suas implicações morais e éticas. É sem nenhuma alegria que me incluo no tacho: seres humanos têm uma facilidade impressionante de mentir (enganar-se, iludir-se, trapacear-se, boicotar-se ou outro sinônimo que encaixe melhor no seu modo de ver as coisas) a si mesmo. (...) Como é difícil interpretar e administrar a estranha sensação de ver o ideal se afastando cada vez mais da imagem que se tem de uma pessoa querida...

Mas não pense você, que o tom fatalista denota derrotismo de minha parte. Certas coisas estão profundamente arraigadas e não cedem espaço tão facilmente - assim é o meu (sempre alerta) otimismo. As minhas (as suas, as nossas) decepções não mais são do que enzimas do amadurecimento nos relacionamentos interpessoais! Decepcionar-se é lugar comum - a diferença se percebe do tratamento que se dá ao indivívuo durante o perídodo pós-decepção. Experiência que por sinal preciso desenvolver mais amplamente se quiser desfrutar de um tempo significatido de sobrevida (na coletividade).

"Nostalgia", por Milan Kundera

Em grego, "regresso" se diz nostos. Algos significa "sofrimento". A nostalgia, é pois, o sofrimento causado pelo desejo não realizado de regressar. A maioria dos europeus pode empregar para esta noção fundamental uma palavra de origem grega (nostalgia) e, além disso, outras palavras com raízes na língua nacional. Em Espanhol dizemos "añoranza"; em Portugês, saudade. Em cada língua estas palavras possuem um matiz semântico distinto. Com frequência não só significam a tristeza causada pela impossibilidade de regressar à própria terra. Melancolia da terra natal. Melancolia do jogar. Em inglês, homesickness, ou em alemão Heimweh, ou em holandês heimwee. Porém é uma redução espacial dessa grande noção. O islandês, uma das línguas europeias mais antigas, distingue claramente dois termos - soknudur: nostalgia em um sentido geral e heinfra: melancolia da terra natal. Os tchecos, ao lado da palavra "nostalgia", tomada do grego, têm para a mesma noção seu substantivo próprio: steck e seu verbo próprio; uma das frases de amor tchecas mais comoventes é styska se mi po tobe: "te añoro; já não posso suportar a dor da tua ausência". Em espanhol, "añoranza" provém do verbo "añorar", que provém por sua vez do catalão enyorar, derivado do verbo latino ignorare (ignorar, não saber de algo). À luz desta etimologia, a nostalgia se revela como a dor da ignorância.

sábado, 12 de maio de 2012

Tenso!


*Orlando Pedroso

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mais que palavras

De tempo em vez as pessoas ao meu redor resolvem me fazer chorar.
Recebi essa música com dedicatória essa semana...
Sem mais, era só pra registrar mesmo.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Ciranda das tentativas II

Durante essa semana abri o painel do Blogger algumas vezes, cliquei no editor de postagens, olhei para a tela do PC, pensei em um monte de coisas e por fim fechei a janela sem escrever nada. Talvez porque os pensamentos que me passaram não estejam prontos a serem convertidos em palavras. Ou então as palavras que vão conseguir transmitir aquilo que pensei ou senti ainda não foram inventadas. Quem sabe então, o meu alterego (que não é mais a Carolina, posto que está fora do Brasil) andou censurando os meus pensamentos para que não se transformassem em palavras... Me ocorreu agora que muitas vezes eu me sinto pouco à vontade de compartilhar algumas coisas aqui no blog (que nasceu, entre outras coisas, da necessidade de remoer sentimentos, pensamentos e sensações) porque pessoas conhecidas muito próximas têm acesso, e vira e mexe eu "tenho" que dar alguma explicacão sobre o que postei.

É fato que eu não gosto de me explicar; também que quando escrevo o que quer que seja por aqui, diz respeito a mim e não a outros - é sempre a minha forma de ver, de descrever, de ilustrar. Se alguém porventura se identifica entre as linhas não é intenção - e ao mesmo tempo é... nós humanos somos muito mais próximos, muito mais parecidos do que costumamos julgar ser possível. Eu creio que há uma essência humana comum (e não me peça para explicar isso) que nos une. Basta sentar ao lado de alguém e gastar algum tempo conversando: não importa o tempo em que duas pessoas se conheçam, ao compartilharem algo íntimo em um simples momento de conversa, algum tipo de conexão ocorre e naquele momento, aquele estranho passa a ter algo em comum, algo em nós sinaliza uma intersecção. 

Eu ando muito estranha esses dias. Mas veja bem, "estranha" não significa necessariamente um estado ruim (nem bom): estranha e pronto! "Estranhando" as minhas ações e reações. Ando fazendo coisas que achei que não faria, dizendo coisas que pensei que não diria, experimentando mais e melhor da coisa boa que é (mas dolorida) de viver uma vida livre, fora da "caixinha". Conversava com a minha terapeuta ontem sobre isso (em ocasião extra-terapia, viu! Dei-me alta há algum tempo. Talvez volte, talvez não...): sobre saber-se quem é, para que veio, para onde vai, onde quer chegar. Cabe tanta coisa em meio dedinho de prosa, cabe tanta história em tanta xícara de café e pedaço de pão com manteiga. Sim, eu sei que estou enrolando, que o texto não tem sentido mas é que certos ajustes dessa nossa vida maluca são bem doloridos e me vejo às vezes muito pequena querendo alcançar o topo da montanha a passo de formiga.

Chegar onde se quer leva tempo e eu estou bem perto de muita coisa que quero há muito tempo. De quando em vez essas paradas à beira da estrada pra chorar a nostalgia do que ficou para trás, dos que ficaram para trás, mesmo a gente não querendo, mesmo a gente não querendo! Resta o brinde ao novo - aos novos (amores e amigos). Resta a alegria teimosa que insiste em transbordar mesmo que as coisas não saiam exatamente do jeito planejado. A alma leve, o corpo que às vezes não responde, de tão cansado, a mania de acreditar sempre em dias melhores, em novas oportunidades, que mesmo não entendendo direito pra onde é que a "coisa" vai, sabe-se que vai - de um jeito ou de outro ela sempre  vai!


domingo, 6 de maio de 2012

Liniers (de novo)


Mafalda


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Amores do FB

Povo apaixonado em rede social me irrita! Profundamente... Apaixonados por quem?! São quilos e quilos de mensagens de alguém pra ninguém; é a solteirada desenfreada vivendo amores idealizados que nunca se concretizam! Me irrita! Sério!

Sim porque uma coisa é quando a criatura está se relacionando com alguém e fica declarando o seu amor o tempo todo; tá, tá bom, isso é muito chato também mas dá para entender (em partes) porque todo apaixonado perde um pouco (?) o senso do ridículo e acaba exagerando um pouco nas melosidades e tal.

Mas veja bem, eu estou falando das pessoas que amam alguém que nem sequer imagina que é alvo desse amor e fica lançando mensagens de ternos afetos ao vento como se o outro tivesse obrigação de adivinhar ou um "passarinho" de repente fosse lá contar as novidades.

Sei que não tenho nada a ver com a vida alheia, e que o conteúdo postado pelas pessoas é problema delas, que é só bloquear, deletar, ignorar, etc... O que quero deixar registrado aqui é que eu realmente não entendo! Essa carência afetiva viral nas redes sociais me deixa muito incomodada porque eu entendo amor como uma atitude que passa, primeiramente, pelo amor próprio e depois pela expressão corpo a corpo em atitudes em favor da outra pessoa.

Quer saber? Quem eu amo eu quero perto. Não há nada demais em declarar amores, seja pela via que for mas, na boa... Que pelo menos os "amores" existam!!! É o mínimo! E que na intimidade física, a coisa seja mais empolgante que na vida virtual.

É isso! Falei.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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