terça-feira, 8 de maio de 2012

Ciranda das tentativas II

Durante essa semana abri o painel do Blogger algumas vezes, cliquei no editor de postagens, olhei para a tela do PC, pensei em um monte de coisas e por fim fechei a janela sem escrever nada. Talvez porque os pensamentos que me passaram não estejam prontos a serem convertidos em palavras. Ou então as palavras que vão conseguir transmitir aquilo que pensei ou senti ainda não foram inventadas. Quem sabe então, o meu alterego (que não é mais a Carolina, posto que está fora do Brasil) andou censurando os meus pensamentos para que não se transformassem em palavras... Me ocorreu agora que muitas vezes eu me sinto pouco à vontade de compartilhar algumas coisas aqui no blog (que nasceu, entre outras coisas, da necessidade de remoer sentimentos, pensamentos e sensações) porque pessoas conhecidas muito próximas têm acesso, e vira e mexe eu "tenho" que dar alguma explicacão sobre o que postei.

É fato que eu não gosto de me explicar; também que quando escrevo o que quer que seja por aqui, diz respeito a mim e não a outros - é sempre a minha forma de ver, de descrever, de ilustrar. Se alguém porventura se identifica entre as linhas não é intenção - e ao mesmo tempo é... nós humanos somos muito mais próximos, muito mais parecidos do que costumamos julgar ser possível. Eu creio que há uma essência humana comum (e não me peça para explicar isso) que nos une. Basta sentar ao lado de alguém e gastar algum tempo conversando: não importa o tempo em que duas pessoas se conheçam, ao compartilharem algo íntimo em um simples momento de conversa, algum tipo de conexão ocorre e naquele momento, aquele estranho passa a ter algo em comum, algo em nós sinaliza uma intersecção. 

Eu ando muito estranha esses dias. Mas veja bem, "estranha" não significa necessariamente um estado ruim (nem bom): estranha e pronto! "Estranhando" as minhas ações e reações. Ando fazendo coisas que achei que não faria, dizendo coisas que pensei que não diria, experimentando mais e melhor da coisa boa que é (mas dolorida) de viver uma vida livre, fora da "caixinha". Conversava com a minha terapeuta ontem sobre isso (em ocasião extra-terapia, viu! Dei-me alta há algum tempo. Talvez volte, talvez não...): sobre saber-se quem é, para que veio, para onde vai, onde quer chegar. Cabe tanta coisa em meio dedinho de prosa, cabe tanta história em tanta xícara de café e pedaço de pão com manteiga. Sim, eu sei que estou enrolando, que o texto não tem sentido mas é que certos ajustes dessa nossa vida maluca são bem doloridos e me vejo às vezes muito pequena querendo alcançar o topo da montanha a passo de formiga.

Chegar onde se quer leva tempo e eu estou bem perto de muita coisa que quero há muito tempo. De quando em vez essas paradas à beira da estrada pra chorar a nostalgia do que ficou para trás, dos que ficaram para trás, mesmo a gente não querendo, mesmo a gente não querendo! Resta o brinde ao novo - aos novos (amores e amigos). Resta a alegria teimosa que insiste em transbordar mesmo que as coisas não saiam exatamente do jeito planejado. A alma leve, o corpo que às vezes não responde, de tão cansado, a mania de acreditar sempre em dias melhores, em novas oportunidades, que mesmo não entendendo direito pra onde é que a "coisa" vai, sabe-se que vai - de um jeito ou de outro ela sempre  vai!


2 comentários:

Rafaela Pires disse...

Que essa ciranda continue nos brindando com textos singelos e reflexivos como este!

Felisberto Junior disse...

Olá!Bom dia!
Tudo bem?
..estava visitando alguns blogs que sigo...e vim parar aqui, neste seu lindo blog...
Belo texto! Muita sinceridade refletida!
Na ciranda da vida ,o que precisamos fazer é saber ocupá-la, em todas as fases, de tudo que pretendemos fazer...ou pelo menos tentar fazer....
A vida não é mera sobrevivência... aprenda a perceber os sinais e viva plenamente. Deixe sua energia fluir!
Boa quarta!
Beijos com carinho!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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