domingo, 17 de junho de 2012

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Silenciar-se

Enquanto exercito o silêncio realizo leitura das falas alheias
Sou ouvinte atenta às manifestações gestuais e verbais em redor
Enquanto exercito o silêncio, sou capaz de ouvir
No teu silêncio, o murmúrio quente das palavras (não)ditas.

Do que tenho ouvido (em silêncio)
Enquanto silencio
É que ainda preciso aprender (e aprender)
A silenciar e a ouvir.

Mais ainda, aprender a empregar a palavra certa
O verbo, nos intervalos sonoros em que faz-se necessário
Falar – mais que calar.

Do que tenho aprendido (do teu silêncio)
É que os sons não se pode captar apenas
Utilizando um dos nossos sentidos,
É preciso mais!
É preciso ler nas entrelinhas dos ditos
Dos benditos e interditos
E descobrir (milagrosamente?)
A palavra muda,
Traduzir em prosa o que teu corpo e olhar
Confessaram-me (apenas) em verso.

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